Império colonial

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Impérios coloniais foram um produto da Era dos Descobrimentos Europeia que começou com uma corrida exploratória entre as mais avançadas potências[1] marítimas do século XV, Portugal e Espanha. O impulso inicial por trás desses impérios marítimos dispersos e aqueles que se seguiram foi o comércio, impulsionado por novas ideias e pelo capitalismo que cresceu a partir do Renascimento europeu. Acordos também foram feitos para dividir o mundo entre esses impérios em 1479, 1493 e 1494.

Os impérios da antiguidade eram extremamente confinados aos seus locais de origem; continentes Americano, Africano e Euroasiático. Nações antigas como o Egipto e a China, e os impérios Asteca, Romano e Inca podem ser considerados superpotências, mas não impérios coloniais.

História[editar | editar código-fonte]

Impérios europeus[editar | editar código-fonte]

Impérios coloniais do ocidente, de 1492 até 2008.

Portugal começou a estabelecer a rede de comércio global e do império primeiro sob a liderança de Infante D. Henrique. Os portugueses acabariam por estabelecer domínios coloniais no Brasil, na América do Sul, e várias colônias na África (nomeadamente Guiné Portuguesa, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique), na Índia Portuguesa (os mais importantes Bombaim e Goa), na China (Macau) e Oceania (Timor, atualmente Timor-Leste), entre muitos outras possessões menores ou de curta duração.[carece de fontes?]

Durante o seu Siglo de Oro, o Império Espanhol tinha a posse dos Países Baixos, Luxemburgo, Bélgica, a maior parte da Itália, partes da Alemanha, partes da França e muitas colônias na América, África e Ásia. Com a conquista do interior do México, Peru e Filipinas, no século XVI, a Espanha estabeleceu domínios ultramarinos em uma escala e distribuição mundial que nunca tinha sido abordada por seus antecessores (o Império Mongol havia sido maior, mas foi restrito a Eurásia). As possessões na Europa, África, Oceano Atlântico, na América, no Oceano Pacífico, e no Extremo Oriente, qualificaram o Império Espanhol a alcançar uma presença global em vários aspectos. De 1580 a 1640, o Império Português e o Império Espanhol foram unidos em uma união pessoal dos seus monarcas Habsburgos durante o período da União Ibérica, mas abaixo do mais alto nível de governo, suas administrações foram mantidas separadas.[carece de fontes?]

O Império Português, o primeiro império oceânico europeu, de natureza inicialmente comercial, sucedia na sua importância ao império comercial e territorial do Reino de Aragão, do povo catalão, no Mediterrâneo, o qual antes disso havia já destronado nessa função o império marítimo comercial genovês. Depois da tardia finalização da Reconquista castelhana, feita com a ajuda militar do seu novo aliado aragonês, no entanto, Castela, que ao contrário de Aragão e de Portugal, não possuía ainda um império ultramarino, procurou competir na expansão marítima que Portugal vedava ao resto da Europa (doutrina jurídica portuguesa do mare clausum, mar fechado). O futuro Império Castelhano, no entanto, terá um formato e uma natureza diametralmente opostas ao do primeiro Império Português, ao qual acabará por suceder em importância em meados do século XVI, antes de por sua vez vir a ser superado pelo Império Holandês, que precederá o Império Britânico em importância global. Mas ao procurar competir com Portugal na descoberta da rota oceânica para a Índia, que viabilizasse as rendas das riquezas dos produtos orientais, Castela levará Portugal a dividir com ela vastas áreas globais de influência, e exclusivo de navegação e conquista, em tratados aonde a avançada ciência e técnicas marítimas portuguesas do tempo a levaram a aceitar ficar com a zona de impossível navegação até ao cobiçado Oriente.[carece de fontes?]

Esta divisão global de áreas de influência, a primeira efectuada no planeta, foi feita primeiramente, finalizada a Guerra de Sucessão de Castela com a batalha de Touro, pelo Tratado das Alcáçovas-Toledo 1479, que dividia o mundo por uma linha recta horizontal. A tradicional influência aragonesa e castelhana em Roma, no entanto, aproveitando a eleição de um papa corrupto castelhano no sólio pontifício, Papa Alexandre VI, obteve deste uma nova divisão unilateral e melhorada aos interesses castelhanos, pela 1493, bula que Portugal não aceitou, entrando em estado de guerra geral com o seu vizinho: o que se veio apenas a resolver pela cedência castelhana a D. João II, e a assinatura pelos seus embaixadores D. Rui de Sousa, e D. João de Sousa, seu filho, do Tratado de Tordesilhas, em 1494, que abandonando a divisão horizontal, estabeleceu a divisão vertical pela linha do Atlântico que mantinha o Brasil e toda a rota marítima relevante para Oriente na posse portuguesa.[carece de fontes?]

