Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará
IFCE
Fundação 1909 (109 anos) (Escola de Aprendizes e Artífices)
1937 (81 anos) (Liceu Industrial de Fortaleza)
1942 (76 anos) (Escola Industrial de Fortaleza)
1968 (50 anos) (Escola Técnica Federal do Ceará)
1999 (19 anos) (Centro Federal de Educação Tecnológica)
2008 (10 anos) (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia)
Tipo de instituição Pública Federal
Mantenedora Coat of arms of Brazil.svg Ministério da Educação
Localização Brasão de Fortaleza.svgFortaleza, Bandeira do Ceará.svg Ceará
Reitor(a) Prof. Virgílio Augusto Sales Araripe
Docentes 1.721 [1]
Funcionários técnicos administrativos 1.602 [1]
Total de estudantes 31.382 (2017.2) [2]
Ensino médio integrado ao ensino técnico 3.487 [2]
Ensino técnico 9.513 [2]
Graduação 17.145 [2]
Pós-graduação 1.237 [2]
Campus 32
Cores da escola      Verde
     Vermelho
     Preto
Afiliações CONIF, Faubai
Orçamento anual 607.685.184,00(2018)[3]
Página oficial ifce.edu.br

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) é um Instituto Federal de educação superior, básica e profissional, pluricurricular e multicampi, com atuação no Ceará. Especializado na oferta de educação profissional e tecnológica, nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com a prática pedagógica[4], atua em todas as regiões do estado por meio de seus 32 campi e atendendo mais de 35 mil alunos.

O Índice Geral de Cursos do IFCE atualmente é 3.[5] Recentes avaliações do Ministério da Educação apontam para elevação nos indicadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - Sinaes, como avaliações de cursos, avaliações institucionais e Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. Últimas avaliações resultaram em várias notas 4 em cursos e uma nota 5 (nota máxima) para o Campus de Sobral, como um campus de excelência para o IFCE.[6][7][8][9][10][11][12] Em 2009 o Instituto figurou na lista do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM como a melhor do Ceará na posição 148 no Brasil.[13]

O IFCE é o sucessor do legado que formou alunos que ajudaram a transformar a sociedade em muitos aspectos, ressaltando alguns famosos como o físico Cláudio Lenz Cesar, o cantor Falcão, o jornalista Flávio Paiva, o escritor Lira Neto, o ator Jesuíta Barbosa e o político e ex senador Inácio Arruda.

História[editar | editar código-fonte]

Fachada do Campus de Fortaleza com o letreiro do CEFET. O antigo letreiro com a Roda Dentada se transformou em monumento histórico da Escola Técnica Federal do Ceará.

Criado oficialmente no dia 29 de dezembro de 2008, pela Lei nº 11.892, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Instituto Federal do Ceará congregou o Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (Cefet/CE) e as Escolas Agrotécnicas Federais dos municípios de Crato e de Iguatu[14].

As raízes da instituição remontam ao começo do século XX, quando o presidente Nilo Peçanha, pelo Decreto nº 7566, de 23 de setembro de 1909, instituiu as Escolas de Aprendizes Artífices, uma em cada estado brasileiro. Ao longo de um século de existência, a instituição teve sua denominação alterada, primeiro para Liceu Industrial de Fortaleza, em 1937; depois Escola Industrial do Ceará, em 1942; depois para Escola Técnica Federal do Ceará, em 1968. No ano de 1999, a escola passou a chamar-se Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Ceará (Cefet/CE), ocasião em que o ensino foi estendido ao nível superior e suas ações acadêmicas, acrescidas das atividades de pesquisa e extensão.[15]

Já as Escolas Agrotécnicas Federais dos municípios de Crato e de Iguatu, (surgidas na década de 1950) quando foram incorporadas ao IFCE, trouxeram a bagagem do ensino agrícola que ofertaram por mais de 50 anos e ampliaram o atendimento sistemático para a interiorização da instituição.

A interiorização teve início por meio do Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Técnico (PROTEC), lançado em Brasília no ano de 1986 e efetivado com a inauguração em 1995 das Unidades de Ensino Descentralizadas (UnEDs) de Juazeiro do Norte e de Cedro.[16] A partir do Plano de Expansão Fase II da rede de ensino tecnológico do país, planejamento realizado pelo Governo Federal em 2007, foram escolhidas seis cidades polos do Ceará, das 150 cidades em todo o Brasil, para ampliação dos CEFETs. A primeira a ter uma UnED foi Maracanaú em 2007. O Governo do Ceará reforça a estrutura com a transferência em 2008 das unidades do CENTEC de Sobral e Limoeiro do Norte.[17] Ainda em 2008 iniciou as atividades a UnED de Quixadá.

