Simone

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Simone
Simone cantora Brasil.jpg
Informação geral
Nome completo Simone Bittencourt de Oliveira
Também conhecido(a) como Cigarra
Nascimento 25 de dezembro de 1949 (65 anos)
Origem Salvador, Bahia
País  Brasil
Gênero(s) Romântico, MPB, Samba
Instrumento(s) voz, percussão, violão
Período em atividade 1973 - atualmente
Gravadora(s) Odeon, Emi, Sony, Universal, Biscoito Fino
Afiliação(ões) Cazuza
Página oficial www.Simone.art.br

Simone Bittencourt de Oliveira, conhecida simplesmente como Simone (Salvador, 25 de dezembro de 1949), é uma cantora brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de Otto Gentil de Oliveira e Letícia Bittencourt de Oliveira, Simone nasceu prematura de oito meses no bairro de Brotas, em Salvador, Bahia. É a sétima filha entre nove irmãos, sendo cinco homens e quatro mulheres.[1] Em 1966, aos dezessete anos, mudou-se com a família para São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo, onde terminou o colegial (atual ensino médio).

Poucos anos depois, sua família mudou-se para Santos, cidade em que Simone prestou vestibular, sendo aprovada em boa colocação, e cursado Educação Física, tendo sido colega de classe dos futebolistas como Pelé, Emerson e Leivinha. Após formada, foi morar sozinha na capital paulista, pagando o aluguel do apartamento em que morava dando aulas em uma escola no bairro de Santana.[2]

Aperfeiçoou-se nos estudos, e se tornou jogadora profissional de basquete, chegando a ser convocada duas vezes para a Seleção Brasileira de Basquetebol, mas devido a duas entorses[2] , foi cortada antes do embarque e na segunda, durante o campeonato mundial de 1971, ficou no banco de reservas[1] .

Trajetória artística[editar | editar código-fonte]

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Apesar de formada em educação física, a paixão de sua vida sempre foi a música, tanto que fazia aula de violão desde criança com a professora, que ao longo dos anos se tornou amiga, Elodir Barontini. Simone participou de um jantar, organizado por Elodir, na casa do então gerente de marketing da gravadora Odeon, Moacir Machado, o Môa.[1] [3] Ao final do encontro, Simone foi convidada para fazer um teste na Odeon, cantando sucessos da época, e Simone acabou ganhando a vaga em ótima colocação, e o resultado foi que a gravadora a contratou por quatro anos, com um disco por ano.[1] O primeiro, Simone, gravado em outubro de 1972 foi regido pelo maestro José Briamonte. A primeira tiragem foi distribuída apenas para amigos, parentes e para o meio artístico. O lançamento ocorreu em 20 de março de 1973[4] (considerada a data oficial do início da carreira) em São Paulo . A participação no programa Mixturação (direção/produção de Walter Silva, TV Record, abril, 1973) também foi aguardada com expectativa e Simone apontada como um dos nomes mais promissores. O sucesso começava assim de forma gradual.

Antes de se tornar conhecida do público brasileiro, participou de uma turnê internacional (1973) [5] organizada por aquele que se tornaria um dos grandes incentivadores, Hermínio Bello de Carvalho. A excursão internacional, intitulada Panorama Brasileiro, incluía no roteiro o Olympia em Paris e o Hotel Intercontinental de Colonia, Alemanha além de Bruxelas , Bélgica, onde ela se apresentou na Brasil Export 73. Em 1974, Festa Brasil, percorre 20 cidades dos Estados Unidos, além do palco do teatro anexo do Madison Square Garden (Nova York), o Felt Forum. A turnê foi um grande sucesso e os discos Agô-Kelofé- Brasil Export 73 e Festa Brasil foram distribuídos no mercado europeu e americano ( tinham sido gravados antes das viagens),ambos produzidos por Hermínio Bello, que ainda produziria os dois álbuns subsequentes, Quatro Paredes e Gotas d´Água; neste último a produção foi realizada em parceria com Milton Nascimento.[6] Em 1976, ao lado de Vinícius de Moraes e Toquinho participa do Circuito Universitário, uma série de apresentações, que além do Brasil, viajou a Argentina, Uruguai, Chile, México e Brasil.[7]

