O Rico e Lázaro

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O Rico e Lázaro
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 60 minutos
Criador(es) Paula Richard
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Edgard Miranda
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Camilo Pellegrini
Cristianne Fridman
Joaquim Assis
Rodrigo Ribeiro
Vânia Matos
Elenco
Tema de abertura "Ricopen", Daniel Figueiredo
Empresa(s) de produção Casablanca
Exibição
Emissora de televisão original RecordTV
Formato de exibição 1080i (HDTV)
Transmissão original 13 de março de 201720 de novembro de 2017
N.º de episódios 181

O Rico e Lázaro é uma telenovela brasileira produzida pela Casablanca e exibida pela RecordTV, entre 13 de março de 2017 e 20 de novembro de 2017, substituindo A Terra Prometida e sendo substituída por Apocalipse. Escrita por Paula Richard com a colaboração de Camilo Pellegrini, Cristianne Fridman, Joaquim Assis, Rodrigo Ribeiro e Vânia Matos, consultoria histórica de Marcella Castor Polidoro e Mauricio Santos e direção de Edgard Miranda, Régis Faria, Hamsa Wood, Ajax Camacho e Rogério Passos, com a direção geral de Edgard Miranda.[1]

Conta com Dudu Azevedo, Milena Toscano, Igor Rickli, Ângelo Paes Leme, Adriana Garambone, Gabriel Gracindo, Lucinha Lins e Christine Fernandes nos papéis centrais.

Antecedentes e contexto[editar | editar código-fonte]

"Novelas das oito" anteriores[editar | editar código-fonte]

Ainda em 2005, com a contratação do dramaturgo Lauro César Muniz, a Record anunciou seus planos de passar a ter, em sua programação, dois horários distintos destinados à exibição de telenovelas.[2][3] A emissora já possuía, à época, o "RecNov", um estúdio localizado no Rio de Janeiro destinado à produção de sua teledramaturgia, de forma similar ao que a Globo já fazia nos estúdios "Projac". A estrutura, entretanto, ainda não estava totalmente definida, e as filmagens de Prova de Amor a ocupavam integralmente. Uma vez que as obras de ampliação não iriam estar concluídas em tempo hábil[4] para o início das filmagens de Cidadão Brasileiro, a telenovela escrita por Muniz, outros locais foram utilizados pela emissora como cenário.[5][6][7] Em março do ano seguinte, Cidadão Brasileiro começou a ser exibida nesse segundo horário.[8] A telenovela foi exibida, em seu mês de estreia, às 20h 30min, mas sofreria nos meses seguintes uma série de mudanças em seu horário até regularizar-se às 22h 00. Esse horário foi seguido pela produção que a sucedeu, Vidas Opostas,[9] enquanto o horário "das oito" seria posteriormente ocupado por Luz do Sol, que começou a ser exibida em 21 de março de 2007.[10][11]

Entre 2006 e 2009, sucedendo à Cidadão Brasileiro, cinco telenovelas estrearam no horário de 20h30[12] e em novembro de 2009 a emissora anunciou que já tinha capacidade de realizar até seis produções ao mesmo tempo,[13] reforçando o projeto de implementar não apenas dois, mas três horários destinados à exibição de telenovelas, algo que vinha sendo cogitado desde 2005, quando Margareth Boury foi anunciada como a autora de uma produção com temática juvenil até então denominada "E aí?", que seria exibida à tarde,[8] mas que acabou não sendo produzida. Boury escreveria, em 2006, Alta Estação, telenovela que inauguraria um terceiro horário distinto destinado à exibição de produções do gênero.[14] Embora bem recebida pela crítica, a telenovela não alcançou índices de audiência considerados satisfatórios pela emissora, não conseguindo se consolidar como a segunda maior audiência do horário - o que levou ao seu cancelamento em maio do ano seguinte, pouco antes do término de sua primeira temporada e com os roteiros da segunda já sendo produzidos.[15] O site "NaTelinha", do portal de notícias UOL, chegaria a mencionar que tal cancelamento representaria uma decisão "precipitada" e "lamentável", colocando "um ponto final na terceira faixa de novelas, projeto audacioso da Record que dificilmente terá continuidade".[16]

