Gabela

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Gabela
Localidade de Angola Angola
(Cidade)
260px
Dados gerais
Fundada em 28 de outubro de 1907
Gentílico Gabelense
Província Kwanza-Sul
Município(s) Amboim
Características geográficas
Área 4 642 km²
População 126 000 hab.
Densidade 15 hab./km²
Altitude 942[1] m

Gabela está localizado em: Angola
Gabela
Localização de Gabela em Angola
10° 51' 00" S 14° 22' 00" E{{{latG}}}° {{{latM}}}' {{{latS}}}" {{{latP}}} {{{lonG}}}° {{{lonM}}}' {{{lonS}}}
Dados adicionais
Prefixo telefónico +244
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Gabela é uma cidade angolana, sede do município de Amboim, na província do Kwanza-Sul.

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundada com o nome de N'Guebela a 28 de Outubro de 1907.[2][3]

Em 1917, Gabela era a capital da Capitania-mor do Amboim. Não passava então de uma simples fortaleza, com razoáveis condições de defesa contra possíveis investidas dos habitantes locais, habitada unicamente por forças militares e uma meia dúzia de comerciantes com suas famílias.[4]

A insurreição de 1917[editar | editar código-fonte]

Em inícios de 1917, quer por influência alemã, no contexto da I Guerra Mundial em que Portugal então era membro beligerante, quer por reacção das populações locais a espoliações praticadas pela população branca em avançada penetração naquela região, usurpando terras e enchendo-as de palmares e cafeeiros, a revolta estalou entre a população nativa da região do Amboim e Seles. Embora não houvesse qualquer notícia oficial, começaram a circular em Luanda rumores alarmantes.[4] Na época a região de Gabela não estava ainda dotada de telegrafia sem fios, sendo a comunicação feita por meio de estafetas, alguns dos quais se presume haverem sido trucidados para impedir que as informações chegassem à capital.[5] Foram mortos 17 portugueses,[5] tendo as suas mulheres conseguido refugiar-se no interior da precária fortaleza, defendida por uma pequena guarnição militar, com reservas de mantimentos e munições suficientes apenas para escassas semanas.[6]

Em Luanda, o Governador Geral Pedro Francisco Massano de Amorim tirou à sorte os nomes de 27 voluntários, recrutados entre a população branca local, com o fim de integrarem uma das colunas despachadas para o território revoltoso. A coluna que integrava o contingente de voluntários, era formada por 115 praças indígenas, e 50 praças do Corpo de Polícia Europeia, sob o comando geral do Capitão Pereira, chegando a 8 de Junho de 1917 a Benguela Velha, actual Porto Amboim. Para além desta, uma outra coluna seguiu pelo Quissama, elevando o efectivo total a 512 homens.[5]

Progredindo através da região volátil do Amboim, chegaram a Cafécangombe, onde prenderam vários sobas, forçando-os a fornecer-lhes carregadores, com ultimato para que os arranjassem até o final do dia.[5] A ordem apenas parcialmente foi acatada, e mesmo assim com significativa relutância e má vontade, pelo que a companhia foi obrigada a deixar no acampamento parte dos víveres que levavam. Às 3 horas da madrugada do dia 10 de Junho, a coluna, seguindo o caminho em marcha forçada, chega a Salinas, onde encontra a primeira casa incendiada e em ruínas, montando aí acampamento.[7] Antes de iniciarem a subida pela região montanhosa do Amboim, já em pleno território revoltado, a coluna formou em quadrado, avançando sob fogo ocasional de atiradores indígenas bem camuflados, sofrendo algumas baixas.[8]

Após combate contra as forças revoltosas, em que ficaram feridos dois dos voluntários de Luanda, chegaram por fim às portas da fortaleza de Gabela, onde se encontravam as mulheres sitiadas. O combate durou algumas horas, culminando com a fuga desordenada das forças indígenas e a libertação da fortaleza e das forças e mulheres aí sitiadas.[8]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 1921, Gabela limitava-se ainda à pequena fortaleza sitiada em 1917. Em 1949, o desenvolvimento era já notável, sendo a sede da circunscrição do Amboim, no distrito de Cuanza-Sul, província de Benguela. Era então uma vila com algum desenvolvimento comercial e numerosa população europeia.[9]

Foi, no início da década de 1970, uma das mais prósperas terras angolanas. O café aí produzido chegou a ter títulos do melhor café do mundo.[carece de fontes?] Nesta mesma região encontra-se a Empresa C.A.D.A. Companhia Angolana de Agricultura, grande produtora de café. Sua sede é uma pequena vila chamada Boa Entrada.

Em 2014 passou a receber investimentos da petrolífera estatal angolana.[10]

Localização Geográfica[editar | editar código-fonte]

  • A cidade da Gabela está situada no município do Amboim, província do Cuanza Sul a nordeste da sede capital Sumbe, entre os paralelos 10.15 e 14.22 de latitude sul e Este respetivamente e a uma altitude de 1054 metros do nível do mar.

O Amboim tem uma superfície de 1027 Km2 e está dividido em duas comunas oficias o Assango e a Gabela, sendo esta a sede do município. Tem ainda três áreas administrativas não oficiais, as Salinas, Honga e Boa Entrada.


Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Capango(Cláudio)
  • Catandala
  • Bairro Quibala
  • Aricanga
  • Ilha
  • Sétima Nova
  • Sétima Velha
  • Sanas
  • Merina
  • Caputa
  • Rua direita
  • Cassequel
  • Inguisso
  • Quijinbulo
  • Luz e Água
  • Lua cheia
  • Bairro Mazungue
  • Boa Viagem
  • Quina
  • Quipaxe
  • Bruvir
  • 11 de Novembro
  • Inconcon
  • Kipupa
  • Amba
  • Catete
  • Vila Capundi
  • Londa
  • Valódia
  • Buembué
  • Quissacra

Zona A Zona B Zona C

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Agência Geral das Colónias (1949). Boletim Geral das Colónias. XXV. [S.l.]: Agência Geral das Colónias. 270 páginas 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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