História da Copa Libertadores da América

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A revista argentina El Gráfico colocou Pelé na capa como a principal preocupação do Boca na disputa da final contra o Santos em 1963

A Copa Libertadores da América é a mais importante competição de clubes de futebol da América do Sul, e sua história é longa e notável. Em toda a história do torneio, 24 equipes de sete países já venceram essa competição.

A primeira edição de uma competição continental de clubes, o Campeonato Sul-Americano de Campeões, foi realizado em 1948, contou com a maioria dos campeões vigentes das competições mais importantes de todos os países membros da CONMEBOL. Foi realizada em Santiago no Chile, e foi vencida pelo Club de Regatas Vasco da Gama. Este torneio é considerado pela entidade como o precursor da Copa Libertadores da América. Entretanto, a competição não foi realizada novamente no ano seguinte.

A história da Copa Libertadores da América começa, em 1958, durante a realização do Congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) realizada no Rio de Janeiro, onde foi tomada a decisão de criar uma competição continental para contar com a participação de todos os campeões nacionais da América do Sul: Campeão argentino, campeão boliviano, campeão brasileiro, campeão chileno, campeão colombiano, campeão paraguaio e campeão uruguaio. Esta competição, que foi disputada pela primeira vez em 1960, foi originalmente nomeada de Copa dos Campeões da América. Somente, em 1965, com a decisão de incluir os vice-campeões nacionais a partir da edição seguinte, o torneio teve seu nome alterado para Copa Libertadores da América, a fim de homenagear aos libertadores na história da América do Sul.

1960 a 1961 - Primeiro sucesso do Peñarol[editar | editar código-fonte]

A primeira sessão do torneio foi realizada em 1960 com sete equipes participantes. Um dos campeões, o Peñarol derrotou o Olimpia e foi coroado campeão da competição.

No próximo ano, nove equipes foram os concorrentes de Peñarol que foi suficientemente forte para defender o seu título. O time uruguaio ainda enfrentou novamente o Olímpia do Paraguai nas semifinais desta vez, criando uma das primeiras rivalidades na Copa Libertadores na história.[1] No final, Peñarol derrotou o Palmeiras.

1962 a 1963 - O desafio do Santos[editar | editar código-fonte]

Durante os primeiros anos, Peñarol foi dominando o futebol sul-americano, e conseguiu chegar à final para o terceiro ano consecutivo, quando eles enfrentaram os campeões brasileiros. Nessa altura, o Santos foi conduzido pelo lendário Pelé e derrotou o Peñarol em um play-off, ganhando o seu primeiro título.

Santos, com Pelé e outros grandes jogadores de futebol como o Coutinho, venceu o torneio de novo no próximo ano derrotando Boca Juniors. Nos primeiros anos, era mais fácil de ganhar o bi-campeonato, porque eles entravam automaticamente na semi-final ou na segunda fase do torneio.

1964 a 1965 - Os dois primeiros títulos do Independiente[editar | editar código-fonte]

Uma equipe argentina anotava o seu nome na história do torneio pela primeira vez em 1964. O Independiente derrotou o então bi-campeão Santos nas 2 partidas das semi-finais, acabando depois por conquistar seu 1º título ao derrotar o Nacional do Uruguai na Final.

Em 1965, o Independiente, que mais tarde se tornaria a mais bem sucedida equipe na história da copa, ganhou seu segundo título, batendo outra equipe uruguaia na final, o Peñarol.

1966 - A vingança do Peñarol[editar | editar código-fonte]

Peñarol perdeu para o argentino Independiente, nas finais do ano anterior. Em 1966, eles ficaram com o sucesso, após derrotar outro time argentino, o River Plate, em um play-off, conquistando o seu segundo título.

1967 - O segundo argentino campeão[editar | editar código-fonte]

O Peñarol no campeonato de 1966 não impediu que argentina "dominasse a época". Em 1967, outra equipe argentina venceu o título: o Racing Club. Eles derrotaram os uruguaios do Nacional por 2-1, em um play-off e foram coroados os campeões do torneio sul-americano pela primeira vez.

1968 a 1971 - A era do Estudiantes[editar | editar código-fonte]

Estudiantes, a equipe vencedora da Copa Libertadores da América 1968

A partir de 1968, a era de outro time argentino começou. Não sendo um dos tradicionais "cinco grandes" do futebol argentino, Estudiantes quebrou o domínio dos "cinco grandes" da Argentina em 1967 ao vencer seu primeiro título da liga nacional. Em 1968 venceram a Copa Libertadores da América derrotando o Palmeiras na final. Apesar de não terem ganho oCampeonato Argentino de Futebol nos anos seguintes, continuaram com seu sucesso no torneio continental. Orientados por Osvaldo Zubeldía, que levou a estrela jogadores como Carlos Bilardo, Juan Ramón Verón e Oscar Malbernat, que venceram a Libertadores 1969, e novamente em 1970, vencendo as 2 principais equipes uruguaias, respectivamente Nacional e Peñarol, tornando-se a primeira equipe a conquistar o título por três anos consecutivos.

Em 1971, eles entraram na final do torneio pelo quarto ano consecutivo, e enfrentou o Nacional do Uruguai. No entanto, eles não conseguiram o título novamente, e foi derrotado por 2-0 em jogo de play-off da final.

1972 a 1975 - a volta do Independiente[editar | editar código-fonte]

Em 1972, o time argentino Independiente conseguiu o título novamente. Com a estrela de jogadores como Francisco Sá, José Omar Pastoriza, Ricardo Bochini e Daniel Bertoni, mais uma vez, eles foram coroados campeões depois de sete anos desde seu último campeonato. Com seu forte esquadrão, eles ganharam ainda a Libertadores de 1973, ganhando do Colo Colo na final; conquistaram a taça de 1974, batendo o time do São Paulo Futebol Clube, após um melhor de três muito disputado; e ganharam o título de 1975, vencendo a Unión Española, do Chile, fechando assim, o tetracampeonato em sequência da Libertadores da América.

1976 - O Cruzeiro conquista seu primeiro título[editar | editar código-fonte]

Equipes brasileiras não tinham ganho um título desde 1963, uma vez que a competição não era valorizada pelas equipes brasileiras até a década de 80. Em 1976, entretanto, o Cruzeiro quebrou a seqüencia do time argentino que dominava o campeonato. O River Plate não foi capaz de conquistar o primeiro título continental da história do clube. O Cruzeiro de Raul Plassman,Wilson Piazza e Joãozinho derrotou o River Plate de Fillol e Roberto Perfumo, após três jogos históricos,e foi coroado como o novo campeão. O primeiro jogo foi no Mineirão, onde o Cruzeiro ganhou por 4 x 1, em uma grande exibição. O segundo jogo foi na Argentina, onde o River Plate ganhou por 2 x 1, em um jogo que os mineiros alegam terem sido prejudicados pela arbitragem. O terceiro e último jogo,foi decidido em campo neutro, e o Cruzeiro conseguiu o gol da vitória no final do jogo, com um gol histórico do ponta-esquerda Joãozinho, de falta, dando a vitória ao Cruzeiro por 3 x 2, e garantindo o título da Libertadores para o Brasil. O Cruzeiro se tornou o único clube brasileiro a conquistar a Libertadores depois do Santos de Pelé, e ainda o único time brasileiro a conquistar a Libertadores em toda década de 70.

1977 a 1978 - O bi-campeonato do Boca Juniors[editar | editar código-fonte]

Boca Juniors campeão da Libertadores da América em 1978.

O Cruzeiro novamente foi a final, desta vez em 1977. No entanto, o time mineiro não conseguiu conquistar o bi-campeonato, sendo derrotado por uma equipe argentina, o Boca Juniors, após um duelo muito equilibrado, onde o Boca venceu o primeiro jogo, por 1 x 0, gol de Veglio, e o Cruzeiro venceu o segundo jogo, no Mineirão, também por 1 x 0, gol de falta de Nelinho, forçando o terceiro jogo, este último foi decidido nos pênaltis, tendo o Boca conseguido converter cinco penalidades e o Cruzeiro, quatro. O time mineiro foi prejudicado pela arbitragem, o juiz mandou voltar uma cobrança após o jogador do Boca desperdiçar a primeira batida,jogando na trave, um lance polêmico. Foi a primeira Libertadores decidida nos pênaltis.

Boca voltou a ganhar o título em 1978 após ganhar do Deportivo Cali, o primeiro time colombiano nas finais da competição.

1979 - Olimpia quebra a dominância[editar | editar código-fonte]

Antes de 1979, outros países além Argentina, Brasil e Uruguai nunca haviam ganho um título. No entanto, em 1979, o Olimpia trouxe o troféu de volta para Paraguai. Eles derrotaram o Boca Juniors, os campeões dos dois anos anteriores, no final e se tornou o primeiro campeão não provenientes dos três países mencionados acima. A conquista do Olímpia quebrou de uma vez o domínio argentino da competição.