Desde então, a emissora não conseguiria exibir, simultaneamente, três telenovelas inéditas. Entre 2007 e 2010, apenas dois horários da programação da emissora foram destinados à exibição de telenovelas.[17] Bela, a Feia, telenovela baseada em La fea más bella, inicialmente representaria um retorno ao terceiro horário de telenovelas, mas atrasos na sua produção fizeram com que fosse reposicionada na programação.[18] Uma segunda coprodução México-Brasil entraria no lugar de Bela, a Feia, mas, em janeiro de 2010, o jornalista José Armando Vannucci noticiou que a Record não apenas não conseguiria exibir três telenovelas ao mesmo tempo, como abandonaria o segundo horário destinado ao gênero, deixando para exibir, no mínimo por todo o primeiro semestre de 2010, apenas uma telenovela: Ribeirão do Tempo.[19] Em janeiro de 2010, a emissora emitiu um "Comunicado à Imprensa" anunciando que, com o término de Poder Paralelo, não iria mais exibir uma telenovela no horário das 22h, com Ribeirão do Tempo substituindo Bela, a Feia, mas que ainda no primeiro semestre exibiria uma nova produção, no horário das 19h.[17]

Rebelde foi a novela em questão a reinaugurar o segundo horário de novelas da Record na época, porém sua estreia só ocorreu em 21 de março de 2011.[20] A partir de 11 de julho de 2011, a emissora anunciou que começaria a exibir Rebelde às 20h30.[21][22] A novela que chegou a ser sucesso foi perdendo audiência em sua segunda temporada e em 12 de outubro de 2012, saiu do ar antes do previsto e consequente acabou-se o segundo horário de telenovelas da emissora.[23] Com o fim de Rebelde restou a Record na época o seu único horário às 22h30 em que estava sendo exibida a telenovela Balacobaco e posteriormente foi exibida Dona Xepa e o começo de Pecado Mortal.[24] Com a baixa audiência Pecado Mortal, a telenovela em 3 de fevereiro de 2014 foi transferida para às 21h15. Enfrentando o principal horário de telenovelas da Globo nem ela e nem sua sucessora Vitória foram bem e para a telenovela Os Dez Mandamentos ficou decidido que o melhor horário para ela seria exibi-la às 20h30.[25]

Popularização da teledramaturgia épica[editar | editar código-fonte]

O Rico e Lázaro é classificada como parte da "teledramaturgia bíblica", um gênero específico fortemente associado à Rede Record. Segundo Arthur Vivaqua, do site brasileiro "RD1", a exibição de produções que fossem adaptações de histórias da Bíblia foi uma das estratégias mais bem-sucedidas da emissora: "A princípio, a proposta de transformar sagas de cunho religioso em minisséries voltadas para o grande público causou certa estranheza, mas a aposta acabou se tornando um dos maiores acertos da emissora, que encontrou um filão inexplorado por suas concorrentes", disse, em texto produzido antes da estreia de Os Dez Mandamentos. O investimento no gênero que acabaria se tornando uma característica associada à teledramaturgia da emissora teve início no ano de 2010, com a exibição de uma minissérie em dez capítulos, intitulada A História de Ester.[26] Embora criticada por sua produção deficiente, em especial pelas barbas postiças utilizadas pelos atores, a primeira produção alcançou índices satisfatórios de audiência, e levou a emissora a continuar a investir no gênero. Assim, seguiram-se as minisséries Sansão e Dalila, Rei Davi, José do Egito e Milagres de Jesus. Cada produção possuía mais capítulos que a anterior, e, conforme se mostravam bem-sucedidas, maiores eram os investimentos feitos pela emissora. Em 2011, Sansão e Dalila teve 18 episódios produzidos ao custo anunciado de 12 milhões de reais, e seguiu a produção de Rei Davi no ano seguintes. Os resultados de Rei Davi levaram a emissora a investir 28 milhões de reais para produzir os 24 capítulos de José do Egito. Ao ser exibida em 2013, entretanto, a minissérie teria sido reeditada de forma a ter 37 capítulos.[26]

