Gérard Depardieu

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Gérard Depardieu
Gérard Depardieu no Festival de Cannes, em 2010.
Nome completo Gérard Xavier Marcel Depardieu
Nascimento 27 de Dezembro de 1948 (65 anos)
Châteauroux, Centro
Nacionalidade França francês Rússia russo
Ocupação Ator
Cineasta
Prêmios Globo de Ouro
Melhor Ator (Comédia ou Musical)
1990 - Green Card
Festival de Cannes
Melhor Ator
1990 - Cyrano de Bergerac
César
Melhor Ator (Principal)
1980 - Le dernier métro
1990 - Cyrano de Bergerac
IMDb: (inglês)

Gérard Xavier Marcel Depardieu, russo Жера́р Ксавье́ Марсе́ль Депардьё, (Châteauroux, 27 de Dezembro de 1948) é um ator, cineasta e empresário de origem francesa, naturalizado russo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Com origens humildes, filho de um operário metalúrgico.[1] Antes de ser considerado "o presente francês para o cinema", ou ainda, "o Robert De Niro francês", o terceiro dos seis filhos de um pobre operário abandonou a escola aos 12 anos, fugiu de casa e viveu com prostitutas. A vida delinquente e vândala de Depardieu se estendeu até os seus 16 anos de idade, quando foi incentivado por uma assistente social a sair das ruas e investir numa carreira artística. Desde então, começou a marcar presença nos palcos de teatros parisienses, e daí a começar a participar de filmes foi mera questão de tempo. Sua carreira de ator, que já conta com um total de 140 filmes. Ao optar pelos palcos, Depardieu transformou-se no ator carismático que, hoje, é famoso em todo o mundo.

Teatro[editar | editar código-fonte]

Sua carreira de ator teve início quando pôs os pés no Theatre Nationale Populaire (TNP), em Paris. Depois de fazer alguns testes e mostrar talento suficiente para continuar atuando, começou a participar de pequenas peças num café-teatro chamado "Cafe de la Gare", ao lado do ator Patrick Dewaere e da atriz Miou-Miou. Depardieu trabalhou no teatro em mais de 15 peças, dentro as quais algumas produções de Marguerite Duras, Peter Handke, David Strey, Israel Horowitz, Moliere, Nathalie Sarraute, e muitos outros. Mas foi no cinema onde conseguiu, realmente, o reconhecimento pelo seu talento.

Cinema[editar | editar código-fonte]

Estreou no cinema, ainda adolescente, com a curta-metragem Le Beatnik et le Minet (1965)[1] . Depois de actuar em pequenos papéis, populariza-se em Os Corações Loucos (1974). Na década de 1980 consolida-se como um importante actor francês. Por suas performances nos filmes Cyrano (1990) e Le dernier métro. O último valeu-lhe igualmente de Melhor Actor Estrangeiro. Depardieu ganhou o César (o Óscar francês) de melhor ator, além de hoje ser dono de um dos maiores títulos franceses, que é o de "Chevalier du Legion d´Honneur" (Cavaleiro da Legião da Honra). O seu porte favorce igualmente a sua interpretação do herói dos quadrinhos Obélix em Astérix e Obélix Contra César, adaptação para o cinema da obra de Goscinny e Uderzo. O filme foi um enorme sucesso na França e no mundo, sendo continuado em 2002 por Asterix & Obelix: Missão Cleópatra.

Nos anos 1980 e 90, Depardieu se estabeleceria como um dos maiores atores de todo o mundo. Em 1976, Bernardo Bertolucci dá-lhe um papel especial no filme "1900", a partir do qual surgem mais e mais convites de diretores famosos como André Téchiné (Barocco, 1976), Marguerite Duras (Le Camion, 1977) e Bertrand Blier (Préparez vos Mouchoirs, 1978). Em 1980, foi indicado ao César de melhor ator pelo filme "O Último Metrô" (Le Dernier Metro, 1980), dirigido por François Truffaut, onde contracena com a atriz Catherine Deneuve.