1980 a 1983 - A concorrência entre as equipes brasileiras e uruguaias[editar | editar código-fonte]

Apesar de o Olimpia ter vencido o torneio, não alterou o predomínio das equipes dos países mais tradicionais. De 1980 a 1983, os títulos foram ganhos por equipes brasileiras e uruguaias.

Em 1981, o Flamengo foi o campeão, vencendo o Cobreloa, do Chile, em 3 jogos marcados por extrema violência dos chilenos. Segundo uma lista divulgada em 2015 pela Conmebol, o Flamengo registrou um público somado de 516.382 espectadores nos seis jogos que disputou no Maracanã na edição de 1981, sendo este o maior público já registrado em uma edição da Copa Libertadores da América[2].

Dois anos depois, em 1983, foi a vez do Grêmio, que venceu na final os uruguaios do Peñarol.

Nacional e Peñarol também conseguiram triunfar nessa época. O Nacional venceu em 1980, e o Peñarol em 1982.

1984 a 1986 - a Argentina voltou[editar | editar código-fonte]

Norberto Alonso, levantando a Copa Libertadores da América de 1986, ganhada por River Plate.

Tendo não vencido o torneio durante cinco anos, as equipes argentinas dominaram a competição novamente por três anos. Os ex-campeões Independiente ganhou o título novamente em 1984.

Argentinos Juniors, uma "pequena equipe", da Argentina, venceu o torneio continental uma única vez na história, em 1985, derrotando o colombiano América de Cali na final.

River Plate, outro time tradicional da Argentina, passou a ser o campeão sul-americano pela primeira vez em 1986. O time colombiano, América de Cali, perderam novamente a final.

1987 a 1988 - Os uruguaios voltam[editar | editar código-fonte]

América de Cali entrou na final pelo terceiro ano consecutivo. No entanto, eles novamente perderam o título. Em 1987, os uruguaios foram campeões com o Peñarol fazendo 2-0 no play-off.

Nacional, o rival do Peñarol, seguiu o exemplo, no ano seguinte. Eles ganharam seu terceiro título ao derrotar Newell's Old Boys, por 3 a 1 na final.

Até hoje, esses são os dois últimos títulos que as equipes uruguaias venceram.

1989 a 1991 - Campeões de outros países[editar | editar código-fonte]

Presidente do Colo-Colo beijando a conquista de seu clube na Copa Libertadores da América de 1991.

Antes de 1989, para além de clubes do Brasil, Argentina e Uruguai, times de outros países ganharam apenas um título, em 1979, quando Olimpia do Paraguai ganhou o troféu. No entanto, em 1989, 1990 e 1991, nenhum dos finalistas foram destes três países, o que só iria se repetir novamente em 2016, numa final disputada entre o colombiano Atlético Nacional e o equatoriano Independiente del Valle.

Em 1989, o Atlético Nacional se tornou o primeiro time da Colômbia a ser campeão continental, ganhando na final contra o Olimpia. Existem boatos sobre uma possível interferência de Pablo Escobar, importante narcotraficante colombiano e torcedor do Atlético, nas partidas do clube nesta edição da Libertadores.[3] O filho de Escobar nega que tal interferência tenha existido.[4]

O Club Olimpia continuou lutando por seu segundo título depois de 1979. Eles entraram em uma final, mais uma vez, em 1990, e liderada por jogadores como Raúl Vicente, Gabriel González e Ever Hugo Almeida ganhou o troféu vencendo o Barcelona Sporting Club, do Equador, por 3-1 na final.

Em 1991, terceiro ano em que a final não envolveu equipes brasileiras, argentinas ou uruguaias, o Olimpia foi um dos finalistas de novo, mas dessa vez eles foram derrotados pelo Colo-Colo, a primeira e única equipe chilena a conquistar um título continental, por 3-0 na final.

1992 a 1999 - A época do Brasil[editar | editar código-fonte]

Jardel e Paulo Nunes, dupla de ataque do Grêmio no segundo título da Copa Libertadores da América de 1995.

Antes de 1992, os times brasileiros não foram muito bem sucedidos na competição. Eles tinham somente 5 títulos, em comparação com os 15 títulos da Argentina e 8 títulos do Uruguai. No entanto, a situação havia mudado em 1992. Equipes brasileiras entraram na final do torneio de oito vezes a partir de 1992 a 2000, e ganhou seis campeonatos.

