Ipanema (bairro do Rio de Janeiro)

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Bairros cariocas
Mapa da cidade do Rio.svg

Rio de Janeiro

Ipanema
Praia de Ipanema. Ao fundo, o Leblon e, à esquerda, o Vidigal.
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Área: 3,09 km²
Fundação: 1894
Imigração predominante:  Portugal
IDH: 0,962
Limites: Copacabana, Leblon e Lagoa.
Subprefeitura: Subprefeitura da Zona Sul
Região Administrativa: Lagoa
Chafariz das Saracuras, na Praça General Osório
Desfile da Banda de Ipanema durante o carnaval
Praia do Diabo
Prédio na Rua Prudente de Morais
Esquina da Rua Barão da Torre com a Rua Farme de Amoedo

Ipanema é um bairro nobre da cidade brasileira do Rio de Janeiro, fundado em 1894 por José Antônio Moreira, conde de Ipanema. Faz divisa com os bairros de Copacabana, Leblon e Lagoa.

Índice

[editar] Etimologia

O nome tupi Ipanema admite duas interpretações semânticas:

  • "água ruim, rio sem peixes", através da junção dos termos 'y ("água") e panema ("imprestável").[1]
  • "lagoa fedorenta", através da junção dos termos upaba ("lago") e nem ("fedorento")[2].

O nome faz referência a uma região do atual município de Iperó, no estado brasileiro de São Paulo, onde José Antônio Moreira Filho (1830-1899), feito segundo Barão de Ipanema em 1847 (e conde em 1868), tinha uma metalúrgica. Essa metalúrgica, chamada Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema, se localizava aos pés do Morro de Ipanema e havia sido fundada por seu pai, o primeiro Barão de Ipanema. José Antônio Moreira Filho investiu seu capital na região atualmente ocupada pelo bairro de Ipanema, fundando a Villa Ipanema. Com esse nome, homenageava o seu local de nascimento, a vila de São João de Ipanema, hoje pertencente ao município de Iperó[3].

[editar] História

O desenvolvimento da Zona Sul foi forçado pela chegada da corte portuguesa no século XIX, quando a população da cidade passou de 60 000 para 500 000 habitantes. A corte preferiu seguir rumo norte, em direção à Floresta da Tijuca, enquanto que o corpo diplomático e os ingleses preferiram a Zona Sul, onde só havia vilas de pescadores.[4]

O loteamento de Ipanema começou após a fundação da Villa Ipanema em 1894 pelo Conde de Ipanema. Apesar de Ipanema ter-se desenvolvido antes que o Leblon, as terras de Ipanema também pertenceram ao francês Carlos Leblon, que as vendeu a Francisco José Fialho, que, por sua vez, as vendeu ao Conde de Ipanema em 1878.[4]

Interessado no loteamento da região, o Conde de Ipanema configurou as praças Marechal Floriano Peixoto (atual Praça General Osório) e Coronel Valadares (atual Nossa Senhora da Paz), abriu a Avenida Vieira Souto, as ruas Alberto de Campos, Farme de Amoedo, Prudente de Morais, Nascimento Silva, Montenegro (atual Vinícius de Moraes), 20 de Novembro (Avenida Visconde de Pirajá), 4 de Dezembro (hoje Teixeira de Melo), 16 de Novembro (Jangadeiros), 28 de Agosto (Barão da Torre), entre outras.[5]

O período de maior adensamento do bairro se deu a partir da década de 1960, quando houve o avanço da especulação imobiliária sobre o bairro, substituindo-se casas por edifícios. Os preços dos imóveis dispararam e Ipanema passa a ser um dos bairros mais caros do Rio de Janeiro. Sinônimo de vanguarda, nos anos 1960 e 1970, Ipanema foi palco do tropicalismo, da bossa nova, do Pasquim, do Teatro de Ipanema, da tanga e do topless.[6]

[editar] Pedra Portuguesa

O projeto paisagístico das calçadas de Ipanema é do arquiteto e paisagista Renato Primavera Marinho, em comemoração do quarto centenário da cidade.

[editar] Geografia

[editar] Praia de Ipanema

Os visitantes da praia de Ipanema devem ter cuidado na hora de mergulhar, pois há correntezas fortes. O Arpoador, uma das pontas de Ipanema, é um paraíso do surfe. O Posto Nove é considerado um dos melhores pontos da praia carioca, frequentado por celebridades e pelos jovens. Um hábito bastante comum é aplaudir o pôr do sol, um costume lançado no verão de 1968/1969, quando o jornalista Carlos Leonam, inconformado com a beleza, começou a aplaudir, sendo logo em seguida acompanhado pela roda de amigos, que contava com a presença de Gláuber Rocha, João Saldanha, Jô Soares, entre outros.[7] Esse costume de aplaudir o pôr-do-sol foi consagrado pelo publicitário Roberto Duailibi, numa propaganda para televisão de protetor solar.