Embora fosse menos bem-sucedida junto ao público que Rei Davi, os resultados obtidos por José do Egito foram considerados suficientemente satisfatórios pela emissora para assegurar novas produções do gênero. As chamadas "produções bíblicas", segundo Keila Jimenez, da Folha de S.Paulo, podiam inclusive substituir a produção de telenovelas convencionais: "Responsáveis pelas maiores audiências da emissora nos últimos anos, as minisséries bíblicas estão cada vez mais extensas, com mais capítulos, e (...) há quem aposte que essas produções bíblicas podem acabar tomando de vez o lugar das novelas convencionais na Record, uma vez que as últimas apostas do gênero (...) não vêm correspondendo em audiência".[27] A partir de 2014 a emissora exibiria Milagres de Jesus, uma produção elogiada pela crítica, mas incapaz de alcançar de forma bem-sucedida o público.[26] Após a exibição da primeira temporada, a emissora anunciaria a produção de novos episódios para o ano seguinte, bem como a de uma telenovela intitulada Os Dez Mandamentos.[28]

Consolidação do horário[editar | editar código-fonte]

Os Dez Mandamentos consolidou o horário de "novela das oito" da emissora. Com a novela, a emissora bateu um recorde de audiência ao ultrapassar pela primeira vez em 40 anos a principal novela da Globo.[29] Com o sucesso da novela, a Record decidiu em outubro de 2015 que o horário das 20h30 seria apenas dedicado às produções bíblicas e anunciou para 2016 a estreia de uma nova novela bíblica A Terra Prometida, enquanto isso o horário passaria a ser ocupado pela reprise da minissérie Rei Davi e em seguida vieram em sequência as reprises de José do Egito e Sansão e Dalila.[30][31][32]

A parte introdutória de A Terra Prometida, que conta a história dos 40 anos pelo deserto, acabou desmembrada formando uma nova temporada de Os Dez Mandamentos chamada Os Dez Mandamentos - Nova Temporada e que foi exibida de 04 de abril a 04 de julho de 2016.[33] Em seguida inicia-se A Terra Prometida que narra a história do povo hebreu já sob o comando de Josué, ele tem a missão de comandar as doze tribos de Israel na conquista de Canaã, a Terra Prometida[34]

Dando sequência as novelas bíblicas, foi anunciado em março de 2016 para ser exibida em 2017 como substituta de A Terra Prometida, a telenovela O Rico e Lázaro e a posterior Apocalipse.[35]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Primeira Fase[editar | editar código-fonte]

600 anos se passaram desde a conquista da Terra Prometida, após o governo de vários reis que se afastaram de Deus, Jerusalém está mergulhada na idolatria. O profeta Jeremias (Vitor Hugo) tenta alertar-los de que se eles continuarem assim eles perderão tudo que conquistarão. Mas incentivados pelo sacerdote Fassur (Zé Carlos Machado) e pelo rei Eliaquim (Leonardo Medeiros) o povo não dá ouvidos. Na mesma cidade também vivem os três amigos: Joana (Maitê Padilha) uma moça de bom coração e de fé; Asher (Rafael Gevú) um garoto que sonha em ser arqueiro inspirado em seu irmão Abel (Tiago Marques) que é arqueiro do rei; e Zac (Gabriel Felipe) filho da idólatra Elga (Denise Del Vecchio) e também considera como mãe, Zelfa (Lucinha Lins). Tem 6 irmãos e não se dá bem com seu pai Chaim (Henri Pagnocelli). Esses três jovens estão unidos por uma amizade inabálavel.

Perto dali a Babilônia impõe sua força sobre toda a região da Mesopotâmia. Após derrotar os egípcios Nabudonosor (Heitor Martinez) assume o trono do vasto império e junto com sua esposa, a rainha Amitis (Adriana Garambone) trasformam a Babilônia no reino mais poderoso da época.

