Metro de Barcelona

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Metro de Barcelona
Informações
Número de linhas 11
Dados técnicos
Extensão do sistema 117 Km

O Metropolitano de Barcelona foi inaugurado em 31 de Dezembro de 1924.

O sistema metroviário de Barcelona tem 113 km, dividido em 11 linhas atendendo 148 estações. As linhas 1,2 ,3 ,4 ,5 , 9 , 10 e 11 são administradas pela empresa estatal "Transportes Metropolitanos de Barcelona" que controla o "Ferrocarril Metropolitano de Barcelona", estas linhas tem a extensão de 86 km. As demais linhas 6 ,7 e 8 são controladas pela empresa "Ferrocarrils de la Generalitat de Catalunya", que pertence à "Generalitat de Catalunya".

Linhas[editar | editar código-fonte]

Linha Operadora Inauguração Percurso
Linha 1
TMB
1926 L1.gif Hospital de Bellvitge - Fondo
Linha 2
TMB
1995 L2.gif Paral·lel - Pep Ventura
Linha 3
TMB
1924 L3.gif Zona Universitària - Trinitad Nova
Linha 4
TMB
1973 L4.gif Trinitad Nova - La Pau
Linha 5
TMB
1969 L5.gif Cornellà Centre - Horta
Linha 6
FGC
1863 L6.gif Plaça de Catalunya - Reina Elisenda
Linha 7
FGC
1954 L7.gif Plaça de Catalunya - Avenida Tibidabo
Linha 8
FGC
1912 L8.gif Espanya - Moli Nou - Ciutat Cooperativa
Linha 9
TMB
2009 Bon Pastor - Can Zam
Linha 10
TMB
2010 Bon Pastor - Gorg
Linha 11
TMB
2003 L11.gif Trinitad Nova - Can Cuiàs

Linhas operadas pela "Transportes Metropolitanos de Barcelona – TMB"[editar | editar código-fonte]

Linha 1[editar | editar código-fonte]

Trem modelo 4000 utilizado na Linha 1.
.

A Linha 1 do Metropolitano de Barcelona é a 2ª linha mais antiga do sistema.

Foi criada como “Ferrocarril Metropolitano Transversal de Barcelona” também chamado de “Metro Transversal”, com o objetivo de unir as estações ferroviárias que existiam no início do século XX com o local da "Exposição Universal de Barcelona" que aconteceu em 1929 no bairro “Montjuïc”. A estação de Espanya está situada junto a entrada da Feira. Foi por esse motivo que essa linha foi construída com bitola de 1.668 mm, bitola ibérica, já que devia servir para a passagem dos trens da rede de bitola ibérica da Cataluña. Durante as obras de construção em 1924, 11 operários morreram por causa de uma inundação no trecho entre as ruas de “Comte d'Urgell” e “Casanova”.

O primeiro trecho a entrar em serviço, no ano de 1926, foi entre a estação de Plaça de Catalunya e “Bordeta” parada que foi desativada em 1983, e se localizava entre as estações de Santa Eulàlia e Mercat Nou. Em 1933 foi executado o primeiro prolongamento da linha entre as estações da Plaça de Catalunya até Arc de Triomf , então “Triunfo-Norte”, e Marina.
Nos anos 50 e 60 a linha foi estendida na direção do bairro de "Sant Andreu" chegando até Fabra i Puig em 1954, e até Torras i Bages em 1968. No fim da década de 1980 e início da década de 1990, foi ampliada novamente em direção ao município de “Hospitalet de Llobregat” ,chegando em 1989 até a estação de Hospital de Bellvitge, e do outro lado em direção a "Santa Coloma de Gramanet", sendo inaugurado em 1992 a estação final de linha Fondo.

O traçado da linha é de via dupla subterrânea, exceto no trecho entre a saída de Plaça de Sants e Santa Eulàlia, aonde circula pela superfície. A Linha 1 possui pátio de manobras e oficinas em Santa Eulàlia e em Sagrera.

Linha 2[editar | editar código-fonte]

Circulam na linha Linha 2, trens das séries 2100(foto), 5000 e 9000.
Trem modelo 5000,que circula nas linhas 2, 3, e 5.

A Linha 2 do metropolitano de Barcelona é uma das mais modernas do sistema administrado pela TMB.

