Reputation

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Reputation
Álbum de estúdio de Taylor Swift
Lançamento 10 de novembro de 2017
Gravação 2016—17
Estúdio(s)
Gênero(s) Pop  · synthpop  · electropop
Duração 55:38
Formato(s) CD  · download digital  · streaming  · vinil
Gravadora(s) Big Machine
Produção Taylor Swift (também exec.)  · Ilya  · Oscar Görres  · Oscar Holter  · Max Martin  · Shellback  · Ali Payami  · Jack Antonoff
Cronologia de álbuns de estúdio de Taylor Swift
1989
(2014)
Lover
(2019)
Singles de Reputation
  1. "Look What You Made Me Do"
    Lançamento: 25 de agosto de 2017 (2017-08-25)
  2. "...Ready for It?"
    Lançamento: 24 de outubro de 2017 (2017-10-24)
  3. "End Game"
    Lançamento: 14 de novembro de 2017 (2017-11-14)
  4. "New Year's Day"
    Lançamento: 27 de novembro de 2017 (2017-11-27)
  5. "Gorgeous"
    Lançamento: 1 de dezembro de 2017 (2017-12-01)
  6. "Delicate"
    Lançamento: 12 de março de 2018 (2018-03-12)
  7. "Getaway Car"
    Lançamento: 7 de setembro de 2018 (2018-09-07)

Reputation (estilizado como reputation) é o sexto álbum de estúdio da cantora americana Taylor Swift, lançado em 10 de novembro de 2017, através da gravadora Big Machine. Com a produção executiva da própria intérprete, o projeto foi gravado entre 2016 e o ano que o sucedeu em estúdios situados nos Estados Unidos e na Suécia, sendo produzido pela própria artista em conjunto com Max Martin, Shellback, Ali Payami, Ilya, Jack Antonoff, Oscar Görres e Oscar Holter. Musicalmente, o disco é derivado dos gêneros pop, synthpop e electropop, e incorpora elementos de gêneros como hip hop, tropical house, trap e EDM, com letras que tocam em temas introspectivos, emotivos, e amorosos, com canções como "I Did Something Bad" tendo um tom de vingança e percebidas referências à mídia. Ed Sheeran e Future são os dois artistas convidados do projeto, participando da faixa "End Game".

Reputation recebeu análises positivas de críticos especializados em música contemporânea, que elogiaram a progressão sonora da musicista e suas habilidades líricas, além da produção e do conteúdo lírico presente em sua obra, constando em diversas listas compilando os melhores álbuns de 2017 e rendendo uma série de indicações e prêmios, como a nomeação de Melhor Álbum Vocal Pop na edição de 2019 do Grammy e o troféu de Artista Mais Vendida no Prêmio de Música da Billboard em 2018. Comercialmente, estreou no topo das tabelas musicais de países como Austrália, Canadá, Escócia, Irlanda, Nova Zelândia, Reino Unido e Suíça, listando-se entre os dez mais comprados em uma série de territórios. Nos Estados Unidos, tornou-se o quinto da intérprete a liderar a Billboard 200 e o seu quarto consecutivo a estrear com mais de um milhão de cópias vendidas — convertendo-se também no mais vendido do ano e no com melhor número de vendas semanais desde 2015. Mundialmente, estreou com dois milhões de réplicas comercializadas e foi o segundo mais vendido em 2017, com um total de quatro milhões e quinhetos mil exemplares.

O primeiro single do disco, "Look What You Made Me Do", tornou-se o quinto número um da cantora na Billboard Hot 100 e a sua primeira liderança na parada britânica de álbuns, atingindo também o topo das tabelas da Austrália, Canadá e Nova Zelândia, com seu vídeo quebrando o recorde de mais visto nas primeiras 24 horas, obtendo mais de quarenta e três milhões de visitas. "...Ready for It?" e "End Game" obtiveram desempenho moderado, com a primeira debutando no quarto posto na Billboard Hot 100. As faixas "Gorgeous" e "New Year's Day" também foram trabalhadas, no qual a última conquistou o décimo terceiro lugar nos Estados Unidos. A sexta música de trabalho, "Delicate", obteve a décima segunda posição na mesma parada e tornou-se o single de maior sucesso do álbum nas rádios dos Estados Unidos. Em divulgação a Reputation, Swift deu início à Reputation Stadium Tour em 8 de maio de 2018 em Glendale, Arizona, encerrando-se em 21 de novembro do mesmo ano em Tóquio, percorrendo estádios na América do Norte, Europa, Oceania e Ásia num total de 53 concertos.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O quinto álbum de Swift, 1989, foi lançado em 27 de outubro de 2014, conquistando uma recepção crítica favorável e vendendo mais de oito milhões de cópias mundialmente durante 2014, ano no qual tornou-se o mais vendido, eventualmente ultrapassando a marca de dez milhões de exemplares comercializados.[1][2] 1989 rendeu a Swift seu segundo Grammy Award de Álbum do Ano, tornando-a a primeira cantora a conseguir este feito,[3][4] e diversos outros prêmios pelo planeta, além de ter sido considerado o melhor álbum de 2014 pelas revistas Billboard[5] e Cosmopolitan.[6] A turnê em divulgação ao disco, intitulada The 1989 World Tour, iniciou-se em 5 de maio de 2015 em Tóquio, Japão e terminou em 12 de dezembro do mesmo ano em Melbourne, na Austrália, recebendo análises positivas da mídia especializada, que a descreveu como "épica" e elogiou a presença de palco da artista e o repertório escolhido,[7] e uma recepção comercial positiva, com mais de dois milhões de ingressos vendidos de um total de 85 concertos esgotados. Um total de 250 milhões dolares foram arrecadados, fazendo da digressão a mais bem sucedida do ano de 2015 e da carreira da intérprete até então, bem como a quarta da história para uma artista feminina.[8]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Em 18 de agosto de 2017, Swift apagou todas as publicações de suas contas em redes sociais, além de colocar um fundo preto em sua página oficial.[9] Alguns dias depois, a cantora publicou uma série de pequenos vídeos que viriam a formar uma cobra,[10] os quais foram interpretados pela mídia como uma referências aos seus desentendimentos com Kanye West, Katy Perry, Calvin Harris e Kim Kardashian no ano anterior.[11] Com isto, fãs e jornalistas especularam que Swift estava prestes a anunciar seu futuro sexto álbum.[9][12] A intérprete anunciou o disco oficialmente em 23 de agosto de 2017 através do Instagram juntamente com sua capa, confirmando também o lançamento para 10 de novembro daquele ano.[10][13][14] Em 7 de novembro seguinte, a agência de noticias Bloomberg informou que o álbum não seria disponibilizado nas plataformas de streaming por um período de tempo indeterminado, ficando disponível apenas nos formatos físico e digital.[15] Mais tarde, no mesmo dia, após a lista de faixas do álbum ter sido publicada de forma não autorizada na Internet, Swift divulgou-a oficialmente nas redes sociais, revelando a participação do cantor britânico Ed Sheeran e do rapper estadunidense Future na faixa "End Game".[16][17]