Quatro anos depois de estrear (1977) realizou a primeira apresentação solo, o show Face a Face (Museu de Arte Moderna, RJ, com direção de Antonio Bivar). O ano marcaria o primeiro grande momento de reconhecimento, com as canções "Gota d'Água", "Face a Face", "Jura Secreta" e "O Que Será". No Projeto Seis e Meia foi ovacionada por crítica e público quando interpretou "Gota d'Água", até hoje considerada uma das melhores apresentações da carreira: "Foi uma loucura total. Aquela gente toda - a quem se atribuía inicialmente apenas a vontade de ver Belchior - mostrou, na hora, que queria me ver também. O público foi ouvir os dois e, para mim, isso esclareceu algumas críticas ao meu trabalho. Diziam que eu era cantora de elite, que só escolhia compositores de elite para cantar para uma elite. E embora não cante músicas de parada de sucesso, foi o povo mesmo que foi ao Seis e Meia daquela semana, independente de qualquer coisa.".[8] O grande sucesso cinematográfico da época, Dona Flor e Seus Dois Maridos (Bruno Barreto), trouxe Simone cantando O Que Será na trilha sonora e foi gravada pela primeira vez em 1976, levando o nome da cantora aos quatro cantos do país. Lançada no disco Face a Face,[9] a canção "Jura Secreta" (Sueli Costa e Abel Silva) foi a primeira interpretação de Simone constar de uma novela, O Profeta, (TV Tupi, Ivani Ribeiro).

No ano seguinte (16 de junho a 15 de setembro de 1978) estava entre os artistas do ambicioso Projeto Pixinguinha,[10] e, ao lado de Sueli Costa, apresentou-se nas principais capitais do país.[11] Um excerto do Projeto comenta o progresso da carreira: "Em 77, além do lançamento do LP Face a Face e da trilha sonora do filme Dona Flor e seus Dois Maridos fez muito sucesso num espetáculo no MAM[desambiguação necessária]. No Teatro Clara Nunes, com direção geral de Hermínio Bello, apresentou-se em Face a Faca. Em cada espetáculo vem se projetando e se coloca, no momento, entre as melhores cantoras brasileiras. Acabou de gravar Cigarra, com músicas de Gonzaguinha ("Petúnia Resedá"), Fagner e Abel Silva ("Sangue e Pudins"), Milton Nascimento e Ronaldo Bastos ("Cigarra"). (Excerto: Funarte.)

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

O grande sucesso da canção "Começar de Novo", tema de abertura do seriado Malu Mulher e uma das primeiras canções feministas da música brasileira, foi registrado pela primeira vez no disco Pedaços, em 1979. Considerado um divisor de águas na carreira, o espetáculo homônimo [12] [13] (30 de dezembro de 1979, Canecão) foi gravado ao vivo e lançado em disco em 1980, sob o título Simone ao Vivo (primeiro gravado ao vivo). Sucesso de público e crítica, Pedaços teve a primeira apresentação em outubro e foi considerado o melhor do ano; em termos de público, mais de 120.000 pessoas em todo o país [14] só foi superado pelo espetáculo anual de Roberto Carlos. Dirigido por Flávio Rangel, que incluiu a canção "Pra não Dizer que não Falei das Flores (Caminhando)" no repertório, celebrando a primeira audição da canção antológica na voz e a primeira interpretação engajada da carreira, e que só não ficou mais conhecida do que a do próprio compositor Geraldo Vandré. Simone foi a primeira artista a cantar 'Para não dizer que não falei das flores' após a liberação pela censura. O sucesso lhe rendeu o primeiro disco de ouro e um especial da Rede Globo, gravado ao vivo no Teatro Globo (2 de março de 1980). O programa, chamado Simone Bittencourt de Oliveira, foi o primeiro da série Grandes Nomes..[15] [16]

"Caminhando" seria interpretada ainda em [[1982], no Estádio do Morumbi, no espetáculo Canta Brasil;[17] segundo o Jornal da Tarde (1982):`Simone foi a responsável pelo momento de maior participação popular e entrou no palco com a certeza de que isto aconteceria, mas não conseguiu conter a emoção, aliás, como dezenas de pessoas, diante de um coro de cem mil vozes. Em matéria publicada na Revista Veja (março de 1982): Simone Bittencourt de Oliveira nasceu duas vezes. A primeira, em 1949, num bairro de classe média de Salvador, na Bahia. A segunda, na noite de 7 de fevereiro passado, no estádio do Morumbi, em São Paulo, quando ergueu um coro de 90.000 vozes na apoteose do espetáculo Canta Brasil, com a canção "Caminhando" nos lábios e lágrimas nos olhos. Quando terminou de cantar, era mais uma estrela no céu.

