Universidade Federal de Itajubá

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Universidade Federal de Itajubá
UNIFEI
Lema "Revelemo-nos, mais por atos do que por palavras, dignos de possuir este grande país." -- Prof. Theodomiro Carneiro Santiago
Fundação 23 de novembro de 1913 (104 anos)
(como instituto)
16 de abril de 1968 (50 anos)
(como escola)
24 de abril de 2002 (16 anos)
(como universidade)
Tipo de instituição Universidade Pública Federal
Localização Itajubá, Minas Gerais
Reitor(a) Dagoberto Alves de Almeida
Vice-reitor(a) Marcel Fernando da Costa Parentoni
Docentes 462 (2016)
Total de estudantes 8.718 (2016)
Graduação 7.676 (2016)
Pós-graduação 1042 (2016)
Orçamento anual 142.773.689 (2011) [1]
Página oficial www.unifei.edu.br

 A Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) é uma instituição de ensino superiorpúblicafederal, com Campus nas cidades de Itajubá e Itabira, ambas pertencentes ao estado brasileiro de Minas Gerais. É considerada a primeira universidade tecnológica e foi a décima escola de engenharia do país. Extremamente conceituada dentre as universidades de engenharia do Brasil, carrega mais de 100 anos de tradição de ensino, com destaque para as áreas de Engenharia Elétrica -- na qual figura como um dos melhores institutos de pesquisa na área de sistemas de potência da América Latina -- Engenharia Mecânica, Engenharia Ambiental, Engenharia de Controle e Automação e Engenharia da Computação (com destaque a esta última que, com poucos anos de existência, já figura entre os melhores cursos do país).

Categorizada como Universidade Especializada na Área Tecnológica, a herança mais evidente dos ideais do fundador (Theodomiro Santiago) que a instituição carrega está no grande enfoque prático dado em seus cursos de graduação. Além disso, é notável a sua política de estímulo ao empreendedorismo, dentro de um contexto de formação, criação e aplicação tecnológica na esfera regional, nacional e internacional

A Universidade Federal de Itajubá foi eleita no ano de 2009 uma das dez melhores Universidades brasileiras por dois diferentes rankings, ocupando a primeira posição em um deles. No IGC/2011 (Índice Geral de Cursos Superiores) do Ministério da Educação do Brasil (MEC) obteve nota 5, máxima, estando entre as 27 melhores instituições de ensino superior do país e entre as 10 melhores universidades[2] e em 2013 recebeu o prêmio, Sparks Award Brasil, da Microsoft, como a melhor instituição de ensino empreendedor do país.

História[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal de Itajubá foi fundada em 1913 pelo advogado Theodomiro Carneiro Santiago. Inicialmente denominada Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá (IEMI), iniciou as suas atividades no dia 16 de março do referido ano, tendo a inauguração oficial ocorrido em 23 de novembro, com a presença do então presidente Hermes da Fonseca.[4]

Desde logo o IEMI se destacou na formação de profissionais especializados em sistemas de energia, notadamente em geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

O então instituto foi oficializado pelo Governo Federal em 5 de janeiro de 1917, por meio da Lei 3232, sancionada pelo Presidente Wenceslau Braz, que reconheceu o Curso de Engenheiros Eletricistas e Mecânicos. O curso tinha, inicialmente, a duração de três anos, tendo passado para quatro anos em 1923. Em 1936 foi alterado o currículo do curso, que passou a ter a duração de cinco anos, e o Instituto foi equiparado à Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em 15 de março daquele ano, o nome da instituição foi alterado para Instituto Eletrotécnico de Itajubá - IEI. Em 30 de janeiro de 1956 o IEI foi federalizado (embora a denominação de Escola Federal de Engenharia só tenha sido adotada em 1968) pela Lei 2721,[5] sancionada por Nereu Ramos, presidente em exercício.

Em 16 de abril de 1968, o Decreto 62.567 alterou sua denominação para Escola Federal de Engenharia de Itajubá - EFEI e, em 24 de abril de 2002, foi transformada em Universidade, com a denominação atual, adotando a sigla UNIFEI, por meio da Lei 10.435,[6] sancionada pelo então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. A primeira eleição para reitor deu-se em 2004, assumindo o Prof. Renato de Aquino Faria Nunes e seu vice, Prof. Paulo Shigueme Ide, os quais foram reeleitos em 2008.