Para evitar que o álbum fosse divulgado ilegalmente, a equipe de Swift alterou o lançamento do disco em diversos países, seguindo os seus respectivos fusos horários em relação aos Estados Unidos.[18] Apesar disso, o projeto caiu na Internet doze horas antes de sua distribuição oficial.[19] A edição de Reputation vendida no Japão apresentou um DVD contendo o lyric video de "Look What You Made Me Do", o vídeo correspondente e cenas de seus bastidores,[20] enquanto a edição física no Brasil veio acompanhada de um pôster com uma foto da intérprete na frente e no verso; cinco fotos diferentes foram disponibilizadas, distribuídas aleatoriamente entre as cópias.[21] Reputation foi lançado na plataforma de streaming Tidal em 27 de novembro de 2017,[22] sendo disponibilizado nas demais plataformas quatro dias depois, em 1º de dezembro de 2017.[23] Uma versão em vinil contendo dois discos foi lançada em 15 de dezembro de 2017 na Alemanha,[24] Austrália,[25] Canadá,[26] Estados Unidos[27] e Reino Unido.[28] Uma edição em karaokê do álbum foi lançado para compra digital na América do Norte e para streaming mundialmente em 9 de março de 2018,[29][30][31] com um lançamento físico em territórios canadense e estadunidense estando ocorrendo em 18 de maio de 2018.[32][33]

Uma sessão de audição secreta do disco foi realizada por Swift em sua casa em Londres no dia 13 de outubro de 2017, na qual ela mostrou o álbum por completo para cem fãs selecionados de todo o mundo — os quais ela já vinha acompanhando por um tempo nas redes sociais.[34] Outros eventos do tipo ocorreram nas residências da cantora em Rhode Island, Nashville e Los Angeles, com a última contando também com a presença de Jack Antonoff, Alana Haim e Ruby Rose.[35][36][37] Um vídeo compilando trechos de todas as sessões foi divulgado em 7 de novembro de 2017 no canal de Swift no Youtube.[38] No dia do lançamento de Reputation, 126 rádios pop e hot AC da iHeartRadio tocaram uma faixa do disco a cada hora, introduzidas pela própria Swift, que contou também bastidores da produção do álbum.[39] Segundo a Billboard, mais de um milhão de mensagens no Twitter relacionadas a Reputation foram feitas em 24 horas, num período iniciado três horas antes de seu lançamento.[40]

Capa e encarte[editar | editar código-fonte]

A capa de Reputation foi fotografada pela dupla Mert and Marcus em Londres.[41] A foto mostra Swift usando um suéter cinza e uma gargantilha, com manchetes de jornais repetindo seu nome localizadas no lado direito da foto.[42] A fonte usada para as manchetes é similar à do The New York Times.[43] Uma edição especial do produto foi comercializada pela Target nos Estados Unidos e pelo Walmart no Canadá e inclui duas edições de uma revista homônima de 72 páginas, ambas contendo poesias, pinturas, fotos pessoais, letras e um pôster exclusivo da cantora, além de fotos dos bastidores do vídeo de "Look What You Made Me Do".[44][45][46][47] A foto da capa de Reputation Vol. 1 foi tirada por Mert and Marcus, enquanto a do Vol. 2 foi fotografada por Benny Horne e apresenta a cantora numa jaqueta militar desenhada por Marc Jacobs, avaliada em 1500 dólares.[48] Para a primeira sessão, Swift contratou o estilista Joseph Cassell, o cabeleireiro Paul Hanlon, a maquiadora Isamaya Ffrench e a manicure Lorraine Griffin, enquanto os profissionais contribuintes na segunda foram o estilista Cassell, a cabeleireira Jemma Muradian, a maquiadora Lorrie Turk e a manicure Kimmie Kyees.[48]

No prólogo que acompanha o CD, Swift aborda a exposição e o escrutínio da mídia que enfrentou desde o início de sua carreira, tanto quanto em seu lado musical quanto pessoal, e incentiva seus fãs a não acreditarem em rumores sobre ela, dizendo que "talvez um dia encontraremos essa pessoa e nos sentiremos bobos por termos acreditado em fofocas sem fundamento".[49] A cantora avalia que "no lado bonito e amável [da exposição da mídia], fui muito sortuda em fazer música para uma vida e olhar para multidões de pessoas amáveis e vibrantes" e "no outro lado da moeda, meus erros foram usados contra mim, minhas mágoas foram usadas como entretenimento e minhas composições foram banalizadas como 'super exageradas'", concluindo: "Nós achamos que conhecemos alguém, mas a verdade é que nós apenas conhecemos a versão delas que escolheram nos mostrar. Não haverá maiores explicações. Haverá apenas reputação".[49] Em um poema intitulado "Why She Disappeared" ("Por que ela desapareceu"), contido em uma das revistas Reputation, a intérprete comenta seu afastamento da mídia nos meses antecedentes ao lançamento do disco.[50]

Composição[editar | editar código-fonte]

Temas e influências na composição[editar | editar código-fonte]

O bombástico, inesperado e sutilmente poderoso Reputation é muitas coisas ao mesmo tempo: o primeiro álbum em que Swift diz palavrões (as interjeições amenas de discos anteriores não contam); o primeiro álbum em que ela fala de bebidas alcoólicas (e repetidamente, aliás); e o veículo para suas canções mais escancaradas sobre seu papel como agente sexual. Swift já tem 27 anos, e as coisas que ela costumava se negar — ao menos nas canções — ficaram no passado.