[editar] Economia

O rendimento nominal médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade (com rendimento) do bairro é de R$ 6.533,14 Reais (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, censo do ano de 2010)[8].

[editar] Comércio

O comércio de luxo vem crescendo no bairro:, lojas e butiques como Osklen e Farm têm suas origens ligadas ao bairro. As sedes de grandes joalherias como Amsterdam Sauer e H. Stern também são localizadas em Ipanema. Grandes marcas internacionais como Mont Blanc e Louis Vutton também escolheram lojas em pontos do bairro. Estas lojas se concentram nas ruas Garcia D'Avila e Visconde de Pirajá (principalmente na Galeria Forum de Ipanema) e Maria Quitéria.

O bairro ainda possui alguns dos melhores e mais tradicionais bares e restaurantes do Rio de Janeiro, como o Bar Garota de Ipanema, onde Vinícius de Morais criou a famosa canção homônima. Podemos citar, também, o Bar Vinte, na Rua Visconde de Pirajá, onde antigamente o bonde fazia a volta e o bar Paz e Amor, na esquina das ruas Garcia D'ávila e Nascimento Silva.

O primeiro supermercado da rede Zona Sul, conhecida pelo seu padrão de qualidade e serviço, se encontra próximo à Praça General Osório. Além das feiras de frutas e verduras nas praças General Osório e Nossa Senhora da Paz, aos domingos acontece a tradicional Feira Hippie, com venda de artesanato e quadros.

[editar] Turismo

Ipanema figura entre os principais pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro, tanto para turistas brasileiros quanto internacionais. Todo ano, turistas lotam o tradicional bairro e sua praia, que conta com infraestrutura hoteleira de qualidade.

O Parque garota de Ipanema e a Pedra do Arpoador são pontos turísticos interessantes. Assim como a vista para o Morro Dois Irmãos, um cartão-postal do Rio de Janeiro.

Merece destaque também a Igreja de Nossa Senhora da Paz, recentemente reformada.

Recentemente, também vários albergues têm sido instalados no bairro, o que aumentou consideravelmente o número de jovens de todos os lugares do mundo, nas ruas. Isso valorizou imóveis antes menos procurados, como as casas mais antigas localizadas principalmente nas pitorescas vilas do bairro.

População: a população é de classe média alta.

[editar] Demografia e sociedade

A população do bairro é de 46 808 habitantes. (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, censo do ano 2000)

Escolas tradicionais como o Colégio Notre Dame e Colégio São Paulo e a Universidade Cândido Mendes estão presentes no bairro.

  • Escolaridade: 12,54 anos (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, censo do ano 2000)

A expectativa de vida média do bairro (homens e mulheres) é de 77,6 anos (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, censo do ano 2000)

[editar] Cultura

O bairro é conhecido também pelos seus teatros e cinemas como a Casa de Cultura Laura Alvim, Teatro Ipanema e Estação Ipanema. Durante o carnaval, vários blocos tradicionais como a Banda de Ipanema, o Simpatia é Quase Amor e o Rola Preguiçosa circulam pelo bairro. A sede carioca da Rede Record de televisão fica na Praça Nossa Senhora da Paz.

Referências

  1. Embrapa: Água na natureza, na vida e no coração dos homens (2004). Página visitada em 16/08/2008.
  2. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  3. http://www.cidadedeipero.com.br/ipanema.html
  4. a b , Silvia Fraiha, Tiza Lobo e Martha Ribas Editora FRAIHA, Ipanema & Leblon, 1998
  5. Gerson, Brasil, Lacerda Editores, História das Ruas do Rio, 5ª, 2000. ISBN ISBN 85-7384-071-4
  6. Iwata, Nara (2000). O Rio e o mar. A influência da orla marítima na formação do imaginário da cidade do Rio de Janeiro. Página visitada em 16/08/2008.
  7. Puc Rio: Ipanema: ontem, hoje e sempre (06/2007). Página visitada em 26/02/2009.
  8. Censo 2010, Rendimento Familiar - Ipanema, Rio de Janeiro (em português). Página visitada em 25 de Fevereiro 2012.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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