Jupará

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Potos flavus

Potos flavus
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Procyonidae
Género: Potus
Espécie: P. flavus
Nome binomial
Potos flavus
Schreber, 1774
Distribuição geográfica
Leefgebied kinkajoe.JPG

Os juparás (Potos flavus) são mamíferos arborícolas e noturnos da família dos procionídeos, mesma família dos quatis. São encontrados do México ao Sudeste do Brasil, mas principalmente na Amazônia. Possuem cerca de 60 cm de comprimento, cabeça arredondada, orelhas e focinho curtos, cauda longa e preênsil, pelagem densa e macia, de cor marrom-avermelhada ou amarelada. Chegam a pesar 3 kg. Alimentam-se basicamente de frutos e insetos. Podem se alimentar de néctar de flores. Também é conhecido como quincaju ou, do inglês, Kinkajou.

Mais informações[editar | editar código-fonte]

Reprodução: Gestação de 98 a 120 diasPeríodo de vida: Aproximadamente 30 anos em cativeiro.

O jupará (Potos flavus) é um mamífero pouco conhecido, sendo encontrado desde a região leste do México até o estado de Mato Grosso, no Brasil. Aqui, habita a floresta amazônica, atlântica e matas de galeria no cerrado, preferindo viver na copa das árvores, entre 10 a 20 metros de altura. É parente próximo do quati e mão-pelada (todos da mesma família, Procyonidae), mas difere de ambos por possuir longa cauda preênsil, que o auxilia na locomoção como um quinto membro, orelhas curtas e língua fina e alongada, utilizada na captura de insetos, mel e néctar.

O peso varia entre 1,4 a 4,6 kg, com comprimento do corpo variando entre 40 a 80 cm, e cauda 39 a 57 cm. Machos geralmente são maiores que as fêmeas. São animais solitários e noturnos, normalmente dormindo em ocos de árvores durante o dia. Quando ativo, move-se rapidamente entre a copas das árvores, saltando para outra árvore quando necessário.

Percorrem rotas no território, que são marcadas pelo próprio animal, utilizando glândulas localizadas no tórax e abdômen. Alimenta-se principalmente de frutos, mas complementam a dieta com sementes, flores, mel, pequenos besouros, larvas de inseto e folhas novas. Devido a se alimentarem de flores, são considerados bons polinizadores. Em cativeiro é oferecido frutas (banana, maçã, laranja e mamão), vegetais (batatas, cenouras e beterraba), carne bovina, além de ovos e melaço de cana. Quanto à reprodução, os machos estão prontos para reproduzir com 1,5 ano e as fêmeas com dois anos.

A época de nascimento dos filhotes é de janeiro e fevereiro, agosto e setembro. O período de gestação varia entre 98 a 120 dias, podendo nascer de 2 a 4 filhotes. A longevidade em cativeiro chega a 30 anos. Atualmente, esta espécie não consta na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, embora em algumas áreas seja caçado para consumo e por sua pele.

Fundação Parque Zoológico de São Paulo

Texto: Márcio C. MottaAtualizado por Maristela Leiva

Bióloga Aprimoranda do Setor de Mamíferos

Ver também[editar | editar código-fonte]

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