—Jon Caramanica, do The New York Times.[51]

Para Reputation, Swift trabalhou principalmente com duas equipes: uma com os produtores suecos Max Martin e Shellback, e outra com o produtor e guitarrista da banda fun., Jack Antonoff, com os quais havia desenvolvido boa parte de 1989.[52][53] Além deles, apenas outros três produtores são creditados: Ali Payami — com quem também havia colaborado em seu projeto anterior — Oscar Görres e Oscar Holter.[53] A cantora atribuiu esta decisão à sua sensação de "sentir-se versátil o suficiente para matar 1989 e tentar algo novo", avaliando que "não havia nenhum jeito de fazer algo minimamente similar a 1989 e parecer eficaz".[52] Musicalmente, Reputation foi descrito como a continuidade e a afirmação da transição de Swift do country para o pop, iniciada em seu trabalho anterior.[54][55][56] Greg Kot, do jornal Chicago Tribune, o descreveu como "mais uma mudança, desta vez para o pop eletrônico",[56] enquanto Neil McCormick, do The Telegraph, o considerou "pop armado e impetuoso",[57] e Rob Sheffield, da Rolling Stone, declarou que "Reputation se constrói no synthpop de 1989".[54] Entretanto, ao contrário deste último, estruturado principalmente com o uso de guitarras e sintetizadores, Reputation contém novos elementos estilísticos, como batidas trap, EDM "de Vegas", sintetizadores "melancólicos", "borrifadas" de Miami bass e toques de hip hop.[58] Suas canções são predominantemente eletrônicas e empregam principalmente o uso de sintetizadores, com algumas possuindo influências do R&B contemporâneo e outras tendo uma atmosfera mais acústica, adotando uma estrutura musical mais simples.[58][59] Ed Sheeran e Future são os artistas convidados do projeto, participando da canção "End Game".[53]

Na época do lançamento de "Look What You Made Me Do", que possui um tom de vingança, jornalistas especularam que Reputation poderia ser um álbum com letras direcionadas aos detratores de Swift e à mídia, que ao longo da carreira da cantora entretinha o público com matérias difamatórias em relação aos seus namoros e desentendimentos com outros artistas.[49][54] Embora tenha canções com tom vingativo e percebidas referências à mídia — como "I Did Something Bad", "This Is Why We Can't Have Nice Things" e a faixa supracitada — o álbum apresenta um tom lírico diferente, lidando com aspectos emotivos, introspectivos e amorosos; Sheffield comentou que é "um álbum cheio de canções amorosas adultas a sós", descrevendo-o como o mais íntimo da artista até a data e como "um ciclo de canções sobre como é quando você para de perseguir o romance e começa a deixar sua vida acontecer".[54] O disco é composto por quinze faixas que, segundo a intérprete, formam uma linha de tempo linear, começando com a forma de como ela se sentia quando começou a trabalhar nele, e transitou para a forma como se sente agora.[60] Para Roisin O'Connor, do The Independent, "cada uma das quinze músicas de Reputation falam sobre como ela [Swift] é percebida pelas pessoas que a conhecem e pelas pessoas que não a conhecem" e, nele, a musicista reconhece que "até os mais próximos a ela terão diferentes ideias".[61] Outros resenhistas argumentaram que o álbum apresenta um contraste entre a antiga e a nova personalidade de Swift e também letras sobre assuntos até então inéditos em sua discografia, como o consumo de álcool, o sexo de uma maneira mais explícita e o uso de palavras de baixo calão.[62][51] No que se refere aos vocais, Reputation possui produção adicional de Ilya em "End Game" e também apresenta uma mudança em relação aos trabalhos anteriores de Swift, que adota o inglês vernáculo afro-americano e faz uso do rap em algumas canções.[53][63] A respeito de artistas, Rihanna e Kanye West foram notados por Richard S. He, da revista Billboard, e por Andrew Guttadaro, do site The Ringer, como influências em "...Ready for It?", enquanto Lorde foi apontada por Geoff Nelson, do portal Consequence of Sound, como uma influência em "I Did Something Bad".[64][65][63]

Conteúdo e estrutura musical[editar | editar código-fonte]

O cantor inglês Ed Sheeran (esquerda) e o rapper estadunidense Future (direita) participam da segunda faixa de Reputation, "End Game".

O disco abre com "...Ready for It?", uma canção dos gêneros electropop e pop industrial com orientação pop,[65][66][67] inspiração eletrônica[68] e elementos de tropical house, dubstep, synthpop e trap.[69][70][66][71] A faixa apresenta fortes sintetizadores, um bass drop,[72] caixas de ritmos e linhas interpretadas por Swift na forma de rap, com um conteúdo lírico que retrata suas fantasias sobre um rapaz descrito como "um assassino" que teve diversos relacionamentos e é "mais jovens que seus ex" mas "age como um homem".[65][73][74][70] A cantora afirmou que a música "apresenta uma metáfora presente também no resto do álbum, que é um tipo de metáfora estilo Crime e Castigo", sendo "basicamente sobre encontrar seu próprio parceiro no crime".[52] A segunda obra "End Game" apresenta a participação do cantor inglês Ed Sheeran e do rapper estadunidense Future, musicalmente deriva do R&B e que incorpora o hip hop, contendo raps de Sheeran e Future intercalados com linhas de Swift.[75] A letra refere-se a sonhos sobre fugas românticas.[76] Derivada do dubstep e com influências trap,[55][77] "I Did Something Bad" foi escrita ao piano e a ideia para sua concepção surgiu em um sonho de Swift, que a descreveu para o produtor Max Martin para que ele desenvolvesse o conceito na faixa.[52] A letra trata da posição de Swift como celebridade em relação à mídia, com a intérprete retratando algumas das narrativas sobre ela criada pelos tabloides.[78] Foi notada por ser a primeira faixa em que a cantora profere palavras de baixo calão, nomeadamente na linha "Se um homem fala besteira, não devo nada a ele".[nota 1][79] Após o refrão, há uma demonstração vocal que, na realidade, é a voz de Swift com tons mais baixos. Esta parte foi criada por Martin, com base em um gancho que ela tinha em mente.[52] Na ponte, usando o Auto-Tune em sua voz, Swift profere: "Eles estão queimando todas as bruxas mesmo se você não for uma / Então me acenda, me acenda, vá em frente e me acenda".[nota 2][78]

Trecho de 30 segundos de "End Game", que conta com a participação do cantor inglês Ed Sheeran e do rapper estadunidense Future. Musicalmente, deriva do R&B, incorporando o hip hop.

Trecho de 30 segundos do refrão "I Did Something Bad". As demonstrações vocais que se ouvem nos últimos onze segundos são a voz de Swift com tom alterado.