Sucedido a partir de meados do século XVI em importância o (primeiro) Império Português pelo Império Castelhano, a este sucederá em realce desde o final do mesmo século o Império Holandês, nos séculos XVII e XVIII o fracassado império ultramarino francês, e sobretudo a partir do século XVIII o Império Britânico. Este tornou-se o maior império territorialmente não-contíguo da História, abrangendo um quarto da Terra e compreendendo um quarto da população mundial. Subsistiu até à descolonização iniciada depois do final da Segunda Guerra Mundial, quando o Império Russo e o Império Americano, este império de influência político-económico-militar, dividiram na Conferência de Ialta o mundo em dois blocos rivais e fechados entre si, divisão que persistiu até ao final da Guerra Fria.[carece de fontes?]

Subsequentes impérios coloniais que incluiu os impérios Francês, Holandês e Britânico. O último, consolidado durante o período de hegemonia marítima britânica no século XIX, tornou-se o maior império da história, em virtude das melhorias nas tecnologias de transporte. No seu auge, o Império Britânico cobria um quinto da área terrestre do planeta e era composto por um quarto de sua população. Em meados do século XVII, a Rússia Czarista, continuada depois pelo Império Russo e União Soviética, tornou-se o maior Estado contíguo no mundo e a moderna Federação da Rússia continua com esse título até hoje. Apesar de ter "perdido" sua periferia Soviética, a Rússia tem 9 fusos horário, que se estendem por cerca de metade da longitude do mundo.[carece de fontes?]

O Império Russo (continuado como União Soviética, e atualmente a Federação Russa) foi, e é ainda apesar de muito reduzido, o maior Estado imperial contíguo do mundo em extensão territorial, estendendo-se ligeiramente a mais de metade da longitude mundial, tomando todo o terço setentrional da Ásia, quase a metade oriental da Europa e grande parte do interior e costa nordeste/norte da Eurásia.[carece de fontes?]

Lista de impérios coloniais[editar | editar código-fonte]

Regiões que já pertenceram a um império colonial.
  Império Britânico, Red-grey checkered.svg Influência
  Império Alemão, Brown-grey checkered.svg Influência
  Império Francês, Blue-grey checkered.svg Influência
  Império Russo, Green-grey checkered.svg Influência
  1. Portugal Império Português (1415–2002)
  2. Espanha Império Espanhol (1492–1975)
  3. França Império Francês (1534–presente)
  4. Czarado da Rússia, Império Russo Império Russo,  União Soviética e Rússia Federação Russa (1580–presente)
  5. Países Baixos Império Neerlandês (1602–presente)
  6. Reino da Inglaterra Possessões ultramarinas inglesas (1583–1707)
  7. Reino da Escócia Colonização escocesa da América (1621–1707)
  8. Império Britânico Império Britânico (1707–presente)
  9. Austrália Territórios e mandatos sob administração australiana (1901–presente)
    • O domínio australiano, uma colônia que gradualmente aumentou sua independência em 1907, 1947 e 1986, foi encarregado do governo de várias outras colônias e territórios britânicos e o mandato de Samoa. Também foi co-administradora nominal do mandato de Nauru. O território remanescente não autônomo da Nova Zelândia é Tokelau.
  10. Nova Zelândia Reino da Nova Zelândia (1907–presente)
    • O domínio neozelandês, uma colônia que gradualmente aumentou sua independência em 1907, 1947 e 1986, foi encarregado do governo de várias outras colônias e territórios britânicos e o mandato de Samoa. Também foi co-administradora nominal do mandato de Nauru. O território remanescente não autônomo da Nova Zelândia é Tokelau.
  11. União Sul-Africana Mandatos sob administração sul-africana (1915–1990)
    • O mandato do Sudoeste Africano O mandato foi governado pelo domínio domínio britânico da África do Sul, que era uma colônia que gradualmente aumentou sua independência em 1910, 1931 e 1961.
  12. Dinamarca Império Dinamarquês (1620–1953), Dinamarca Reino da Dinamarca (1953-presente)
  13. Suécia Império Sueco (1638–1663 and 1784–1878)
  14. Flag of the Order of St. John (various).svg Cavaleiros Hospitalários (Malta, um vassalo do Reino da Sicília; 1651–1665)
  15. Iniciativas colonias alemãs (1683–1721, 1883–1919)
  16. Colônias da Monarquia Habsburgo[2] e Áustria-Hungria (1719–1750, 1778–1783, 1901–1917)
  17. Ducado da Curlândia e Semigália
  18. Estados Unidos Império Americano (1817–presente)
  19. Império do Japão Império do Japão (1868–1945)
  20. Tailândia Reino Rattanakosin
  21. Bélgica Império Belga (1885–1962)
  22. Itália Império Italiano (1885–1960)
  23. Noruega Império Norueguês (reinante e territorial 875-1397, apenas territorial 1397-1814)
  24. Império Otomano Império Otomano (1299–1922)
  25. Marrocos Reino de Marrocos (1975–present)
  26. Flag of Muscat.svg Mascate e Omã (1652–1892)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Colonialism». Collins English Dictionary. HarperCollins. 2011. Consultado em 8 de janeiro de 2012 
  2. a b Parte do Sacro Império Romano-Germânico antes de 1804.