Praça-forte de Peniche

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Fortaleza de Peniche
Forte Peniche 04.JPG
Fortaleza de Peniche, Portugal.
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção João III de Portugal (1557)
Estilo Abaluartado
Conservação Bom
Homologação
(IGESPAR)
N/D
Aberto ao público Sim

A Praça-forte de Peniche, monumento nacional desde 1938, situa-se nesta cidade, no extremo sul do distrito de Leiria, em Portugal.

O Forte de Peniche (também designado fortaleza ou cidadela) [1] é a principal fortificação desse conjunto defensivo. Encontra-se implantado na encosta sul da Península de Peniche, por sobre as escarpas, entre o porto de pesca, a leste, e a Gruta da Furninha a oeste.[2][3][4][5]

Atualmente, a fortaleza abriga o Museu da Resistência e da Liberdade, sob a alçada do Ministério da Cultura e o Museu da Cidade, gerido pela autarquia, a Câmara Municipal de Peniche.

História[editar | editar código-fonte]

O Castelo da Vila[editar | editar código-fonte]

O antigo lugar da Ribeira d’Atouguia, na foz desse rio, era um dos mais importantes portos portugueses da Idade Média, ponto de acesso privilegiado a localidades do centro do país (Lisboa, Óbidos, Torres Vedras,Santarém e Leiria), estando implicada em importantes episódios da História de Portugal. Sendo alvo constante de ataques de corsários ingleses, franceses e de Piratas da Barbária[6][7], o rei Manuel I de Portugal (1495-1521) encarregou o conde de Atouguia da elaboração de um plano para a defesa daquele trecho do litoral, que foi apresentado ao seu sucessor, João III de Portugal (1521-1557). Os trabalhos foram iniciados pela construção, em 1557, do chamado castelo da vila, estrutura abaluartada, sob a supervisão de D. Luís de Ataíde, concluído por volta de 1570, ao tempo do reinado de D. Sebastião (1557-1578). Durante a Dinastia Filipina, foi em Peniche que as tropas inglesas, cedidas por Isabel I de Inglaterra, sob o comando de António I de Portugal, iniciaram a sua marcha sobre Lisboa (Julho de 1589), na tentativa infrutífera de restaurar a soberania portuguesa.

A povoação pesqueira foi elevada a vila em 1609, depois de efetuados alguns reparos nas suas muralhas.

Fosso da cidadela (a oeste)

A Guerra da Restauração e a fortificação abaluartada[editar | editar código-fonte]

No contexto da Guerra de Restauração da Independência, o Conde D. Jerónimo de Ataíde prosseguiu as obras de fortificação de Peniche, sob projetos do engenheiro militar francês Nicolau de Langres e, posteriormente, do português João Tomaz Correia[8], que ficaram concluídas por volta de 1645. [9] [10] [11][12]

Esta fortificação era coadjuvada pelo Forte da Praia da Consolação e pelo Forte de São João Baptista das Berlengas, formando um extenso sistema defensivo que entretanto se revelou ineficaz durante a Guerra Peninsular [13] perante a invasão napoleónica de 1807 sob o comando de Jean-Andoche Junot), tendo permanecido ocupada por tropas francesas entre o final desse ano e agosto de 1808. [14] [15]Os invasores melhoraram no entanto as suas defesas e picaram as armas de Portugal no portão principal da fortificação. Ocupada por tropas inglesas sob o comando de William Carr Beresford, foram feitas novas melhorias nas defesas, o que se repetiu sob o reinado de Miguel I de Portugal (1828-1834), culminando na ampliação do perímetro defensivo. [16]A fortificação teve entretanto débil atuação durante a Guerra Civil Portuguesa.

Em 1836, a Praça-forte viveu dois eventos funestos: o incêndio que destruiu completamente o chamado Palácio do Governador (que não voltaria a ser recuperado) e uma explosão da pólvora armazenada num dos paióis.

Neste século, diante da progressiva perda da sua função defensiva, as suas instalações passaram a ser utilizadas como prisão (época das Invasões Napoleônicas) e posteriormente como prisão política (época das Guerras Liberais, quer para liberais, quer para absolutistas). Teve utilização militar até 1897. Um dos seus últimos governadores foi José Tomas de Cáceres (filho).