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"Don't Blame Me", a quarta música, foi descrita como "gótica" e "obscura" e apresenta influências gospel e instrumentação "grande e impetuosa", na qual Swift canta "Minha droga é o meu amor / Eu vou usá-la pelo resto da vida".[nota 3][80][61] A quinta faixa "Delicate" possui um ritmo moderado, batidas eletrônicas "em cascata", e o uso de vocoder que, segundo a musicista, dá à faixa um som "emotivo" e "vulnerável".[63][59][52] Sua letra fala sobre dar muito de si para alguém que você ainda está conhecendo, e foi descrita como uma história de amor que se passa contra os destroços da imagem pública de Swift.[61][77] A sexta canção, "Look What You Made Me Do", foi descrita como um híbrido de dance-pop, electroclash, electropop e pop[81][82][83] na qual Swift fala "sobre perceber que você não podia ter confiado em certas pessoas, mas também perceber que você aprecia as pessoas em quem você pode confiar".[52] Referências ao desentendimento de Swift com o rapper Kanye West foram notadas na canção.[84][81] No refrão, a cantora repete várias vezes o título da canção usando o mesmo ritmo de "I'm Too Sexy", do grupo britânico Right Said Fred,[85] e declara na ponte: "Desculpe, a antiga Taylor não pode atender agora. Por quê? Porque ela morreu".[nota 4][53] "So It Goes" é uma canção trap-pop que fala sobre sexo, e recebeu comparações com "I Don't Wanna Live Forever", colaboração de Swift com o cantor Zayn.[86][87] "Gorgeous" foi descrita como uma canção pop "agradável para as rádios" que se inicia com a voz de um bebê e retrata a "busca por um par romântico irritante", descrito por Swift como "maravilhoso".[53][88][89][90]

A nona obra "Getaway Car" deriva do synthpop e retrata o momento em que alguém sai de um relacionamento e inicia outro.[61][77][51] "King of My Heart" é uma balada eletrônica com um som dos anos 1980, uma batida semelhante à de "Take Me Home", de Phil Collins, e efeitos computadorizados na voz de Swift no refrão;[59][77][91] foi estruturada de modo que cada seção da canção representasse uma fase diferente de um relacionamento, com as seções ficando cada vez mais profundas e rápidas à medida que a faixa progride.[52] Seu conteúdo lírico fala do amor da cantora por seu atual parceiro.[91] "Dancing with Our Hands Tied" é uma obra com tons EDM e fala sobre namorar e se apaixonar por alguém em meio a escândalos na mídia.[77] A décima segunda música, "Dress", é uma canção de andamento lento influenciada pelo R&B e apresenta vários trechos compostos cerca de um ano antes por Swift.[80][52] A letra aborda o sexo de maneira mais aberta, tendo sido descrita como a mais sensual da artista até a data e a que traz seu lado sensual à tona.[92][93] Jornalistas consideraram que "This Is Why We Can't Have Nice Things" se tratava da relação de Swift com West, nomeadamente nas letras "Foi tão legal sermos amigos de novo / Lá estava eu lhe dando uma segunda chance / Mas você me apunhalou pelas costas enquanto eu apertava a sua mão".[nota 5][91] A penúltima faixa "Call It What You Want" é uma balada dream pop, synthpop e electropop de ritmo moderado que, para a intérprete, é a que melhor representa seu estado emocional atual.[94][52] Reputation termina com "New Year's Day", uma balada guiada por piano que explora o outro lado do romantismo de um beijo de Ano Novo, e é sobre como a pessoa que fica com você até o dia seguinte para "lhe dar Advil e limpar a casa" é a que mais importa.[95][52]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic (71/100)[96]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Consequence of Sound (D+)[63]
Entertainment Weekly (B)[80]
Rolling Stone 4 de 5 estrelas.[54]
The Guardian 4 de 5 estrelas.[79]
The Independent 4 de 5 estrelas.[61]
The Telegraph 4 de 5 estrelas.[57]

Reputation recebeu análises positivas de críticos especializados em música contemporânea, que elogiaram a sua produção, sua coesão e seu conteúdo lírico, enquanto também prezaram a progressão sonora de Swift e suas habilidades líricas.[97][98][99] O portal Metacritic, com base em vinte e oito resenhas recolhidas, concedeu ao projeto uma média de 71 pontos, numa escala que vai até cem, indicando "análises geralmente positivas".[96]

Alexis Petridis, do The Guardian, entregou quatro de cinco estrelas para o álbum e opinou que Reputation "pode ser mirado em amargura e fofoca, mas as habilidades de composição da popstar e a proeza lírica são impossíveis de se negar em seu sexto álbum", notando que as canções apresentam 'Swift cortando seus últimos laços com suas raízes de Nashville a favor do estrondo e da buzina do pop com influências EDM".[79] Dando a mesma pontuação, Rob Sheffield, da Rolling Stone, escreveu que o disco "mostra o lado mais obscuro e profundo da comandante pop", acrescentando: "Como uma das melhores comandantes pop de todos os tempos, [Swift] está tentando algo novo, como sempre faz".[54] Avaliando o produto com quatro de cinco estrelas, Roisin O'Connor, do The Independent, elogiou a produção de Jack Antonoff, considerando-a essencial para o disco e comentando: "O amor [de Antonoff] pelo synthpop dos anos 1980 é o balanço perfeito ao toque dance e eletrônico de Max Martin e Shellback".[61] Randy Lewis, do Los Angeles Times, escreveu uma resenha positiva para o álbum, descrevendo-o como o mais "focado e coeso" de Swift até a data, e argumentou que estes fatores se refletiram nos poucos colaboradores escolhidos.[100]

Escrevendo para a Billboard, Jason Lipshutz avaliou o álbum de forma positiva, elogiando a progressão sonora de Swift e o afastamento de seus projetos anteriores tanto em termos líricos quanto musicais, adjetivando-o de o mais arriscado da cantora e completando: "Reputation é o seu álbum mais sonoramente ambicioso até a data, uma espécie de versão espelho mágico de 1989 com uma abordagem descontraída aos seus grandes ganchos".[55] Neil McCormick, do The Telegraph, concedeu quatro estrelas de cinco e declarou: "Reputation é uma explosão grande, impetuosa e ardente de um pop armado que combate a vulnerabilidade do coração humano, atingido pela fama do século XXI". Ele continuou: "Esse é um álbum com status de evento blockbuster, precedido por um sucesso satírico ('Look What You Mde Me Do') no qual ela provocativamente abandonou sua imagem de 'garota da casa ao lado' para algo mais glamorosamente sofisticado".[57] Concedendo uma nota B para o álbum, Leah Greenblatt, da Entertainment Weekly, elogiou as letras e a produção do disco e o comparou com trabalhos de Zayn e The Weeknd, devido às suas "linhas do baixo subterrâneas e fixações líricas em sedução, álcool, e o isolamento da fama que absorve a alma". Greenblatt concluiu: "[As canções] são um lembrete de o quão fácil Swift brilha quando está fiel ao seu DNA criativo — não a renegada destruidora que ela quer ser, mas o puro destino pop que ela não deixa de manifestar, com ou sem uma coroa".[80] Troy Smith, do jornal The Plain Dealer, disse que o álbum serve de lembrete do talento de Swift como compositora e o caracterizou como um de seus projetos mais ambiciosos até a data.[59]