Em Judá, Jeremias é apedrejado e até jogado em um poço por seu próprio povo, por ter profetizado a chegada de Nabudonosor. A profecia se cumpre e a cidade é atacada. No ataque, várias pessoas morrem entre eles, os pais de Joana e o irmão de Asher, isso abala a vida de ambos. O rei Eliaquim é obrigado a fazer um tratado com a Babilônia, no qual Judá paga impostos altos em troca de não serem destruídos. Nabucodosor ainda leva vários cativos para a Babilônia entre eles os quatro amigos Daniel (Gabriel Gracindo), Missael (Sacha Bali), Ananias (Gustavo Rodrigues) e Azarias (Nikolas Antunes).

Na Babilônia, os quatro mudam de nome. Daniel se torna Beltesazar, Misael se torna Mesaque, Ananias se torna Sadraque e Azarias Abdenego. O rei tem um sonho e Daniel é o único que consegue interpreta. Após o acontecimento, ele se torna governador da Babilônia e seus amigos os assistentes, isso provoca o ódio e a inveja do sumo sacerdote Beroso (Cássio Scapin).

Em Judá, Joana é adotada pela família dos sacerdotes Ravina (Marcos Breda) e Zadoque (Paulo Figueiredo) ganhando assim, além de um pai e um avô, uma mãe, Ilana (Cláudia Mauro), duas irmãs, Dana (Lívia Inhudes) e Rebeca (Letícia Pedro), e um irmão, Matias. Já Asher fica revoltado com Deus e abandona sua fé guardando consigo a ponta da flecha que tirou a vida de seu irmão. Ele encontra força em seus amigos.

Em outra parte da Babilônia a jovem Sammu-Ramat (Júlia Maggessi) é abandonada e vendida por seu próprio pai para trabalhar na Casa da Lua. Lá ela conhece a falsa vidente Shag-Shag (Cássia Linhares) e seu pequeno filho Hurzabum (Guilherme Seta). Após o trauma, nasce dentro de Sammu-Ramat uma ambição desmedida. Ela chega até a matar uma jovem que seria sacerdotisa para tomar seu lugar. Logo após, ela é enviada ao templo no lugar da moça.

3 anos se passam. Judá passa por uma seca terrível sem chuva não produz e não tem como pagar os impostos à Babilônia. Isso desencadeia a fúria de Nabucodonosor que ataca novamente e mata Eliaquim e leva sua esposa rainha Neusta (Vera Zimmermann) e seu filho príncipe Joaquim (Henrique Filgueiras) para serem cativos na Babilônia, deixando no trono o irmão do mesmo, Zedequias (Jandir Ferrari).

Asher e Zac percebem que o que sentem por Joana é mais do que amizade, é amor. Os dois se declaram, mas ela corresponde somente a Asher causando assim a raiva de Zac. No mesmo dia, Asher fica sabendo que seu pai tinha uma dívida com Chaim e que o mesmo quer como pagamento que Asher seja seu escravo por 7 anos. O garoto fica revoltado, sai correndo e se encontra com Zac que também está com ódio por ter sido rejeitado, os dois brigam acabando assim com a amizade. Logo após, Zac também discute com seu pai e decide ir embora de Judá.

Segunda Fase[editar | editar código-fonte]

7 anos se passam. Asher (Dudu Azevedo) está perto de conseguir a liberdade para se casar com Joana (Milena Toscano). Zac (Igor Rickli) volta a Judá agora como um homem rico e bem sucedido para tentar reconquistar a amada, mas se frustra ao saber que ela ainda aguarda Asher.

A Babilônia continua a ser o reino mais poderoso de toda a Mesopotâmia. Nabucodonosor se preocupa em preparar os filhos para um dia assumirem o trono. Evil Merodaque (Kayky Brito) é um princípe bom e justo, mas tem horror à guerra e a matar pessoas, por isso muitas vezes seu pai prefere seu genro, o ambicioso chefe da guarda Nebuzaradã (Ângelo Paes Leme), um homem sem escrupúlos, que tem prazer em matar e que se casou com a doce princesa Kassaia (Pérola Faria) somente por interesse. Outra filha de Nabucodonosor é a arrogante Nitócris (Sthefany Brito) que gosta de manipular o marido Nabonido (Augusto Garcia) e de mimar excessivamente o filho Belsazar (João Barreto) e é capaz de fazer de tudo para ser rainha.