Quando o IFCE foi de fato criado, em 2009, ele já contava com nove unidade em funcionamento nas cidades de Fortaleza, Crato, Iguatu, Juazeiro do Norte, Cedro, Maracanaú, Quixadá, Sobral e Limoeiro do Norte e estava preparando para inaugurar em 2010 mais três unidades, em Crateús, Canindé e Acaraú, agora todas denominadas como campus.[18]

Greves[editar | editar código-fonte]

Depois de entrar em vigor a nova Constituição brasileira de 1988, os servidores da Escola Técnica Federal do Ceará puderam e organizaram um sindicato e tiveram o direito à greve que recentemente, a comunidade passou pelas maiores, como a Greve no ensino público federal do Brasil em 2012 e a Greve no ensino público federal do Brasil em 2015. Tais paralisações são motivadas por pautas de melhorias na educação do sistema federal, mas especialmente, pela falta de estabelecimento de uma data anual de reajuste dos salários dos servidores da educação.[19]

Vida estudantil[editar | editar código-fonte]

Panfleto do Guia do Aluno para o Campus de Fortaleza

Ingresso[editar | editar código-fonte]

A nova institucionalidade do IFCE tornou a entrada na instituição numa pluralidade de opções e possibilidades que permitem um amplo acesso aos vários tipos de ensino ofertados. Na graduação o meio mais amplo de acesso é o Sistema de Seleção Unificada - SISU, adotado em 2010.[20] É possível ingressar na graduação, também, por editais de transferidos e graduados. Em cursos novos o Instituto utiliza vestibulares tradicionais para selecionar os ingressantes.[21]

Na oferta de vagas em cursos de Formação Inicial ou Continuada ou cursos técnicos subsequentes, editais específicos estabelecem as formas de seleção. Para os cursos técnicos integrados ou concomitantes o aluno tem que ser menor de idade ou estar cursando o ensino médio para entrar na vaga, alem de ser aprovado em exame estabelecido por edital específico.[22]

Assistência ao Educando[editar | editar código-fonte]

Sendo uma instituição de ensino mantida pelo Governo Federal, o IFCE está incluso no Programa Nacional de Assistência Estudantil - PNAES, que tem um objetivo social de melhorar o acesso e a permanência dos alunos, em situação de risco social, na instituição.[23] Em todos os campi existem ações de assistência tais como serviço de merenda, atendimentos odontológico, psicológico, pedagógico e serviço social, com destaque para oferta de auxílios que atendem a milhares de alunos de todos os campi.[24] Nos campi de Umirim, Iguatu e Crato existem ainda alojamentos para a moradia dos alunos dos cursos agrícolas.[25] Os alunos do IFCE, ao serem matriculados, são incluídos automaticamente no sistema de seguro estudantil. Tal seguro é válido para cursos presenciais e a distância e somente para matrículas ativas. O seguro cobre os seguintes acidentes: morte acidental, invalidez permanente total ou parcial por acidente e despesas médicas hospitalares e odontológicas.[26]

Auxílios[editar | editar código-fonte]

IFCE Campus Fortaleza durante o Intervalo da Manhã com a fila de alunos para pegar a merenda.

No início de todo semestre letivo são lançados editais de seleção de alunos nas áreas de acordo com o decreto Decreto Nº 7.234, de 19 de julho de 2010: moradia, alimentação, transporte, óculos, Proeja, visitas e viagens técnicas, acadêmico, didático-pedagógico, discentes mães/pais, apoio ao desporto e à cultura, formação e pré-embarque internacional.[27]

Cultura e arte[editar | editar código-fonte]

Painel realizado por alunos do curso de Artes Visuais do IFCE Campus Fortaleza retratando figuras folclóricas da cultura popular brasileira no pátio do bloco central do Campus Fortaleza.