Analisando o disco de forma negativa, Geoff Nelson, da Consequence of Sound, concedeu-lhe uma nota D+, o descrevendo como um "desastre distorcido e em movimento". Nelson citou os raps de Swift, o seu uso do inglês vernáculo afro-americano e sua colaboração com Future como alguns dos pontos negativos do trabalho, comentando: "Algumas das delícias e das perplexidades de Reputation está em sua falha (...) [e] parte do encanto [do álbum] está em sua densidade de falha: cada gesto soa tão pobre, cada decisão tão mal aconselhada, tantos erros soam tão inevitáveis. A falha começa a bizarramente re-humanizar Swift, movendo-a de líder de torcida de volta para a arquibancada".[63]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Reputation foi eleito pela revista Rolling Stone o sétimo melhor álbum de 2017, com Simon Vozick-Levinson escrevendo: "Após demorar por meses, Taylor fez um retorno espetacularmente ousado com esse palácio brilhante de rancores luxuosos e batidas trap cristalinas. (...) [O álbum] acrescenta a um lembrete apontado de que sua rapidez real pode recuperar seu posto na vanguarda pop quando ela quiser".[101] O editor Rob Sheffield, da mesma revista, considerou-o o segundo melhor do ano, declarando: "Vamos aceitar, todas as Taylor querem o microfone o tempo todo, e Reputation me deixa agradecido de ter todas elas".[102] A NME o posicionou no número 31 em sua compilação com os 50 melhores, com um editor avaliando: "A antiga Taylor está morta, e sua morte prematura nos trouxe Reputation (...) o álbum mais ousado de Taylor até a data".[103] A revista People considerou Reputation o melhor álbum de 2017, com o editor Jeff Nelson escrevendo que o trabalho "reforçou uma reputação de superestrela [já existente]".[104]

Raisa Bruner, da publicação Time, elegeu o disco como o nono melhor do ano, argumentando que "as maiores músicas pop apresentam Swift retrucando seus detratores, como ela já fez antes, mas ela brilha em momentos quietos de introspecção, fornecendo um olhada no mundo desafiador de uma artista para quem a fama é uma faca de dois gumes".[105] Jon Caramanica, jornalista do The New York Times, posicionou o projeto como o quinto melhor do ano, descrevendo-o como "um impressionante álbum pop moderno de espectro completo".[106] Para o The Independent, que escolheu os 30 melhores discos de 2017, este foi o 19.º melhor, com Roisin O'Connor concluindo: "Sem dúvidas um dos álbuns mais esperados do ano, o sexto álbum de Taylor Swift, Reputation, é também um dos seus melhores, onde em certas músicas ela parece mais vulnerável do que nunca, e em outras ela parece a mais ameaçadora".[107] A revista Complex incluiu a obra na 26.ª posição de sua lista com os 40 melhores álbuns de 2017, com Brendan Klinkenberg dizendo: "[A]s primeiras canções que ouvimos primeiro são as piores e, mesmo em seu momento de mais auto-sabotagem, Swift ainda é capaz de escrever músicas pop quase perfeitas".[108]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Reputation venceu o prêmio de Álbum Mais Vendido no Prêmio de Música da Billboard de 2018, além de ter sido indicado na categoria de Álbum da Billboard 200. Na mesma noite, Swift obteve o troféu de Artista Feminina Mais Vendida e recebeu indicações para Maior Artista e Maior Artista da Billboard 200.[109] Nos Prêmio Juno do mesmo ano, o álbum foi indicado a Álbum Internacional do Ano, porém não conquistou a vitória.[110] O disco foi indicado na categoria de Melhor Álbum Vocal Pop na edição de 2019 do Grammy, perdendo para Sweetener, de Ariana Grande.[111]

Singles[editar | editar código-fonte]

Todos os quatro vídeos dos singles de Reputation foram dirigidos por Joseph Kahn.

O primeiro single de Reputation, "Look What You Made Me Do", foi lançado em 25 de agosto de 2017.[46][84] Obteve um desempenho comercial positivo, estreando no topo das tabelas da Austrália,[112] Nova Zelândia[113] e Reino Unido, onde tornou-se a primeira canção da artista a liderar a parada britânica de singles.[114] Nos Estados Unidos, tornou-se a quinta canção de Swift a liderar a Billboard Hot 100.[115] O seu vídeo musical, dirigido por Joseph Kahn foi lançado no dia 27 durante o Prêmio de Videos Musicais da MTV e tornou-se o mais visto tanto em 24 horas na Vevo quanto no Youtube até então, com quarenta e três milhões de visualizações obtidas.[116][117]

"...Ready for It?" foi inicialmente lançada como um single promocional de Reputation em 3 de setembro de 2017, juntamente com a pré-venda do disco,[118][119][120] sendo promovida como a segunda faixa de trabalho oficial em 24 do mês seguinte, quando foi enviada para estações rítmicas de rádio.[121] Comercialmente, atingiu as dez primeiras colocações na Austrália, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Nova Zelândia e Reino Unido.[122][123][124] Dirigido por Kahn, o vídeo correspondente foi lançado em 26 de outubro e retrata duas versões de Swift, que no final se juntam para se tornarem uma só.[125]

"End Game" foi enviada para as rádios francesas em 14 de novembro de 2017, servindo como o terceiro single do disco.[126] Comercialmente, entrou nas quarenta primeiras posições na Austrália, na Ultratip da Bélgica, Canadá e Estados Unidos, onde atingiu a décima oitava posição.[127][128][129] Sua gravação audiovisual foi lançada em 12 de janeiro de 2018 e apresenta Swift interpretando a faixa em lugares como Londres, Miami e Tóquio, acompanhada de Future e Sheeran nas duas últimas cidades.[130]