De 1992 a 1993, o São Paulo com Telê Santana da Silva como o treinador, e jogadores como estrela Müller, Raí, Cafú e Palhinha, o antigo clube de Leônidas e Tomás Soares da Silva ganhou seu primeiro título internacional em 1992, buscando assim o título perdido em 1974, na disputadíssima final contra o Independiente da Argentina.E com muita competência, eles repetiram os seus sucesso novamente em 1993, tornando-se o primeiro time brasileiro a defender o título com sucesso desde o Santos FC em 1963.

Eles foram mais uma vez um dos finalistas na edição de 1994, mas desta vez eles perderam contra Vélez Sársfield, liderada por José Luis Chilavert, Christian e Omar, no final.

O Grêmio conquistou seu segundo título em 1995, liderado pela dupla de atacantes Jardel e Paulo Nunes, o time gaúcho venceu o Atlético Nacional da Colômbia e trouxe mais um título para o Brasil.

Além de São Paulo e Grêmio, Cruzeiro,conquistou seu bicampeonato em 1997,com destaques para o goleiro Dida, batendo o Sporting Cristal, do Peru,na final e Vasco da Gama, em 1998, ganha seu primeiro título,batendo o Barcelona de Guayaquil. A edição de 1999 pode ser destacada por ser a edição em que o Palmeiras veio a conquistar seu primeiro título da competição, batendo o Deportivo Cáli, nos pênaltis.O Palmeiras já havia chegado a duas decisões ainda na década de 60, tendo ficado com o vice campeonato nas duas ocasiões, e depois de mais de 30 anos chega ao sonhado título de campeão da América.

Durante este período, apenas duas equipas argentinas, Vélez Sársfield e River Plate, quebraram o predomínio dos brasileiros e ganharam o título em 1994 e 1996.

Em 1998, a competição acrescentou a Toyota Motor Corporation como seu principal patrocinador, resultando em uma mudança do nome da competição: "Copa Toyota Libertadores".

2000 a 2004 - Boca Juniors volta[editar | editar código-fonte]

Time do Olimpia que ganhou a Libertadores 2002

Desde 1978, Boca Juniors não tinha ganho o campeonato, já fazia 22 anos. No entanto, a partir de 2000 a 2004, o retorno do Boca foi visto. Tendo grandes nomes internacionais, tais como Walter Samuel e Martín Palermo, e orientadas por Carlos Bianchi, oVirrey(o Vice-Rei), eles entraram na final do torneio quatro vezes nestes cinco anos, e se tornando os campeões três vezes em 2000, 2001 e 2003. Em 2004, eles também entraram na final, mas perdeu para o Once Caldas da Colômbia nos pênaltis.

Em 2002, o Olímpia impediu uma final entre os brasileiros Grêmio e São Caetano, o time paraguaio eliminou os gaúchos em um jogo muito emparelhado. A final foi entre Olimpia e São Caetano. O Olimpia ganhou o seu terceiro título no ano do seu 100º aniversário.

2005 a 2006 - Os brasileiros nas finais[editar | editar código-fonte]

Placar eletrônico anunciando o tri campeonato do São Paulo na Copa Libertadores da América de 2005.

Em 2005 e 2006, o torneio foi novamente dominado por equipes brasileiras.

Em 2005, foi a primeira vez na história da copa em que uma final foi feita pelos clubes do mesmo país. Nessa edição, São Paulo derrotou Atlético-PR na final e foram coroados campeões pela terceira vez.

São Paulo entrou na final outra vez em 2006. Desta vez, a final novamente foi brasileira e o São Paulo competiu contra o Internacional, o clube gaúcho conquista seu primeiro título da Copa Libertadores da América.Para o Internacional, o título teve um gosto de resgate, já que em 1980 o time de Falcão perdera o título na final contra o Nacional do Uruguai.

2007 - o hexa do Boca Juniors[editar | editar código-fonte]

Internacional de Porto Alegre ganhou o título em 2006, e o Grêmio também de Porto Alegre queria repetir o mesmo sucesso que os seus rivais no ano anterior. Foi a primeira vez que as duas equipes participavam da Libertadores juntas, no entanto, com o mesmo número de pontos o Grêmio se classificou enquanto o Internacional de Porto Alegre caiu na primeira fase,Román Riquelme estava em sua melhor forma e contribuiu para o Boca Juniors conseguir seu sexto título ao vencer o Grêmio em casa e fora também, por 2 a 0 e 3 a 0.