Zedequias se revolta contra a Babilônia e Nabucodonosor se prepara para atacar e destruir a cidade completamente. No ataque Joana e Asher se desencontram. A casa de Asher é queimada com seus pais e seu irmão mais novo dentro e ele ainda é capturado para ser escravo. Zac presencia tudo mas depois mente para Joana dizendo que Asher está morto. O templo é destruído e saqueado e todos os hebreus são levados à Babilônia, episódio conhecido como o Cativeiro Babilónico.

Elenco[editar | editar código-fonte]

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Elenco Personagens
Dudu Azevedo Ahser Lázaro
Milena Toscano Joana
Igor Rickli Zac Mayan
Christine Fernandes Rainha Sammu-Ramat
Ângelo Paes Leme Rei Nebuzaradã
Adriana Garambone Rainha Amitis
Gabriel Gracindo Daniel
Lucinha Lins Zelfa
Heitor Martinez Rei Nabucodonosor
Vera Zimmermann Rainha Neusta
Denise Del Vecchio Elga Mayan
Henri Pagnoncelli Chaim Mayan
Roger Gobeth Absalom Mayan
Graziella Schmitt Dana Bach
Sthefany Brito Rainha Nitócris
Augusto Garcia Rei Nabonido
Kayky Brito Rei Evil-Merodaque
Gabriela Moreyra Rainha Shamiran
Cássia Linhares Shag-Shag
Raphael Montagner Nicolau Mayan
Gustavo Leão Rabe-Sáris Mayan
Michelle Batista Talita
Giselle Batista Samira
Rafael Almeida Hurzabum
Eduardo Melo Lior
Karen Marinho Naomi
Bruna Pazinato Rebeca Bach
Robertha Portella Edissa
Paulo Figueiredo Zadoque
Zé Carlos Machado Fassur
Cássio Scapin Beroso
Pedro Malta Tamuz
Tammy di Calafiori Lia
Nikolas Antunes Azarias
Sacha Bali Misael / Mesaque
Gustavo Rodrigues Ananias
Marcos Breda Ravina Bach
Cláudia Mauro Ilana
Pérola Faria Kassaia
Osmar Silveira Joaquim
Aisha Jambo Gadise
Anderson Müller Tamir Mayan
Renato Rabello Shamir Mayan
Felipe Cardoso Arioque
Licurgo Spínola Ezequiel
João Velho Madai
André Luiz Miranda Ebede-Meleque
Saulo Meneghetti Oziel
Tião D'Ávila Aliatis
Thogun Teixeira Rei Sargão
Mariza Marchetti Malca
Fernando Sampaio Matias
Karla Tenório Jade
Paulo Leal Rafael
Ricardo Martins Larsa
Juliana Kelling Dalila
Paula Jubé Raquel
Keff Oliveira Anjo Gabriel
Ana Zettel Darice
Rafaela Ferreira Hayddé
César Pezzuoli Zabaia
Ed Oliveira Rato
Fran Fischer Namnu
Saulo Rodrigues Aspenaz
Edson Fieschi Rei Erom
Marcelo Arnal Rei Belsazar
Rafael Awi Benjamin
Breno di Filippo Rei Dario I
Ana Paula Lima Princesa Yasha
Alex Brasil Aksumai
William Amaral Joel
Rafael Sieg Levi
Karize Brum Kidist
Thaiane Maciel Débora
Adam Gomes Shimon
Diogo Caruso Labash Marduk
João Barreto Belsazar
Theo Salomão Benjamin

Participações especiais[editar | editar código-fonte]