"New Year's Day" e "Gorgeous" foram enviadas como singles nas rádios britânicas de música country e comerciais em 27 de novembro e 1º de dezembro de 2017, respectivamente.[131][132] A primeira serviu como o primeiro trabalho de Swift a ser enviado para o formato em quatro anos,[131] enquanto a segunda, inicialmente divulgada como single promocional, atingiu as vinte primeiras posições em países como Austrália, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Nova Zelândia e Reino Unido.[133][128][129][124]

"Delicate" foi enviada para as rádios estadunidenses de estilos musicais adultos e comerciais em 12 e 13 de março de 2018, respectivamente, servindo como a sexta faixa de trabalho do disco.[134][135] Obteve a décima segunda colocação na Billboard Hot 100 e tornou-se o single de maior sucesso do álbum nas rádios estadunidenses, alcançando a segunda posição da parada radiofônicas e a nona na tabela adulto contemporânea, liderando ainda a parada pop e a de canções pop adultas.[129][136][137] O vídeo correspondente, novamente dirigido por Kahn foi lançado em 11 de março de 2018 durante o Prêmio iHeartRadio de Música e apresenta Swift como uma personalidade constantemente perseguida pela mídia, até que um homem misterioso lhe dá um bilhete e ela fica invisível aos olhos dos demais, realizando diversos passos de dança em lugares distintos.[138][139]

"Getaway Car" foi enviada às estações de rádio da Austrália e da Nova Zelândia em 7 de setembro de 2018, servindo como o quinto single do álbum nestes países e sétimo ao todo.[140] À parte destes lançamentos, "Call It What You Want" foi lançada promocionalmente em 3 de novembro de 2017 em conjunto com um vídeo apresentado as letras da canção.[141] Atingiu a quinta colocação na Hungria e as trinta primeiras na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido.[142][143][128][129][124]

Promoção[editar | editar código-fonte]

Swift se apresentando ao vivo durante a passagem da turnê Reputation Stadium Tour por Santa Clara.

A empresa United Parcel Service anunciou que seria a "distribuidora oficial" de Reputation.[44] Caminhões da empresa, espalhados em diversas cidades dos Estados Unidos, continham um decalque com a capa do disco. A empresa incentivou os fãs a tirarem fotos dos caminhões com uma hashtag, para garantirem uma "oportunidade melhor" de comprarem ingressos para a turnê do álbum.[144] Como parte de seu contrato com a AT&T, Swift produziu uma série de bastidores de várias partes mostrando a produção do álbum, intitulada "The Making of a Song".[145][146] Uma prévia da série foi divulgada em 1º de novembro de 2017 no canal da empresa no YouTube e mostrou a composição de "Gorgeous", com a produção completa sendo disponibilizada no dia 13 do mesmo mês na DirecTV e nas plataformas DirecTV Now e U-Verse.[146] Uma loja pop-up do disco foi lançada em Nova Iorque e ficou disponível entre 12 e 16 de novembro, na qual foram vendidas cópias do disco e produtos exclusivos.[145]

Uma apresentação de "New Year's Day" realizada por Swift foi exibida durante um comercial da série Scandal, da rede televisiva ABC, que foi transmitido à meia-noite, junto com o lançamento de Reputation, marcando a primeira performance relacionada ao disco e a primeira da cantora na televisão em três anos. A apresentação foi gravada na sessão secreta do disco realizada na casa da cantora em Rhode Island, para um público de cem fãs; a versão completa foi mostrada no dia seguinte no canal Freeform, durante a exibição do filme The Duff.[147][148] No dia do lançamento do álbum, a artista cantou versões acústicas de "Call It What You Want" e "New Year's Day" para a SiriusXM Radio, além de uma regravação de "American Girl", de Tom Petty. A primeira foi interpretada por Swift ao violão, junto com um pequeno grupo de vocalistas de apoio, um guitarrista e um violoncelista, enquanto a segunda e a terceira foram cantadas ao piano.[60]

A intérprete serviu como a atração musical de 11 de novembro do humorístico Saturday Night Live, marcando sua primeira participação no programa desde 2009.[149][150] Ela cantou "...Ready for It?" usando um microfone adornado com um acessório em formato de cobra, e acompanhada por um grupo de quatro vocalistas de apoio, com o qual também realizou passos coreografados, enquanto "Call It What You Want" foi realizada ao violão, em conjunto com um violoncelista e as quatro vocalistas de apoio.[151][149] A artista fez uma aparição surpresa no The Tonight Show with Jimmy Fallon em 13 de novembro de 2017, cantando "New Year's Day" como uma homenagem à falecida mãe do apresentador. Ela realizou a performance ao piano, acompanhada por um pequeno de grupo de vocalistas de apoio.[152] Swift cantou em diversos festivais de rádio da iHeartRadio. O primeiro show foi parte do Jingle Ball, promovido pela Kiss FM, no dia 1º de dezembro de 2017 em Inglewood, Califórnia; o segundo foi realizado no dia seguinte no San José, Califórnia, como parte do Poptopia da 99.7 Now; o terceiro em 7 de dezembro no em Chicago, dentro do Jingle Bash da B96; e o quarto no Jingle Ball, da Z100, que ocorreu em Nova Iorque no dia 8 de dezembro.[153][154][155]

Reputation Stadium Tour[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Reputation Stadium Tour

Anunciada oficialmente em 13 de novembro de 2017, a Reputation Stadium Tour percorreu estádios na América do Norte, Europa, Oceania e Ásia, se iniciando em 8 de maio de 2018 no Estádio da Universidade de Phoenix em Glendale, Arizona, e terminando em 21 de novembro seguinte no Tokyo Dome em Tóquio, Japão, com um total de 53 concertos.[156][157] As cantoras Charli XCX e Camila Cabello serviram como atos de abertura da turnê. A digressão arrecadou 345 milhões de dólares e vendeu 2 milhões de ingressos, se tornando a maior e mais rentável turnê de Swift até o momento.[158]

Alinhamento de faixas[editar | editar código-fonte]

