Região autônoma
Chama-se região autônoma (português brasileiro) ou autónoma (português europeu) à área de um país que possui algum grau de autonomia ou liberdade de qualquer autoridade externa. Tipicamente, costuma ser geograficamente distinto do país a que pertence, ou é povoado por uma minoria nacional. Países que incluem diversas regiões autônomas costumam ser federações. As regiões autônomas podem ainda ser dividas em autonomias territoriais, autonomias pessoais (autonomia cultural) e autonomias locais.
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Lista de regiões autônomas na atualidade [editar]
A maioria das regiões autônomas do mundo atualmente se localiza em dois dos maiores países do mundo, a República Popular da China e a Rússia.
Iraque [editar]
O Curdistão iraquiano é a única região que conquistou internacionalmente reconhecimento oficial como uma entidade autônoma federal do Iraque.
Paquistão [editar]
O Pachtunistão é a única região que conquistou internacionalmente reconhecimento oficial como entidade autônoma do país.
China [editar]
A República Popular da China possui quatro tipos de regiões autônomas:
Bandeira autônoma [editar]
Encontrada apenas na forma de subdivisões da Mongólia Interior; na prática, corresponde aos condados autônomos (ver abaixo).
Condado autônomo [editar]
O tipo mais numeroso de região autônoma da China, encontrados tanto dentro como fora das prefeituras e regiões autônomas de maior tamanho.
Região autônoma [editar]
É a subdivisão administrativa de primeira grandeza do país; existem cinco:
- Região Administrativa da Mongólia Interior
- Região Autônoma do Tibete
- Região Autônoma de Ningxia Hui
- Região Autônoma Uigur de Xinjiang
- Região Autônoma Zhuang de Guangxi
Região administrativa especial [editar]
Embora não seja nominalmente autônoma, na prática, as regiões administrativas especiais da República Popular da China, Hong Kong e Macau, desfrutam de grande autonomia.
Rússia [editar]
Além de suas repúblicas, que, por definição, possuem alto grau de autonomia, a Rússia tem dois tipos de regiões autônomas:
Okrug autônomo [editar]
Okrug é uma transliteração de um termo muito utilizado nos idiomas eslavos que costuma ser traduzido como "distrito". O tamanho dos okrugs, no entanto, varia muito mais do que o das áreas normalmente identificadas como distritos. No momento, o país possui quatro okrugs autônomos.
Oblast autônomo [editar]
Óblast é uma transliteração de um termo muito utilizado nos idiomas eslavos que costuma ser traduzido como "província". Atualmente existe apenas um óblast autônomo: o Óblast Autônomo Judaico.
Outros países [editar]
Outros tipos de regiões autônomas existentes no mundo são:
Cidade autônoma [editar]
Quatro cidades são designadas formalmente pelo governo de seus países como autônomas: Bruxelas, capital da Bélgica; Buenos Aires, capital da Argentina; Tashkent, capital do Uzbequistão; e os exclaves espanhóis de Ceuta e Melilla.
Comuna autônoma [editar]
Bangui, capital da República Centro-Africana, é descrita como uma comuna autônoma (em francês: commune autonome).
Comunidade autônoma [editar]
As regiões nas quais as províncias da Espanha estão agrupadas são conhecidas como comunidades autônomas (em espanhol: comunidades autónomas), da mesma maneira que os três atóis que constituem o território neozelandês de Toquelau.
Província autônoma [editar]
Seis países denominam formalmente áreas de seus territórios como províncias autônomas:
- As ilhas Åland, parte da
Finlândia; - As duas províncias de Trento (ou Trentino) e Bolzano (ou Tirol do Sul), na
Itália; - A província de Bougainville, na
Papua-Nova Guiné; - Jeju-do, uma ilha na costa da
Coreia do Sul; - As províncias sérvias do
Kosovo1 e Voivodina.
Região autônoma [editar]
Além das regiões autônomas da China, mencionadas anteriormente, diversas outras áreas do mundo são descritas formalmente por seus governos como regiões autônomas:
- As Ilhas Faroé e a Groenlândia,2 duas regiões autônomas do Reino da Dinamarca;
- Rodrigues, uma dependência autônoma das Ilhas Maurício.
- O Curdistão iraquiano;
- As três regiões autônomas da Índia;
- As cinco "regiões autônomas com estatuto especial" na Itália: Sicília, Sardenha, Trentino-Tirol do Sul, Vale de Aosta e Friuli-Venezia Giulia;
- As duas regiões autônomas de Portugal (Açores e Madeira);
- Monte Atos, na Grécia;
- Zelaya, na Nicarágua;
- A Região Autônoma no Mindanao Muçulmano, dentro das Filipinas;
- Nunatsiavut, região autônoma dos inuítes na província canadense de Terra Nova e Labrador
- Nisga'a, na Colúmbia Britânica, e Tli Cho nos Territórios do Noroeste possuem um governo autônomo como resultado de diversos tratados.
Setor autônomo [editar]
A região de Bissau, onde se localiza a capital da Guiné-Bissau, Bissau, é descrita como um "sector autónomo".
Históricas [editar]
Historicamente, existiram diversas regiões autônomas ao redor do mundo:
- Os bantustões da África do Sul e Namíbia, durante o regime de apartheid
- A Rutênia Subcárpata e a Eslováquia, dentro da Tchecoslováquia (1938-1939)
- O Grão-Ducado da Finlândia
- A Província Autônoma Húngara
Outras [editar]
Outras regiões que são autônomas por natureza, porém não nominalmente, são algumas das áreas designadas para os povos indígenas, como por exemplo alguns dos ameríndios:
- As reservas dos indígenas nativo-americanos, nos Estados Unidos da América, e membros das Primeiras Nações First Nations, no Canadá.
- As cinco comarcas indígenas do Panamá.
Se eleito, o partido Action démocratique du Québec ("Ação democrática do Quebec"), atualmente o principal partido de oposição na província canadense do Quebec tem prometido lutar para fazer da província uma região autônoma dentro da confederação canadense.
Referências
- ↑ Atualmente sob administração das Nações Unidas.
- ↑ Também descritas como "território auto-governado"[carece de fontes].
Bibliografia [editar]
- M. Weller and S. Wolff (eds), Autonomy, Self-governance and Conflict Resolution: Innovative Approaches to Institutional Design in Divided Societies. Abingdon, Routledge, 2005
- From Conflict to Autonomy in Nicaragua: Lessons Learnt , report by Minority Rights Group International
- P.M. Olausson, Autonomy and Islands, A Global Study of the Factors that determine Island Autonomy. Åbo: Åbo Akademi University Press, 2007.