A arte e a cultura no IFCE tem uma tradição forte em Fortaleza, notadamente o Coral, em atividades desde 1956, tendo relevado o talento do cantor lírico Paulo Abel,[28] e também em função de ter tido os primeiros cursos de nível superior do estado voltados para formação de atores[29] e artistas plásticos. Os cursos de artes de Fortaleza agitam ativamente a vida cultural da capital e do interior participando de festivais, eventos artísticos e salões tais como: Festival de Teatro de Fortaleza, Festival Nordestino de Teatro, dentre outros.[30][31] Nas artes visuais alunos egressos são destaques em salões nacionais e internacionais com apoio e organização de eventos no campus Fortaleza. Pelo interior, vários campi desenvolvem atividades culturais nas áreas de teatro, dança, música e folclore, organizando grupos culturais diversos formados por alunos e também membros da comunidade em projetos de extensão.[32][33][34][35][36][37][38]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Piscina do Campus de Fortaleza

O IFCE tem uma vasta estrutura esportiva espalhada por 21 dos 32 campi. São 19 ginásios, 9 piscinas, 7 campos de futebol, 7 salas de musculação e 3 pistas de atletismo.[39][40] O campus Fortaleza teve até 2010 uma estrutura vasta para os esportes, mas parte do seu parque esportivo foi desfeito para abrigar a nova estrutura de salas e laboratórios. No lugar da pista de atletismo foi construído um novo espaço de práticas esportivas com um ginásio com medidas esportivas para práticas oficiais e mais salas de aula e salas de ginásticas e uma piscina para hidroginástica.

A Escola Técnica iniciou em 1975 os JETECs que foram organizados até o ano de 2008. Com a mudança para IFCE em 2009 passou a ser organizado os Jogos do Instituto Federal - JIF. Em 2018 o IFCE organizará os Jogos dos Institutos Federais nacional, no Centro de Formação Olímpica do Nordeste, em Fortaleza.[41] Em 2017 os esportes no IFCE tiveram um avanço na estrutura administrativa e na participação com resultados em todos os níveis em que participou, notadamente os ouros da aluna Rayane Magalhães, do curso superior de Gestão Desportiva e de Lazer do campus Fortaleza onde participou dos Jogos Universitários Paralímpicos, organizados pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário com três medalhas de ouro nas provas 50 e 100 metros nado livre e 100 metros de costas,[42] e ainda quatro ouros na competição Panamericana.[43] da Federação Internacional do Esporte Universitário A natação do IFCE é uma potência nacional nos JIFs tendo feito no último certame 18 medalhas: 4 de ouro, 7 de prata e 7 de bronze.[44] Na natação escolar é bem forte e já gerou atletas de destaque como a estudante Mirna Lorena Araújo de Fortaleza, que recebeu bolsa de alto rendimento esportivo do Governo do Ceará.[45]

Ações afirmativas[editar | editar código-fonte]

Para promover políticas de ações afirmativas o IFCE tem organizado vários setores em vários grupos, como os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABIs), presentes em 14 campi, e os Núcleos de Acessibilidade às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNEs), presentes em 21 campi. Esses núcleos congregam servidores e alunos para promover pesquisas e ações institucionais de reparação e adequação da estrutura para promover um ambiente de equidade para todos os que fazer a comunidade "ifceana", tais como ações do programa de estudos sobre Danças Africanas Ancestrais do Campus Fortaleza.[46][47] Uma das políticas mais extensivas é a oferta, no SISU, de 50% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas.[48] O publico LGBT tem apoio institucional, mais recentemente por meio do Guia de Diversidade Sexual.[49] Também existem políticas e ações para diminuir as desigualdades de gênero[50] bem como o combate a violência contra a mulher.[51]

Entidades estudantis[editar | editar código-fonte]

Os alunos do IFCE tem como entidade representativa principal o Diretório Central dos Estudantes José Montenegro de Lima.[52] Em cada campus com ensino técnico integrado se organiza um grêmio estudantil e em cada curso superior existe um centro acadêmico. O DCE do Instituto é filiado à União Nacional dos Estudantes - UNE.[53] Os grêmios do IF são filiados à União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES.[54] Para formação de novas entidades o Diretoria de Assuntos Estudantis - DAE da Reitoria publicou em 2016 um guia de formação de Entidades Estudantis, que orienta e auxilia os alunos nessa empreitada.[55] A DAE tem apoiado as entidades com o patrocínio de viagens para membros, em participação de eventos regionais e nacionais, bem como o apoio em eventos internos e na mediação entre as entidades e a gestão do IFCE.[56][57] É por meio do DCE que os alunos de Fortaleza tem acesso à carteira de estudante, que habilita a meia-entrada nos transporte públicos e em eventos.[58]