Reputation – Edição Padrão[159][160]
N.º TítuloCompositor(es)Produtor(es) Duração
1. "...Ready for It?"  Taylor Swift  · Max Martin  · Shellback  · Ali PayamiMartin, Shellback, Payami 3:28
2. "End Game" (com Ed Sheeran e Future)Swif  · Ed Sheeran  · Martin  · Shellback  · Navyadius WilburnMartin  · Shellback  · Ilya[A] 4:04
3. "I Did Something Bad"  Swift  · Martin  · ShellbackMartin  · Shellback 3:58
4. "Don't Blame Me"  Swift  · Martin  · ShellbackMartin  · Shellback 3:56
5. "Delicate"  Swift  · Martin  · ShellbackMartin  · Shellback 3:52
6. "Look What You Made Me Do"  Swift  · Jack Antonoff  · Fred Fairbrasss  · Richard Fairbrass  · Rob ManzoliAntonoff  · Swift 3:31
7. "So It Goes..."  Swift  · Martin  · Shellback  · Oscar GörresMartin  · Shellback  · Görres 3:47
8. "Gorgeous"  Swift  · Martin  · ShellbackMartin  · Shellback 3:29
9. "Getaway Car"  Swift  · AntonoffAntonoff  · Swift 3:53
10. "King of My Heart"  Swift  · Martin  · ShellbackMartin  · Shellback 3:34
11. "Dancing with Our Hands Tied"  Swift  · Martin  · Shellback  · Oscar HolterMartin  · Shellback  · Holter 3:31
12. "Dress"  Swift  · AntonoffAntonoff  · Swift 3:50
13. "This Is Why We Can't Have Nice Things"  Swift  · AntonoffAntonoff  · Swift 3:27
14. "Call It What You Want"  Swift  · AntonoffAntonoff  · Swift 3:23
15. "New Year's Day"  Swift  · AntonoffAntonoff  · Swift 3:55
Duração total:
55:38
Notas
A - denota produtores vocais adicionais

Créditos[editar | editar código-fonte]

Todo o processo de elaboração de Reputation atribui os seguintes créditos:[53]

Gestão
Visuais e imagem
Vocais
Produção
Instrumentação

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Reputation foi bem sucedido comercialmente, liderando as paradas musicais de mais de dez países e vendeu dois milhões de cópias ao redor do mundo em sua semana de lançamento.[162] De acordo com a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI), o álbum foi o segundo mais vendido de 2017 com um total de quatro milhões e setecentos mil exemplares vendidos — entre cópias físicas e digitais —, ficando apenas atrás de ÷, de Ed Sheeran, que vendeu mais de seis milhões.[163]

Uma semana antes do lançamento de Reputation, a Big Machine Records constatou para a Associated Press que a pré-venda do álbum já contabilizava mais de quatrocentas mil unidades nos Estados Unidos, dentre pedidos feitos na iTunes Store, Target, Walmart e a página de Swift. Este número foi o dobro da pré-venda do disco anterior da intérprete, 1989, que estreou com um milhão de cópias vendidas na primeira semana no território em 2014. A Target também confirmou que a pré-venda do álbum havia sido a maior já realizada em sua história.[164] Numa reportagem publicada pela Billboard em 8 de novembro de 2017, dois dias antes do lançamento do disco, o jornalista Ed Christman revelou que a Big Machine esperava dois milhões de cópias vendidas do disco em seus primeiros sete dias nos Estados Unidos — o maior número na primeira semana já registrado por Swift —, mesmo com a recente queda em vendas de álbuns e aumento nos streams.[165] Christman atribuiu a estimativa ao histórico de grandes estreias da cantora nos Estados Unidos, onde os seus três discos anteriores registraram mais de um milhão de cópias vendidas na primeira semana, e à sua decisão de não lançar o disco em serviços de streaming juntamente com as outras plataformas — adotado pela própria em 2014 com 1989 e por Adele com 25 em 2015, o qual registrou mais de três milhões de cópias em sua estreia. A Billboard também revelou que a Universal Music enviou entre um milhão e duzentas a um milhão e quinhetas de CDs às lojas.[165]

Com um milhão e duzentas e trinta mil unidades equivalentes vendidas, Reputation registrou a melhor semana de vendas nos Estados Unidos desde 25, de Adele (esquerda), em 2015, e vendagem duas vezes maior do que Damn, de Kendrick Lamar (direita), que detinha o título de melhor estreia de 2017 no país.

Reputation atingiu o topo do iTunes dos Estados Unidos dentro de apenas seis minutos, batendo o recorde de álbum a conquistar a primeira posição mais rapidamente. Mais de oitocentas mil pessoas tentaram comprar o disco, o que também fez com que o iTunes saísse temporariamente do ar.[166] Segundo dados preliminares da Nielsen SoundScan, o disco vendeu setecentas mil cópias apenas em seu primeiro dia, enquanto dois dias depois este número aumentou para mais de novecentas mil.[167][168] Em 14 de novembro, a Billboard revelou que, em apenas quatro dias, Reputation havia vendido mais de um milhão de cópias, tornando-se o álbum mais vendido de 2017 nos Estados Unidos, ultrapassando ÷, lançado em março e que havia registrado novecentas e dezenove mil unidades até então. A publicação ainda constatou que, com isso, o disco tornou-se o quarto consecutivo de Swift a vender mais de um milhão de cópias em sua semana de lançamento — em sequência a 1989 (2014), Red (2012) e Speak Now (2010) —, fazendo dela a primeira artista a realizar tal feito, e do disco o primeiro a conseguir comercializar mais de um milhão de réplicas em uma semana nos últimos dois anos, desde que 25, de Adele, registrou um milhão e quinhetas mil cópias em sua quinta semana no pódio.[169]

