Segundo Império Babilônico

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Império Babilônico / Império Babilónico
Segundo Império Babilônico / Segundo Império Babilónico
Map of Assyria.png
 
Kingdoms of Israel and Judah map 830.svg
626 a.C. – 539 a.C. Map of the Achaemenid Empire.jpg
Localização de Caldeia
O império em 540 a.C.
Continente Ásia
Capital Babilônia
Governo Não especificado
Lista dos reis da Babilônia
 • 668 a.C. - 627 a.C. Assurbanípal
 • 626-605 a.C Nabopolassar
 • 604 a.C. - 562 a.C. Nabucodonosor II
Período histórico Idade do Ferro
 • 626 a.C. Fundação
 • 539 a.C. Persas invadem o Império

O Segundo Império Babilônico ou Império Neo-babilónico é a denominação para uma época de 626 a.C. a 539 a.C., dominada pelo governo de Nabucodonosor II e outros até a conquista do Império Babilónico pelo Império Aquemênida.

Índice

Assurbanípal [editar]

Assurbanípal (reinou de c. 668 a 627 a.C.) foi o rei que mandou criar a biblioteca de tábuas de barro, escritas em linguagem cuneiforme, que, tendo muitas delas sido preservadas até aos dias de hoje, permitiu aos arqueólogos descobrirem muitos aspectos da vida política, militar e intelectual dessa grande civilização.

Essa descoberta deve-se ao arqueólogo Austen Henry Layard. A "Biblioteca Real" de Assurbanípal consiste de milhares de tabuinhas de barro e fragmentos contendo textos de vários tipos (inscrições reais, crônicas, mitologia, religião, contratos, cartas reais, decretos, documentos administrativos, entre outros) datando do sétimo século a.C. Este tesouro arqueológico foi encontrado em Kuyunjik (onde ficava Nínive, capital da Assíria).

Esses textos agora encontram-se, em grande parte, no Museu Britânico, em Londres.

Nabucodonosor II [editar]

Liderados por Nabucodonosor II (reinado de 604 a.C. a 562 a.C) (que também construiu os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo), os babilônios destruíram Jerusalém em 587 a.C.1 , levando os judeus ao exílio babilônico. O rei persa Ciro, o Grande, conquistou o Império Babilónico em 539 a.C., anexando a cidade e libertando os judeus de seu exílio.

Alexandre, o Grande [editar]

Após a conquista da Pérsia por Alexandre, o Grande, este imperador fez da cidade de Babilônia sua capital, sendo depois capital dos Selêucidas, mas a cidade foi completamente destruída pelos partos anos mais tarde. Sobre suas ruínas foi construída a cidade de Ctensifon, capital da Pérsia Sassânida.

A Babilônia e os judeus [editar]

Na cultura hebraica e no cristianismo, a Babilônia se tornou um inimigo arquetípico do "povo de Deus". Várias referências à Babilônia ocorrem na Bíblia. A cidade de Babilônia é tida, biblicamente, como símbolo de soberba e idolatria, conforme relatado pelo apóstolo João no livro do Apocalipse do Novo Testamento.

O cardeal católico romano John Henry Newman, do século XIX, indicando origens não-cristãs de muitas das doutrinas, cerimônias e práticas, disse, no seu Essay on the Development of Christian Doctrine (Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã): "O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, e enfeitados em ocasiões com ramos de árvores; incenso, lâmpadas e velas; ofertas votivas ao restabelecer-se de doenças; água benta; asilos; dias santos e estações, uso de calendários, bênção de campos, vestimentas sacerdotais, a tonsura, a aliança nos casamentos, o virar-se para o Oriente.

Religião [editar]

Durante o seu segundo império, Marduk foi considerado o maior deus nacional. Porém em todos os períodos sempre se acreditou em milhares de demônios invisíveis que espalhavam o mal e cegavam os homens. Suas características gerais eram:

  • Politeísmo;
  • Desprezo pela vida além-túmulo;
  • Crença em gênios, demônios, heróis, adivinhações e magia;
  • Sacrifício de crianças e praticas de orgias sexuais.

Para eles, os gênios bons, ajudavam os deuses contra os malignos demônios, contra as enfermidades e a morte. Os seres mortais viviam a procura de saber a vontade dos deuses, manifestada em sonhos, eclipses e o movimento dos astros. E deram origem a astrologia.

Economia [editar]

A base da economia era a agricultura. A construção de canais era controlada pelo Estado. Utilizavam arado semeador, a carroça de rodas e a grade. Sua situação geográfica não lhes era propícia, pois eram escassas as suas matérias-primas, o que favoreceu os empreendimentos mercantis. As caravanas de mercadores saíam para vender suas mercadorias e iam em busca de marfim (da Índia), cobre (do Chipre) e estanho (do Cáucaso).

As transições comerciais eram feitas à base de troca, e, em alguns casos, usavam-se barras de ouro e prata.

Política [editar]

Tanto o regime dos assírios quanto a dos caldeus era a monarquia absoluta. O poder estava centralizado nas mãos do rei, que também era o chefe militar, administrador, legislador supremo, sacerdote máximo e supervisor do comércio. A sociedade era hierárquica na seguinte sequência: o rei, nobres, sacerdotes estudados em ciências, comerciantes, pequenos proprietários e escravos.

Babilônia tornou-se a maior cidade caldaica (o termo vem de "Caldeia" - a parte sul e mais fértil da Mesopotâmia, onde se localizava o Império. -) de toda a Ásia, graças ao seu extraordinário desenvolvimento no comércio. Após a sua morte, o Império Caldeu declinou, a principal causa, a corrupção. O Império tendo se tornado sede de grandes riquezas e refinamentos, tornou seus governantes, sedentos de ainda mais luxo, fazendo-os se esquecerem de sua cidade, o que fez relaxarem suas defesas. Em 539 a.C. Ciro II da Pérsia aproveitou-se da situação da cidade e atacou-a, conquistando-a.

Períodos [editar]

O Império da Babilônia pode dividir-se em dois períodos distintos: o primeiro iniciou-se no ano 1728 a.C. e finalizou em 1513 a.C.; o segundo foi de 614 a.C. a 539 a.C.

No intervalo destes períodos, o império foi destruído e arrasado por várias invasões e domínios estrangeiros.

Soberanos clássicos [editar]

Esta é uma lista de reis e soberanos da Babilônia na Antiguidade, incluindo babilônios e estrangeiros que se revezaram no poder sobre a cidade:

Ver também [editar]

Referências

  1. Jerusalém: Atlas Histórico Ilustrado, de Martin Gilbert, Macmillan Publishing, New York, 1978, p. 11
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