Sport Lisboa e Benfica

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Benfica
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Nome Sport Lisboa e Benfica
Alcunhas Águias
Encarnados
Glorioso
Torcedor/Adepto Benfiquista
Mascote Águia Vitória
Fundação 28 de fevereiro de 1904 (110 anos)
como "Sport Lisboa"
Estádio Estádio da Luz
Capacidade 65 647[1]
Presidente Luís Filipe Vieira
Treinador Jorge Jesus
Patrocinador Meo
Material esportivo Adidas
Competição Primeira Liga
2013–14 Primeira Liga, 1º
Website slbenfica.pt
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Sport Lisboa e Benfica ComCMHIHOB é um clube multidesportivo sediado na freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa.

O seu eclectismo, historial e forte base de adeptos fazem do Benfica um dos Grandes clubes de Portugal e um dos mais prestigiados a nível mundial. As estimativas em relação ao número de adeptos apontam para cerca de 14 milhões espalhados por todo o mundo.[2] Segundo o Guinness, o Benfica é atualmente o clube do mundo com mais sócios activos, cerca de 160 000 em 2006,[3] [4] [5] atingindo em 2011 os 235 000 sócios.[6]

Foi considerado pela IFFHS como o nono melhor clube europeu do século XX[7] [8] e foi eleito pela FIFA o 12.º maior clube de futebol do século XX, sendo o primeiro entre os clubes portugueses.[9] Segundo a BBDO, a marca Benfica ocupava, em 2007, a 17.ª posição das marcas de futebol mais valiosas da Europa.[10]

A principal modalidade do clube é o futebol, mas distingue-se também noutras, como o andebol, o basquetebol, o futsal, o hóquei em patins, o voleibol, entre outras. Nos seus equipamentos utiliza como cores principais o vermelho e o branco e como símbolo uma águia.[11]

No futebol, conquistou o seu último título de campeão nacional na época de 2013/2014, no dia 20 de Abril de 2014, no Estádio da Luz, frente ao Olhanense (2–0) com dois golos de Lima. Este foi o 33.º campeonato do clube, o que faz com que este seja o melhor registo em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Em 28 de Fevereiro de 1904, um grupo de 24 ex-alunos da Real Casa Pia de Lisboa, de onde se destacava a figura de Cosme Damião, cria, nas traseiras da Farmácia Franco, na zona de Belém, o Sport Lisboa com uma única secção, a de futebol.[12] [13] Nessa reunião histórica, ficaria definido que o recém-criado clube jogaria de vermelho e branco e que teria no emblema uma águia e o moto "E Pluribus Unum".[11]

Equipa do Benfica em 1904.

O primeiro campo de jogos foi na Quinta da Feiteira, mas os tempos eram difíceis. Devido a problemas financeiros, vários jogadores da primeira equipa abandonam o Benfica para o mais abastado Sporting, o que deu início a uma rivalidade que perdura até os dias de hoje e contribuiu para que em 1908, se desse a fusão do Sport Lisboa com o Grupo Sport Benfica, clube que tinha como prática o ciclismo, levando à origem do atual emblema (com a introdução da roda de bicicleta) e ao nome definitivo: Sport Lisboa e Benfica.

Contudo, as dificuldades mantêm-se. Nestes primeiros tempos, o Benfica salta de campo em campo: Em 1913 muda-se para Sete Rios, mas, devido à elevada renda, quatro anos depois, vê-se obrigado a mudar para o campo de Benfica, onde em 1919 efectua, pela primeira vez em toda a Península Ibérica, jogos nocturnos. Em 1925, compra uns terrenos nas Amoreiras e fica pela primeira vez proprietário de um estádio, com capacidade para 15 000 espectadores. É neste estádio que o Benfica conquista os primeiros títulos nacionais. Entretanto, já o Benfica tinha criado as secções de hóquei em patins, hóquei em campo, râguebi, basquetebol, andebol, bilhar e voleibol.

A 5 de Março de 1932 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo.

Os primeiros campeonatos nacionais de futebol arrancam em 1934 e, após perder a primeira edição, o Benfica vence as três seguintes entre 1936 e 1938, já após de vencer dez Campeonatos de Lisboa.[13] Em 1940 o Benfica vence a sua primeira Taça de Portugal.[14]

A 11 de Janeiro de 1936 foi feito Oficial da Ordem de Benemerência.

No início dos anos 40, o Benfica volta a mudar-se, desta vez para Campo Grande. É neste campo que o Benfica luta contra o domínio do Sporting. No ciclismo, é de destacar a importância de José Maria Nicolau, vencedor de duas edições da Volta a Portugal na década de 1930 e que de camisola encarnada espalhou a admiração pelo clube a todo o país, numa altura em que a televisão não existia e poucos jornais existiam.[14]

Na década de 1940, o Benfica é campeão por três vezes, em 1942, 1943 e 1945, e conquista a Taça de Portugal em quatro ocasiões: 1940, 1943, 1944 e 1948.[15] Nesta década, cria as secções de xadrez e damas, cicloturismo, tiro com arco, pesca desportiva e campismo.[15]

A década de 1950[editar | editar código-fonte]

Em 1950 o Benfica atinge o seu primeiro grande feito internacional com a conquista da Taça Latina. Após ultrapassar a Lazio de Roma nas meias-finais, o Benfica defronta o Bordéus na final que, depois de um empate a três, foi repetida uma semana depois, acabando aí por ser o Benfica a ganhar por 2–1, com o golo decisivo a ser marcado, após dois prolongamentos, ao minuto 146. O clube encarnado foi o único clube português a ter vencido esta prestigiada competição, considerada predecessora da Taça dos Campeões Europeus, como consta na lista de honras da FIFA.[16]

Em 1954 chega um momento vital na história do clube: com a larga contribuição de muitos associados e simpatizantes, o Benfica inaugura o Estádio da Luz, de início com capacidade para 30 000 espectadores, onde jogaria até 2003.[17] Com campo próprio e com a chegada de Otto Glória, que introduz o profissionalismo em toda a estrutura encarnada e adopta treinos inovadores em Portugal, o Benfica começa a fazer frente ao domínio sportinguista. Em 1954/55 o Benfica conquista o campeonato, após quatro anos com o Sporting a terminar campeão.[17]

Na década de 50, o Benfica vence três campeonatos nacionais (1954/55, 1956/57 e 1959/60) e seis Taças de Portugal (1951, 1952, 1953, 1955, 1957 e 1959). Nos primeiros anos da década, consegue quatro vitórias consecutivas na taça. Durante esta década, em 1957, faz a terceira dobradinha da sua História, vence por 4–0 o Barcelona e participa pela primeira vez na Taça dos Campeões Europeus.[17] Nas modalidades, o clube cria as secções de boxe, badminton, patinagem artística e caça submarina, expandindo assim o seu eclectismo.[17]

A década de 1960[editar | editar código-fonte]

Em 1960 foi acrescentado um terceiro anel (embora incompleto) ao Estádio da Luz, aumentando a capacidade para 70 000 espectadores, ao mesmo tempo que chegava para treinador, vindo do rival FC Porto, um húngaro que teria um impacto imediato: Béla Guttmann.

O Benfica sagra-se campeão nacional em 1959/60 e 1960/61, mas, mais do que isso, atinge pela primeira vez na sua História a final da Taça dos Campeões Europeus (TCE), em 1961, onde defronta o Barcelona.[18] Num jogo bastante emotivo, os encarnados vencem por 3–2 e conquistam a sua primeira taça europeia.[18] O melhor marcador da campanha benfiquista foi o capitão José Águas, com onze golos.

Eusébio em 1968.
José Águas após a conquista da 1ª Taça dos Clubes Campeões Europeus pelo Benfica.