Uma cantora cujos espetáculos se encerravam com flores distribuídas ao público, tornava-se não só uma grande voz para os versos de Vandré, mas também, ao lado de outros artistas, vivenciava-os: Ainda fazem da flor seu mais forte refrão, E acreditam nas flores vencendo o canhão. Ao final do espetáculo Delírios, Delícias [18] (1983) clamou pelas Diretas Já; em 1989, ao lado de Marília Pêra e Cláudia Raia, declarou e apoiou o então candidato Fernando Collor de Mello.[19] O despertar de uma postura artística engajada acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações de sambas como "Disputa de Poder" e "Louvor a Chico Mendes", além de "Maria, Maria", "Uma Nova Mulher", "O Sal da Terra", "Será", "Pão e Poesia", "Isto Aqui o Que É", "É", "O Tempo Não Para", "Blues da Piedade". Outro grande sucesso, "Tô Voltando", um samba que canta a volta para a casa de um casal apaixonado, foi associado à ditadura militar e aos que retornavam ao Brasil depois do asilo político dos anos 1970.[12]

O ano de 1982 foi marcado por grandes recordes de público, como na temporada de nove apresentações no Ginásio do Ibirapuera, em 3 semanas seguidas, com cerca de 15 mil pessoas, por noite, dando um total aproximado de 135 mil pessoas: "No último fim de semana, quando lotou o ginásio do Ibirapuera, também em São Paulo, com 45 000 ingressos vendidos em apenas 48 horas para três apresentações, ela mostrou que a nova estrela gosta de brilho, e muito. Com a programação de mais três espetáculos extras no próximo fim de semana, ela passa a recolher recordes; ao final do último show, será a artista brasileira que mais vezes se apresentou num ginásio de 15 000 lugares num espaço de tempo tão curto".[20] Foi em 1982 também que recebeu a primeira indicação para o Troféu Imprensa de melhor cantora, seguiram-se mais 10 indicações para o prêmio e a conquista do troféu no ano de 1987, ao lado de Marina Lima.

A primeira cantora a interpretar "Caminhando" depois da liberação da censura, seria também, aos trinta e dois anos, a primeira cantora a lotar sozinha um estádio, o Maracanãzinho, em 1981, com o espetáculo Amar;[21] superlotou também o Mineirinho e o ginásio da Pampulha;[22] no mesmo ano lançou Encontros e Despedidas. Pioneirismo evidenciado em outras ocasiões como quando gravou, muito antes de Paul Simon ou Michael Jackson, com o Grupo Olodum da Bahia; ou quando, num dos espetáculos, surpreendeu a plateia levando para o palco uma cama, um ano antes da popstar Madonna chocar o mundo com a mesma ideia. Quatorze anos mais tarde, em 1995, foi a primeira cantora de renome a gravar um disco inteiro exclusivamente com canções natalinas.[23] Em dezembro de 1982 parou a Quinta da Boa Vista onde uma multidão de 60 mil pessoas [24] foram assisti-la na primeira transmissão ao vivo da história da 'Rede Globo' para um espetáculo de final de ano.[25] [26]

A partir da segunda metade da década de 1960 (1965), em plena efervescência da contracultura e no rescaldo do pós-bossa-nova, estrearam na televisão brasileira os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record). Contemporâneos da Jovem Guarda e do Tropicalismo os Festivais açambarcavam todos esses estilos, a bossa nova, o rock vanguardista da Jovem Guarda e o ecletismo do tropicalistas -e ainda seria o palco de estreia de um novo e definitivo estilo, a MPB, inaugurado com a interpretação antológica da novata Elis Regina, então com apenas 20 anos de idade recém- completados, cantando "Arrastão". Durante duas décadas a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso da transmissão desses espetáculos que apresentavam os novos talentos, registrando índices recordes de audiência. O especial Mulher 80 (Rede Globo) foi um destes marcantes momentos da televisão;[27] o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da ampla preponderância das vozes femininas,[28] com Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

Nos anos oitenta, que foram marcados pelo reconhecimento de grandes cantoras na MPB, firmava-se assim como uma recordista de público e de vendagem e o nome "Simone" despontava como um dos grandes nomes da indústria fonográfica nacional. A maior temporada ocorreu na tradicional casa carioca, Scala II (1986), durante sete meses seguidos e é o maior público já registrado, de 220 mil pessoas em uma única apresentação, ao ar livre. O sucesso de público, vendagem e o repertório refinado situaram-na como um dos nomes mais respeitados da da "MPB"; de cantora elitista, passaria, a partir de meados da década de 1980, com a seleção de um repertório excessivamente popular, pela fase mais obscura da carreira, enfrentando o estigma da crítica especializada que desmerecia a interpretação, arranjos e compositores escolhidos—foi a chamada fase brega, que de uma maneira geral marcou os anos 1980 pela exacerbação aos apelos do romantismo.