Do século XX aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

Ameias da fortaleza

No alvorecer do século XX foi utilizada, após a vitória inglesa na África do Sul, como abrigo para os bôeres que se encontravam refugiados na colónia portuguesa de Moçambique. À época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), nela estiveram detidos alemães e austríacos, convertendo-se, durante o Estado Novo português (1930-1974), em prisão política de segurança máxima (1934), época em que se tornou palco de duas célebres e espetaculares fugas. [17] [18]

Na madrugada de 18 para 19 de dezembro de 1954, António Dias Lourenço, o encarcerado dirigente do Partido Comunista, que quinze dias antes provocara um incidente para ser recolhido ao "segredo", conseguiu evadir-se por uma abertura de 20 x 40 centímetros que serrou na almofada da porta da cela, descendo em seguida 20 metros de muralha até ao mar com uma corda feita com lençóis rasgados em tiras. A improvisada corda rompeu-se, fazendo-o cair ao mar. Foi arrastado para o largo por refluxo das ondas. Com muito esforço, esgotado, conseguiu no entanto alcançar terra e lograr escapar escondido, com a conivência de pescadores, numa camioneta de transporte de pescado. [19]

Ano de 1956: « São demolidas as antigas casernas militares e construídos (por presos de delito comum) três blocos prisionais de alta segurança, os Blocos A, B e C, da autoria do arquitecto Rodrigues Lima [20] (Ver ainda pág. 192 e seguintes em Teatro do Mundo[21]), tendo passado a ser designada por Cadeia do Forte de Peniche » [22].

A 3 de janeiro de 1960, tem lugar a memorável "fuga de Peniche", protagonizada por Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes [23], Carlos Costa[24], Jaime Serra[25], Francisco Miguel[26], José Carlos [27], Guilherme Carvalho [28] Pedro Soares[29], Rogério de Carvalho [30] e Francisco Martins Rodrigues, graças à conivência de um guarda republicano que anuiu à imobilização com clorofórmio de um seu colega responsável pela vigilância dos prisioneiros. O guarda em questão conduziu os fugitivos, um a um, agachados debaixo do seu capote de oleado, até a um troço mais escuro da muralha, de onde desceram para o exterior com o auxílio da referida corda feita de lençóis. [31] [32] [33] Desses negros anos outros testemunhos restam, ditados por outros ideários. [34][35]

Em 25 de abril de 1974, ao eclodir a Revolução dos Cravos, o forte foi um dos objetivos principais da ação dos militares revolucionários. Passou depois a ser utilizada como abrigo para os retornados dos ex-territórios ultramarinos portugueses na África quando do processo de descolonização.

A Guerra das Espoletas e o futuro museu[editar | editar código-fonte]

A "Guerra das Espoletas", levantamento popular em Peniche pelo direito ao trabalho, contra a fome e a miséria, culmina no dia 13 de novembro de 1935. São então presos e condenados cerca de sessenta mestres. Os armadores nisso envolvidos são sujeitos a multas elevadas e as suas traineiras apreendidas. A GNR mata a tiro um dos manifestantes e dois outros são feridos com gravidade.[36]

Um dos mais importantes armadores de Peniche é Luís Correia Peixoto, que reside mesmo em frente da entrada do forte.[37] [38] Fotógrafo amador dedicado ao registo da faina marítima e do mar, deixaria um património iconográfico de considerável interesse e qualidade, que na sua maior parte se encontra em local desconhecido[39], além de dois livros em edição de autor, “Subsídios para a História da Arte de Anzol, Redes de Emalhar” e “Covos em Peniche” (2002), e ainda de uma publicação de bilhetes-postais ilustrados (2003)[40]. Parte dessas fotografias, depositada no Museu de Peniche, foi tema de uma exposição que aí teve lugar aquando da sua criação.

Fernando Engenheiro, arquivista do Museu de Peniche durante anos, traça com idêntica e esforçada minúcia não só o perfil deste generoso democrata numa época em que a ditadura de Salazar era mais feroz mas também o de outro armador não menos importante mas que, sendo católico fervoroso, era cúmplice do regime : Francisco de Jesus Salvador. Cineasta amador, é autor com algum talento de curtas-metragens sobre a construção das suas traineiras e de visitas de ilustres notáveis como o almirante Américo Tomás, Henrique Tenreiro ou o cardeal-patriarca Manuel Gonçalves Cerejeira, conhecido como “Príncipe da Igreja”. Filme mudo, a preto e branco, tem algo de arrepiante : desvela ingenuamente poses e uma encenação ostensiva de grande senhor cheio de si próprio, transbordante de poder e de falsa simpatia. Aliás e paradoxalmente, qualquer um dos filmes de Francisco Salvador, dá-nos hoje a ver o contrário daquilo que pretendia. Revela aspectos não só da sua vida pública, tal era seu desjo, como também da sua vida privada sem estar ciente do que fazia. Tanto mostra gente submissa em tarefas do dia a dia, tais como um menino pobrezinho bem comportado, deslumbrado com o espectáculo graças à gentileza de um trabalhador do mar ao serviço do seu bom patrão (os miúdos típicos da época são em geral ranhosos, malcriados e maltratados) como o encanto brejeiro da sua elegante e bem torneada jovem esposa no memorável bota-a-baixo da sua nova traineira, o Campeão, logo seguido de outras belezas como as do Cabo Carvoeiro, navegando de Peniche de Cima para Peniche de Baixo. É gloriosa a chegada do Campeão ao novo porto de pesca. E não se mostra nem se insinua que tal feito tem a sua marca. Ficamos hoje um pouco chocados com tais subtilezas. À época raros eram aqueles que não aplaudiam. O significado de mudanças como estas será indispensável a quem se dedica ao estudo da História Contemporênea. Indispensável será a quem procura respostas para um conhecimento adequado do Museu de Peniche. Em benefício de todos nós, a resistência ao fascismo sempre foi e terá de ser partilhada entre as gentes da terra e quem viveu no forte.[41]

Museu[editar | editar código-fonte]

No início dos anos oitenta, quando os retornados saíram do forte, apoiado pela Câmara Municipal de Peniche, um grupo de cidadãos, com a colaboração de pessoas e entidades de diversas áreas entre as quais o Museu Nacional de Arqueologia, criou no Forte de Peniche um museu vocacionado para invocar por um lado factos e memórias da resistência antifascista contra o Estado Novo (sector da resistência) e por outro do passado de Peniche, dando relevo ao mar como elemento dominante no seu contexto natural e histórico (sector local). [42] A maior parte do património provém de doações feitas nessa altura. Nessa fase também várias iniciativas culturais foram realizadas com regularidade no Salão Nobre do forte, que desapareceu com as obras feitas em 2019, sem qualquer justificação. [43] [44]

A partir de 1984 apenas um dos três pavilhões do forte ficou aberto ao público como Museu Municipal, exibindo o seu património de modo mais ordenado : arqueológico, histórico e etnográfico (renda de bilros, peças consagradas à pesca e à construção naval). Foram então feitos melhoramentos no chamado Núcleo da Resistência, com restauros e a reconstituição do ambiente como prisão política (celas individuais e parlatório). Neste último, os visitantes podem ver a cela onde esteve preso o secretário-geral do Partido Comunista Português, Álvaro Cunhal, e alguns dos seus desenhos a carvão, bem como uma ilustração do local por onde se evadiu em 1960. O museu, visitado anualmente por cerca de 40 mil pessoas pouco tempo após ter aberto, passou volvida uma década a ter o dobro das visitas. [45] [46]

Em Setembro de 2008 a CMP, a Enatur [47] e o Grupo Pestana assinaram um acordo de exploração, com vista à construção de uma Pousada de Portugal que não chegou a ser implementado.