Reputation acabou por estrear na primeira colocação da Billboard 200 com um milhão e duzentas mil unidades equivalentes — dentre cópias físicas, digitais e compras e streaming de suas faixas —, das quais um milhão e duzentas e dezesseis mil eram de vendas físicas e digitais, tornando-se o quinto disco de Swift a liderar a tabela, e o seu quarto a estrear com mais de um milhão de cópias vendidas.[170] Este número foi também o maior desde dezembro de 2015, quando 25 estreou com mais de três milhões de exemplares vendidos e o décimo maior desde que a Nielsen SoundScan começou a registrar as vendas nos Estados Unidos em 1991, tornando Swift a única artista a ter vendas de um milhão de cópias por quatro semanas na história da Nielsen SoundScan.[170][171] De acordo com a Billboard, setecentas e nove mil cópias do disco foram digitais, que foram disponibilizadas apenas no iTunes e na loja oficial da cantora, sendo o terceiro melhor número de vendas digitais da história — atrás de 25 (um milhão e seiscentas mil), e Views, de Drake (oitocentas e vinte cinco mil), quinhetas e cinco mil réplicas foram físicas — maior registro desde que 25 vendeu um milhão e trinta mil unidades em sua quinta semana — treze mil vieram de streaming das quatro faixas do disco disponível no formato — "Look What You Made Me Do", "...Ready for It?", "Gorgeous" e "Call It What You Want" — e outras oito mil vieram das compras das quatro canções supracitadas.[170] Segundo a Forbes, Reputation vendeu mais do que todos os outros 199 discos combinados naquela edição da Billboard 200.[172] Enquanto o álbum de Swift vendeu um milhão e duzentas e dezesseis mil cópias, todos os outros álbuns venderam um somatório de setecentas mil cópias; com streams adicionados, as vendas totais de discos naquela semana foi de três milhões e trezentas mil unidades — mais de um terço do qual foi obtido pelo projeto de Swift. Dentre as vendas físicas e digitais, a publicação constatou que, para cada dez álbuns vendidos na semana em território estadunidense, seis eram Reputation.[172] A editora Brittany Hodak notou ainda que o produto registrou vendas duas vezes maiores do que a maior estreia do ano da Billboard 200 até então (Damn, de Kendrick Lamar, que debutou com seiscentas e sessenta mil exemplares em abril) e um milhão de unidades a mais do que os últimos líderes da parada — Sam Smith, Kenny Chesney e Niall Horan.[172]

O projeto permaneceu uma segunda semana no topo da tabela, com quinhetas e dezesseis mil unidades equivalentes e duzentas e trinta e duas mil puras, tornando-se o primeiro a liderar por duas edições desde 4:44, de Jay-Z, em julho de 2017, o primeiro de uma cantora a passar mais de uma semana no topo desde Anti, de Rihanna, em 2016, e o primeiro de uma cantora a ficar na primeira posição em suas duas primeiras semanas desde 25.[173] Após três semanas de liderança na Billboard 200, Reputation caiu para a terceira posição com setenta mil cópias puras e cento e doze mil equivalentes,[174] ficando na vice-liderança nas duas semanas seguintes com cem mil vendidas na primeira e cento e trinta e duas mil na segunda.[175][176] O álbum retornou ao topo da parada na atualização de 6 de janeiro de 2018 com cento e sete mil unidades equivalentes e setenta e nove mil puras, totalizando quatro semanas consecutivas na primeira colocação; com isso, tornou-se o primeiro desde Starboy, de The Weeknd, a conquistar quatro edições no pódio.[177] Com um milhão e novecentas mil cópias puras vendidas, Reputation foi o mais vendido nos Estados Unidos em 2017 e fez de Swift a primeira artista a ter o álbum mais vendido do ano com três títulos diferentes, tendo conquistado o feito anteriormente em 2009 com Fearless e em 2014 com 1989.[178]

No Canadá, cinquenta e cinco mil cópias do disco foram vendidas no dia de seu lançamento.[179] Reputation estreou no topo da parada canadense de álbuns com oitenta e um mil cópias vendidas, obtendo a melhor semana de vendas desde Views, de Drake, que estreou no pódio com cento e dez mil unidades vendidas.[180] No Reino Unido, vendeu sessenta e cinco mil cópias em seus primeiros três dias e estreou no topo da parada britânica, com oitenta e quatro mil unidades vendidas, dando à cantora seu terceiro número um no Reino Unido, em sequência a 1989 (2014) e Red (2012), e marcando a quinta maior estreia de um disco na parada em 2017, atrás de ÷, Human, de Rag'n'Bone Man, As You Were, de Liam Gallagher, e The Thrill of It All, de Sam Smith.[181][182][181] A British Phonographic Industry (BPI) certificou-o com um disco de platina, em reconhecimento às trezentas mil unidades comercializadas em território britânico.[183] Na França, estreou no número onze na parada de discos da Syndicat National de l'Édition Phonographique (SNEP), com mais de sete mil cópias vendidas.[184]

Ao redor da Europa, liderou as tabelas da Áustria, Bélgica (região de Flandres), Escócia, Irlanda, Portugal e Suíça, estreando na segunda posição da Alemanha, República Checa e Suécia e atingindo as dez primeiras colocações em diversos outros territórios como Dinamarca, Hungria e Polônia. No Japão, o produto estreou no terceiro lugar na tabela de álbuns da Oricon, com vinte e oito mil cópias vendidas.[185] Reputation estreou no topo das tabelas de álbuns da Austrália e da Nova Zelândia; no primeiro, foi certificado como platina pela Australian Recording Industry Association (ARIA) pelas vendas de sete mil exemplares, e vendeu cinquenta mil cópias, enquanto no segundo recebeu a certificação de ouro em sua primeira semana pela Recorded Music NZ (RMNZ), devido às vendas de mais sete mil cópias no país.[186][187][188][189][190]

Tabelas semanais[editar | editar código-fonte]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

País Data Formato(s) Gravadora
Alemanha[246] 10 de novembro de 2017 Universal Music
Austrália[247][248]
Brasil[249] Download digital
Estados Unidos[250][251]
  • CD
  • download digital
Big Machine
Itália[252] Universal Music
Japão[20] CD+DVD
Nova Zelândia[253][254]
  • CD
  • download digital
Portugal[255]
Reino Unido[256] Virgin EMI
Brasil[21] 24 de novembro de 2017 CD Universal Music
Mundo 27 de novembro de 2017 Streaming (Tidal)[22] Big Machine
1º de dezembro de 2017 Streaming (demais plataformas)[23]
Alemanha[24] 15 de dezembro de 2017 Vinil Universal
Austrália[25]
Canadá[26]
Estados Unidos[27] Big Machine
Reino Unido[28] Virgin EMI
Canadá[29] 9 de março de 2018 Download digital (karaokê) Big Machine
Estados Unidos[30]
Mundo[31] Streaming (karaokê)
Canadá[32] 18 de maio de 2018 CD+G/DVD
Estados Unidos[33]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. No original: "If a man talks shit, then I owe him nothing".
  2. No original: "They're burning all the witches even if you aren't one / So light me up, light me up, go ahead and light me up.
  3. No original: "My drug is my baby / I will use it for the rest of my life".
  4. No original: "I'm sorry, the old Taylor can't come to the phone right now. Why? Oh, cause she's dead".
  5. No original: "It was so nice being friends again / There I was giving you a second chance / But you stabbed me in the back while shaking my hand".

Referências

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