Manfred Albert von Richthofen

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen.
Manfred Albert von Richthofen
Nascimento 3 de fevereiro de 1953
Erbach
Morte 31 de outubro de 2002 (49 anos)
Brooklin Velho
Cidadania Brasil
Filho(s) Suzane von Richthofen
Alma mater Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Universidade de São Paulo
Ocupação engenheiro

Manfred Albert von Richthofen (Erbach, 3 de fevereiro de 1953São Paulo, 31 de outubro de 2002) foi um engenheiro alemão naturalizado brasileiro, casado com a psiquiatra Marísia von Richthofen.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pelo lado paterno, alegava pertencer a uma antiga família nobre da Alemanha: os von Richthofen. No entanto, a família teria perdido a maioria de suas posses e influência em decorrência, principalmente, da queda do Império Alemão, em 1918, e da emblemática participação da sua nação na Primeira (1914-1918) e na Segunda Guerra mundiais (1939-1945). Mudou-se para o Brasil após um convite de trabalho.

O parentesco de Manfred com a família aristocrata von Richthofen, apesar de ter sido afirmado e amplamente difundido pela imprensa nacional e internacional[1][2][3], foi contestado por estudiosos e pela imprensa alemães.[4] O nome de seu pai é, até o momento, desconhecido. A imprensa Brasileira noticiou o nome de sua mãe como sendo Margot Gude Hahmann.[5] Em uma entrevista concedida em 1996, Manfred afirmou que seu pai havia comandado uma frota de aviões bombardeiros de mergulho chamados ''Stukas'' e que ele havia participado do bombardeio da cidade Guernica durante a guerra civil espanhola. No entanto, o único membro da família von Richthofen conhecido por ter participado de tais eventos é Wolfram Freiherr von Richthofen, morto em 1945 (8 anos antes da data do suposto nascimento de Manfred).[6]

Família[editar | editar código-fonte]

Manfred conheceu Marísia Abdalla, estudante de medicina de ascendência portuguesa e libanesa, na década de 1970 na Universidade de São Paulo. O casal, descrito como muito discreto, teve dois filhos, Suzane Louise Von Richthofen (São Paulo, 3 de novembro de 1983) e Andreas Albert von Richthofen (São Paulo, 26 de abril de 1987).

Ele trabalhava na Dersa desde novembro de 1998 e era diretor de Engenharia da empresa desde junho de 2002. Como funcionário dessa empresa, participou do projeto de construção do Rodoanel Mário Covas de São Paulo, via expressa que contorna a cidade ligando várias rodovias.

Manfred recebia na estatal onze mil reais mensais, mas tinha posses por causa da sua família. Marísia, que mantinha um consultório psiquiátrico, ganhava em torno de vinte mil reais em consultas. A fortuna de Manfred era avaliada em cerca de 11 milhões de reais, em valores atualizados. [7]

Morte[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Caso Richthofen

Manfred foi assassinado no dia 31 de outubro de 2002, aos 49 anos de idade, golpeado com uma barra de ferro pelo namorado de sua filha, Suzane, enquanto dormia. O crime e as investigações que se seguiram ficaram conhecidos como Caso Richthofen. A esposa também foi assassinada na mesma ocasião. Ambos foram sepultados em 1 de novembro de 2002, no cemitério Redentor, na zona oeste de São Paulo. A filha de Manfred, Suzane, planejou o assassinato dos pais junto com o namorado e cunhado, e foi julgada e condenada a 39 anos de prisão.[8] [9]

Corrupção[editar | editar código-fonte]

O Ministério Público Estadual reabriu as investigações sobre o espólio e um possível enriquecimento ilícito de Manfred com as obras do Rodoanel. A investigação havia sido arquivada e foi reaberta no final de julho de 2006. Isso porque, o Ministério Público recebeu anonimamente documentos sobre a movimentação de uma empresa de engenharia em São Paulo, de nome M.A.V.R. Engenharia, registrada em nome de Manfred Albert von Richthofen. A sede da M.A.V.R. fica próxima à casa da família von Richthofen. A mesma documentação trouxe dois números de contas com depósitos em dinheiro na Europa. Manfred também foi diretor do Dersa, empresa do governo do estado de São Paulo responsável pelo Rodoanel, uma das maiores obras viárias dos últimos anos, naquele estado. A promotora Ana Maria Aiello, responsável pelas investigações, não quis revelar mais detalhes. O inquérito correu sob segredo de Justiça, mas foi arquivado por falta de provas. As contas em um banco suíço, com cerca de 30 milhões de euros pertencem a sua filha, Suzane.[10][11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências