Quem matou?

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Quem matou?, Whodunnit ou Who Done It é um recurso narrativa típico da ficção, em especial na literatura e na teledramaturgia. Consiste, inicialmente, no assassinato de um dos personagens pertecentes à trama, desencadeando um procedimento investigativo acerca da identidade do responsável pela morte.

Na literatura[editar | editar código-fonte]

Na literatura o gênero Whodunnit também é bastante utilizado em romances policiais,[1] e há bastante tempo, um dos primeiros autores a explorar o gênero foi Edgar Allan Poe em Os Crimes da Rua Morgue, mas se tornou mais conhecido a cargo de autores como Arthur Conan Doyle com o detetive Sherlock Holmes, Agatha Christie com Hercule Poirot e Miss Marple, além de Georges Simenon com o Comissário Maigret e Stieg Larsson nos livros da Trilogia Millennium.

Na teledramaturgia[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1960, durante a exibição da telenovela Véu de Noiva, o ator Geraldo Del Rey, intérprete do personagem Luciano, solicitou sua saída da produção. A escritora Janete Clair, nessa oportunidade, resolveu assassinar o personagem, lançando mão do artifício pela primeira vez de forma notória no Brasil[2] Outra trama célebre opor um assassinato misterioso era O Rebu. A novela se passa em uma festa e na maior parte do tempo, não se sabia quem era a vítima. No capítulo 50, foi revelado que Sílvia (Bete Mendes) tinha sido assassinada. Então, o "Quem Matou?" entrou em cena, e esse segredo perdurou até o final da novela, quando foi revelado que o assassino era Conrad Mahler (Ziembinski) por ciúmes de Cauê (Buza Ferraz), rapaz que vivia sob proteção do banqueiro, numa clara insinuação de homossexualidade. Durante a exibição da telenovela O Astro, a mesma Janete Clair assassinou o personagem Salomão Ayala, e foi capaz de criar uma grande curiosidade dentre os telespectadores e aumentar os índices de audiência da produção. Na década de 1980, esse efeito foi reproduzido por Gilberto Braga, que tornaria-se o autor de telenovelas que mais tem feito uso do gênero. Em Água Viva (1980), Braga mobilizou o país com o quem matou Miguel Fragonard?, e em Vale Tudo (1988), com o quem matou Odete Roittman?,[3][4] sendo o último exemplo a passagem que consagrou a expressão no Brasil.[carece de fontes?]

Também se destacou em Força de um Desejo (1999), de Gilberto Braga, o assassinato do Barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria) no capítulo de número 155, fazendo com que o público perguntasse quem matou o Barão Henrique Sobral?, mistério que só foi solucionado no capítulo de número 226, o último da trama, exibido a 28 de janeiro de 2000. Em 2003, quem Matou Lineu Vasconcelos?, em Celebridade, também de Gilberto Braga, torna-se o grande mistério de toda a telenovela. Belíssima, de Sílvio de Abreu, apresentou diversas mortes misteriosas, como a de Pedro (Henri Castelli), Valdete (Leona Cavalli) e Bia Falcão (Fernanda Montenegro), mas posteriormente, a personagem Bia Falcão reapareceu, viva, e isto aumentou ainda mais o mistério da trama, pois todos os personagens da trama, até mesmo a protagonista Júlia (Glória Pires) poderiam ser o grande vilão da trama, que ditava ordens ao telefone para André (Marcello Antony). No fim, foi revelado que Bia Falcão era a grande vilã da trama, e que todas as mortes foram para evitar que seu maior segredo fosse revelado: que Vitória (Cláudia Abreu), a esposa de seu neto Pedro, era na verdade sua filha, fruto de um caso com o turco Murat (Lima Duarte): o assassinato de Pedro foi por engano, a bala que o atingiu era para Vitória; Valdete teve sua morte forjada e passou um bom período escondida, para depois ser usada em um plano engenhoso de Bia Falcão para forjar a própria morte, em que ela fugia em um carro, entrava em um túnel e Valdete, vestida como Bia e dirigindo um carro idêntico ao da megera, continuava a correr, sendo perseguida de perto por Júlia em um helicóptero, só que o carro estava sem freios e caiu em uma ribanceira, ocasionando a verdadeira morte de Valdete. Em A Favorita, de João Emanoel Carneiro, temos um mistério inédito: não se sabia quem era a verdadeira mocinha da história: as personagens Flora (Patrícia Pilar) e Donatela (Cláudia Raia) acusavam uma a outra de ter matado Marcelo Fontini (Flávio Tolezani), marido de Donatela, sendo que Flora tinha sido acusada pelo crime, passado dezoito anos presa e ao sair da cadeia, buscava provar sua inocência, até que na metade da novela, foi revelado que Flora era realmente a assassina de Marcelo e que Donatela era inocente, mas àquela altura, Flora já tinha conseguido convencer a todos que era "inocente" e Donatela passou por maus bocados para provar que sempre esteve falando a verdade. Outros mistérios em morte nas telenovelas que pararam o país foi quem é o assassino? e o por que matou? em A Próxima Vitima de 1995, quem matou Estevão? em Cobras & Lagartos também de 2006, quem matou Norma Pimentel? em Insensato Coração também de 2011, quem matou Max? na novela Avenida Brasil de 2012, e recentemente quem matou Gibson? em A Regra do Jogo de 2015. Outros assassinatos e assassinos misteriosos das novelas e séries são:

Referências

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