Foi, por muitos anos, exclusivamente especializada em engenharia, sendo por isso uma referência na área, principalmente nas abordagens elétrica e mecânica, em que possui seus cursos mais antigos. Iniciou em 1968 seus cursos de pós-graduação, com mestrados em elétrica, mecânica e biomédica, este último posteriormente descontinuado. Em resposta à evolução da tecnologia e à expansão das novas áreas contempladas pela engenharia, ampliou as suas ênfases em 1980, passando a incluir a de produção, no curso de mecânica, e a de eletrônica, no de elétrica.

Mais cursos foram surgindo conforme as necessidades do país, o aparecimento de novas áreas do conhecimento e o aprimoramento de sua infraestrutura. Contudo, tal processo ocorreu sem que fosse perdido o foco nas ciências exatas, passando a ser fornecidas também outras disciplinas além das engenharias. Todos os cursos herdaram a base forte elétrica e mecânica da instituição. Um exemplo disso é o da graduação em Engenharia de Computação, que possui enfoque maior em hardware por ter se originado do curso de engenharia elétrica. Comparações análogas podem ser feitas para a maioria das demais graduações. Entre os 14 cursos em funcionamento destacam-se ainda os de Engenharia Ambiental e o de Engenharia Hídrica, sendo esse último o primeiro do país a formar engenheiros especializados em gestão e uso da água.

Em consonância com o crescimento da Unifei surgiu uma parceria pioneira entre governo local (Prefeitura Municipal de Itabira), setor privado (empresa Vale), Ministério da Educação (MEC) e Universidade Federal de Itajubá (Unifei), criando assim o campus de Itabira, cujas atividades tiveram início em julho de 2008 com a realização de seu primeiro vestibular.

Esse convênio estabeleceu o comprometimento da Vale com o provimento dos equipamentos destinados aos laboratórios dos cursos, que são utilizados nas atividades de formação, geração e aplicação de conhecimento. À Prefeitura de Itabira coube prover a infraestrutura necessária para o funcionamento do campus e doar tanto o terreno como as benfeitorias à universidade. A área já destinada e alocada ao Complexo Universitário possui aproximadamente 604 mil m² no Distrito Industrial II da cidade.

Em homenagem à fundação do Instituto Eletrotécnico de Itajubá, comemora-se no Brasil em 23 de novembro o Dia do Engenheiro Eletricista, conforme disposto na Lei Nº 12.074, de 29 de outubro de 2009.[7]

Patrimônio histórico[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2010, foi tombado como patrimônio histórico do município de Itajubá o conjunto arquitetônico constituído por três edificações históricas: o prédio central da universidade, o laboratório de Máquinas Elétricas e o laboratório Termo-hidrelétrico.[3]

Lema[editar | editar código-fonte]

Entrada da Unifei -Campus de Itajubá

"Revelemo-nos, mais por atos do que por palavras, dignos de possuir este grande país." Dr. Theodomiro Carneiro Santiago, Fundador

Missão[editar | editar código-fonte]

"Ser uma Universidade que valoriza e busca a autonomia, a sustentabilidade e a melhoria em todas as suas atividades para o bem estar da humanidade, sendo um elemento essencial para o desenvovlimento científico e tecnológico brasileiro e o progresso social, econômico e cultural das regiões onde atua, por meio da geração, disseminação e aplicação do conhecimento, da formação de profissionais de alto nível, do exercício da boa gestão e da responsabilidade social."

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Entrada da Unifei-Campus de Itabira
Entrada da Unifei-Campus de Itabira
Saguão da biblioteca do campus de Itajubá

Atualmente a UNIFEI é constituída por dois campi - Itajubá e Itabira - sendo o primeiro composto por sete institutos, uma biblioteca, a reitoria, um centro poliesportivo, um restaurante, uma capela, além de abrigar diversos laboratórios e o núcleo ao INCIT - Incubadora de empresas de base tecnológica de Itajubá, estando ainda em constante expansão, principalmente após as políticas implementadas pelo REUNI. Por meio de uma parceria pioneira entre governo local (PMI), setor privado (Vale), Ministério da Educação (MEC) e Universidade Federal de Itajubá (Unifei), encontra-se em fase de expansão o Campus Itabira, cujas atividades tiveram início em julho de 2008 com a realização de seu primeiro vestibular.