Egressos[editar | editar código-fonte]

Em 1985 a Escola Técnica começou a organizar um encontro de ex alunos, os egressos, para confraternizar e relembrar os momentos vividos por eles durante os estudos na instituição com o dia do ex aluno e 9 de dezembro. Em 2017 aconteceu o 33º encontro de ex alunos. O encontro tem sido palco também de homenagens de ex alunos que fizeram serviços relevantes para a sociedade de Fortaleza.[59][60] A data comemorativa foi consolidada no calendário da instituição pela portaria nº 161, de 9 de dezembro de 1983.[61] Mas outros campi realizam encontros de ex alunos em outras datas como em Crato e Juazeiro do Norte em julho e setembro.[62]

Ensino - Pesquisa - Extensão[editar | editar código-fonte]

Portão IFCE Canindé

Na mudança para a nova institucionalidade, o IFCE passou a ser parte do sistema de organização de ensino que é submetida as universidades do Brasil com o planejamento realizando as ações distribuídas entre ensino, pesquisa e extensão. Nesse sentido várias políticas de ensino do governo federal abarcam todos os alunos atendidos pela Instituição.

Ensino[editar | editar código-fonte]

O IFCE ofertou no ano de 2017 dezenas de cursos em vários níveis e em todas as áreas sendo 247 cursos sendo 133 cursos técnicos (62 subsequentes, 40 concomitantes, 31 integrados), 92 de nível superior (24 bacharelados, 35 licenciaturas 33 tecnológicos) e 22 de pós-graduação (12 especializações e 10 mestrados).[2] O quadro de professores em 2017 era de 1417 professores, dos quais 394 (27,8%) eram doutores, 758 (53%) mestres e 210 (14,8%) especialistas.[63][64]

Educação a distância[editar | editar código-fonte]

Na Educação a distância - EaD o Instituto oferta 13 cursos técnicos, duas licenciaturas em matemática e Educação Profissional científica e tecnológica (EPCT), um tecnólogo em hotelaria e uma especialização em Orientação e Mobilidade.[65] Estes cursos são habilitados pela rede Universidade Aberta do Brasil - UAB e pela Rede E-Tec. Na avaliação mais recente do MEC a Ead do IFCE ficou com nota 4.[66] O E-Tec Idiomas sem Fronteiras é uma parceria do IFCE com outros institutos federais que foi lançado em 2014 e atua em todo o país ofertando inglês e espanhol.[67]

Pesquisa e Inovação[editar | editar código-fonte]

A pesquisa no IFCE tem se consolidado em áreas de destaque como as ofertantes dos seguintes cursos de mestrado: Tecnologia em Alimentos (campus de Limoeiro do Norte), Ensino de Ciências e Matemática, Tecnologia e Gestão Ambiental, Engenharia de Telecomunicações e Profissional em Artes (campus de Fortaleza), Energias Renováveis e Ciência da Computação (campi de Fortaleza e Maracanaú), Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação e Ensino de Física (em rede). São 99 grupos de pesquisas em várias áreas do conhecimento em todos os campi do estado.[68] Sendo membro da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa - RNP todos os campi do IFCE estão interligados por fibra óptica com alta velocidade de acesso a internet.[69]

Alguns resultados de pesquisas que ganharam destaque pela inovação: ferramenta de autodescrição para deficientes visuais desenvolvida no Núcleo de Tecnologias Assistivas,[70] mochila que gera energia com movimento do corpo,[71] remédio contra gripe à base de acerola e caju, premiado nos Estados Unidos, desenvolvido pelo aluno Helyson, do curso técnico em meio ambiente, em Limoeiro do Norte,[72] a adsorção de fármacos desenvolvida pelo Grupo de Analítica de Materiais (Gama) de Quixadá,[73] a Internet of Save Energy (IoSE) é uma solução de hardware e software que mede e controla os circuitos elétricos de uma unidade consumidora, desenvolvida no Laboratório de Inovação Tecnológica do campus Fortaleza,[74] dentre outras.