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Simone integrou o grupo seleto de intérpretes que viajou o país durante dois anos com o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas. Simone interpretou a canção "Meu Namorado", composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história do grande amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século. Um dos maiores sucessos da carreira seria lançado no ano seguinte, em 1983: "O Amanhã" foi o samba enredo da União da Ilha em 1978 e neste mesmo ano gravada por Elizeth Cardoso, mas foi com a primeira gravação de Simone, em 1983 (CD Delírios, Delícias e regravada no CD Simone ao Vivo), que a canção se popularizou.[29]

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto simples, de criação coletiva, com as canções "Chega de Mágoa" e "Seca d'Água". Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. Também em 1985 cantou no coro de vozes latinas Cantaré, Cantarás.

Em 1989, dez anos depois de conquistar o primeiro disco de ouro, a artista figurava entre os poucos a ainda protagonizar especiais televisivos: Simone - Especial (Rede Globo) apresentou trechos do espetáculo Sedução, em cartaz no Palace (São Paulo); dividiu o palco na tradicional apresentação de final de ano cantando ao lado de Roberto Carlos. Participou também do especial da Rede Globo Cazuza – Uma Prova de Amor, interpretando ao lado de Cazuza a canção "Codinome Beija-flor". No LP Simone grava "Louvor a Chico Mendes" ao vivo com a Caprichosos de Pilares.[30] Encerrou os anos 80 como a maior vendedora de discos de toda a década.[31]

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

O primeiro Cd com temas de Natal do país[editar | editar código-fonte]

Em 1991 gravou um clipe para o programa Fantástico, idealizado pelo sociólogo Betinho, intitulado "Luz do Mundo", para arrecadar fundos para a reabilitação de menores. Dos álbuns gravados depois da década de 1980, uma época considerada de apelo mais popularesco, destacam-se Simone Bittencourt de Oliveira (1995), que trouxe baladas entre outros clássicos e sambas; Café com Leite (1996, um tributo a Martinho da Vila) -- trabalhos referidos como um reencontro com um repertório mais seletivo e arranjos mais apurados.

Em 1995 lançou o Cd 25 de Dezembro, exclusivamente com canções natalinas, e obteve a maior vendagem da carreira, mais de um milhão e meio de cópias vendidas em apenas um mês e meio: Ao lançar, no ano passado, o disco natalino 25 de Dezembro, a cantora Simone quebrou um tabu. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, os cantores brasileiros não têm o costume de lançar, no mês de dezembro, discos com músicas de Natal (Revista Veja).[32] . Foi a partir do sucesso de Simone que vários outros artistas também gravaram versões de músicas natalinas, tal como Ivan Lins, Chitãozinho e Xororó, entre outros [33] .

Flávio Rangel, Jorge Fernando, José Possi Neto, Nelson Motta, Ney Matogrosso e Sandra Pêra são alguns dos nomes que assinam a direção dos espetáculos. O show Sou Eu ganhou o prêmio de melhor do ano em 1992 e originou o álbum homônimo — comemorativo dos vinte anos de carreira, que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas. Em 1997 apresentou-se na casa de espetáculos carioca Metropolitan, com Brasil, O Show, dirigido por José Possi Neto apresentando clássicos do samba (Paulinho da Viola, Adoniran Barbosa, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Gonzaguinha, Mário Lago) entre outras gravações do álbum de estúdio do ano anterior, Café com Leite.

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Os álbuns Seda Pura (2001) e Feminino (2002) marcaram as mais baixas vendagens da carreira e repertórios de estilo pouco explorado até então, o pop. Baiana da Gema (2004, 2005), um tributo a Ivan Lins, , de repertório inédito do compositor, foi apresentado no eixo Rio-São Paulo. Em maio de 2006, num pocket show, no cenário intimista de uma casa noturna paulistana, exibiu um repertório romântico ao público que se encantou com arranjos originais, em tom jazzístico, para o "Projeto Credicard Vozes". Outras recentes apresentações, no Peru, foi aplaudida de pé por mais de cinco minutos; em Miami, ao lado do parceiro Ivan Lins, obteve reconhecimento da crítica que considerou a apresentação uma das melhores dos últimos anos na Flórida. Em 2007 a parceria com Zélia Duncan foi registrada no CD e DVD Amigo é Casa (Biscoito Fino), que exibiu, além de regravações,[34] canções inéditas na voz das artistas e apresentações pelas capitais do país, além de Portugal (2008).[35]