Epoca 1990[editar | editar código-fonte]

Em 1981, Gerard Depardieu participa do filme "La Chèvre", dirigido por Francis Veber (roteirista da segunda versão do filme "A Gaiola das Loucas", e diretor da comédia "O Closet", de 2002, da qual Depardieu também faz parte). Esta comédia dá origem à trilogia composta pelos outros filmes, "Les Compères" (1983) e "Les Fugitives" (1986), ambos também dirigidos por Veber. A década de 1990 pode ser considerada uma época dourada na carreira do ator, que continuou trabalhando com os mais famosos cineastas europeus.

Dentre muitos personagens de destaque, Depardieu interpretou, em 1982, o revolucionário Danton, no filme de mesmo nome, dirigido por um dos maiores cineastas poloneses, Andrzej Wajda. Tornou-se conhecido do público americano com os filmes "The Return of Martin Guerre" (1982), "Jean de Florette" (1986) e "Camille Claudel" (1988). Em 1990, protagonizou a comédia romântica "GreenCard", de Peter Weir, ao lado de Andie MacDowell, papel que lhe fez conquistar de vez o público norte-americano.

Em 1990, um escândalo envolveu o nome do ator que, até então, estava acostumado apenas a atuar no círculo de cinema europeu. Neste ano, protagonizou o filme "Cyrano" (Cyrano de Bergerac), drama dirigido pelo cineasta francês Jean-Paul Rappeneau que lhe valeu uma indicação ao Oscar de melhor ator. Depardieu era apontado como favorito a levar o prêmio, mas um terrível engano na publicação de uma declaração sua o afastou do favoritismo. Num artigo publicado pela revista norte-americana Time, o ator declarava que havia presenciado um estupro, o que foi erroneamente traduzido para o inglês como "eu participei de um estupro". O equívoco afastou o ator do merecido prêmio, como também de outras produções - tudo devido ao fato de a revista Time não ter reparado o erro. Ainda por "Cyrano" o ator recebeu sua segunda indicação ao César. Outros de seus memoráveis filmes são "Os Miseráveis" (2000) e "102 Dálmatas" (2000), grandes sucessos de público. O ator já ganhou o Leão de Ouro pelo conjunto de sua carreira (em 1997) e continua com grandes projetos em mente. Sua participação no filme "Asterix e Obelix contra César" (1999), como o gordo Obelix, fez tanto sucesso que ele volta a participar da continuação do mesmo, "Asterix e Obelix: Missão Cleópatra"(2002). [2]

Cidadania russa[editar | editar código-fonte]

Gérard Depardieu no Festival de Cannes, em 1994.

Em 2012 renunciou formalmente a sua cidadania francesa[3] [4] devido a discordâncias ideológicas com o governo socialista de François Hollande.[5] Em 3 de Janeiro de 2013 foi-lhe atribuída a cidadania russa pelo presidente Vladimir Putin.[6] [7]

Vida privada[editar | editar código-fonte]

Entre 1970 a 1996, Depardieu foi casado com a atriz Élisabeth Depardieu. O nome foi revertido para o nome de solteira, Élisabeth Guignot, após o divórcio em 1996. O casamento tem dois filhos, Guillaume e Julie, também atores. Depardieu tem mais uma filha, chamada Roxane, nascido em janeiro de 1992. A mãe, Karine Silla foi uma ligação extraconjugal de Depardieu. Em 1998 ele se casou com a bem conhecida atriz Carole Bouquet, uma amiga de longa data. Mas este casamento também terminou em divórcio em 2005. De três mulheres Depardieu tem agora quatro filhos.

Disse em Setembro 2014[8]

Cquote1.svg Quando me aborrece e nesses dias pode chegar a esvaziar 14 garrafas de vinho. Cquote2.svg

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Gérard Depardieu em 2012.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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