O Instituto Federal tem desenvolvido sua presença no Ceará e o resultado da sua atuação na área de inovação fica patente com a participação em projetos como o Parque Tecnológico do Ceará, em desenvolvimento pelo Governo do Estado, que terá presença em vários polos.[75][76][77] Em parceria com o governo de Portugal o IF será um dos polos no Brasil do Atlantic International Research Centre.[78] Em âmbito nacional, o IFCE é signatário da Embrapii, criando em Fortaleza um Polo de Inovação com foco em sistemas embarcados, tendo parceria com 10 empresas.[79][80][81] Assessorando toda essa estrutura inovativa do IFCE, existe o Núcleo de Inovação Tecnológica que gerencia a geração de patentes.[82]

Bolsas[editar | editar código-fonte]

Para o desenvolvimento acadêmico do aluno, existem também bolsas de pesquisa regidas pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - Pibic, que são regidas por editais específicos, sempre vinculadas às pesquisas desenvolvidas pelos professoras da instituição.[83] São bolsas oriundas de instituições como o CNPq, CAPES e FUNCAP, dentre outras. Para os alunos das licenciaturas, existe também as bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - Pibid, para por em práticas em escolas públicas o processo de didática das várias áreas de formação que o IFCE oferta.[84] Em parceia com a Apple, foi criado o Programa Educacional Brasileiro de Desenvolvimento para iOS (BEPiD) no IFCE com o lançamento de 70 bolsas para alunos de graduação.[85][86]

Extensão[editar | editar código-fonte]

A extensão do IFCE tem realizado muitas atividades sociais, notadamente organização de cursos rápidos para o público em geral, nas áreas de atuação do ensino regular da instituição, bem como ações de cunho esportivo, cultural e artístico, por meio dos grupos e clubes de alunos e servidores. Para fomentar o empreendedorismo social, em vários campi existem Times Enactus, grupos de alunos que planejam uma atividade social de cunho filantrópico que planeja inovações em comunidades carentes. O time Enactus de Maracanaú é um caso de sucesso, tendo já conquistados vários prémios locais e alcançando o segundo lugar nacional em 2014.[87] O Time Enactus de Iguatu e o caso de sucesso mais recente tendo sido o campeão nacional de 2017 e 2018, tendo ido representar o Brasil no mundial em Londres (2017) e San José (Califórnia) (2018).[88][89] Em Iguatu[90] e Crato[91] existem ainda cooperativas-escola ligadas à produção agrícola desses campi.

Algumas ações de extensão do IFCE merecem destaque, como o Centro de Treinamento de treinadores e instrutores de cães-guia, para pessoas com deficiência visual, no Campus de Limoeiro do Norte, pioneiro no Nordeste;[92] ou o cadastro gratuito Cadastro Ambiental Rural, feito por alunos do Crato para pequenos proprietários rurais;[93]

Incubadoras de empresas[editar | editar código-fonte]

Prédio da Incubadora de Empresas do Campus de Fortaleza

O sistema de Incubadoras de empresas do IFCE iniciou suas atividades com a primeira unidade em Fortaleza em 2005. Casos de sucesso da incubadora do campus de Fortaleza são as empresas AED Tecnologia, criadora do "mototaxímetro" e do mouse para cegos,[94] e a empresa 3V3 Tecnologia, que produz equipamentos de automação agrícola para a empresa Cemag.[95] Atualmente vários campi estão estruturando espaços para incubação de iniciativas empreendedoras para alunos e ex alunos. O acesso ao espaço que proporciona infraestrutura para o desenvolvimento das empresas é feito por meio de edital específico, em cada campus ofertante.[96][97][98] Em 2016 as incubadoras do IFCE passaram a ser uma política institucional com a aprovação de um regimento unificado para todos os campi.[99] Em 2017 o IFCE estabeleceu uma parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará para incubar ideias de negócios inovadores de alunos da instituição.[100]

Empresas Juniores[editar | editar código-fonte]

As empresas juniores passaram a ser uma política institucional com a entrada em virgo da nova Lei nº 13.267 de 6 de abril de 2016, que disciplina o estabelecimento das empresas em instituições de ensino, com a parceria da Brasil Júnior, entidade maior que congrega as empresas juniores no país. Em 2016 ainda o regulamento do Programa institucional de Empresas Juniores foi aprovado.[101] Atualmente vários campi do Instituto vem implantando e melhorando as ações da Empresas Juniores: Tauá,[102] Maracanaú,[103] Crateús,[104] Iguatu,[105] Juazeiro do Norte,[106] dentre outras iniciativas ainda em andamento.