Porém, no ano seguinte, o Benfica não vai além do terceiro lugar no Campeonato, mas concentrava-se em nova aventura europeia, tendo ainda, pelo meio vencido a Taça de Portugal, atingindo, de novo, a final da Taça dos Campeões Europeus. Já com Eusébio na equipa, o Benfica recupera de dois golos de desvantagem no marcador para vencer por uns sensacionais 5–3 o Real Madrid, com dois golos do Pantera Negra.[19] O Benfica sagrava-se bicampeão da Europa.[19] O melhor marcador da campanha europeia voltou a ser o capitão José Águas, com seis golos.[19]

Contudo, no final desta partida, Béla Guttmann resolve sair do Benfica e lançar a famosa maldição: "Nos próximos 100 anos, o Benfica não voltará a ser campeão europeu".[20] [21] O que é certo é que desde então nunca mais o Benfica venceu uma final europeia, apesar de ter marcado presença em várias.[22]

Já com Fernando Riera como treinador, recupera o título de campeão em 1962/63, ao mesmo tempo que atinge novamente a final da Taça dos Campeões Europeus. Mas desta vez sai derrotado, por 1–2 frente ao AC Milan, tendo uma lesão de Mário Coluna, a meio do jogo, sido fulcral para o desfecho.[23]

Na época seguinte, o Benfica faz o pleno doméstico, com Campeonato e Taça de Portugal (vitória de 6–2 na final frente ao FC Porto) e em 1964/65 chega ao tricampeonato. Pela quarta vez em cinco anos o Benfica apresenta-se em nova final da TCE, tendo, no percurso para a final, alcançado uma memorável vitória sobre o Real Madrid por 5–1, mas, mais uma vez, sai derrotado. Defrontando o Inter de Milão em San Siro, o Benfica perde por 1–0, ficando famoso o "frango" de Costa Pereira e a lesão do mesmo, minutos depois, obrigando o Benfica a jogar grande parte da partida com dez elementos e Germano na baliza, pois na altura ainda não existiam substituições.[24]

1965/66 revela-se a única temporada da década de 1960 sem títulos para o futebol do Benfica. Porém, na época seguinte, o título de campeão nacional regressa à Luz. Em 1967/68 chega o bicampeonato e a quinta presença na final da Taça dos Campeões Europeus em oito anos. Encontrando o Manchester United em Wembley, o jogo termina empatado a uma bola, mas, no prolongamento, os ingleses marcam três golos e vencem por 4–1. Eusébio teve uma oportunidade de ouro no minuto 90 para vencer a Taça para o Benfica, mas não conseguiu transpor o guarda-redes do Manchester United.[25]

Em 1968/69 o Benfica faz mais uma dobradinha. A final da Taça de Portugal é vencida frente à Académica de Coimbra, num encontro marcado por grande importância política, devido à oposição dos estudantes ao regime ditatorial.[26] [27] Nas modalidades, o hóquei em patins e o basquetebol destacam-se ambos com seis campeonatos conquistados. Nesta década o Benfica vence por três vezes a Volta a Portugal.

A década de 1970[editar | editar código-fonte]

Após mais uma Taça de Portugal em 1969/70 vencida na final sobre o Sporting por 3–1, em 1970 chega o inglês, Jimmy Hagan, que impulsionaria o clube para três anos dourados. Em 1970/71 o Benfica recupera de uma grande desvantagem no campeonato, para o vencer, ao passo que na época seguinte junta ao Campeonato a Taça de Portugal. A final revelou-se uma das mais emotivas de sempre, com o Benfica a vencer o eterno rival Sporting por 3–2, no prolongamento, com um hat-trick de Eusébio. Também na Europa o Benfica se destaca, com especial atenção para uma vitória de 5–1 sobre o Feyenoord, mas a caminhada europeia terminaria nas meias-finais da TCE, aos pés do Ajax de Johan Cruyff.

Em 1972/73 o Benfica torna-se no mais perfeito campeão da história do futebol português. 28 vitórias, dois empates, zero derrotas, 101 golos marcados, apenas 13 sofridos, o primeiro campeonato invicto da história do futebol português. Este resultado só veio a ser igualado anos mais tarde, em 2010/2011, pelo rival FC Porto, ainda que este tenha cedido mais um empate.[28] [29]

Contudo, Jimmy Hagan abandona o Benfica no início da época seguinte e em 1973/74 o Benfica nada vence. Dá-se entretanto a Revolução dos Cravos, o que traz implicações para o clube encarnado: perde as colónias como campo de recrutamento, numa altura em que o Benfica apenas utilizava jogadores portugueses. As dificuldades económicas que atingem o país também afectam o Benfica que é pela primeira vez obrigado a vender os seus melhores jogadores para o estrangeiro. De qualquer maneira, o Benfica atinge o quarto tricampeonato consecutivo entre 1975 e 1977, atingindo a impressionante soma de 14 campeonatos em 18 anos.

Contudo, entre 1978 e 1980 o Benfica fica três anos sem vencer o campeonato. Em 1977/78, apesar de fazer novo percurso invicto, perde o título para o FC Porto por diferença de golos; em 1978/79 fica a um ponto da liderança e em 1979/80 termina na terceira posição.

A 7 de Abril de 1979 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique.

Tal sequência de maus resultados terá contribuído para a decisão dos sócios na assembleia geral de 1 de Julho de 1979, de permitir que o Benfica passasse a poder contratar jogadores estrangeiros.[30] O primeiro foi o brasileiro Jorge Gomes.[31]

Entretanto, nas modalidades, são inauguradas as Piscinas e o Pavilhão Borges Coutinho e no voleibol feminino fica famosa a equipa conhecida como "As Marias", que vence nove campeonatos consecutivos entre 1966 e 1975.

A 29 de Agosto de 1979 num jogo de início de campeonato, em que o Benfica recebia o Vitória de Setúbal, no minuto 72, o técnico Mário Wilson mexe na equipa, tira Fernando Chalana e faz entrar o carioca Jorge Gomes da Silva Filho, o primeiro jogador estrangeiro a alinhar pelo Benfica. Poucos dias depois, em Vila do Conde, Jorge Gomes tornava-se no primeiro estrangeiro a marcar pelo Benfica no triunfo por 3-0 sobre o Rio Ave[32] .

A década de 1980[editar | editar código-fonte]

Eriksson conseguiu para o Benfica, 3 Campeonatos de Portugal (1983, 1984, 1991), 1 Taça de Portugal (1983), 1 Supertaça (1989) e a presença na final da Liga dos Campeões da UEFA (1990), na qual saiu derrotado.

O Benfica abriu a década de 1980 com novo pleno nacional: Campeonato, Taça de Portugal (3–1 ao FC Porto na final) e a Supertaça Cândido de Oliveira, pela primeira vez na história do clube.

Contudo, a época seguinte foi negativa. O Benfica nada venceu e era chegada a altura de escolher novo treinador. Da Suécia chegou um jovem treinador chamado Sven Göran Eriksson que iria revolucionar o futebol benfiquista e por extensão o futebol português. Com métodos novos e modernos para a época, e apoiado por um conjunto de grandes jogadores, o Benfica faz nova temporada de ouro. Conquista o Campeonato, a Taça de Portugal (1–0 ao FC Porto, em jogo disputado no Estádio das Antas) e chega à final da Taça UEFA. Contudo, a tripleta é falhada, pois o Benfica perde por 1–2 para o Anderlecht no total das duas eliminatórias.

Na época seguinte, após conseguir o bicampeonato, Eriksson parte para a AS Roma.[33] O pós-Eriksson revela-se, contudo, difícil e o Benfica falha os títulos de 1984/85 e 1985/86. Porém, não falha nos outros troféus, já que conquista neste período as duas edições da Taça de Portugal em disputa (3–1 ao FC Porto e 2–0 ao Belenenses nas finais) a que junta uma Supertaça Cândido de Oliveira. Entretanto, durante o mandato de Fernando Martins, o terceiro anel do Estádio da Luz é fechado, aumentando a capacidade para uns impressionantes 120 000 lugares.[34] [35] [36]

Em 1986/87, o Benfica sofre a maior goleada de sempre aos pés do Sporting (1–7),[37] [38] mas "vinga-se" meses depois com vitórias sobre o eterno rival na final da Taça de Portugal (2–1) e no campeonato no jogo que lhe dá o título,[39] conquistando assim a dobradinha pela nona vez na sua História. O Benfica vencia a prova rainha pela terceira vez consecutiva e a sexta em oito anos.