Sua construção foi iniciada na metade dos anos 50, inicialmente deveria unir o bairro de “Horta” com o centro da cidade. O seu primeiro trecho entre Sagrera e Vilapicina entrou em serviço em 1959. No ano de 1967 foi estendida de Vilapicina a Horta. Em 1970 decidiu-se incorporar este trecho e o que ainda não havia sido inaugurado entre Sagrera e Sagrada Familia da nova Linha 5, o que fez a Linha 2 desaparecer por mais de duas décadas da rede do metro de Barcelona.

Os túneis entre Sagrada Familia e Paral·lel permaneceram inacabados e sem uso até que se resgatou o projeto da Linha 2, na época dos Jogos Olímpicos de Verão de 1992. A intenção do Comitê dos jogos, naquela época presidido pelo prefeito de Barcelona, Pasqual Maragall, era que a nova linha chegasse ao “Anillo Olímpico de Montjuïc” partindo da estação Sant Antoni; contudo, o governo da “Generalidad de Cataluña”, presidido por Jordi Pujol, descartou esse projeto por considerá-lo economicamente inviável. Finalmente se decidiu que a linha manteria o traçado original entre “Paral·lel” e “Sagrada Família” , trecho com sete estações, e conexão com cada uma das outras quatro linhas, estendendo além, desde a estação “Sagrada Família” a La Pau, atendendo o bairro de “Sant Martí”.

As obras não ficaram prontas para os jogos, sendo inaugurado o primeiro trecho, entre “Sant Antoni” e “Sagrada Família”, em 1995. Este trecho é caracterizado por ter dois túneis paralelos circulares como os do metrô de Londres. Entre as estações Monumental e Paral·lel os trens circulam pela esquerda (mão inglesa), diferente de todo o resto da rede. Em “Monumental“ se faz a transferência da esquerda para a direita, mediante túneis independentes a diferentes níveis.

No ano de 1996 a linha chegou a “Paral·lel” e em 1997 a “La Pau”. O trecho de “La Pau” a Pep Ventura, inaugurado em 1985, pertenceu a Linha 4 até 2002.

A Linha 2 é totalmente subterrânea, e as oficinas e o pátio de manobras ficam no triângulo ferroviário na superfície, situado próximo à estação de “La Pau”. A linha 2 esta integrada com a Linha 3 na estação “Paral·le”l e com a Linha 4 na estação de “La Pau”.

Linha 3[editar | editar código-fonte]

Trem modelo 2000, que circula na Linha 3.
Trem modelo 3000,que circula na Linha 3.

A Linha 3 do metropolitano de Barcelona, em seu trecho entre Catalunya e Lesseps, é a mais antiga da cidade. Foi inaugurada em 31 de dezembro de 1924, com o nome de “Gran Metro de Barcelona”.

Em 1925 a linha foi estendida,abaixo de “la Rambla”, até a estação de Liceu. Em 1926 foi inaugurado um ramal desde a estação de “Cruce Aragon” , atual Passeig de Gràcia, este ramal descia pela “Vía Layetana” até a estação Jaume I, que foi o embrião da Linha 4. Em 1946 a linha teve uma tímida ampliação até rua “Ferran” , estação desativada, a aproximadamente 200 metros da estação de “Liceu”; somente no fim dos anos 60 que a Linha 3 começou a ser prolongada até Drassanes 1968, Paral·lel, estação Poble Sec, em 1970 e Zona Universitària em 1975.

O trecho entre “Paral·lel” e “Zona Universitária” foi chamado de Linha 3B, devido ao diferente sistema de alimentação elétrico,sendo necessário fazer transferência na estação de “Paral·lel”. No ano de 1985 a linha foi prolongado no seu outro extremo, desde Lesseps até Montbau (1985) e finalmente até Canyelles em 2001.

A linha é totalmente subterrânea e foi construída em via dupla tendo o pátio e suas oficinas construídos ao redor da estação de Vall d'Hebron. Conta com conexões para as Linha 5 em Sants Estació, com a Linha 4 em Passeig de Gràcia e com a Linha 2 em Paral·lel.

Linha 4[editar | editar código-fonte]

A Linha 4 do Metropolitano de Barcelona tem seu trecho mais antigo entre as estações de Passeig de Gràcia e Jaume I, quando formava parte de um dos ramais do “Gran Metro de Barcelona”, inaugurado em 1926. Em 1934 foi prolongada até “Correos”, estação desativada desde o início da década de 1970, entre as estações “Jaume I” e Barceloneta.