Divulgação Científica[editar | editar código-fonte]

O IFCE realiza vários eventos de divulgação científica, como mostras de trabalhos e encontros de estudantes, notadamente o Congresso Norte e Nordeste de Pesquisa e Inovação - CONNEPI[107] e o Universo IFCE,[108] dentro da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.[109][110] Outros acontecimentos como observações astronômicas são realizados periodicamente,[111] bem como palestras com cientistas de várias áreas, abertas ao público em geral. Também participa de eventos internacionais como a Genius Olympiad,[112] I-SWEEEP, feira de sustentabilidade ambiental,[113] Feira Internacional Mostratec[114] dentre outras. Os 60 Centros de Inclusão Digital do IFCE funcionam como uma importante iniciativa de divulgação científica e formação básica em comunidades carentes de 22 municípios do estado.[115] Também foi destaque do IFCE a participação na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia - FEBRACE, em 2017 com os alunos do Campus de Juazeiro do Norte[116] e em 2018 a aluna Myllena Cristyna ganhou premiações nacionais e representou o Brasil e feira mundial.[117] Ainda em 2018 o Campus Fortaleza sediará o Space Apps, evento internacional de hackathon da NASA para desenvolvimento de Aplicativo móvel para divulgação científica.[118]

Olimpíadas de Conhecimento[editar | editar código-fonte]

Os alunos do nível médio são incentivados a participar de várias olimpíadas de conhecimento, como Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas - OBMEP,[119] Olimpíada Brasileira de Astronomia - OBA,[120] Olimpíada Brasileira de Biologia - OBB,[121] Olimpíada Brasileira de Física na Escola Pública - OBFEP,[122] Olimpíada Brasileira de Informática - OBI,[123] Olimpíada Brasileira de Geografia,[124] Olimpíada Brasileira de Química - OBQ,[125] Olimpíada Nacional em História do Brasil - ONHB,[126][127] Olimpíada Brasileira de Agropecuária - OBAP[128][129] e Olimpíada Brasileira de Robótica - OBR. Em 2017 o IFCE de Caucai foi a melhor escola pública na OBR.[130]

Internacional[editar | editar código-fonte]

A Reitoria do Instituto Federal valorizou a política de internacionalização criando uma Diretoria em sua estrutura e organizando de maneira estruturada ações para a efetivação da internacionalização de suas ações, tando levando alunos para cursar parte dos cursos por intercâmbio, como o Ciência sem Fronteiras, que possibilitou à dezenas de alunos do IFCE passar parte de suas graduações em instituições estrangeiras.[131] O IFCE também tem várias parcerias com várias instituições e universidades de vários países para a oferta de bolsas e qualificação de docentes e técnicos.[132] Ao todo, desde 2009 já foram enviados ao exterior 96 professores, 17 técnicos administrativos e 275 alunos.[133]

Bibliotecas[editar | editar código-fonte]

O IFCE tem uma sistema de bibliotecas dirigido pelo Departamento de Bibliotecas da Pró-Reitoria de Ensino. São 30 bibliotecas, sendo a maior delas a Biblioteca Waldyr Diogo de Siqueira, do campus Fortaleza, com mais de 50 mil volumes em seu acervo.[134] O IFCE vem estruturando as bibliotecas em cada campus, para melhorar a estrutura de apoio ao sistema de ensino-pesquisa-extensão, com o plano de construção de 10 novos prédios de bibliotecas nos campi Caucaia, Ubajara, Jaguaribe, Morada Nova, Tabuleiro do Norte, Umirim, Tauá, Tianguá, Baturité e Camocim.[135]

Publicações[editar | editar código-fonte]

