João Carlos Augusto de Oyenhausen-Gravenburg

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João Carlos Augusto de Oyenhausen-Gravenburg
Nascimento 12 de outubro de 1776
Lisboa
Morte 28 de março de 1838 (61 anos)
Moçambique
Nacionalidade Portugal Português
Ocupação Militar

João Carlos Augusto de Oyenhausen-Gravenburg, primeiro e único visconde e marquês de Aracati (Lisboa, 12 de outubro de 1776Moçambique, 28 de março de 1838), foi um nobre, militar e administrador colonial português.

Era filho ilegítimo do conde de Oyenhausen-Gravenburg, oficial alemão radicado em Portugal; sendo assim enteado da célebre poetisa D. Leonor de Almeida Portugal, 4ª marquesa de Alorna.

Armas do marquês de Aracati.

Sentou praça como aspirante na Marinha Real em 1793. Foi para o Brasil como governador do Pará, tendo também governado a capitania do Ceará (1803 — 1807), a de Mato Grosso (1807 — 1819) e a de São Paulo (1819 — 1822).

Apesar de ter apoiado o movimento pela Independência do Brasil, fez oposição, junto com José da Costa Carvalho, ao grupo de José Bonifácio, motivo pelo qual foi demitido do cargo de governador de São Paulo.

Foi senador do Império do Brasil pela província do Ceará (1826 a 1831). Ocupou ainda os cargos de ministro da Marinha e dos Estrangeiros. Neste último enfrentou o episódio da esquadra francesa, comandada pelo almirante Roussin, que invadiu a barra do Rio, em 6 de julho de 1828, buscando indemnizações relativas aos barcos franceses sendo atacados no Brasil. Também teve que negociar o final da Guerra da Cisplatina com a Argentina, juntamente com José Clemente Pereira, que tornou o Uruguai independente em 27 de agosto de 1828. Deixou o ministério em 13 de abril de 1829.

Quando brigadeiro das forças armadas do Império do Brasil, foi agraciado com o título nobiliárquico de visconde de Aracati, em 22 de janeiro de 1826 pelo Imperador D. Pedro I do Brasil de quem era amigo pessoal e confrade na maçonaria. Passado precisamente um ano, ao celebrar 50 anos, foi elevado a Marquês de Aracati pelo mesmo Imperador.

Viajou para a Europa depois da abdicação de D. Pedro I (1822 — 1831), deixando de assumir o cargo de senador. Desgostoso com a Regência Trina Provisória, renunciou à cidadania brasileira e a todas as vantagens adquiridas no Brasil, aceitando o posto de governador de Moçambique, uma das províncias ultramarinas do Império português, onde faleceu.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SILVA, Alfredo P.M. Os Generais do Exército Brasileiro, 1822 a 1889, M. Orosco & Co., Rio de Janeiro, 1906, vol. 1, 949 pp.


Precedido por
junta governativa
Governador da Capitania do Ceará
1803 — 1807
Sucedido por
junta governativa
Precedido por
junta governativa
Governador da Capitania de Mato Grosso
1807 — 1819
Sucedido por
Francisco de Paula Magessi Tavares de Carvalho
Precedido por
Francisco de Assis Mascarenhas
Governador da Capitania de São Paulo
1819 — 1822
Sucedido por
governo provisório
Precedido por
João Severiano Maciel da Costa
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1827 — 1829
Sucedido por
Miguel Calmon du Pin e Almeida
Precedido por
Diogo Jorge de Brito
Ministro da Marinha do Brasil
1828
Sucedido por
Diogo Jorge de Brito
Precedido por
Antônio José de Melo
Governador de Moçambique
1837 — 1838
Sucedido por
Ramalho de Sá


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