Muhammad Ali Jinnah

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Muhammad Ali Jinnah
محمد علی جناح
Muhammad Ali Jinnah
1º. Governador-geral do Paquistão
Período de governo 14 de agosto de 1947
até 11 de setembro de 1948
Monarca Jorge VI
Antecessor(a)
Sucessor(a) Khawaja Nazimuddin
Vida
Nome completo Mahomedali Jinnahbhai
Nascimento 25 de dezembro de 1876
Karachi, British Raj Red Ensign.svg Índia britânica
Morte 11 de setembro de 1948 (71 anos)
Karachi, Paquistão
Nacionalidade Paquistão Paquistanês
Dados pessoais
Alma mater City University
Cônjuge Maryam Jinnah (1918 - 1929)
Partido Congresso Nacional Indiano (1906-1920)
Liga Muçulmana (1913-1947)
Religião Islâmico
Profissão Advogado

Muhammad Ali Jinnah (Carachi, 25 de dezembro de 1876 - Carachi, 11 de setembro de 1948) foi um político muçulmano, fundador de Paquistão. Ele é conhecido como Quaid-e-Azam (em língua urdu: قائد اعظم — "O Grande Líder") e "Baba-e-Qaum" ("O Pai da Nação"). Ele também foi o primeiro governador geral do Paquistão independente.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Líder dos muçulmanos na Índia Britânica, Jinnah nasceu em uma família de comerciantes pertencentes a uma seita muçulmana. Estudou direito no Reino Unido e em 1896 estabeleceu-se como advogado em Bombaim. Lá tornou-se membro ativo do partido do Congresso Nacional Indiano, que lutava contra as autoridades coloniais britânicas, pela independência da Índia. Dentro dessa organização, Jinnah asumiu posturas moderadas e de defesa da unidade entre as comunidades religiosas hindus e muçulmanas. Em 1913, aderiu à Liga Muçulmana.

Paulatinamente, Jinnah foi se convencendo de que essa concordância era impossível. Jinnah deixou o Congreso Nacional Indiano em 1921, por discordâncias com Mohandas Gandhi. Em 1931, afastou-se também da Liga Muçulmana, decepcionado pelas disputas internas, mas retornou ao partido alguns anos depois tornando-se seu presidente. Lutou na defesa dos direitos da minoría islâmica na Índia, organizando um movimento político de massas.

Em 1940, Jinnah passou a defender a constituição de dois estados independentes do Império Britânico: a Índia (nos territórios com maioria hindu) e o Paquistão (nos territórios com maioria muçulmana). Ghandi se opôs a esse projeto, mas os dirigentes do Partido do Congresso - liderados por Jawaharlal Nehru, aceitaram a proposta. Durante a Segunda Guerra Mundial, Jinnah incrementou a colaboração dos muçulmanos com o Império Britânico. Com o fim da guerra, as eleições demonstraram que seus esforços haviam sido recompensados com o apoio popular. Jinnah reclamou seis províncias do subcontinente indiano para constituição do futuro Estado paquistanês: (Baluchistão, Sind, Punjab, Bengala, Assam e a fronteira Noroeste).

Em agosto de 1946 o conflito com o Partido do Congresso levou Ali Jinnah a optar pela ação direta, o que levou à violência entre as comunidades hindu e islâmica. Em 15 de setembro de 1947, os britânicos concederam independência à Índia e ao Paquistão, embora a extensão do território paquistanês fosse menor do que Jinnah desejava. Ele tornou-se o primeiro dirigente do novo país, porém faleceu pouco depois, no dia 11 de setembro de 1948, em Carachi, vítima de tuberculose.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Estátua de Ali Jinnah.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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