Em 1987/88, o Benfica falha o bicampeonato, mas volta a brilhar na Europa, atingindo 20 anos depois da final de Wembley de 1968, a final da Taça dos Campeões Europeus. Num jogo muito renhido, o Benfica acaba por perder a final nas grandes penalidades para o PSV.[40]

No ano seguinte o Benfica recupera o título de campeão e, em 1989/90, já com Eriksson de volta,[33] para além de vencer uma Supertaça, o Benfica atinge novamente a final da TCE. Só que, mais uma vez, volta a perder, desta vez para o AC Milan por 1–0.[41] Nas modalidades, arranca, nos finais da década a hegemonia do basquetebol que duraria até meio da década de 1990.

A década de 1990[editar | editar código-fonte]

O Benfica arranca a nova década com um campeonato quase perfeito (32 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota), em que o título foi assegurado com uma vitória no Estádio das Antas, por 2–0, com ambos os golos a serem marcados já perto do fim, por César Brito.

Contudo, 1991/92 revela-se uma época sem títulos, com apenas um ponto alto (uma vitória sobre o campeão inglês Arsenal, em Highbury, por 3–1, para uma eliminatória da TCE) e Eriksson abandona novamente o clube.

Na temporada seguinte, apesar de ter uma equipa cheia de talento, falha novamente o título. Vinga-se na Taça de Portugal, derrotando na final o Boavista por 5–2.[42] Em 1993/94, chega ao 30.º Campeonato da sua História, com o título a ser praticamente assegurado com uma esmagadora vitória por 6–3 ao Sporting no Estádio José Alvalade.[43] Contudo, este ano marca um ponto de viragem, já que as dificuldades económicas levam o Benfica a entrar numa crise financeira e desportiva profunda, que duraria até ao inicio do século XXI.

Em 1994/95, o Benfica não vai além da terceira posição no campeonato e em 1995/96 fica-se pelo segundo lugar.[43] Contudo, esta época acaba num bom plano, já que o Benfica vence mais uma Taça de Portugal, desta vez derrotando o Sporting por 3–1 na final.[44] Na época seguinte, nova má classificação no campeonato (terceiro lugar) e nova presença no Jamor, mas desta vez para perder a Taça para o Boavista por 2–3.[43]

A crise vai-se aprofundando e o Benfica continua longe do título. Segundo lugar em 1997/98 e terceiro lugar em 1998/99 e em 1999/00.[43] Nesta época, o Benfica sofre a maior derrota europeia da sua História, sofrendo sete golos aos pés do Celta de Vigo.[45] Durante estes anos as dívidas do clube foram-se acumulando, e quase todos os anos se via a contratação de um novo treinador e a contratação de jogadores de alto preço, mas de baixo desempenho.

Nas modalidades, destaca-se o basquetebol, o hóquei em patins e o ciclismo. O basquetebol vive um período dourado entre 1985 e 1995 em que conquista dez campeonatos em onze possíveis (Sete deles de forma consecutiva).[43] O hóquei em patins, ganha cinco Campeonatos e uma Taça CERS.[43] O ciclismo, vence a Volta a Portugal de 1999, por equipas e individual com o ciclista David Plaza.[43]

Os anos de reconstrução[editar | editar código-fonte]

Trapattoni quebra o "jejum" de 11 anos do Benfica, dando-lhe o Campeonato Português 2004/05.
Adeptos benfiquistas celebram o título conquistado, 11 anos depois, no novo Estádio da Luz.

O novo milénio não começou bem para o Benfica, 2000/01 é a pior época da História do clube, já que o Benfica termina o campeonato num inacreditável e humilhante sexto lugar,[46] tendo no campeonato seguinte não feito muito melhor, ficando-se pela quarta posição.[47]

Em 2002/03 o Benfica recupera sob a presidência de Manuel Vilarinho e sobe para a segunda posição. Em 2003/04, com um novo presidente, (Luis Filipe Vieira), e com o treinador José Antonio Camacho, a época do centenário do clube marca o seu regresso às conquistas: conquista o primeiro título em oito anos, a Taça de Portugal, que é conquistada com uma vitória por 2–1, no prolongamento, sobre o FC Porto de José Mourinho. Esta época fica, também, marcada pela inauguração do novo Estádio da Luz, com capacidade para 65 000 pessoas e pelo triste falecimento de Miklós Fehér, enquanto envergava a camisola do clube numa partida em que o Benfica defrontava o Vitória de Guimarães para a Liga Portuguesa, a 25 de Janeiro de 2004.[48]

Em 2004/05, orientado pelo conceituado e experiente técnico italiano Giovanni Trapattoni, ganha o primeiro campeonato nacional em onze anos, servindo o título de campeão para acabar com esses anos de "jejum".[49] Num título disputado até à última jornada, uma vitória sobre o Sporting por 1–0 com golo de Luisão na penúltima jornada garante praticamente o 31.º Campeonato.

Em 2005/06 conquista a Supertaça Cândido de Oliveira pela quarta vez na sua história.[50]

Na Liga dos Campeões de 2005/06, o Benfica chega aos quartos-de-final, derrotando o Manchester United por 2–1 no encontro decisivo da fase de grupos. Nos oitavos-de-final da competição superou os campeões europeus em título, o Liverpool com um resultado agregado de 3–0. A caminhada europeia do Benfica acaba nos quartos-de-final quando o Benfica perde com a equipa que viria a vencer a competição, o Barcelona por um resultado agregado de 2–0, tendo os dois golos sido marcados durante a segunda mão, em Camp Nou. Em 2006/07, Benfica e Manchester United encontram-se novamente num jogo decisivo da fase de grupos da Liga dos Campeões, no qual o vencedor iria avançar à fase seguinte. No entanto, desta vez foi o Manchester United que prevaleceu, com uma vitória por 3–1.

A 20 de Agosto de 2007, José Antonio Camacho regressa ao Benfica com um contrato de dois anos, após a demissão de Fernando Santos, depois de este apenas ter realizado uma partida no campeonato, um empate com o recém-promovido Leixões. Na Liga dos Campeões ficou-se pela fase de grupos, sendo rebaixado para a Taça UEFA e sendo eliminado nos oitavos-de-final pelo Getafe. Camacho viria a demitir-se alguns meses depois, em Março, deixando o Benfica 14 pontos atrás do líder FC Porto no campeonato, acabando o Benfica por não conseguir ficar nos três primeiros lugares e, consequentemente, ficando fora da Liga dos Campeões da época seguinte.

A 22 de Maio de 2008, o Benfica anuncia o ex-treinador do Valência, Quique Flores como o novo treinador do clube para a nova temporada.[51] Contudo, Quique Flores não viria a ter sucesso no Benfica, tendo apenas conquistado a primeira Taça da Liga do clube, ficando-se pelo terceiro lugar no campeonato, pela 5.ª Eliminatória na Taça de Portugal, caindo aos pés do Leixões nas grandes penalidades (5–4), e pela fase de grupos na Taça UEFA.[52] Durante a passagem de Quique Flores no Benfica, o clube lançou a Benfica TV, o canal de televisão do clube, durante um jogo da Taça UEFA com o Nápoles.[53] [54]

Nas modalidades, destacou-se primeiro o hóquei em patins, com várias conquistas e grandes exibições, mas também o voleibol, o basquetebol e o andebol. Neste milénio, em 2001, foi criada a secção de futsal, tendo começado na Segunda Liga, subindo à Primeira Liga logo no primeiro ano de existência, tendo, no segundo ano, na principal Liga Portuguesa, conquistado o Campeonato Nacional. Desde então já ganharam mais quatro Campeonatos e várias Taças e Supertaças.[55] No voleibol, após vários anos sem conquistar qualquer título, em 2004/05 conquistou o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal, enquanto que no andebol, em 2007/08, após 18 anos de "jejum", chega à conquista do Campeonato e, em 2008/09, à da Taça da Liga. No basquetebol surge o título de Campeão Nacional na época 2008/09, troféu que fugia há mais de uma década.[56]

O Benfica de Jorge Jesus[editar | editar código-fonte]

Época 2009–2010[editar | editar código-fonte]

Jorge Jesus atual treinador do Benfica, conquistou 2 Campeonatos Nacionais (2009/10 e 2013/14) e 3 Taças da Liga (2009/10, 2010/11 e 2011/12).

