Telêmaco

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Telêmaco deixando a corte de Nestor, pintura de Henry Howard (1769–1847)

Na mitologia grega, Telêmaco (português brasileiro) ou Telémaco (português europeu) era neto de Laertes, e filho de Penélope e do herói Odisseu (mais conhecido por Ulisses, seu nome em Roma), que deixou sua família, quando Telêmaco ainda era bebê, para lutar em Troia. Como narrado na Odisseia de Homero, Ulisses gastou anos para conseguir regressar à rochosa Ítaca, seu lar, devido a perseguição que sofreu pelo imortal Posidão, que, ofendido por Ulisses ter ferido um de seus ciclopes preferidos, atrasava seu retorno pelo mar com toda sorte de aflições, como ventos sempre desfavoráveis, remoinhos e fortes tempestades, que o levavam a vagar de ilha em ilha.

Telêmaco passa grande parte de sua vida buscando notícias sobre seu pai, pois sempre contrariou todas as expectativas de tivesse perecido nos mares, assim como sua mãe, Penélope, que consegue evitar os pretendentes ao lugar de Ulisses visando suas terras e posses.

Assim que Telêmaco nasceu, Ulisses foi convocado para lutar na guerra de Troia, para tentar escapar da convocação, Ulisses fingiu estar louco arremessando sal em suas plantações e puxando o arado como se fosse um boi. O emissário Palamedes não ficou convencido e decidiu então colocar o filho de Ulisses, Telêmaco, na frente do arado, esperando pela reação de Ulisses. Ulisses então pára de arrastar o arado, na iminência de assassinar o próprio filho, provando a sua sanidade e sendo enviado, pois, à guerra.

Vinte anos mais tarde, quando Ulisses retornou da Odisséia, pai e filho decidem assassinar todos os usurpadores que tentavam casar com sua esposa, em busca das terras e posses de Ulisses.

Segundo Aristóteles e Díctis de Creta, Telêmaco casou-se com Nausícaa, filha do rei Alcínoo.