Com uma estrutura nova voltada para a gestão das publicações científicas, o IFCE está organizando uma editora, EDIFCE, que pretende sistematizar a política editorial da instituição dando mais destaque e autonomia para a publicação de livros.[136] Durante a implantação da editora o instituto tem feito chamadas para publicação de livros dos professores e técnicos.[137] A revista científica Conexões é a principal revista do IFCE com mais de 10 anos de atuação e mais de 100 artigos científicos divulgados.[138] A Coordenadoria de Publicações Científicas tem trabalhado para ampliação de espaços de publicação do IFCE resultado no surgimento de novas publicações digitais tais como: Mopuã, das áreas de artes visuais, dança, teatro e música; a Journal of Mechatronics Engineering, que envolve diversas engenharias; e a Revista de Educação Física, Saúde e Esporte, relacionada à saúde e à educação física,[139] Acta Kariri, do campus de Crato, voltada para as áreas de agricultura, zootecnia e sistemas de Informação.[140]

Organização[editar | editar código-fonte]

A Gestão Superior do Instituto Federal do Ceará, de acordo com seu Estatuto, é exercida inicialmente pelo Conselho Superior, presidido pelo Reitor e composto por membros da comunidade escolhidos por eleição própria e também pelo Colégio de Dirigentes, também presidido pelo Reitor e composto de todos os Diretores de Campi e todos os Pró-Reitores.[141]

O Instituto Federal do Ceará precisou passar por uma reorganização administrativa quando fundiu e sobrepôs estruturas administrativas semelhantes das autarquias que lhe deram corpo: CEFET/Ce e as Agrotécnicas do Crato e Iguatu. Nesse sentido o IFCE surgiu com uma Reitoria em Fortaleza e cinco Pró-Reitorias nas áreas de Administração, Educação, Pesquisa e Inovação, Extensão e Desenvolvimento Institucional. Essa composição de temas para uma gestão superior foi deliberada pela última equipe de gestão das instituições formadoras. Com a escolha de um novo reitor em 2012, foram debatidos toda a estrutura e o planejamento da Instituição e com a posse do novo Reitor em 2013, houve mudanças na estrutura da gestão. A Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional virou uma Diretoria dentro da Pró-Reitoria de Administração e surgiu uma nova Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas.[142]

Campi[editar | editar código-fonte]

Os atuais 32 campi do IFCE estão espalhados por todo o estado, presentes em todas as mesorregiões do Ceará.

Mapa do Ceará com a marcação dos municípios que tem campus do IFCE

Gestores[editar | editar código-fonte]

Durante o períodos anterior a nova institucionalidade, os gestores do IFCE exerciam a Direção da instituição. A partir de 2009, com a expansão da instituição, o cargo de diretor da instituição é o de Reitor. A lista dos ex diretores encontra apenas um ex Reitor, que foi também o último diretor do CEFET/CE.

Retrato de Carlos Torres Câmara em meados da década de 1930. Sua gestão foi a mais longa com 25 anos a frente da instituição.
Diretor Formação Período
José Pompeu de Souza Brasil 1909 - 1910
Thomas Pompeu de Sousa Brasil 1910 - 1911
Sebastião Cavalcante de Albuquerque 1911 - 1912
Hermenegildo de Brito Firmeza 1912 - 1913
CARLOS CÂMARA.jpg Carlos Torres Câmara 1913 - 1924
Ernesto Argenta 1924 - 1925
Carlos Torres Câmara 1925 - 1939
Waldir Diogo de Siqueira.jpg Waldyr Diogo de Siqueira Engenheiro Civil 1939 - 1951
Jorge Feijó Raupp 1951 - 1957
10º José Roberto de Mello Barreto 1957 - 1969
11º Raimundo César Gadelha de Alencar Araripe 1969 - 1990
12º José de A. Tavares Rocha 1990 - 1994
13º Samuel Brasileiro Filho Engenharia Química 1994 - 1998
14º Antonio Mauro Barbosa de Oliveira Engenharia Elétrica 1998 - 2004
15º Luiz Orlando Rodrigues 2004 - 2005
16º Cláudio Ricardo Gomes de Lima Química Industrial 2005 - 2013
17º Virgílio Augusto Sales Araripe Engenharia Civil 2013 -

Planejamento e avaliação[editar | editar código-fonte]

No âmbito da administração, atividade meio da instituição, é possível exercitar a tríade ensino-pesquisa-extensão por meio dos instrumentos de planejamento e avaliação institucional como o Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI e a Comissão Própria de Avaliação - CPA.[143] O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES cria vários instrumentos que integram e melhoram a atuação das instituições, especialmente na possibilidade de atuação de todos que fazem o IFCE acontecer, por meio de consultas e questionários e reuniões. O IFCE já realizou dois períodos de planejamento, 2009-2013 e 2014-2018. Atualmente está sendo preparado o planejamento para o próximo período, 2019-2023.[144]

