Linfadenopatia

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Linfadenopatia
Classificação e recursos externos
CID-10 I88, L04, R59.1
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As adenopatias são diagnosticadas através do emprego de biópsia e de técnicas radiológicas especiais, como a linfografia. Os gânglios superficiais, normalmente só perceptíveis por meio de palpação, tornam-se mais evidentes quando aumentam de volume. A etiologia das adenopatias é múltipla; seu diagnóstico é orientado de acordo com a topografia, a extensão e os caracteres clínicos. As adenopatias podem ser de origem infecciosa, especialmente tuberculosa e micótica, podendo também indicar a existência de hemopatia, aguda ou crônica, benigna ou maligna. Dentre estas últimas são importantes as leucemias e linfomas.

Linfonodos são formados basicamente por macrófagos, por células dendríticas, linfócitos B e T, e são responsáveis pela apresentação do antígeno para se dar a resposta imunológica , esta proporciona aumento dos linfonodos. Em crianças que são continuamente exposta a antígenos o aumento de linfonodos pode ser considerado normal. Geralmente a característica dos linfonodos aumentados são:

  • firmes;
  • não aderidos a planos profundos;
  • restritos a cadeia única;
  • até 0,3 cm x 1,6 cm;
  • cervical, axilar e inguinal.

A posição dos linfonodos aumentados reflete a posição da cadeia ganglionar drenada por ele. Sendo que a principal causa de aumento de linfonodos é a infecciosa. Além disso, há aumento de linfonodos na presença de metástases.

Etiologia[editar | editar código-fonte]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Quadro clínico[editar | editar código-fonte]

Dados epidemiológicos[editar | editar código-fonte]

Exames laboratoriais[editar | editar código-fonte]

  • hemograma;
  • sorologias;
  • provas reumatológicas, etc.

Exames de imagens[editar | editar código-fonte]

Principais adenomegalias[editar | editar código-fonte]

Generalizada[editar | editar código-fonte]

É o encontro de aumentos ganglionares em duas ou mais cadeias anatômicas, não contíguas.

Occipital e retroauricular[editar | editar código-fonte]

Pré-auricular[editar | editar código-fonte]

  • drenagem da região temporal e bochechas, porção lateral das pálpebras e conjuntiva;
  • adenovirus;
  • herpes;
  • doença da arranhadura do gato.

Submentoniana e submandibular[editar | editar código-fonte]

Supra clavicular[editar | editar código-fonte]

Axilar e epitroclear[editar | editar código-fonte]

  • drenagem da pele das mão, antebraço, parede abdominal;
  • infecção;
  • reação vacinal a BCG, geralmente ipsilateral, ate dois a quatro meses após a imunização;
  • doença da arranhadura do gato.

Mediastinal[editar | editar código-fonte]

  • drenagem do pulmão, coração, timo e esôfago torácico;
  • no caso do Brasila causa mais comum é a tuberculose, e os sintomas são tosse seca persistente, broncoespasmo, estridor laríngeo, rouquidão, disfagia, edema de membros superiores, e o aumento pode ser visto ao raio x.

Inguinal e ilíaca[editar | editar código-fonte]

  • drenagem da área genital e membros inferiores.

Punção aspirativa[editar | editar código-fonte]

  • realizar quando:
    • adenomegalias localizadas com sinais inflamatorios que ocorram no recém nascido mesmo com sintomas escassos;
    • pacientes que não respondem ao tratamento com antibiótico ou que desenvolveram sinais flogísticos durante o tratamento;
    • aumento de gg maior ou igual a 3 cm de diâmetro.

A punção realizada isoladamente como teste inicial é diagnóstica em 79% dos casos já combinada com biópsia em 97% dos casos.

Biópsia[editar | editar código-fonte]

  • realizar quando:
    • gânglios continuam aumentando após 2 a 3 semanas de observação ou não sofrem involução em 6 a 8 semanas ou não retornam ao seu tamanho em 8 a 12 semanas;
    • mesmo com tratamento especifico não há sinais de involução;
    • associação a doença sistêmica grave;
    • gânglio supra clavicular ou adenomegalia profunda.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Depende da causa de base.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BRICKS,Lúcia Ferro; SUCUPIRA, Ana Cecília Silveira Lins; KOBINGER, Elizabeth B. A. & et al.Pediatria em consultório.4°ed. Ed.Sarvier.2000.
  • GOLDMAN,Dennis Ausiello Lee. Cecil Tratado de Medicina Interna - 22°ed.2005