Uma edição da década de 1970 foi organizada pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour e lançada em 2009 pela EMI. Considerada a fase de maior qualidade vocal e musical, o box com 11 CDs reúne a obra completa deste período no qual a artista impos-se à crítica com interpretações definitivas e sucesso crescente junto ao público:[36] Tá aí toda a minha formação musical, foi quando eu aprendi a mexer com estúdio, mixagem, tudo. Acho também que foi uma grande década da música brasileira, muito importante para as pessoas da minha geração. Claro que hoje eu faria algumas coisas diferentes. Mas a vida não tem ensaio….[37]

Na Veia foi lançado em agosto de 2009 (Biscoito Fino), sem estilo musical definido, exibindo um repertório eclético que mescla o samba, o pop e o romântico para, segundo a cantora, "passar alegria e esperança".[38] Simone assina a composição de "Vale a pena tentar", parceria com Hermínio Bello de Carvalho, segunda canção composta pela cantora que já havia estreado com "Merecimento", ao lado de Abel Silva (1982): "Minhas composições eu não mostro pra ninguém, nem pra mim (risos). No caso desta com Hermínio, de 76, fiz a melodia e um esboço da ideia da letra, que era uma resposta à 'Proposta', do Roberto. Depois a entreguei pro Hermínio resolver algumas passagens da letra e só agora me liberei pra gravar. Como estou me reaproximando do violão, pode ser que venham algumas coisas por aí. Eu sempre tive muito pudor em colocar qualquer música minha. Mas um dia eu peguei o violão e cantei para o Rodolfo (Stroeter, do grupo Pau Brasil, produtor do CD) e a Kati (diretora da Biscoito Fino) e eles disseram: Você tá maluca de não gravar isso!? Em 76, depois de pronta, a música chegou a ser mandada para Roberto Carlos - disseram que ele gravou, mas não saiu".[38]

Estilo musical[editar | editar código-fonte]

Repertório[editar | editar código-fonte]

Na história da MPB a tradição romântica foi intensificada nos anos 1980 e os temas de amor romântico e paixão, foram amplamente explorados por diversos cantores e compositores. Simone, que desde o início da carreira interpretou predominantemente canções românticas, figura dentre elas e é por isso elencada na categoria de cantora romântica.[39] O repertório abrange mais de 380 interpretações,[40] [41] um dos mais vastos e diversificados dentre as vozes femininas,[42] compondo um verdadeiro mosaico de estilos. O amor romântico ou idealizado, a paixão, ("Começar de Novo", "Jura Secreta", "Corpo", "Medo de Amar nº 2", "Raios de luz", "Lenha"), o samba ("O Amanhã", "Disputa de Poder", "Ex-amor") e a religiosidade ("Cantos de Maculelê", "Reis e rainhas do Maracatu", "Então é Natal", "Ave Maria", "Jesus Cristo") são os mais recorrentes na obra.

Ao longo da infância e juventude as principais referências deste repertório romântico foram Roberto Carlos, Milton Nascimento e Maysa Matarazzo, de quem é grande fã e que grande influência exerceu na carreira, Dolores Duran, Ângela Maria, Nora Ney e Elizeth Cardoso – as maiores expoentes do gênero samba-canção ou fossa. O gênero, comparado ao bolero, pela exploração e exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo. O samba canção (surgido na década de 1930) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, em 1957), com o qual Maysa já foi identificada. Mas este último, herdeiro do jazz norte-americano, representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo e da melancolia. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas com a bossa, é o de uma cantora mais dramática e a voz é mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do samba-canção e do bolero. O declarado gosto pessoal da cantora por boleros advém desta herança musical.[39] Ao lançar o CD Fica Comigo Esta Noite, comentou: Bolero é bolero. Quando você tem um cara como o Luiz Conte que tem uma pegada de bolero especial, fica mais fácil. É o métier dele. Por exemplo, no show, o (Fernando) Caneca tocava guitarra, violão, viola, tudo junto. No disco, a gente tem mais tempo e pode variar mais de músicos e testar o que for melhor. No mais, eu sou a rainha do bolero. Adoro!.[39]

como intérprete, Ivan Lins, Vitor Martins, Milton Nascimento, Fernando Brant, Paulo César Pinheiro, Gonzaguinha, Chico Buarque, Martinho da Vila, Fátima Guedes, João Bosco, Aldir Blanc, Isolda, Roberto Carlos, Hermínio Bello de Carvalho, Paulinho da Viola, Sueli Costa e Abel Silva são os compositores com maior número de interpretações na voz. O repertório atual inclui ainda Zélia Duncan, Cássia Eller, Adriana Calcanhotto, Aldir Blanc, Joyce, Martinho da Vila, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e Lenine.

