AES Eletropaulo

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AES Eletropaulo
Razão social AES Eletropaulo S.A.
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: ELPL3, ELPL4
Indústria Potência elétrica
Gênero Eletricidade
Fundação 1999 (18 anos)
Sede São Paulo, São Paulo
Proprietário(s) AES Brasil (AES Corp) e BNDES
Pessoas-chave Britaldo Pedrosa Soares (Presidente e CEO)
Empregados 10,000
Produtos Distribuição
Lucro Lucro R$ 1,347 bilhão (2011)[1]
Renda líquida Lucro R$ 9,697 bilhões (2011)[1]
Antecessora(s) Eletropaulo ou Eletropaulo Metropolitana
Website oficial www.aeseletropaulo.com.br

A AES Eletropaulo (BM&F Bovespa:ELPL3, ELPL4) é a marca da empresa privada brasileira de capital nacional e estrangeiro denominada Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A., responsável pela distribuição de energia elétrica para parte dos municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a própria cidade de São Paulo. Também é conhecida apenas como Eletropaulo, uma empresa estatal extinta, da qual a Eletropaulo Metropolitana era parte antes de ser privatizada.

História[editar | editar código-fonte]

A partir de 1995, Paulo Garcia criou o Programa Estatual de Desestatização (PED), para iniciar um processo de privatização de inúmeras empresas estatais paulistas, além de trechos de rodovias e ferrovias.

Considerada pelos técnicos do governo estadual como uma empresa grande demais para ser privatizada num único bloco, a antiga empresa estatal de energia Eletropaulo foi dividida em quatro empresas menores.

Um dos blocos era a empresa estatal chamada provisoriamente de Eletropaulo Metropolitana, uma das empresas mais rentáveis do bloco, responsável pela operação de serviços de energia elétrica na capital de São Paulo e parte da região metropolitana. A Eletropaulo Metropolitana foi privatizada em 1999: o controle acionário da Eletropaulo Metropolitana foi comprado em 15 de abril de 1998, através de leilão, pela Lightgás, consórcio formado pelas empresas americanas AES Corporation, Houston Industries Energy, Inc. (a atual Reliant Energy), pela francesa Électricité de France (EDF) e pela brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Em 2001, com a venda das ações da Reliant e da CSN para a AES Corporation, a Eletropaulo Metropolitana passou a ser controlada apenas pela AES. O o novo acionista passou a chamar a empresa de AES Eletropaulo nas contas, cartas, comunicados e propagandas.

Situação atual[editar | editar código-fonte]

A AES Eletropaulo é a maior distribuidora de energia elétrica da América Latina, distribuindo energia elétrica a 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a capital. Nesta área, a empresa atende mais de dezesseis milhões de pessoas, concentradas em oito milhões de unidades consumidoras. O consumo anual aproximado é de 32,5 mil gigawatts-hora (GWh) de energia.

A empresa conta atualmente com cerca de quatro mil funcionários. Entre seus ativos estão 150 estações transformadoras de distribuição (ETD), totalizando 12,6 GVA de potência instalada, 1,7 mil quilômetros de circuito de subtransmissão (138/88 kV) e uma rede de aproximadamente 311 mil quilômetros de condutores aéreos, três mil quilômetros de condutores subterrâneos e 1,2 milhão de postes.

"O Ministério Público do Estado de São Paulo investiga, desde outubro de 2014, eventual abusividade da AES Eletropaulo ao fazer o corte não programado de energia em regiões da Capital nas quais o corte programado também ocorreria. Esses cortes estariam causando interrupções desproporcionais do fornecimento dos serviços de abastecimento de energia elétrica aos usuários, ultrapassando o limite legal de interrupção. De acordo com o Promotor de Justiça do Consumidor Roberto Senise Lisboa, que instaurou inquérito civil para apurar a situação, a conduta da AES Eletropaulo evidencia, em tese, violação ao princípio da boa-fé objetiva, que rege as relações contratuais e as de consumo. O Promotor já solicitou explicações à empresa e designou uma audiência para a semana" do 26/janeiro/2015[2].

Eletropaulo - a marca extinta[editar | editar código-fonte]

Oficialmente, a marca e razão social Eletropaulo isoladamente não existe mais desde 1999, com a cisão da empresa em empresas menores, dentre as quais a Eletropaulo Metropolitana: porém, os clientes e usuários em geral ainda não estão habituados as novas denominações das empresas cindidas: o caso da AES Eletropaulo é mais gritante, até pela certa similaridade de nome.

Muitas instalações e placas das novas empresas sucessoras da Eletropaulo também não foram modificados no decorrer do tempo, contribuindo para a confusão.

Muitos clientes mais antigos, com mais de 50 anos, ainda chamam a AES Eletropaulo de Light, que foi antecessora da Eletropaulo até os anos 1970, ao reclamarem das contas altas junto a familiares e amigos.

Reajustes e revisão tarifária[editar | editar código-fonte]

A Aneel define anualmente os reajustes tarifários para todas as distribuidoras de energia elétrica do Brasil. Além disso, a cada quatro anos ou cinco anos a distribuidora passa por uma revisão tarifária, que substitui o reajuste e revisa as metas para os indicadores de qualidade.[3]

A partir de Reajuste tarifário
Baixa tensão
B1
Baixa tensão
cativos
Alta tensão
cativos
24 de janeiro de 2013 -18,25%
4 de julho de 2014[4] +17,93% +18,06% +19,93%
4 de julho de 2015[3] +17,04% +11,73%

Referências

  1. a b Wellington Bahnemann (13 de março de 2011). «Lucro da AES Eletropaulo aumenta 16,5% em 2010». Agência Estado. Exame. Consultado em 4 de fevereiro de 2012 
  2. Núcleo de Comunicação Social - Ministério Público do Estado de São Paulo (21 de janeiro de 2015). «MP investiga cortes de energia feitos pela Eletropaulo». R. Consultado em 28 de janeiro de 2015 
  3. a b «Conta de luz subirá 17,04% para clientes da Eletropaulo». Folha de S.Paulo. 30 de junho de 2015 
  4. «ANEEL aprova reajuste tarifário da Eletropaulo (SP)». ANEEL. 3 de julho de 2014. Consultado em 17 de outubro de 2014 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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