2008 - o primeiro título do Equador[editar | editar código-fonte]

LDU Quito foi a primeira equipe do Equador que ganhou a Copa Libertadores da América. Eles ganharam do Fluminense depois de uma decisão nos pênaltis. O goleiro José Francisco Cevallos salvou três pênaltis.A edição 2008 também marcou a mudança de denominação da "Copa Toyota Libertadores" para "Copa Libertadores Santander" devido a um novo contrato com o banco espanhol Santander. E também um fato curioso, nesta partida aconteceu algo que jamais aconteceu antes, o jogador Thiago Neves do Fluminense marcou três gols (o famoso Hat Trick) coisa jamais ocorrida e virou o maior número de gols marcado em uma final de Copa Libertadores da América .

2009 - o retorno do Estudiantes[editar | editar código-fonte]

Neste ano a Libertadores parecia estar nas mãos dos brasileiros, pois Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e São Paulo chegaram às quartas-de-final. Foi a primeira vez em que um país foi representado por tantos times nessa fase. No entanto, os times brasileiros foram caindo e somente o Cruzeiro chegou à final. O adversário foi o Estudiantes, que tinha como principal jogador o meia Verón.

Os times já haviam se enfrentado na primeira fase com uma vitória para cada. No primeiro jogo da decisão, em La Plata, o resultado foi 0 a 0. Em Belo Horizonte o Cruzeiro abriu o placar, mas o Estudiantes virou o jogo e voltou a conquistar a Libertadores após 39 anos.

2010 a 2013 - Triênio dos brasileiros e o primeiro título do San Lorenzo[editar | editar código-fonte]

Internacional vence os mexicanos do Chivas[editar | editar código-fonte]

A edição de 2010 da Copa Libertadores da América consagrou como campeão o Internacional que num ano cheio de surpertições venceu o Chivas na final em Porto Alegre. A fantástica arrancada do Internacional começou ainda nas quartas de final com um gol marcado no final do segundo tempo, por Giuliano contra o Estudiantes. O próximo adversário o São Paulo cairia diante do Internacional com um gol qualificado no Morumbi e assim como em 2006 o placar de 2 a 1 na primeira partida da final, levou o Internacional para Porto Alegre com a missão de apenas empatar. O Internacional venceu por 3 a 2, na soma total 5 a 3 e se tornou bicampeão da Copa Libertadores da América.

Santos de Neymar conquista o tri campeonato[editar | editar código-fonte]

Após 48 anos do bicampeonato da competição, o Santos voltou a ganhar o título da Copa Libertadores da América, com um time comandado pelos jovens craques Neymar e Paulo Henrique Ganso, além do experiente Elano, titular da Seleção Brasileira da Copa de 2010. A final foi contra o tradicional Peñarol do Uruguai, repetindo a de 1962, também vencida pelo Santos em seu primeiro título.

Corinthians e Atlético Mineiro conquistam a América pela primeira vez[editar | editar código-fonte]

A data de 4 de julho de 2012 ficou conhecida como o dia da libertação dos torcedores corinthianos. A equipe alvinegra conquistou o seu primeiro título da Libertadores de maneira invicta e diante do maior algoz dos brasileiros. O embate final aconteceu contra o time argentino Boca Juniors no Estádio do Pacaembu, onde o Corinthians triunfou com o placar de 2 a 0. O time mais tradicional da Argentina não foi páreo para o Corinthians e os 40 mil fieis presentes no grande palco da final. Desde 1978, quando o mesmo Boca foi campeão, nenhum time tinha conseguido a façanha de conquistar a Libertadores de maneira invicta.

Em 2013, o Clube Atlético Mineiro ganhou nos pênaltis do Olimpia. A equipe brasileira fez a melhor campanha da fase de grupos e a partir das quartas de final passou por sufoco. Após perder o primeiro jogo por 2 a 0 no Paraguai, o Atlético passou o primeiro tempo sem fazer gols, para desespero da torcida, que seguia gritando a pulmões cheios o lema "Eu Acredito". Logo no primeiro minuto do segundo tempo de jogo marcou para o Atlético. Com a pressão e aos 42 do segundo tempo Leonardo Silva marcou para o Atlético de cabeça. Depois do empate e de manter-se o resultado na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. Victor pegou o primeiro pênalti e após vários acertos, o quinto pênalti do Olímpia cobrado por Giménez parou na trave fazendo o Atlético campeão pela primeira vez na sua história.