Elenco Personagens
Rafael Gevú Asher (jovem)
Maitê Padilha Joana (jovem)
Júlia Maggessi Sammu-Ramat (jovem)
Vitor Hugo Jeremias
Paulo Gorgulho Abraão
Jorge Pontual Hananias
Leonardo Medeiros Eliaquim
Clara Garcia Marta
Dedina Bernardelli Dinah
Ernesto Piccolo Uriel
Gustavo Falcão Efraim
Christian Villegas Zuriel
Ronny Kriwat Gedalias
Perfeito Fortuna Aicão
Pablo Urango Ismael
Tiago Marques Abel
Jandir Ferrari Zedequias
Bruno Daltro Nebuzaradã
Bernardo Mesquita Micaías
Marcelo Galdino Sacerdote Eliseu
Braulio Motta Sacerdote Obadias
Guilherme Lopes Baruque
Ycaro Tavares Hassube
Guilherme Carvalho Abel (filho de Lázaro e Joana)
Estela Leimig Marta (filha de Lázaro e Joana)
Thaís Morello Dinah (filha de Lázaro e Joana)
Nícolas Sanches Filho de Absalom e Dana
Milena Melo Filha de Absalom e Dana
Carolina Sanchi Esposa de Oziel
Cristian Guedes Zuriel (1ª Fase)
Débora Ozório Nitócris (1ª Fase)
Daniel Breda Matias (1ª Fase)
Henrique Filgueiras Joaquim (1ª Fase)
Kevin Vechiatto Nicolau (1ª Fase)
Luisa Gonzalez Kassaia (1ª Fase)
Lucas Burgatti Tamir (1ª Fase)
Rodrigo Tavares Hassube (1ª Fase)
Vinícius Scribel Rabe-Sáris (1ª Fase)
Gabriel Felipe Zac (1ª Fase)
Danilo Maia Evil-Merodaque (1ª Fase)
Guilherme Seta Hurzabum (1ª Fase)
Letícia Pedro Rebeca (1ª Fase)
Lívia Inhudes Dana (1ª Fase)
Leonardo Braga Shamir (1ª Fase)
Matheus Costa Nabonido (1ª Fase)
Vitor Colman Absalom (1ª Fase)
Isabella Silvestre/Nathalia Costa Ava
Vitoria Rangel Ainoã
Ricardo Silva Saul
Júlia Barca Débora
Pedro Carminati Tamuz
João Guilherme Fonseca Shimon
Fernanda Junqueira Kassaia (Filha de Evil-Merodaque)
Gigi Cardoso Shala
Giovanna Bercê Dakini
Davi de Oliveira Arão
João Fernando Pydd Davi

Orçamento[editar | editar código-fonte]

O Rico e Lázaro teve um orçamento de 800 mil reais por capítulo, valor 4 vezes superior ao apresentado pela novela A Força do Querer, líder de audiência no horário. [36][37]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

O Rico e Lázaro substituiu a novela A Terra Prometida, que sustentava 16 pontos de média semanal.[38] Em seu primeiro capítulo, exibido no dia 13 de março, teve média de 15 pontos na Grande São Paulo, estreando na vice-liderança isolada contra 10 pontos do SBT, que exibia a novela Carinha de Anjo no horário. No Rio de Janeiro a estreia registrou 17 pontos, contra 34 pontos da Rede Globo e 8 pontos do SBT. Em algumas praças a novela também estreou com boa audiência e na vice-liderança. Em Salvador a novela cravou 15,2 pontos, em Goiânia a novela cravou 20 pontos, em Belo Horizonte chegou a 15 pontos e em Recife a novela marcou 15,3 pontos.[39] Em seu segundo capítulo, a novela cravou 13 pontos tendo uma queda de 2 pontos em relação ao primeiro capítulo.[40]