Quando chegou a época 2009/10 houve mudanças notórias no clube com a substituição de Quique Flores por Jorge Jesus que então treinava o Sp. Braga.[57] [58] Com a chegada do ex-treinador do Sporting de Braga, chegam também jogadores como Saviola[59] e Javi García[60] , comprados ao Real Madrid, Ramires, comprado ao Cruzeiro e Fábio Coentrão que se manteve no plantel, não sendo emprestado como em épocas anteriores. A essas contratações, juntou-se a venda e dispensa de inúmeros jogadores medianos, tais como Yebda, Balboa, Binya e Katsouranis.

Com uma série de bons resultados no inicio de 2009/10, com um futebol de ataque de tirar o fôlego, e goleadas na Liga (A maior é na terceira jornada ao Vitória de Setúbal por 8–1, um resultado que há muito não se via em Portugal), Jorge Jesus e os seus jogadores trouxeram um sentimento de euforia aos adeptos benfiquistas, que não se via desde que o clube venceu o título em 2004/05. Este sentimento de emoção e paixão renovada entre os benfiquistas resultou em grande esperança nas competições nacionais (Campeonato, Taça de Portugal, e Taça da Liga), bem como na Europa na Liga Europa.

Com o progresso do campeonato português a excitação entre os benfiquistas e intriga dos adeptos rivais levou a altas assistências, tanto no Estádio da Luz e como nos estádios das equipas adversárias por todo o país.

Di Maria no Benfica. Em 2009/10, foi uma das estrelas do clube, transferido na época seguinte para o Real Madrid.

A 21 de Março de 2010, chega a primeira prova sólida do trabalho de Jorge Jesus no Benfica com a conquista do primeiro troféu, uma vitória por 3–0 na final da Taça da Liga contra o arqui-rival FC Porto num jogo completamente dominado pelo Benfica, que conseguiu conceder a seus rivais a segunda derrota na temporada.

Na Liga Europa, o clube derrota o Hertha de Berlim nos dezasseis-avos-de-final e passa aos oitavos-de-final. Segue para os quartos-de-final depois de uma vitória ao Marselha por 2–1 no Stade Vélodrome, recuperando de uma resultado pouco favorável em casa (1–1). A 1 e 8 de Abril, o Benfica jogou com o Liverpool nos quartos-de-final da Liga Europa. Em Lisboa, no Estádio da Luz, o Benfica derrotou o clube inglês por 2–1. No entanto, apesar do resultado positivo na primeira mão da disputa, o Benfica foi derrotado por 4–1 em Anfield Road e acaba o seu sonho europeu.[61]

Após um final de época de muito suspense. A 9 de Maio de 2010, vence a partida final do campeonato contra o Rio Ave e torna-se campeão nacional, algo que não acontecia desde 2004/05.[62] [63] Óscar Cardozo marcou dois golos no jogo, o que fez dele o melhor marcador da temporada com 26 golos. No final da temporada, o Benfica terminou cinco pontos à frente do vice-campeão, o Sporting de Braga (que fez o melhor campeonato da sua História) com 76 pontos em 90 possíveis. Durante o Campeonato Português 2009/2010, o Benfica teve um registo de 24 vitórias, quatro empates e duas derrotas, com 78 golos marcados e apenas 20 sofridos. Sendo o campeão português de 2009–10, o Benfica garantiu a entrada directa na fase de grupos da Liga dos Campeões 2010/11.

Fábio Coentrão pela Selecção Portuguesa. Depois de duas épocas de destaque no Benfica foi contratado pelo Real Madrid numa transferência milionária.[64]

Época 2010–2011[editar | editar código-fonte]

No inicio da temporada 2010/11, o Benfica falha um objectivo da temporada, quando a 7 de Agosto de 2010, perde a Supertaça Cândido de Oliveira para o rival FC Porto.[65] Durante esta época, a 24 de Fevereiro de 2010, vence pela primeira vez na Alemanha[66] ao vencer por 2–0, o Estugarda na Liga Europa de 2010/11 e supera o recorde de vitórias consecutivas que tinha sido atingido em 1972/73, pelo Benfica de Jimmy Hagan com 16 vitórias consecutivas.[67]

A 14 de Abril de 2011, o Benfica chega à sua primeira meia-final europeia em 18 anos, após ultrapassar o Estugarda, o Paris Saint-Germain e PSV Eindhoven[68] onde enfrentou o Sporting de Braga a 28 de Abril e a 5 de Maio de 2011, depois de ser eliminado da Liga dos Campeões, terminando em terceiro lugar no seu grupo, qualificando-se assim para a Liga Europa. No entanto, após vencer em casa por 2–1[69] , o Benfica perdeu em casa dos "minhotos" por 1–0[70] e falha a final europeia.[71]

O segundo ano de Jorge Jesus no clube foi considerado um fracasso[72] , tendo o clube o pior início de campeonato de todos os tempos,[73] perdendo três dos seus quatro primeiros jogos dando ao FC Porto uma vantagem considerável, mas apesar de estar praticamente afastado do título, o Benfica nunca deixou de acreditar que poderia revalidar o estatuto de campeão. Assim sendo, após ser goleado no Porto, o Benfica pareceu "despertar", regressando às vitórias e alcançando uma impressionante série de vitórias consecutivas, algumas com reviravoltas nos últimos minutos do jogo.[74]

O Benfica ficou em segundo lugar, atrás do FC Porto, com uma marca histórica de 21 pontos atrás do líder.[75] O único sucesso da equipa foi a Taça da Liga, onde venceu o Sporting por 2–1 na meia-final,[76] apurando-se para a final, que foi disputada no Estádio Cidade de Coimbra. Na final defrontou o Paços de Ferreira, vencendo por 2–1 com golos de Franco Jara e Javi García.[77]

Época 2011–2012[editar | editar código-fonte]

Com o objectivo de recuperar o título de campeão perdido no ano anterior, o Benfica apostou numa "revolução" no plantel, vendendo e emprestando alguns jogadores que não eram escolha frequente e contratando nomes como Artur Moraes, Bruno César, Garay, Nolito e Witsel.

Com os novos jogadores, o Benfica tinha em mente realizar o melhor início de campeonato possível, conseguindo ficar com os mesmos pontos que o primeiro classificado durante bastantes jornadas. Esta situação verificou-se até à 14ª jornada, quando o Benfica, aproveitando o empate do FC Porto com o Sporting, venceu a União de Leiria e assumiu a liderança.[78]

Mesmo conseguindo uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado, o Sport Lisboa e Benfica não conseguiu manter a liderança até ao final do campeonato. Ao perder cinco pontos em duas jornadas, o Benfica desperdiçou a hipótese de recuperar o título. Ficou-se pelo 2º lugar, conseguindo a terceira qualificação consecutiva para a Liga dos Campeões.[79]

Na Liga dos Campeões, após passar duas eliminatórias, qualificou-se para a fase de grupos, onde foi primeiro classificado do Grupo C, superando equipas como o Manchester United, o Basileia e o Oţelul Galaţi.[80] Nos oitavos-de-final, após ser derrotado por 3-2 na Rússia, venceu o Zenit por 2-0 na segunda mão e qualificou-se para a fase seguinte, algo que não acontecia desde 2005/06.[81] Nos quartos-de-final foi eliminado pela equipa que viria a tornar-se campeã da Europa, o Chelsea, numa eliminatória onde as arbitragens foram muito contestadas pelos "encarnados".[82]

Na Taça de Portugal, ficou pelos oitavos-de-final, sendo eliminado pelo Marítimo ao perder por 2-1 no Estádio dos Barreiros[83] e na Taça da Liga sagrou-se tetra-campeão, reforçando o seu estatuto como clube com mais edições desta competição conquistadas até à data (4).[84]

O Benfica é o clube português com mais Campeonatos Nacionais (32), Taças de Portugal (24) e Taças da Liga (4). É ainda o clube com mais presenças em finais europeias, nove no total.