San Lorenzo sob a benção do Papa[editar | editar código-fonte]

Em 2014, o último dos considerados "5 grandes" da Argentina conquistou a tão desejada taça. O San Lorenzo de Almagro, conhecido por seu torcedor ilustre Papa Francisco, conquistou sua primeira Libertadores, numa final contra a sensação da competição, o Nacional do Paraguai. Na casa do time paraguaio, jogo terminou empatado em 1 a 1, já na Argentina o San Lorenzo venceu por 1 a 0, com gol de pênalti de Ortigoza.

2015 a 2017 - O retorno de antigos campões[editar | editar código-fonte]

River Plate mantém a hegemonia sul-americana ante os mexicanos

Em 2015, o River Plate buscava seu tricampeonato, possuindo um time experiente. Nas oitavas pegou o seu maior rival, Club Atlético Boca Juniors. No segundo jogo, na La Bombonera, a torcida do Boca jogou gás de pimenta no túnel dos jogadores do River. A Conmebol decidiu punir o Boca Juniors eliminando-o da competição. Na final o River enfrentou o Tigres do México, seu adversário na fase de grupos. O primeiro jogo da final, no México, acabou em 0 a 0. No segundo jogo o River Plate sagrou-se campeão com uma goleada de 3 a 0, e levou mais um título para a Argentina. O clube de Bueno Aires tornou-se o primeiro a conquistar o principal torneio da CONMEBOL tendo garantido a vaga a partir da Copa Sul-Americana.

Colômbia leva a taça com o Atlético Nacional[editar | editar código-fonte]

Depois de 25 anos a final da Libertadores não teve nenhum clube brasileiro ou argentino. O Atlético Nacional da Colômbia e o Independiente del Valle do Equador fizeram a final, na qual o Nacional, após empate fora de casa por 1 a 1 e vitória em casa por 1 a 0, saiu campeão. Destaque para os jogadores Borja (autor do gol do título), Armani, Moreno, Berrío e Guerra, eleito o melhor jogador da competição.

Grêmio brilha novamente aos pés de Luan[editar | editar código-fonte]

Grêmio levantando o terceiro título da Copa Libertadores da América de 2017.

Jogando um Libertadores que beirou a perfeição, o Grêmio passou pela fase de grupos, sem nenhum susto. Passou pelo argentino do Godoy Cruz com duas vitórias, nas quartas de final enfrentou o Botafogo, até então chamado de exterminador de campeões por ter eliminado times como Colo-Colo, Olimpia na segunda e terceira fase respectivamente, Estudiantes e Atlético Nacional na fase de grupos e Nacional[5] nas oitavas de final, em dois jogos eletrizantes o Grêmio vence por 1 a 0 a segunda partida. Nas semi-finais o Imortal enfrentou o Barcelona do Equador, o Grêmio venceu a primeira partida por 3 a 0, mas o grande destaque ficou por uma defesa realizada pelo goleiro Marcelo Grohe[6]. Nas finais enfrentou o argentino Lanus que estreava em uma final de Libertadores. No primeiro jogo, 1 a 0 para os donos da casa na Arena do Grêmio. Na Argentina pelo segundo jogo, Fernandinho marcou o primeiro gol após rápido contra-ataque e o brilho de Luan Guilherme sacramentou o título após driblar os jogadores adversários e atirar ao gol com uma cavadinha. Lanús ainda descontou com o artilheiro da competição José Sand mas com um placar agregado de 3 a 1, o Grêmio se sagrou campeão pela terceira vez.

Referências

  1. Libertadores 1961
  2. extra.globo.com/ Com mais de 500 mil espectadores, Flamengo é dono do recorde de público em uma edição de Copa Libertadores
  3. Fábio Lima (10/12/2014 ). «Nacional busca "conquista limpa" após Libertadores com mancha de Escobar». globoesporte.globo.com. Consultado em 11/01/2017.
  4. Janir Junior e Raphael Zarko (17/06/2015).«Filho de Pablo Escobar nega "mão" do pai no futebol e lembra adeus cafetero». globoesporte.globo.com. Consultado em 11/01/2017.
  5. «Bota exterminador de campeão? Nacional tem outro olhar: "Série triunfal com Brasil"». Globoesporte 
  6. «Defesa de Grohe é destaque na imprensa internacional: "Melhor de todos os tempos"». Globoesporte 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]