Voz[editar | editar código-fonte]

Desde o primeiro LP gravado até os dias atuais o talento então descoberto é expressado pela espontaneidade, o dom natural, sem qualquer registro de passagem por escolas de música ou aulas de canto,[43] tampouco utiliza a leitura de cifras como recurso de intelecção aos acordes. Marcada por um acentuado sotaque baiano, que o tempo nunca apagou, e um exclusivíssimo timbre [44] [45] [46] metálico de mezzo-soprano, a voz revela-se também por uma leve rouquidão com viés romântico, entrementes exaltada por um travo de emoção contida, como nos dramas românticos de "Começar de Novo", "Jura Secreta" e "Gota d'Água". Na nomenclatura do canto o registro vocálico é de tessitura vertical mediana, contrabalançado por uma ampla horizontalidade ou versatilidade; atualmente, na maturidade, pode ser definido com o de um contralto, mais grave, que o de mezzo-soprano; observa-se na obra o uso do recurso do falsete, como em alguns versos do refrão de "Jesus Cristo", no qual o timbre alcança um agudo para além do registro convencional. Trajetória profissional que se consolidou com um repertório eclético [47] ensejado por um alto grau de versatilidade vocal, abrangendo interpretações solo em castelhano e ao lado de nomes como Pablo Milanés, Plácido Domingo, José Carreras e Julio Iglesias. Foi por três vezes nomeada para concorrer ao Grammy Latino (em 2006, na categoria Melhor álbum de música brasileira com o Cd Baiana da Gema[48] ).

Palco[editar | editar código-fonte]

A presença no palco é caracterizada entre outras pelo traje branco, altura incomum e porte atlético e o gesto de abrir os braços no formato de uma cruz,[49] contemplando gestualmente algumas canções. É característica também a maneira como Simone encerra os espetáculos, distribuindo flores, rosas brancas, para o público: As rosas são uma forma de agradecimento, é uma lembrança minha ao público. E a roupa branca já vem de muito tempo. O branco é a unificação de todas as cores e simboliza o meu mestre espiritual, que me acompanha sempre.[50]

Sucessos[editar | editar código-fonte]

A pedido, ganhou em 1978, do amigo Bituca, Milton Nascimento, a composição que se tornou então o apelido, Cigarra, do disco homônimo lançado no mesmo ano.[51] O pedido por uma canção com o tema de cigarra partiu da própria cantora por ocasião de um evento ocorrido em Salvador, quando Simone afirma ter sido surpreendida por uma voz que repetiu três vezes a palavra cigarra direcionando-se a ela e de maneira inusitada. A letra faz alusão à famosa fábula de Esopo, A Cigarra e a Formiga.

Além de "Cigarra", foram consagradas na voz inúmeras canções, dentre as quais: "Começar de Novo", "Jura Secreta", "Medo de Amar nº 2", "O Ronco da Cuíca", "Face a Face", "Cordilheiras", "Bodas de Prata", "Quem é você", "De frente pro crime", "Fantasia", "Quatro Paredes", "Desgosto", "Mar e lua", "Novo tempo", "Música música", "Condenados", "Encontros e Despedidas", "A Distância", "Outra vez", "Danadinho Danado", "Canta Canta Minha Gente", "Disritmia", "Sangrando", "Cantos do maculelê", "Louvor a Chico Mendes", "Será", "Sou eu", "Você é Real", "Voltei pro Morro", "Samba de Orly" (com Toquinho), "Reis e Rainhas do Maracatu", "Caçador de Mim", "Sob Medida", "Maria Maria, "Iolanda" (com Chico Buarque), "Atrevida", "Por um Dia de Graça", "Quem te Viu Quem Te Vê", "Tô que Tô", "Tô Voltando", "Gota d'Água", "Me Deixas Louca, Vida", "Pão e Poesia", "O Amanhã", "Para Não Dizer Que Não Falei das Flores", "Disputa de Poder", "Uma Nova Mulher", "O Que Será", "Loca", "Procuro Olvidarte", "Raios de Luz", "Tudo por Amor", "Tudo Bem", "Alma", "Corpo", "Amor no Coração", "Codinome Beija-Flor", "Ex-amor", "Um Desejo só não Basta", "Amor Explícito", "Então é Natal", "Jesus Cristo", "Lenha", "Separação", "Pedaço de Mim", "Desesperar Jamais", "Saindo de Mim", "Começaria Tudo Outra Vez", "Veneziana", "Idade do Céu" (com Zélia Duncan), "Matriz ou Filial", "Cofre de Seda", "Muito Estranho", "Então Me Diz", "É Festa", "Existe um Céu", "Meu Ego", "Migalhas" e outras.