Época 2012–2013[editar | editar código-fonte]

Esta época fica marcada pelo regresso às finais europeias e pelo falhanço na conquista dos principais troféus.

Nas competições nacionais, o Benfica perdeu o campeonato nos últimos jogos, depois de o ter comandado durante a maior parte das jornadas. A vitória na última jornada (3-1 contra o Moreirense) foi insuficiente para ultrapassar o FC Porto depois dos resultados menos bons das 2 jornadas anteriores e o Benfica terminou na segunda posição a apenas 1 ponto do campeão. Na Taça de Portugal o Benfica atingiu a final mas perdeu-a face ao V. Guimarães (1-2) e na Taça da Liga foi afastado da final nas grandes penalidades frente àquele que mais tarde ganharia a competição, o Sp. Braga.

Nas competições europeias, o Benfica começou na Liga dos Campeões mas ao ficar no terceiro lugar do grupo passou para os 16-avos-de-final da Liga Europa onde, após eliminar o Bayer Leverkusen, o Bordéus, o Newcastle e o Fenerbahçe, chegou à final, perdendo-a (1-2) para o Chelsea.

Uma coincidência transversal à parte final da época em algumas destas competições (nomeadamente Campeonato e Liga Europa) foi a cedência de golos já no período de descontos o que causou (directa e indirectamente) a perda desses troféus.

Em termos de mudanças no plantel destacam-se as contratações de Ola John, Enzo Pérez, Lima e Salvio, que regressou após o empréstimo da época 2010/2011. As saídas mais marcantes (financeiramente) foram as de Bruno César, Javi García e sobretudo Witsel, mas a saída do mal-amado[85] Emerson foi alvo de destaque também, especialmente pelos adeptos.

Época 2013–2014[editar | editar código-fonte]

A 20 de Abril de 2014, o Benfica sagrou-se campeão nacional pela 33ª vez.

Dados gerais[editar | editar código-fonte]

A águia à porta do Estádio da Luz.

O Benfica ganhou 33 Campeonatos de Futebol, 27 Taças de Portugal/Campeonatos de Portugal, 4 Supertaças e 4 Taças da Liga – sendo assim o clube com mais vitórias no total das competições a nível nacional – em comparação com o FC Porto, que ganhou 26, 20, 19 e 0 e o Sporting, que ganhou 18, 19, 7 e 0 respectivamente. A nível internacional, conquistou duas Taças dos Campeões Europeus, ambas no início dos anos sessenta (1960/61 e 1961/62), a segunda delas com a ajuda do lendário Eusébio, um eterno símbolo benfiquista, que após o final da sua carreira se tornou um embaixador itinerante do Benfica e de Portugal.[91]

O Benfica é a equipa portuguesa que movimenta mais adeptos, dentro e fora de Portugal. O Benfica encontra-se entre as equipas mais populares do mundo com uma estimativa de 14 milhões de adeptos. Clubes como São Paulo, Corinthians, Flamengo e Santos que concentram bastantes adeptos no Brasil ou Real Madrid, Juventus, Barcelona e Manchester United, que possuem popularidade além fronteiras são dos poucos clubes que possuem como o Benfica uma massa adepta superior a dez milhões.[2]

O que ajudou o crescimento do Benfica foi a própria história do clube que conta como factos de solidariedade a fundação do Estádio da Luz que levou a população benfiquista a ajudar o clube a pagar os custos da construção do seu antigo estádio[92] , através de doações e mesmo oferta de trabalho ou as grandes exibições "à Benfica", em particular contra equipas europeias ou em confrontos com rivais.

O seu antigo jogador, Eusébio, considerado por muitos como um dos melhores jogadores de sempre, recebeu vários prémios internacionais de entidades prestigiadas (FIFA[93] , UEFA, BBC, IFFHS, etc.) e de revistas da especialidade (France Football, Placar, etc.).

Adeptos[editar | editar código-fonte]

"Barbas" é um conhecido adepto benfiquista

Em Portugal, existe uma forte base de portugueses que dizem ser adeptos ou simpatizantes do Benfica (cerca de cinco milhões).[94]

Quase todos os municípios de Portugal têm a sua própria Casa do Benfica.[94] As Casas do Benfica também podem ser encontradas em muitas cidades de países de todo o mundo como Andorra, Angola, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Cabo Verde, Inglaterra, França, Alemanha, Guiné-Bissau, Luxemburgo, Macau, África do Sul, Suíça e Estados Unidos.[94]

O Benfica tem uma base de fãs em todas as regiões de Portugal[94] e um total de 14 milhões de adeptos pelo mundo.[94] [95] [96]

Os adeptos do Benfica frequentemente denominam-se de benfiquistas, a fim de mostrar a sua dedicação ao clube.

Associados[editar | editar código-fonte]

Desde 2004/05, quando conquistou o campeonato, o clube têm visto um aumento significativo dos sócios. Em Abril de 2006, o número de sócios do clube ultrapassou os 160 mil, tendo em Julho de 2006, ultrapassado o número do Manchester United.

O número, a 30 de Dezembro de 2006, oficial de sócios pagantes era de 160 398[4] [5] , o que faz atualmente do clube o maior do mundo nesta área. Nesse dia, o clube entrou para o Livro dos Recordes do Guinness pelo feito alcançado e desde 2006 que o Benfica é o clube com mais associados (sócios activos) no mundo.[4]

As receitas provenientes do pagamento das quotas representaram 12% do proveitos totais do clube em 2005.[97] Cerca de 17% do número total de sócios são do sexo feminino. 56% dos sócios tem menos de 34 anos, sendo que 23% são menores.

Em 2009, segundo a Football Finance, tinha cerca de 171 000 sócios,[98] tendo o clube, a 30 de Setembro de 2009, anunciado que havia alcançado os 200 mil sócios pagantes. O crescimento do número de sócios deve-se ao facto de em Maio de 2004, o Benfica ter lançado uma "agressiva" campanha de marketing, conhecida como Kit Sócio, que aumentou o número de sócios de 94 714 para cerca de 245 000. Como resultado disso, apenas cinco anos depois, o Benfica foi capaz de adicionar mais de 105 mil novos sócios aos 94 714 até então existentes, o que duplicou a receita vinda dos seus associados.