Formatados pelo grupo gestor, com participação da comunidade acadêmica, seus princípios (missão, visão e valores) foram revisados no ano de 2010, dada a nova institucionalidade do IFCE, a fim de se adequarem às recentes características. Após revisão feita pelo grupo gestor, os textos foram disponibilizados para a comunidade acadêmica, a fim de levantar suas contribuições. O acompanhamento desse processo ficou a cargo da pró-reitoria de Desenvolvimento Institucional. Uma vez compilados, os textos da missão, da visão e dos valores foram submetidos ao Conselho Superior do IFCE, sendo ratificado em 2011, em resolução aprovando as seguintes redações dos princípios:[145]

  • Missão

Produzir, disseminar e aplicar os conhecimentos científicos e tecnológicos na busca de participar integralmente da formação do cidadão, tornando-a mais completa, visando sua total inserção social, política, cultural e ética.

  • Visão

Tornar-se padrão de excelência no ensino, pesquisa e extensão na área de Ciência e Tecnologia.

  • Valores

Nas suas atividades, o IFCE valorizará o compromisso ético com responsabilidade social, o respeito, a transparência, a excelência e a determinação em suas ações, em consonância com os preceitos básicos de cidadania e humanismo, com liberdade de expressão, com os sentimentos de solidariedade, com a cultura da inovação, com idéias fixas na sustentabilidade ambiental.

Governo aberto[editar | editar código-fonte]

Levando adiante, no âmbito do IFCE, a politica de Governo aberto, foi implementado sistemas de prestação de contas, como o "IFCE em Números", iniciativa premiada pelo governo, que possibilita tanto informações para planejamento, como prestação de conta com informações acadêmicas da instituição.[146] A sistemática de transparência de gestão é realizada pela prestação de contras no "Portal da Transparência" do Governo Federal, bem como pela publicação de todos os atos institucionais em Boletim de Serviço de cada unidade e também em relatórios de cada setor pelas pró-reitorias a cada ano ou ciclo de planejamento. O IFCE conta ainda com uma Ouvidoria, que opera a partir da Reitoria, para realizar especificamente o atendimento individual de cada demanda específica por acesso a informação, direcionando aos setores e prestando contas à Ouvidoria-Geral da União.[147] O IFCE integra a "Plataforma Nilo Peçanha" que divulga dados de todas as instituições da Rede Federal de Ensino Tecnológico com dados acadêmicos e orçamentários dando um panorama bem completo sobre o ensino, a gestão orçamentários e gestão de pessoas.[148]

Sustentabilidade ambiental[editar | editar código-fonte]

A gestão ambiental do IFCE está nominalmente presente em seus valores, como uma ideia presente em suas atividades.[149] Nesse sentido a responsabilidade socioambiental se converte em ações como a Coleta Seletiva Solidária, estabelecida em vários campi, que visa destinar a geração de resíduos para grupos de catadores, de maneira a melhorar os processos de seleção e destinação da reciclagem. Por meio da Agenda Ambiental da Administração Pública Federal (A3P) o Instituto implamenta ações como: "IFCE de Responsabilidade Socioambiental" e "Limpo e Verde".[150] Existem ações para a implementação de geração de energia limpa, como a instalação de energia solar fotovoltaica em campis como Maracanaú,[151] Juazeiro do Norte[152] e planejamento em Fortaleza.[153][154]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • _________________ Antes que ninguém conte... eu conto. Fortaleza : CEFET-CE, 2004.
  • MADEIRA, Maria das Graças de Loiola. Recompondo memórias da educação : a Escola de Aprendizes Artífices do Ceará (1910 - 1918). Fortaleza : CEFET-CE, 1999.
  • MAGALHÃES, Suzana Marly da Costa. O Ensino profissionalizante no Brasil: o caso da Escola Técnica Federal do Ceará. Fortaleza : Universidade Federal do Ceará, 1994.
  • SANTOS, Deribaldo. Os Cem anos de CEFET/CE : compromisso social, desenvolvimento tecnológico e aproximação com o mercado. Fortaleza : UECE, 2007.
  • SILVA, Solonildo Almeida da (org.). Arte : interlocuções IFCE e UFC. Fortaleza : Expressão, 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]