"Começar de Novo", do disco Pedaços (1979),[52] foi a canção-tema do seriado Malu Mulher (Rede Globo, 1979), que abordava assuntos polêmicos na época como a emancipação feminina, divórcio, aborto e violência doméstica. A personagem Malu (Regina Duarte) foi a primeira a tomar pílula contraceptiva na TV.[53] Simone foi escolhida para interpretá-la em detrimento de Maria Bethânia, cogitada também para a interpretação, mas que recusou. Na voz, a composição, que foi escrita especialmente para o seriado, por Ivan Lins e Vítor Martins, tornou-se um grande sucesso da época e um marco na história da MPB.[54] "Começar de Novo" foi gravada também por Barbara Streisand e Sarah Vaughan.[53] . O arranjador e produtor musical norte-americano Quincy Jones figura entre os admiradores desta interpretação da cantora.

Parcerias[editar | editar código-fonte]

Dentre as parcerias estão nomes como Milton Nascimento, Chico Buarque, Isolda, Roberto Carlos, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, João Bosco, Ivan Lins, Gal Costa, Toquinho, Cazuza, Erasmo Carlos, Gonzaguinha, Ney Matogrosso, José Luis Rodrigues, Dionne Warwick,[55] José Carreras, Plácido Domingo, Pablo Milanes, Julio Iglesias, Luís Represas, Fátima Guedes, Grupo Olodum da Bahia, Meninas Cantoras de Petrópolis, Daniela Romo, Eugênia Melo e Castro, Dulce Pontes, Hebe Camargo, Marília Gabriela, Ângela Maria, Zélia Duncan e outros.

Canções temas de novelas[editar | editar código-fonte]

Principais espetáculos[editar | editar código-fonte]

  • 1973: Panorama brasileiro Feira Brasil Export de Bruxelas (Bélgica) e Olympia de Paris (França)
  • 1973: Simone, Turnê nos Estados Unidos e no Canadá
  • 1973: Expo 73, Esporte Clube Pinheiros, São Paulo
  • 1977: Projeto Pixinguinha, Teatro Dulcina, Rio de Janeiro e turnê nacional
  • 1978: Cigarra, Canecão, Rio de Janeiro
  • 1979: Pedaços, Canecão (RJ) e turnê nacional
  • 1981: Simone, Maracanãzinho, Rio de Janeiro
  • 1982: Canta Brasil, Estádio do Morumbi, São Paulo
  • 1982: Corpo e alma, Canecão, Rio de Janeiro
  • 1983: delirios, delícias, Ibirapuera, São Paulo
  • 1984: desejos, palace, São Paulo.
  • 1986: SIMONE, scala (7 meses de temporada)
  • 1987: Amor e paixão, palace e outras capitais.
  • 1989: SEDUÇÃO ,SCALA E PALACE.
  • 1992: Sou eu, Estádio do Morumbi, São Paulo
  • 1997: Brasil, o Show, Metropolitan, Rio de Janeiro
  • 2000: Fica comigo esta noite, Canecão, Rio de Janeiro
  • 2004: Baiana da Gema, Tom Brasil, São Paulo
  • 2004: Baiana da Gema, Canecão, Rio de Janeiro
  • 2004: Baiana da Gema, Scala, Rio de Janeiro
  • 2005: Baiana da gema, Claro Hall, Rio de Janeiro
  • 2006: Projeto Credicard Vozes, Bourbon Street, São Paulo
  • 2006: Simone Canecão, Rio de Janeiro
  • 2006: Simone e Ivan Lins, Au-Rene Theater, Broward Center, Miami
  • 2006: Tom Acústico com Zélia Duncan, Tom Brasil, São Paulo
  • 2008: Tour nacional de Amigo é casa
  • 2009: Turnê de Amigo é Casa em Portugal
  • 2009: Em boa companhia, Canecão, Rio de Janeiro
  • 2009: Em boa companhia, Teatro Bourbon, São Paulo
  • 2010: Em boa companhia, DVD, Teatro Guararapes, Recife
  • 2010: Festival da América do Sul, Corumbá
  • 2010: Inauguração da Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio em Português

Álbuns de estúdio em Espanhol

  • Simone (1991)
  • La Distância (1993)
  • Dos Enamoradas (1996)
  • 25 de Deciembre (1996)
  • Loca (1998)

Álbuns ao vivo

  • Ao Vivo no Canecão (1980)
  • Brasil "O Show" (1997)
  • Feminino (2002)
  • Simone ao Vivo (2005)
  • Amigo é Casa (com Zélia Duncan) (2008)
  • Em Boa Companhia (2010)
  • Na Veia (2011)
  • É melhor ser (2013)