Apesar de receber grande investimento financeiro e ocupar a faixa horária de maior audiência na emissora, Rico e Lázaro passou a perder audiência logo após seus primeiros capítulos. Em sua primeira semana, teve média de 13 pontos.[41] Na segunda semana, sua audiência caiu para 12 pontos. [42] Mesmo apresentando audiência decrescente, a produção mantinha-se como vice-líder, pois suas principais concorrentes, as novelas Carinha de Anjo e Chiquititas do SBT, permaneciam com audiência estável: 10 pontos de média. No entanto, em 26 de abril, O Rico e Lázaro marcou apenas 10,3 pontos de média e foi derrotada por Carinha de Anjo, que fechou com 10,8 pontos.[43] Naquela semana, Rico e Lázaro obteve 10 pontos de média.[44] Nas semanas seguintes, a audiência semanal permaneceu em 10 pontos e a atração sofreu sucessivas derrotas para suas concorrentes, que permaneciam com audiência estável.[45][46]

Já no dia 12 de julho a novela chegou a 12 pontos com picos de 14 pontos e share de 16%, garantindo assim o segundo lugar contra o SBT, que registrou 10 pontos no horário, mas no Rio de Janeiro o desempenho foi ainda melhor; a novela chegou a 15 pontos com picos de 18 pontos e share de 21%, sendo esse seu melhor índice na cidade desde a estreia.[47]

Porém, no dia 18 de outubro a produção alcançou sua pior audiência desde a estreia, marcando apenas 7,6 pontos de média. Na mesma faixa horária, a Rede Globo liderou com 39,2 pontos e o SBT ficou na vice-liderança com 9,3 pontos.[48][49] Até então, seus piores índices haviam sido registrados no dia 30 de março, quando cravou 8,8 pontos, e nos dias 31 de março e 13 de outubro, quando cravou 8,1 pontos.[50][51][52]

Em entrevista concedida em 9 de novembro ao portal PurePeople, a autora Paula Richard atribuiu a queda de audiência em sua novela a saída dos canais da Simba de algumas provedoras de TV por assinatura, o que, segundo ela, "trouxe vantagens ao SBT".[53] No entanto, o SBT, que também faz parte da Simba, manteve sua audiência estável. E outras novelas da própria RecordTV, como A Escrava Isaura, viram sua audiência triplicar no mesmo período.[54][55]

Por fim, em seu último capítulo exibido em 20 de novembro, O Rico e Lázaro marcou apenas 12,1 pontos de média, perdendo assim mais uma vez para a novela infantil Carinha de Anjo que fechou com 12,2 pontos.[56] Contudo, na média geral do horário em que foi exibida, ficou na vice-liderança pois venceu a reapresentação do remake Chiquititas, que marcou 10,2 pontos. Na mesma faixa horária, a Rede Globo liderou com 27,9 pontos.[57] O Rico e Lázaro teve média geral de 10 pontos, se tornando a menor audiência desta faixa horária de novelas desde a reabertura do horário em 2015.[58]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Problemas na produção[editar | editar código-fonte]

O Rico e Lázaro enfrentou dificuldades técnicas durante seu processo de gravação. Diversos problemas, desde esgotamento físico e nervoso de colaboradores, desmaios e até ataques por enxames de abelhas foram relatados. Em fevereiro, devido ao defeito de um aparelho de ar condicionado um figurante desmaiou de calor, levando vários colaboradores a indignação. No dia 10 de março, um funcionário entrou desesperado em um estúdio com o corpo coberto por abelhas. Já em 14 de março, um dublê se queimou e foi levado às pressas até um hospital.[59][60]

Algumas semanas depois, a produtora determinou data para finalização das gravações, visando liberar seus estúdios para produção e gravação da novela Apocalipse. A equipe de O Rico e Lázaro iniciou então uma maratona de gravações que se estendia de domingo a domingo, levando alguns atores ao esgotamento físico e nervoso. O ator Ângelo Paes Leme, intérprete de Nebuzaradã, ficou doente e se ausentou das gravações em 11 de abril, alterando a sinopse original da telenovela.[61] Em julho, devido a uma crise de estresse, a atriz Tammy Di Calafiori abandonou as gravações após exclamar "desculpe gente, eu não aguento mais".[62] Ao fim do mesmo mês, com o término das gravações, a atriz Milena Toscano, protagonista da novela, decidiu não renovar seu contrato, encerrando assim sua breve passagem pela emissora.[63][64]