A Linha 4 foi ampliada com a construção do trecho entre Passeig de Gràcia e Guinardó em um extremo (1974) e Correos e Selva de Mar pelo outro (1977). Já em 1982 foi inaugurado o trecho entre Selva de Mar e La Pau e entre Guinardó e Vía Júlia (estação chamada anteriormente de Roquetes). Em 1999 foi inaugurada a extensão de Vía Júlia até Trinitad Nova. Até o ano de 2002 a Linha 4 seguia até La Pau e Pep Ventura, trecho inaugurado em 1985 para atender a “San Adrián de Besós” e a “Badalona”, que desde 2002 pertencem a Linha 2, considerando que dessa maneira um acesso mais rápido e direto desde estes bairros ao centro de Barcelona.

A linha possui via dupla e é totalmente subterrânea, possuindo pátio de manobras e oficinas na estação de Vía Júlia no triângulo ferroviário, situado próximo da estação de La Pau.

Conta também com conexões com a Linha 5 em Maragall, com a Linha 11 em Trinitad Nova, com a Linha 1 em Urquinaona, com a Linha 3 em Passeig de Gràcia e com a Linha 2em La Pau.

Trem modelo 1000, que circula na Linha 4.
Trem modelo 1100, que circula na Linha 4.

Linha 5[editar | editar código-fonte]

A Linha 5 do metropolitano de Barcelona foi projetada com uma linha transversal que complementaria o atendimento da linha Linha 1. O primeiro trecho a entrar em serviço foi entre as estações de Collblanc e Diagonal, em 1969. Em 1970, quando era estendida até Estação Sagrada Familia, foi incorporado o trecho entre Sagrada Família e Horta , que até então estava preparado para a Linha 2. A incorporação desse trecho foi feita de forma a ser provisória, mas acabou sendo definitiva. As obras de ampliação Linha 2 permaneceram paradas durante muitos anos.

No anos 70, a linha foi prolongada desde Collblanc até Pubilla Casas e Sant Ildefons, atendendo aos municípios de Hospitalet de Llobregat e Cornellá de Llobregat. O último prolongamento foi feito em 1983 entre ”Sant Ildefons” e Cornellà Centre.

A Linha 5 possui linha dupla,e é quase totalmente subterrânea exceto em um pequeno trecho próximo à estação de Can Boixeres, onde também estão localizadas as oficinas e um dos pátios da linha. A outra oficina e o segundo pátio estão situados na estação de Vilapicina . Conta com conexão com a Linha 3 em Sants Estació e a Linha 4 em Maragall.

Linha 11[editar | editar código-fonte]

A Linha 11 do metropolitano de Barcelona é a mais peculiar do sistema. É uma extensão da Linha 4 em metrô leve, que é um trecho de via simples. Entretanto os túneis dessa linha foram construídos para comportar uma segunda via, caso venha a ser feita uma ampliação.

A Linha 11, projetada para atender a bairros com pouca disponibilidade de transporte coletivo, foi inaugurada em 2003, com todas as estações em via simples e plataforma única, exceto em Torre Baró - Vallbona e Can Cuiàs onde há conexão dos trens que vem em ambos os sentidos.

A linha possui conexão com a Linha 4 em Trinitad Nova, onde compartilha plataformas com as linhas R3 e R4 de "Cercanías Barcelona" (trem de suburbio),operadas pela RENFE,na estação "Torre del Baró-Ciutat Meridiana-Vallbona", a poucos metros da estação da Linha 11 Torre Baró - Vallbona. A linha é subterrânea exceto no trecho de "Torre del Baró-Vallbona".

Linhas operadas pela "Ferrocarrils de la Generalitat de Catalunya – FGC"[editar | editar código-fonte]

Linha 6[editar | editar código-fonte]

Trem modelo 111 operado pela FGC.

A Linha 6 do metro de Barcelona, recebeu essa demoninação após sua administração ser repassada à FGC, desde a estação da Plaça de Catalunya até Elisenda de Moncada.

Graças ao aumento da frequência entre os trens e a integração tarifária com TMB é uma das linhas de Metro mais utilizadas.