Segundo fontes não-oficiais o clube tinha, no final de Março de 2011, cerca de 235 000 sócios com quotas em dia o que mas uma vez lhe valeu a revalidação do título de "Maior Clube do Mundo".[99]

Sócios por distrito[editar | editar código-fonte]

  1. Lisboa – 48,4% (68.639)
  2. Setúbal – 11,4% (16.167)
  3. Outros – 11,2% (15.883)
  4. Porto – 5,8% (8.225)
  5. Santarém – 4,8% (6.807)
  6. Leiria – 4,1% (5.815)
  7. Estrangeiro – 3,6% (5.106)
  8. Faro – 3,3% (4.680)
  9. Braga – 3,1% (4.396)
  10. Aveiro – 2,5% (23.546)
  11. Coimbra – 1,8% (2.552)
  • Total – 235 000 (aproximadamente)

Casas do Benfica[editar | editar código-fonte]

1914 marcou o início da expansão dos núcleos benfiquistas. Atualmente existem Casas do Benfica em todo o território português. Podem também ser encontradas em diversas cidades pelos cinco continentes[94] e até em empresas.[100] Nas Casas do Benfica pode-se regularizar as quotas de sócio de forma rápida e eficaz, comprar bilhetes para os jogos do Benfica e até votar nas eleições para a presidência do clube (nas Casas do Benfica de Vila Nova de Famalicão, Coimbra, Évora e Faro os sócios podem votar por voto electrónico).[101]

Claques organizadas[editar | editar código-fonte]

Como todos os grandes portugueses, o Benfica possui várias claques de adeptos. As principais são os No Name Boys e os Diabos Vermelhos, embora também haja outras pequenas claques, como o Grupo Manks.[102] A primeira a ser criada foi a claque Diabos Vermelhos,[103] que se formou em 1982. Todavia, a maior é a claque No Name Boys,[104] que se formou a 4 de Março de 1992, fruto de uma cisão no seio da claque Diabos Vermelhos. Nenhum destes grupos organizados está legalizado,[105] nem nunca manifestou intenção de se registar no Conselho Nacional do Desporto (CND), pelo que não são legalmente apoiados pelo clube.

Símbolos e cores[editar | editar código-fonte]

Na fundação do Sport Lisboa e Benfica ficou definido que o clube teria como símbolos fundamentais as cores vermelho e branco, uma águia e que adoptaria a divisa "E Pluribus Unum", de maneira a definir a união entre todos os associados.[11]

O emblema é composto por uma águia, que simboliza independência, autoridade e nobreza, um escudo com as cores do clube (vermelho e branco), e a sigla SLB de "Sport Lisboa e Benfica" sobre uma bola de futebol, tudo sobreposto sobre uma roda de bicicleta que foi retirada do emblema do Grupo Sport Benfica e representa o ciclismo como uma das modalidades do clube. O lema do clube, "E Pluribus Unum", que em latim significa "De muitos, um", também está presente.[106]

Antes de cada partida em casa, uma águia-de-cabeça-branca, chamada Vitória, voa em torno do Estádio da Luz várias vezes, acabando por aterrar em cima do escudo benfiquista, completando o emblema e criando uma versão real do emblema do clube.[107]

Evolução do emblema[editar | editar código-fonte]

Abaixo nota-se a evolução do emblema entre 1904 e 2011.[106] O atual emblema teve origem em 1908, com a fusão do Sport Lisboa com o Grupo Sport Benfica.[108] Este teve ainda, reformulações em 1930 e 1999, esta última, essencialmente um reposicionamento da águia.[109] No futebol, o clube tem vindo a adoptar emblemas comemorativos das conquistas "encarnadas" no futebol, com a inclusão de estrelas no topo do emblema atual.[110]

Evolução do emblema do Sport Lisboa e Benfica
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Emblema do Sport Lisboa.
(28 de Fevereiro 1904 - 1908)
 
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Emblema do Grupo Sport Benfica.
(26 de Julho 1906 - 1908)
 
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Emblema do Sport Lisboa e Benfica em 1908.
(1908 - 1930)
 
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Emblema do Sport Lisboa e Benfica em 1930.
(1930 - 1999)
 
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Emblema atual do Sport Lisboa e Benfica.
(1999 - )
 
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Emblema do Benfica para o Futebol.
(2008 - )
 
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Emblema do Benfica para o Futebol na época 2010/11.
(2010 - 2011)
 
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Emblema do Benfica para o Futebol na época 2011/12.
(2011 - 2012)
 

Equipamento[editar | editar código-fonte]

Equipamento atual[editar | editar código-fonte]

  • 1.º – Camisola vermelha, calção branco e meias vermelhas;
  • 2.º – Camisola preta, calção vermelho e meias pretas.
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Equipamento casa
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Cores do Time
Cores do Time
Equipamento fora

Uniformes dos guarda-redes[editar | editar código-fonte]

  • Camisa branca, calção e meias brancas.
  • Camisa dourada, calção e meias douradas.
  • Camisa cinza, calção e meias cinzas.
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Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

  • Camisa branca, calção e meias brancas.
  • Camisa vermelha, calção e meias vermelhas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Cores do Time
Cores do Time
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Outros equipamentos[editar | editar código-fonte]

Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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1932
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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1962
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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1972
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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1983
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1988
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1990
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1994

Material desportivo e patrocinadores[editar | editar código-fonte]

Período Material Desportivo Patrocinador
1974–1985 Adidas Nenhum
1985–1986 Shell
1986–1989 Fnac
1989–1992 Hummel
1992–1994 Casino Estoril
1994–1996 Olympic Parmalat
1996–1997 Telecel
1997–2000 Adidas
2000–2001 Netc
2001–2005 Vodafone
2005–2008 PT
2008–2012 tmn
2012–Presente meo moche

Estruturas[editar | editar código-fonte]

Estádio da Luz[editar | editar código-fonte]

Vista exterior do Estádio da Luz.

O Estádio da Luz, oficialmente chamado como Estádio do Sport Lisboa e Benfica, é um estádio de futebol situado em Lisboa, com capacidade de 65 400.[111] Foi inaugurado a 25 de Outubro de 2003, num jogo entre o Benfica e o Nacional de Montevideo do Uruguai, sendo a partida vencida pelo Benfica por 2–1, com dois golos de Nuno Gomes.[112] [113] É também conhecido como "A Catedral" pelos adeptos benfiquistas.[111] O termo Luz refere-se, à paróquia da Igreja de Nossa Senhora da Luz.

A sua construção deve-se ao facto de, no âmbito da realização do Euro 2004, o antigo Estádio da Luz (um dos maiores estádios do mundo, com 120 000 lugares) ser demolido, tendo sido construído em local adjacente, o novo estádio, com uma capacidade oficial de 65 400.[92] O Estádio da Luz foi palco de várias partidas do Euro 2004, incluindo a final.

A autoria do projecto do novo estádio é da empresa australiana Populous, a mesma que projectou o Estádio Olímpico de Sydney e o Estádio do Algarve, entre outros e projectou este estádio para usar iluminação natural tanto quanto possível.[114]

Panorama do Estádio da Luz.

Caixa Futebol Campus[editar | editar código-fonte]

O Benfica possui um centro de formação e estágio no Seixal. O complexo é chamado de Caixa Futebol Campus, devido ao patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.[115] Foi inaugurado em 22 de Setembro de 2006.[115] É neste complexo que a equipa profissional treina diariamente, bem como as equipas juvenis do clube.[116] É literalmente, a casa de todo o futebol "encarnado", já que vivem no complexo inúmeros elementos integrantes das equipas juvenis do Benfica.[115] [117]

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

O Benfica tem como principais rivais o Sporting e o FC Porto, que, juntamente com o clube da Luz, formam os Três Grandes. Os três clubes são, geralmente, os três primeiros classificados do campeonato português e são os clubes com mais adeptos em Portugal. A rivalidade entre os três clubes alastra-se pelas várias modalidades praticadas por Benfica, Sporting e FC Porto.

O Derby de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Devido à história do clube, o principal rival é o Sporting Clube de Portugal. Esta rivalidade representa não só a rivalidade natural entre dois clubes da mesma cidade, mas também o estatuto pessoal e socioeconómico dos adeptos. Os adeptos benfiquistas enquadravam-se no "povo" e classes trabalhadoras, enquanto que os adeptos leoninos eram na sua maioria, pertencentes a classes mais altas.

O Benfica vs Sporting é o principal derby da cidade de Lisboa, sendo o mais importante derby de futebol de Portugal. A rivalidade teve origem em 1907, quando oito jogadores do Benfica mudaram para o mais abastado Sporting em busca de melhores condições de trabalho.