Corpo Docente[editar | editar código-fonte]

A UNIFEI dispõe de 96% de seus docentes em regime de trabalho de tempo integral com dedicação exclusiva, sendo:

  • Doutores: 78%
  • Mestres: 19%
  • Especialização: 0%
  • Graduação: 3%

Ou seja, 97% tem pós-graduação em nível de Mestrado ou Doutorado.

Institutos[editar | editar código-fonte]

  • Instituto de Engenharia Mecânica (IEM)
  • Instituto de Engenharia de Produção e Gestão (IEPG)
  • Instituto de Sistemas Elétricos e Energia (ISEE)
  • Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologia da Informação (IESTI)
  • Instituto de Recursos Naturais (IRN)
  • Instituto de Física e Química (IFQ)
  • Instituto de Matemática e Computação (IMC)
  • Instituto de Ciências Tecnológicas (ICT)
  • Instituto de Engenharias Integradas (IEI)
  • Instituto de Ciências Puras e Aplicadas (ICPA)

Cursos[editar | editar código-fonte]

Lago do campus de Itajubá
Graduação - campus de Itajubá
Graduação - campus de Itabira
Graduação - modalidade a distância
Mestrado

Mestrado Profissional

  • Administração
  • Engenharia de Materiais
  • Ensino de Ciências
  • Engenharia Hídrica
  • Engenharia de Produção
Doutorado
Especialização
  • Design Instrucional para EAD Virtual
  • Informática Empresarial
  • Qualidade e Produtividade
  • Engenharia de Sistemas Elétricos - CESE - Convênio UNIFEI e Eletrobrás
  • Engenharia Web
  • Proteção de Sistemas Elétricos
  • Meio Ambiente e Recursos Hídricos
  • Pequenas Centrais Hidrelétricas
MBA
  • Gerência da Produção
  • Engenharia Econômica Avançada
  • Gestão Estratégica Empresarial
  • Pesquisa Operacional
  • Desenvolvimento Habilidades Gerenciais
  • Contabilidade e Custos
  • Sistemas de Informação Gerencial
  • Gestão de Recursos Humanos
  • Finanças Corporativas
  • Marketing Empresarial
  • Logística Empresarial
  • Cenários Macroeconômicos

Centro de Referência[editar | editar código-fonte]

  • Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétricas

Laboratórios[editar | editar código-fonte]

A UNIFEI conta com mais de 80 laboratórios para ensino, pesquisa e extensão. Aliar a teoria com a prática sempre foi preocupação da instituição. “Theodomiro Carneiro Santiago (...) concebeu a ideia de fundar um instituto de ensino superior, no qual, ao lado da teoria estritamente necessária, pudessem os alunos receber a mais larga provisão de conhecimentos práticos”.

Campus Avançado[editar | editar código-fonte]

Constituído pela Usina Hidrelétrica Luiz Dias, inaugurada em 1914, distante aproximadamente 16 km do campus principal, compreendendo um sítio de 389.600 m² e área construída de 2.864 m². Conta com 3 unidades geradoras de 800 KVA cada, recuperadas e modernizadas em parceria com diversas empresas da área eletromecânica, principalmente no que se refere ao sistema de proteção. A Usina Luiz Dias foi cedida à UNIFEI através de convênio com a CEMIG. Funciona como um conglomerado de laboratórios naturais, atendendo principalmente aos novos cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia Hídrica. As atividades de extensão universitária vêm sendo ampliadas e dinamizadas nos últimos anos.

Rádio universitária[editar | editar código-fonte]

Estúdio da Rádio Universitária localizado no campus de Itajubá

A UNIFEI conta com uma emissora de rádio, chamada Rádio Unifei, cujo indicativo de chamada é ZYL-242 e que transmite na frequência de 1570 kHz. A emissora opera em amplitude modulada desde 1961, de forma ininterrupta e sem fins lucrativos.