A dificuldade da autora em coordenar seus personagens[editar | editar código-fonte]

A trama de O Rico e Lázaro foi escrita e idealizada por Paula Richard, roteirista auxiliar que teve na produção sua primeira experiência como autora. Para dar vida a sua novela, Paula decidiu criar um número recorde de personagens, que foram interpretados por 97 atores.[65][66]

Em entrevista ao portal Uol, Paula confessou desconhecer o relato bíblico e sua cronologia. Mas justificou-se dizendo que para escrever a novela recorria à informação de consultores.[67] Ainda assim, durante coletiva de imprensa, Paula assegurou aos jornalistas que já na estréia, a produção contaria com mais de 100 capítulos escritos. Também descartou qualquer correção futura no roteiro, afirmando que no segundo mês de exibição, a novela estaria "totalmente escrita". [68]

No entanto, mesmo passando-se em um período com grandes ocorrências bíblicas e históricas, a trama surpreendeu ao eleger como argumento central um mero triângulo amoroso entre os personagens fictícios Asher, Zac e Joana, levando parte do público a aversão aos protagonistas, em especial, à personagem da atriz Milena Toscano que frequentemente era chamada de "chata" nas redes sociais. [69][70][71] Já outros personagens, chamaram a atenção por sua relação singular com o tempo. O casal Absalom e Dana teve sua juventude intocada, mesmo após uma passagem de tempo de 37 anos. [72][73][74][75][76]

Ao término de seus 181 capítulos, O Rico e Lázaro perdeu 34,8% do público que havia na faixa horária antes de iniciar sua exibição.[77] Para o colunista do jornal Folha de S.Paulo Nilson Xavier, a falta de um argumento central sólido, associado a deficiências no enredo explicam a baixa audiência da novela "...pequenos acontecimentos tentam em vão esquentar a trama da novela: a luta entre Asher e outro escravo, Dalila julgada por ter invadido sonâmbula o quarto de Nabucodonosor, a prisão de Shag-Shag. A novela se vale de seu elenco numeroso para rechear os capítulos e assim disfarçar o marasmo..." [78]

Deficiências no enredo[editar | editar código-fonte]

Durante o período em que esteve no ar, O Rico e Lazaro recebeu diversas críticas devido a forma que retratou a passagem bíblica.[79][80] Entre os erros apontados estavam a atribuição de casamento e paternidade a eunucos, condenação por bruxaria em sociedade politeísta, além de palavras pronunciadas incorretamente. [81][82]

Em meio ao enredo, os personagens que retrataram Daniel, Hananias, Misael e Azarias chamaram peculiar atenção. Segundo o relato bíblico, estes personagens foram jovens príncipes da corte judaica levados como prisioneiros de guerra pelas tropas do Império Babilônico, em meio a Rebelião para Independência de Judá. Mediante o sítio a Jerusalém e o esmagamento do motim, tortuosas punições foram impostas aos líderes da rebelião e a suas famílias. [83][84] Assim, de acordo com a tradição rabínica, Daniel, Hananias, Misael e Azarias foram castrados por ordens do imperador babilônico, com o objetivo de desencorajar lideranças e frustrar o sentimento de independência em meio ao povo dominado.[85][86]

Porém, no enredo apresentado pela produção, após o término do conflito, os líderes da rebelião judaica foram tomados como prisioneiros de guerra e transportados para Babilônia, passando a viver como nobres no palácio imperial.[87][88] Estabelecido na Babilônia, Daniel casa-se com Lia, uma jovem escrava do imperador, tendo com ela três filhos, Davi, Ainoã e Nabor.[89][90] Ainda segundo o roteiro, Daniel teve seu terceiro filho através de uma cesariana feita por Misael, sem o uso de anestesia e sutura pós-operatória. Dias depois, Davi, o filho mais velho de Daniel tenta matar Nabor seu irmão caçula.[91]

Referências

  1. «Saiba quem faz a novela O Rico e Lázaro - Entretenimento - R7 O Rico e Lázaro». entretenimento.r7.com. Consultado em 23 de março de 2017 
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