No início da segunda década (2013), o Forte de Peniche encontra-se em estado crítico de degradação, à excepção do pavilhão mais antigo. Mais grave é o do contíguo e abandonado Forte da Praia da Consolação, sendo particularmente preocupante o estado das suas arribas, em processo de derrocada por ação da erosão marinha. Em 12 de fevereiro de 2010 parte da sua muralha desmoronou devido à violência da ressaca. O forte da Consolação é entretanto cedido pelo Estado à Câmara Municipal de Peniche em agosto de 2017 com fins museológicos, "um dedicado ao património geológico do concelho" e outro "ao património histórico militar da região de Peniche, no qual esta fortificação se integra".[48]

Características[editar | editar código-fonte]

Forte de Peniche Capela de Santa Bárbara.jpg

A Praça-forte é constituída, de norte a sul da Península de Peniche, por uma série de obras defensivas com estrutura abaluartada, com planta no formato de um polígono irregular estrelado, adaptado ao terreno. O perímetro amuralhado abrange uma área de cerca de dois hectares. Nele se inscrevem de sul para norte quatro portas : a "Porta das Cabanas", a "Porta Nova", a "Porta da Ponte" e a "Porta de Peniche de Cima". O conjunto da fortificação dividia-se assim em dois grandes sectores :

1 - A norte, em Peniche de Cima, dominava o "Forte da Luz", hoje em ruínas, protegido por altas escarpas. A partir da Porta de Peniche de Cima a Praça-forte é constituída por uma alta e extensa muralha circundada por um fosso naturalmente inundado pela água do mar (cheio na maré alta)[49] até à Porta das Cabanas, que corresponde ao antigo porto de pesca, conhecido como Portinho de Revez, mesmo ao lado da "Fortaleza", i.e., da Cidadela.[50][51][52] A Cidadela de Peniche, com baluartes nos vértices coroados por guaritas circulares, estava armada de canhoneiras no terrapleno, apontadas para o lado do mar. Do lado da terra, para proteger o monumental portão de entrada, fora construído um revelim triangular. Do forte faziam inicialmente parte o chamado Baluarte Redondo (a primeira fortificação construída), a Torre de Vigia e a Capela de Santa Bárbara.[53]

