Paraúna

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Município de Paraúna
Bandeira de Paraúna
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Fundação Não disponível
Gentílico paraunense
Lema Um lugar melhor para todos
Prefeito(a) Paulo José Martins (PRB)
Localização
Localização de Paraúna
Localização de Paraúna em Goiás
Paraúna está localizado em: Brasil
Paraúna
Localização de Paraúna no Brasil
16° 56' 52" S 50° 26' 56" O16° 56' 52" S 50° 26' 56" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Sul Goiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Vale do Rio dos Bois IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes São Luís de Montes Belos, Acreúna, Palminópolis, Montividiu e São João da Paraúna.
Distância até a capital 150 km
Características geográficas
Área 3 779,385 km² [2]
População 10 863 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 2,87 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,742 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 194 825,555 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 17 267,18 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.parauna.go.gov.br/

Paraúna é um município do estado de Goiás, no Brasil. Sua população estimada em 2007 era de aproximadamente 12 033 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Paraúna" é um termo de origem tupi e significa "mar preto", através da junção dos termos pará ("mar") e un ("preto")[6].

História[editar | editar código-fonte]

Cercado de mistérios e de misticismo, o Parque de Paraúna abriga histórias e lendas que o escritor e pesquisador Alódio Tovar se encarregou de divulgar para o Estado de Goias. Os motivos são muitos para que assim seja: vai das belezas da Serra das Galés, da Portaria, a Muralha de Pedra, o Vale da Felicidade ou a Ponte de Pedra até as histórias fantásticas contadas pelos moradores das redondezas sobre estranhos seres que visitam ou habitam a região.

No Vale da Portaria, vestígios de construções muito antigas são encontradas e desafiam a imaginação. Muitos acreditam que foram erguidas pelos Incas ou Maias. Um ponto intrigante é o relógio que marca as horas pela posição do sol.

Outros acreditam que as formações foram ocasionadas pela ação das águas de um oceano, que, em eras remotas, ocupava a região.

Há ainda os que afirmam que as referidas construções foram feitas pela ação dos ventos e da chuva durante milênios.

Existem ainda os mais radicais, que defendem a teoria de que todos os elementos encontrados na região são obras de antigos moradores e sustentam suas afirmações na Muralha de Ferro, localizada na Serra da Portaria, construída de pedras colocadas cuidadosamente numa extensão de 83 km que cortam o vale de ponta a ponta. Outra curiosidade que desperta o interesse de todos que visitam o local é o Rio da Ponte de Pedra, distante 60 km da cidade. A ação das águas do rio formou uma gruta cheia de estalactites e estalagmites de grande beleza e interesse científico. O interessante é que, sobre o rio, na gruta, existe uma ponte formada pela ação da natureza.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A hidrografia está representada pelos cursos d`água das bacias do ribeirão Formoso e do córrego do Macaco. Três dos quatro limites principais do Parque de Paraúna são cursos d`água : Córrego Jaguanez; o Córrego da Divisa, com o tributário de montante, Córrego Bernadino.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Quanto à Geologia, na área ocorrem a Formação Marília, Formação Aquidauana e, bordejando os córregos, acumulação de sedimentos holocênicos. Geomorfologicamente , a área esta contida no Planalto Setentrional da Bacia do Paraná, em altitudes que variam de 600 a 890 metros . Apresenta formas de relevo estrutural, erosiva, de dissecação e intensidade de aprofundamento da drenagem muito fraca.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação natural era constituída por Cerrado

No documento elaborado pelos proprietários de terras, foi destacada a preocupação de inclusão de áreas altamente produtivas na atividade agrícola. Na área objeto desta sugestão, as pesquisas bibliográficas e as observações de campo mostram que é uma região onde dominam solos com altos teores de areia em sua constituição granulométrica e alta predisposição à erosão, que necessitam de estudos especiais, pois no geral são terras desaconselháveis ao uso com lavoura e mesmo com pastagem requerem um plano de manejo racional.

A área abrangida pelo Parque Estadual de Paraúna apresenta de forma esquemática a seguinte cobertura vegetal: nos interflúvios vegetação de Cerrado ou pastagem ; nos morros residuais vegetação de Cerrado; e margeando os córregos a vegetação típica das Veredas, tendo o aspecto de campo limpo cuja Floresta-de-Galeria é constituída especialmente de Buritis (Mauritia vinifera).

Verificou-se que as áreas das serras propriamente ditas encontram-se com vegetação de Cerrado pouco alterado e que as áreas antropizadas situadas entre elas poderão ter uma recuperação natural, devido ao alto rebrotamento das espécies nativas, desde que cessada a interferência antrópica. As áreas com alto antropismo (pastagem) estão situadas numa faixa estreita entre a estrada e a Vereda do córrego Jaguanez; um trecho pequeno da fazenda Portaria, incluindo sua sede; e um trecho muito pequeno entre a cabeceira do córrego Bernadino e a extremidade sul da Serra da Portaria.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Paraúna». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 11 de ojulho de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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