A via férrea por onde circula poderia ser considerada uma das mais antigas ferrovias de trem urbano do mundo, ja que o Ferrocarril de Sarrià a Barcelona, também conhecida como Tren de Sarrià, em superfície, a tração de vapor, e bitola ibérica, foi inaugurado em 1863. Ligava Barcelona com as vilas, até então independentes, de Gràcia, Sant Gervasi e Sarrià, na época faziam apenas 9 anos que as muralhas de Barcelona haviam sido derrubadas.

A extensão de "Eixample" e a consolidação da urbanização do "Plano de Barcelona" fizeram com que se decidisse reconstruir o trecho de Barcelona de forma subterrânea, em 1929. Em 1976 foi finalizado o ramal até Reina Elisenda.

Não existem planos de estender essa linha, porém é possível que a futura Linha 12 tenha precisamente seu início em Reina Elisenda.

A Linha 6 compartilha vias com a Linha 7, que se separa para ir até "Tibidabo", e com as linhas suburbanas de "FGC".

Linha 7[editar | editar código-fonte]

Trem modelo 213 operado pela FGC.

Linha 7 é o nome que rececbeu o antigo serviço de metro que era reailizado pelos trens da linha do "Metro del Vallès" da "FGC" inaugurado em 1954, que leva a Avinguda de Tibidabo, ao pé desta montanha.

Esta linha chamada "Línia de Balmes" (em catalão), corre pela cidade de Barcelona, quase integralmente sob a rua de mesmo nome, a rua Balmes.

Linha 8[editar | editar código-fonte]

Linha 8 é a denominação do percurso de metro operado pela "FGC", entre as estações Espanya e Moli Nou - Ciutat Cooperativa, esta linha também é conhecida por Metro del Llobregat.

O enterramento total da linha até o rio Llobregat, a melhoria na frequencia entre trens, e a abertura de novas estações em Barcelonapropiciou melhoria nos serviços, com trens circulando entre 3-5 minutos em horário de pico.

A linha ferroviária original "Baix Llobregat", tem a sua origem no transportes de mercadorias, especialmente sal mineral de Súria-Cardona,e produtos texteis de Llobregat e de Anoia. Em 1912 foi inaugurado o trecho Magòria-La Campana - Martorell por onde circula a Linha 8. A linha de metro foi construído com bitola métrica (1.000 mm), utilizando o mesmo leito da linha ferroviária.

Linhas em construção ou projeto[editar | editar código-fonte]

Linha 9 e Linha 10[editar | editar código-fonte]

As Linha 9 e a Linha 10 estão em construção, estando prevista que a inauguração das primeiras estações aconteça em 2009 e as últimas em 2014.

Cruzam a cidade de Barcelona, atendendo uma ampla região desde Badalona e Santa Coloma até Zona Franca e o Aeroporto Internacional de Barcelona "El Prat" passando por Hospitalet de Llobregat.

As duas linhas compartilham um tronco central entre Bon Pastor, passando por Sagrera, e Guinardó, Lesseps, o "Campus Nord" até "La Torrassa".

Cada um dos extremos deste troco central de bifurcará em dois ramais: em direção a "Badalona" e "Santa Coloma" ao norte , e El Prat de Llobregat, Aeroporto e Zona Franca para o sul.

Sera alinha de metro mais longa da Europa com 42,6 km e 51 estações Esta obra tem como principal característica a construção em grande profundidade, para evitar trechos de linhas de metro e ferrovias existentes. Esta forma construtiva, facilitará as obras, ocasionando entretanto maior tempo para o acesso dos passageiros das ruas até as plataformas de embarque. Está prevista a instalação de grandes elevadores a fim de minimizar este inconveniente.

Somente o trecho do ramal para "Zona Franca" será construído em viaduto, face a característica da área.

Línea 9-10.

Linha 12[editar | editar código-fonte]

Esta é uma nova proposta em discussão para a Linha 12 do Metro de Barcelona. Ele tem como principal característica a integração dos serviços de metro, com os demais transportes coletivos eem especiaal o trem de suburbio "Cercanias" e "Tranvía", facilitando o acesso entre Bajo Llobregat a Barcelona. A inauguração esta prevista a partir de 2015.

Línea R3.

Linha 13[editar | editar código-fonte]

Esta linha é um prolongamento da Linha 2, da estação de "Morera" até o "Hospital Can Ruti" que, por seu difícil acesso, será construída como uma linha do "Metro Ligeiro". Farão parte desta linha as estações: Morera, Canyet e Can Ruti. A inauguração esta prevista a partir de 2015.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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