Outros projetos

Referência bibliográfica[editar | editar código-fonte]

  • Travessia: A vida de Milton Nascimento. Maria Dolores. 2006. Ed. Rcb.
  • 1985, O ano em que o Brasil recomeçou. Edmundo Barreiros e Pedro Só. 2006. Ediouro.
  • História sexual da MPB. Rodrigo Faour. 2006. Editora Rcb.
  • Nada será como antes, a MPB nos anos 1970. Ana Maria Baiana. 2006. Ed. Senac.
  • Timoneiro - Perfil Biográfico de Hermínio Bello de Carvalho. Alexandre Pavan. 2006. Ed. Casa da Palavra.
  • Toquinho: 40 anos de música. João Carlos Pecci. 2005. RCS Editora.
  • Viver de Teatro - Uma biografia de Flávio Rangel. José Rubens Siqueira. Ed. Nova Alexandria.
  • Meus Discos e Nada Mais - Memórias de um DJ na Música Brasileira. Zé Pedro. 2007. Editora Jaboticaba.
  • Ouvindo Estrelas - A Luta, a Ousadia e a Glória de um dos Maiores Produtores Musicais do Brasil. Marco Mazzola. 2007. Editora Planeta.
  • Todos Entoam - Ensaios, Conversas e Canções. Luiz Tatit. 2008. Editora Publifolha.
  • Vou te contar, Histórias de Música Popular Brasileira. Walter Silva. 2002. Ed. Conex.
  • Mulheres à cesta. História do Basquete Feminino no Brasil (1892-1971). Cláudia Guedes. São Paulo: Miss Luly, 2009.
  • Bibliografia não crítica. Apenas citações.

Referências

  1. a b c d Galeria da Fama: Simone
  2. a b Site oficial, Biografia
  3. Canal Pop, Terra
  4. Biografia, site oficial.
  5. Simone, site oficial.
  6. Programa Raul Gil
  7. Simone, site oficial.
  8. Manchete, 1980[carece de fontes?]
  9. Simone, site oficial.
  10. Projeto Pixinguinha: Rita Ribeiro e Tantinho da Mangueira. CanalPop, Terra.
  11. Biografia, site oficial.
  12. a b Simone, MusicaBrasileira.org.
  13. Biografia, site oficial.
  14. DicionarioMpb
  15. Biografia, site oficial.
  16. 'Memória Globo
  17. Memória Globo
  18. Memória Globo
  19. Paulo Gonçalo, Jornal Digital Portugal
  20. Okky de Souza, Veja, 24 de março de 1982
  21. Dicionariompb
  22. Milton Luís - O Tempo, 5 de fevereiro de 2006
  23. Música Brasileira.org.br
  24. JT
  25. Show [[Corpo e Alma (álbum de Simone)|], Quinta da Boa Vista, 1982]
  26. Show Corpo e alma, Quinta da Boa Vista, 1982
  27. Memória Globo
  28. Entenda por que as cantoras são as grandes estrelas da música brasileira hoje
  29. R7, Carnaval 2010
  30. Música Brasileira
  31. Entrevista do jornalista e pesquisador Rodrigo Faour, Folha Online, 27/02/2009
  32. MúsicaBrasileira.org
  33. O Dia
  34. Biscoito fino, Simone e Zélia Duncan
  35. Revista Quem
  36. Caixa reúne fase de maior prestígio artístico da cantora Simone, Folha de S. Paulo, 1 de abril de 2009.
  37. O Globo
  38. a b Nordeste web
  39. a b c Uol, CliqueMusic
  40. Letras, Terra
  41. Site oficial, Músicas gravadas
  42. 'Programa Raul Gil
  43. Carismática Simone canta hoje no Guaíra, Jornal Paraná On-Line, 28 de setembro de 2007
  44. Ensaio Geral, Simone faz show em comemoração ao acionamento da decoração natalina da Capital
  45. Boni, Release Cd, Feminino
  46. MÚSICA Hlera, Simone e Zélia Duncan apostam em bom repertório para DVD
  47. Tribuna do Norte, A boa música pede passagem
  48. [1]
  49. Braços abertos no palco, Flickr
  50. Carismática Simone canta hoje no Guaíra
  51. O tempo, Jornal Pampulha, A cigarra e a formiga
  52. Clique Music, Uol
  53. a b Memória Globo
  54. AllBrazilian Music
  55. UOL Música, Show de Dionne Warwick em SP terá participações de Gilberto Gil, Simone e Ivan Lins

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Simone Bittencourt de Oliveira