O Clássico[editar | editar código-fonte]

O outro grande rival do Benfica é o FC Porto, no chamado "Clássico". O Benfica vs FC Porto é o jogo mais importante do futebol português.[118] [119] Esta rivalidade tem crescido nos últimos 20 anos e tornou-se num dos maiores clássicos do mundo.[118] A animosidade ou rivalidade desenvolvida a partir da primeira metade do século XIX entre as duas maiores cidades de Portugal, nascida com o desenvolvimento industrial e a nova influência política da cidade do Porto (sobretudo a partir do liberalismo) – ou da "animosidade" na mesma cidade face à capital ou face ao poder central e mais tarde entre os seus clubes de futebol mais bem-sucedidos, está enraizada na história política, cultural e desportiva, sobretudo do século XX.

Embora históricamente apenas o FC Porto tenha assumido uma representação "política" e "regional" (transcendendo a desportiva) da sua cidade sede, ambos os clubes têm hoje ampla dimensão nacional entre adeptos e sedes (casas) representativas em todas as regiões de Portugal e também entre as comunidades emigrantes.[118] Alguns adeptos acreditam que a rivalidade foi personificada por dois ex-jogadores, João Pinto, do Benfica, e Paulinho Santos, do Porto que, apesar de terem sido companheiros na selecção portuguesa, admitiram publicamente a grande antipatia que sentiam um pelo outro. A "rixa" durou muitos anos e alguns jogos terminaram com os dois expulsos por se envolverem em agressões.[118] [120]


Títulos no futebol[editar | editar código-fonte]

Festejos do título 2009/10

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Os adeptos benfiquistas celebram as conquistas do clube no Marquês de Pombal


Modalidades[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Equipa técnica[editar | editar código-fonte]

Nome Posição Proveniente de:
Portugal Jorge Jesus Treinador principal[121] Sporting de Braga
Portugal Hugo Oliveira Treinador de Guarda-Redes Selecção Portuguesa (Sub 19)
Portugal Miguel Quaresma Treinador-Adjunto (defesas) Sporting de Braga
Portugal Raul José Treinador-Adjunto (avançados) Sporting de Braga
Portugal Minervino Pietra Treinador-Adjunto Benfica (gabinete de prospecção)
Portugal Mário Monteiro Preparador-Fisico Sporting de Braga


Plantel atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 14 de janeiro de 2014. [122]


Goleiros
Jogador
1 Brasil Artur Moraes
13 Portugal Paulo Lopes
41 Portugal Jan Oblak
Defensores
Jogador Pos.
3 Portugal Steven Vitória Z
4 Brasil Luisão Capitão Z
9 Brasil Guilherme Siqueira Z
24 Argentina Ezequiel Garay Z
33 Brasil Jardel Z
22 Sérvia Stefan Mitrović Z
14 Uruguai Maxi Pereira LD
28 Portugal Sílvio LD
34 Portugal André Almeida LD
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Sérvia Ljubomir Fejsa V
6 Portugal Rúben Amorim M
10 Sérvia Filip Đuričić M
18 Argentina Eduardo Salvio M
20 Argentina Nicolás Gaitán M
35 Argentina Enzo Pérez M
30 Portugal André Gomes M
Atacantes
Jogador
7 Paraguai Óscar Cardozo
8 Sérvia Miralem Sulejmani
9 Argentina Funes Mori
11 Brasil Lima
19 Espanha Rodrigo
50 Sérvia Lazar Marković
Comissão técnica
Nome Pos.
Portugal Jorge Jesus T


Mercado de transferências - época 2012/13[editar | editar código-fonte]

Mercado de Verão[editar | editar código-fonte]
Entradas
Saídas

Jogadores notáveis[editar | editar código-fonte]

Durante a história do Benfica passaram grandes jogadores pelo clube, estes foram ídolos dos adeptos benfiquistas durante as várias épocas que estiveram no clube e conquistaram diversos titulos. Estes são os que mais se notabilizaram ao jogar pelo Sport Lisboa e Benfica, de acordo com o site oficial do clube:[123]

Nome Nacionalidade Idade Clube Destinatário Valores do negócio
Marković Sérvia Sérvia 19 Sérvia Partizan 10.000.000 €
Jorge Rojas Paraguai Paraguai 20 Paraguai Cerro Porteño 1.200.000 €
Stefan Mitrović Sérvia Sérvia 23 Bélgica Kortrijk 1.100.000 €
Uroš Matić Sérvia Sérvia 23 Sérvia Košice 0 €
Steven Vitória Portugal Portugal 26 Portugal Estoril 0 €
Filip Đuričić Sérvia Sérvia 21 Países Baixos Heerenveen 6.000.000 €
Miralem Sulejmani Sérvia Sérvia 24 Países Baixos Ajax 0 €
Lisandro Ezequiel López Argentina Argentina 23 Argentina Arsenal de Sarandí 4.000.000 €
Sílvio Manuel Pereira Portugal Portugal 25 Portugal Atlético de Madrid Emprestado
Bruno Cortês Brasil Brasil 26 Brasil São Paulo Emprestado
Nome Nacionalidade Idade Clube Destinatário Valores do negócio
Witsel Bélgica Bélgica 23 Rússia Zenit 40.000.000 €
Javi García Espanha Espanha 25 Inglaterra Manchester City 20.000.000 €
Nolito Espanha Espanha 24 Espanha Celta de Vigo 2.600.000
Alan Kardec Brasil Brasil 24 Brasil Palmeiras Emprestado
Felipe Menezes Brasil Brasil 25 Brasil Palmeiras 0 €
Guarda-Redes


Defesas Esquerdos
Defesas Centrais
Defesas Direitos
Médios Centro
Médios Direitos
Médios Esquerdos
Avançados


Melhores marcadores[editar | editar código-fonte]

Melhores goleadores do Benfica
Rank Jogador Golos Épocas
1. Portugal Eusébio &0000000000000482.000000482 1960-1975
2. Portugal José Águas &0000000000000378.000000378 1949-1963
3. Portugal Nené &0000000000000369.000000369 1967-1986
4. Portugal Torres &0000000000000240.000000240 1959-1971
5. Portugal Arsénio &0000000000000233.000000233 1943-1955
6. Portugal Rogério Carvalho &0000000000000182.000000182 1942-1947; 1948-1952
7. Portugal Julinho &0000000000000203.000000203 1942-1953
8. Portugal José Augusto &0000000000000172.000000172 1959-1969
9. Portugal Nuno Gomes &0000000000000166.000000166 1997-2000; 2002-2011
10. Portugal Valadas &0000000000000162.000000162 1934-1944

Jogos oficiais[editar | editar código-fonte]

O Benfica possui uma equipa de futebol desde sua fundação, tendo desde então participado em diversas competições nacionais e internacionais. Em baixo está uma tabela onde estão contabilizados todos os jogos oficiais realizados pelo clube.

Sport Lisboa e Benfica[nota 1]
Competição Jogos Vitórias % Empates % Derrotas % Ref
Campeonato de Portugal
70
47
67%
7
10%
16
23%
[124]
Campeonato Português
2168
1459
67%
419
19%
290
14%
[125]
Taça de Portugal
408
309
76%
35
9%
64
15%
[126]
Taça da Liga
23
18
78%
4
17%
1
4%
[127]
Supertaça
32
9
28%
8
25%
15
47%
[128]
Liga dos Campeões
200
93
46%
46
23%
61
30%
[129]
Liga Europa
102
49
48%
24
24%
29
28%
[130]
Taça das Taças
44
23
52%
13
30%
8
18%
[131]
Taça Intercontinental
5
1
20%
0
0%
4
80%
[132]
TOTAL
3052
2008
66%
556
18%
488
16%


Basquetebol[editar | editar código-fonte]

O Benfica é um clube de topo do basquetebol em Portugal. A primeira partida de basquetebol do clube foi a 20 de Março de 1927, num jogo particular contra a Escola Académica. A 27 de Novembro do mesmo ano, realizou o seu primeiro jogo oficial, contra o Sporting. O clube teve um papel primordial na introdução do basquetebol feminino em Portugal, em 1933. Assim como no futebol, o Benfica tem uma grande rivalidade com a equipa de basquetebol do FC Porto o que, geralmente, leva a discussões entre os fãs e jogadores. Na sua história, o Benfica ganhou no basquetebol, 24 Campeonatos Portugueses, 18 Taças de Portugal, 8 Taças da Liga/Hugo dos Santos e 11 Supertaças, sendo atualmente campeão nacional.[56]

Títulos
Atualizado em 16 de março de 2014.