Projetos especiais[editar | editar código-fonte]

  • AIESEC em Itajubá
  • Associação Atlética Acadêmica (AAA Unifei)
  • Bateria Danada
  • Beyond Rocket Design
  • Black Bee Drones
  • CAAI (Curso Assistencial Amigos de Itajubá)
  • CATS (Curso Assistencial Theodomiro Santiago)
  • Coyotes Moto Racing UNIFEI
  • EcoVeículo
  • Econotec
  • Engenheiros sem Fronteiras - Núcleo Itajubá
  • Engenheiros sem Fronteiras - Núcleo Itabira
  • Ex Machina
  • Formula SAE (Iron Racers, Cheetah Racing, Cheetah E-Racing)
  • Futebol de Robôs (Robok)
  • Grupo de Oração Universitário (GOU)
  • Guerra de Robôs (Uai!rrior)
  • Maratona de Programação UNIFEI
  • Mini-Baja (Equipe SACI, MoutainBaja)
  • Uirá Aerodesing
  • Unifei Jr.
  • Universidade Cultural
  • UP Consultoria Júnior
  • Wrecking Ball - Competições em Concreto
  • Worqui Jr. - Soluções Químicas

Convênios internacionais[4][editar | editar código-fonte]

Alemanha
  • Hochschule Weihenstephan Triesdorf (HSWT)
  • Otto-von-Guericke-Universität Magdeburg
  • Technische Universität Dresden
Áustria
  • Graz University of Technology
Bélgica
  • Haute Ecole Provinciale de Hainaut Condorcet
Bolívia
  • Universidad Autónoma Gabriel René Moreno
Canadá
  • University of British Columbia
  • University of Windsor
Chile
  • Universidad de Talca
Colômbia
  • Universidad Autónoma de Colombia
  • Universidad de La Costa
  • Universidad de Los Andes
  • Universidad de Santander
Coréia do Sul
  • Korea Energy Economics Institute (KEEI)
Cuba
  • Universidad de Oriente
Dinamarca
  • Aalborg University
Espanha
  • Universidad Carlos III de Madrid
França
  • CentraleSupélec – École Supérieure d’Eléctricité
  • CNAM – Conservatoire National des Arts et Métiers
  • ENGEES – École Nationale du Génie de l’Eau et de l’Environnement de Strasbourg
  • ENIB – École Nationale d’Ingenieurs de Brest
  • ENSMA – École Nationale Supérieure de Mécanique et d’Aérotechnique
  • ISAE – Institut Supérieur de l’Aéronautique et de l’Espace
  • ISAT – Institut Supérieur de l’Automobile et des Transports
  • UTC – Université de Technologie de Compiègne
  • UTT – Université de Technologie de Troyes
  • Université de Lorraine
Holanda
  • Eindhoven University of Technology
Irã
  • Ferdowsi University of Mashhad
Portugal
  • Universidade do Algarve
  • Universidade de Lisboa
  • Universidades Lusíada
  • Universidade do Porto
  • INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência
Uruguai
  •  Universidad de La República

Associação Atlética Acadêmica[editar | editar código-fonte]

A A.D.E., fundada aos 13/09/1951, por uma assembléia do Diretório Acadêmico da Escola Federal de Engenharia de Itajubá e oficializada pelo decreto n° 3.617 de 15 de setembro de 1941, que regula os desportos universitários brasileiros, passando a chamar-se a partir de 1972 por Associação Atlética Acadêmica da Escola Federal de Engenharia de Itajubá (AAAEFEI) e posteriormente, em 2003, denominada Associação Atlética Acadêmica da Universidade Federal de Itajubá (AAAUNIFEI); é o único órgão legítimo de representação para todos os fins, dos esportes estudantis da Unifei, e tem por fins: a) Promover e coordenar as atividades esportivas do corpo discente; b) Difundir a educação física nos meios estudantis, incentivando a prática de todos os desportos; c) Patrocinar, promover e dirigir competições internas e externas, cuja organização e assuntos a elas referentes serão objetos de regulamentação especial; d) Trabalhar pelo congraçamento de todos os estudantes cooperando para o desenvolvimento do espírito desportivo universitário.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Relatório de Gestão do Exercício de 2011» (PDF). Universidade Federal de Itajubá. Consultado em 4 de janeiro de 2013. 
  2. [1] Índice MEC Folha de S.Paulo
  3. «Prédio Central da UNIFEI é tombado como patrimônio histórico de Itajubá». Universidade Federal de Itajubá. Consultado em 25 de novembro de 2010. 
  4. «Convênios | UNIFEI - Universidade Federal de Itajubá / MG». unifei.edu.br. Consultado em 7 de dezembro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]