2 - A sul, em Peniche de Baixo, frente ao povoado, dominava a cidadela, no chamado "Campo da Torre". No seguimento do revelim, a cidadela é protegida por um fosso amuralhado que acompanha o traçado poligonal das suas imponentes muralhas, tornando-a invulnerável. Cortinas e fossos adicionais protegiam o setor oeste, bem como diversas canhoneiras, caminhos cobertos e esplanadas. Outras duas cortinas a norte e baluartes a leste e a oeste estavam associados a várias construções de planta retangular.[54] Nesse conjunto foram integradas as famosas prisões ulteriormente construídas em redor de uma torre de vigia, a construção mais elevada do forte, ponto estratégico de observação que então servia para acautelar qualquer pretensão indesejada.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fortaleza de Peniche - descrição e história, Património Cultural
  2. A Cidadela do Mar – roteiro do museu-fortaleza de Peniche de Jean-Yves Blot, edição da Câmara Municipal de Peniche, 1986
  3. Cisterna do século XVII da Fortaleza de Peniche – descrição de Jean-Yves Blot
  4. Molhe do Portinho do Revez – artigo histórico sobre a construção dos molhes do porto de Peniche entre 1935 e 1974 em Ceocahing
  5. PAI!!! - artigo de José Maria Costa em Conversar em Peniche, março de 2007
  6. Piratas e Corsários
  7. Escravos da berbéria: a época em que europeus cristãos eram sequestrados
  8. Tal decisão inicia o processo de cedência das Fortalezas marítimas da Costa Sudoeste – artigo de António Quaresma, que destaca o seguinte : « As populações do Magrebe, arredadas do grande comércio que se desenvolvia à escala mundial, tinham no corso uma forma de sobreviver a uma crise que o tempo inexoravelmente agravava. O roubo e o rapto de pessoas destinadas aos mercados de escravos das cidades do Norte de África, ou a serem resgatadas, era o principal objectivo.»
  9. Peniche vai ter um museu único na Europa do Sul – artigo de Isabel Salema no suplemento Ipsilon do jornal Público 28 de abril 2018
  10. PENICHE, A CHAVE DO REINO – catálogo da exposição no 400º aniversário (2009) da elevação de Peniche a vila (1609), referindo com desenhos o conjunto de todas as construções defensivas da península e da Berlenga (CMP)
  11. “PENICHE: A CHAVE DO REINO – 400 ANOS A DEFENDER PORTUGAL” - ilustrações com texto em inglês, francês e espanhol (CMP)
  12. Criação pelo Decreto-lei 709-B/76 do Museu da República e do catálogo da exposição (download PDF)
  13. O Exército Português e o Apoio Britânico na Guerra Peninsular – artigo de Sérgio Coelho na Revista Militar, agosto/setembro de 2009
  14. Apontamento histórico da Câmara Municipal de Peniche
  15. Peniche – Pormenores – XXVII – artigo em Largo dos Correios
  16. As grandes mentiras da História de Portugal - artigo no site Visão/Sapo (ver capítulo OS AMIGOS DE PENICHE), 24 de agosto 2011
  17. Museu da Resistência e da Liberdade (cronologia)
  18. 13 ROSTOS – trabalho do jornal Público com filme e entrevistas em vídeo
  19. Brumas, filme de Ricardo Costa, em que Dias Lourenço descreve em pormenor a sua fuga da prisão numa visita guiada ao forte de Peniche (verão de 2011)
  20. Imagem do antigo edifício, anterior ao projecto de Rodrigues Lima
  21. Teatro do Mundo, texto na Biblioteca Digital
  22. Programa Preliminar Pág. 7 do concurso público, da Ordem dos Arquitectos
  23. Joaquim Gomes perfil
  24. Carlos Costa Nota biográfica
  25. Jaime Serra Nota biográfica
  26. Francisco Miguel Nota biográfica
  27. José Carlos Nota biográfica
  28. Guilherme Carvalho Nota biográfica
  29. Pedro Soares Nota biográfica
  30. Rogério de Carvalho Nota biográfica
  31. Fuga de Álvaro Cunhal – breve nota em CITI, sem data
  32. Peniche 1950 - Lembranças de uma fuga – artigo, PCP, Organização Regional de Lisboa, sem data
  33. Evocação da Fuga de Peniche – vídeo da RTP, 3 de janeiro 2010]
  34. «Viagem ao centro do mundo da Maria José e do Zé Luís» – entrevista a Maria José Morgado e a José Luís Saldanha Sanches publicada na pág. de Caminhos da Memória a 6 de outubro 2008
  35. A GNR fez 100 anos e deixou de meter medo – artigo no jornal Público, 26 de maio 2011
  36. Guerra das Espoletas, Jornal das Caldas, 14/11/2015
  37. Testemunho de Manuel Joaquim Leonardo, antigo pescador de Peniche, emigrante português de Vancouver, 26/11/2010
  38. Meias verdades, grandes mentiras – testemunho de Manuel Joaquim Leonardo sobre os problemas dos pescadores mais reivindicativos
  39. O dia a seguir à Revolução em Peniche, Jornal das Caldas, 21/04/2015
  40. Quem foi Luís Correia Peixoto ? – artigo de Fernando Engenheiro, 26/11/2009
  41. Sessão pública / debate "Peniche, História, Memória, Solidariedade e Luta" – artigo, 7 de novembro 2018
  42. O acervo e a memória, artigo de Ricardo Costa, que refere a criação do Museu de Peniche
  43. Salão Nobre da fortaleza de Peniche na pág. da CMP
  44. Peniche, a chave do reino – exposição no Salão Nobre do Forte de Peniche, de 12 de novembro de 2009 a 26 de septembro de 26, 2010
  45. Os prisioneiros de Peniche, noticia de Ana Sofia Fonseca no jornal Público, 22 de abril 2002 (realça a fuga de Dias Lourenço)
  46. É divulgada a constituição de uma comissão instaladora proposta pelo Ministério da Cultura, Diário de Notícias / LUSA, 15 de janeiro, 2018
  47. Enatur
  48. Notícia da agência Lusa, 7 de Agosto de 2017
  49. Fosso da Muralha (descrição da CMP)
  50. O porto de pesca de Peniche e a sua evolução ao longo dos tempos – artigo de Fernando Engenheiro, 10 de novembro 2009
  51. Avenida do Mar, o Largo da antiga Ribeira e os arruamentos adjacentes – artigo de Fernando Engenheiro, 18 de novembro 2009
  52. Migração Nazarena que Peniche recebeu durante o século XX – artigo de Fernando Engenheiro, 7 de junho 2013
  53. Capela de Santa Bárbara na pág da CMP
  54. Fortaleza de São Francisco e frente abaluartada da Praça de Peniche – documento publicado pelo SIPA a 27 de julho de 2011

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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