1939/40, 1945/46, 1946/47, 1960/61, 1961/62, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1969/70, 1974/75, 1984/85, 1985/86, 1986/87, 1988/89, 1989/90, 1990/91, 1991/92, 1992/93, 1993/94, 1994/95, 2008/09, 2009/10, 2011/12, 2012/13[56]

1945/46, 1946/47, 1960/61, 1963/64, 1964/65, 1965/66, 1967/68, 1968/69, 1969/70, 1971/72, 1972/73, 1973/74, 1980/81, 1991/92, 1992/93, 1993/94, 1994/95, 1995/96[56]

1989/90, 1990/91, 1992/93, 1993/94, 1994/95, 1995/96, 2010/11, 2012/13[56]

1984/85, 1988/89, 1990/91, 1993/94, 1994/95, 1995/96, 1997/98, 2008/09, 2009/10, 2011/12, 2012/13, 2013/14[56]

  • Torneio dos Campeões: 1

2006/07[56]

2009/10[56]

2010/11, 2012/13[56]

2007/08, 2008/09, 2011/12, 2012/13[56]

Ciclismo[editar | editar código-fonte]

O ciclismo foi a segunda modalidade adoptada pelo clube, e juntamente com o futebol, é um dos dois únicos desportos referenciados no emblema do clube. Esta modalidade esteve em actividade entre 1906 e 1941, entre 1947 até 1978, entre 1999 e 2000 e entre 2007 e 2008. O Benfica venceu a sua última Volta a Portugal em 1999, com o ciclista espanhol David Plaza a ficar com a camisola amarela. Historicamente, o Benfica é um clube que teve grandes sucessos nacionais no ciclismo.

Hóquei em Patins[editar | editar código-fonte]

O Benfica é o clube que pratica a modalidade há mais anos a nível mundial. O clube conquistou vinte e um Campeonatos Portugueses, treze Taças de Portugal, sete Supertaças de Portugal, uma Liga Europeia, duas Taças CERS, duas Taças Continentais e uma Taça Intercontinental.[133]

Títulos
Atualizado em 16 de Novembro de 2013.

1950/51, 1951/52, 1955/56, 1956/57, 1959/60, 1960/61, 1965/66, 1966/67, 1967/68, 1969/70, 1971/72, 1973/74, 1978/79, 1979/80, 1980/81, 1991/92, 1993/94, 1994/95, 1996/97, 1997/98, 2011/12[133]

1962/63, 1977/78, 1978/79, 1979/80, 1980/81, 1981/82, 1990/91, 1993/94, 1994/95, 1999/00, 2000/01, 2001/02, 2009/10[133]

1991/92, 1993/94, 1996/97, 2000/01, 2001/02, 2009/10, 2011/12[133]

2012/2013[133]

1990/91, 2010/11[133]

2011, 2013[133]

2013[133]

Futsal[editar | editar código-fonte]

O Benfica tem uma equipa profissional de futsal desde 2001. Em onze anos, o clube ganhou seis Campeonatos Portugueses, cinco Taças de Portugal, seis Supertaças e uma UEFA Futsal Cup (também chegou à final na temporada 2003/04). Desde a sua criação, em 2001, a equipa nunca se posicionou abaixo do segundo lugar no Campeonato Nacional e conseguiu a tripleta por duas vezes, em 2006/07 e 2011/12. O Benfica também possui uma equipa de futsal feminina, onde também já foi campeão nacional. [55]

Títulos
Atualizado em 2 de Setembro de 2012.

2002/03, 2004/05, 2006/07, 2007/08, 2008/09, 2011/12[55]

2002/03, 2004/05, 2006/07, 2008/09, 2011/12[55]

2002/03, 2005/06, 2006/07, 2008/09, 2010/11, 2011/12[55]

2009/10[55]

Andebol[editar | editar código-fonte]

No andebol masculino, o Benfica venceu sete Campeonatos Nacionais, quatro Taças de Portugal, quatro Supertaças e duas Taças da Liga. O clube suspendeu a modalidade, entre 1997 e 2004, retomando à competição no mandato do presidente Luís Filipe Vieira. Na temporada 2006/07, o Benfica acabou com um período de 16 temporadas sem títulos nacionais, vencendo a Taça da Liga, a 28 de Janeiro de 2007. Após 18 anos sem alcançar o título, o Benfica vence o campeonato nacional na temporada de 2007/08.[134]

Títulos
Atualizado em 2 de Setembro de 2012.

1961/62, 1974/75, 1981/82, 1982/83, 1988/89, 1989/90, 2007/08[134]

1984/85, 1985/86, 1986/87, 2010/11[134]

1988/89, 1993/94, 2010/11, 2012/13[134]

2006/07, 2008/09[134]

Râguebi[editar | editar código-fonte]

O Benfica ganhou nove Campeonatos Nacionais, 10 Taças de Portugal e quatro Taças Ibéricas nesta modalidade, tendo poderosos concorrentes como Académica de Coimbra, CDUP, Direito e Belenenses, e é o clube português com a secção de râguebi mais antiga. Na equipa feminina, o Benfica já venceu três Campeonatos (2006/07, 2007/08, 2008/09), três Taças de Portugal (2007/08, 2008/09, 2009/10) e quatro Supertaças (2006/07, 2007/08, 2008/09, 2009/10).

Títulos
Atualizado em 5 de Outubro de 2011.

1959/60, 1960/61, 1961/62, 1969/70, 1975/76, 1985/86, 1987/88, 1990/91, 2000/01

1961, 1965, 1966, 1970, 1972, 1975, 1983, 1984, 1985

  • Taça de Portugal – Taça Plate: 1

2010

  • Taça Ibérica: 4

1971, 1987, 1989, 2002

Voleibol[editar | editar código-fonte]

O Benfica alcançou uma certa importância no voleibol português nos últimos anos depois de investir na contratação de uma equipa vencedora. O clube venceu quatro campeonatos portugueses (o último em 2012/13), catorze Taças de Portugal e quatro Supertaças.[135]

Títulos
Atualizado em 27 de setembro de 2013.

1980/81, 1990/91, 2004/05, 2012/13[135]

1965/66, 1973/74, 1974/75, 1975/76, 1977/78, 1978/79, 1979/80, 1989/90, 1991/92, 2004/05, 2005/06, 2006/07, 2010/11, 2011/12[135]

1989/90, 2010/11, 2011/12, 2012/13[135]

1966/67, 1967/68, 1968/69, 1969/70, 1970/71, 1971/72, 1972/73, 1973/74, 1974/75[135]

Modalidades do
Sport Lisboa e Benfica
Football pictogram.svg Futsal pictogram.svg Basketball pictogram.svg
Futebol Futsal Basquetebol
Roller hockey pictogram.svg Handball pictogram.svg Volleyball (indoor) pictogram.svg
Hóquei em Patins Andebol Voleibol
Rugby union pictogram.svg Cycling (road) pictogram.svg Athletics pictogram.svg
Râguebi Ciclismo Atletismo
Beach soccer pictogram.svg Judo pictogram.svg Triathlon pictogram.svg
Futebol de Praia Judo Triatlo
Swimming pictogram.svg Boxing pictogram.svg Gymnastics (artistic) pictogram.svg
Natação Boxe Ginástica
Table tennis pictogram.svg Archery pictogram.svg Golf pictogram.svg
Ténis de Mesa Tiro com Arco Golfe
  • Taça de Portugal Feminina: 2

1972/73, 1973/74[135]

Modalidades praticadas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Esta tabela foi atualizada a 7 de Julho de 2012, para consultar estatisticas atuais ou para ver outras competições consultar zerozero e escolher a competição desejada.

Referências

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