Caiapônia

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Município de Caiapônia
Bandeira de Caiapônia
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 29 de julho
Fundação 01 de janeiro de 1873 (144 anos)
Gentílico caiaponiense
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Montserrat
Prefeito(a) Caio Lima (PP)
(2017–2020)
Localização
Localização de Caiapônia
Localização de Caiapônia em Goiás
Caiapônia está localizado em: Brasil
Caiapônia
Localização de Caiapônia no Brasil
16° 57' 24" S 51° 48' 37" W16° 57' 24" S 51° 48' 37" W
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Sul Goiano
Microrregião Sudoeste de Goiás
Municípios limítrofes Jataí, Rio Verde, Mineiros, Doverlândia, Montividiu, Bom Jardim de Goiás e Perolândia
Distância até a capital 318 km
Características geográficas
Área 8,635 km²
População 16,757 hab.
Densidade 1,94 hab./km²
Altitude 692 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Página oficial
Prefeitura www.caiaponia.go.gov.br

Caiapônia é um município brasileiro, do interior do estado de Goiás. Pertence à Mesorregião do Sul Goiano e Microrregião do Sudoeste de Goiás, distando 318km de Goiânia. Sua população estimada em 1991 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 13.915 habitantes, 14.055 em 1996, 14.673 em 2000, 15.747 em 2007, e em 2016 de 16.757 habitantes,[1] possuindo uma área de 8.635,129 km², sendo o 3º maior de Goiás.

História[editar | editar código-fonte]

A região era primitivamente habitada pelos índios Caiapós, nos fins do século XVIII quando foi devastada por grandes levas de mineiros, equipados com escravos e rebanhos bovinos e equinos. Nessa época deu-se a fundação de vários povoados, entre eles o de Torres do Rio Bonito, por membros das famílias Vilela, Goulart, Cardoso, Faria e Leite.

Com a inauguração da primeira igreja, em louvor ao Divino Espírito Santo, em 1845, surgiram as primeiras edificações; e em 1850 o povoado já apresentava expressivo desenvolvimento. Diante dessa evolução, o povoado passou à categoria de distrito, em 5 de novembro de 1855, pela Resolução Provincial nº 1, ficando pertencendo a Rio Verde.

A emancipação de Torres do Rio Bonito deu-se em 29 de julho de 1873, pela Resolução Provincial nº 508, dando-se a instalação oficial do município em 7 de janeiro de 1874.

Na divisão administrativa de 1911, o município aparece com o nome de Rio Bonito, topônimo alterado definitivamente pelo Decreto-Lei nº 8305, de 31 de dezembro de 1943, para Caiapônia, lembrando os primitivos habitantes da região, os Caiapós.[2]

Economia[editar | editar código-fonte]

Tem uma importante fonte de recursos na pecuária, sendo o município detentor do 3° maior rebanho bovino do Estado com 415.000 Cabeças, perdendo somente para Nova Crixás (690.665 cabeças) e São Miguel do Araguaia (483.000 cabeças). A cidade que viveu estagnada durante os anos 1970 e 1980, passou por um processo de reforma administrativa em meados dos anos1990, experimentando um salto de desenvolvimento, na administração de Antônio Lary, no período de 1997 a 2004 o que na verdade aliviou de certa forma os efeitos de algumas administrações mal sucedidas.

Emissoras de Rádio[editar | editar código-fonte]

  • Serra Dourada 90.9 FM
  • Liberdade 104.9 FM
  • Serra Azul 580 AM

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município é conhecido pelas inúmeras cachoeiras, como exemplo a Cachoeira de São Domingos, Cachoeira da Jalapa, Cachoeira da Samambaia, Cachoeira do Sereno, Cachoeira da Abóbora, Cachoeira do Rio Verdão, Cachoeira do Rio Bonito, Cachoeira da Santa Márcia, Cachoeira do Pântano, entre muitas outras.

Outra atração turística são os morros, como o Morro do Gigante e Morro do Peão tendo também inúmeras serras. No centro urbano a maior atração é o Lago dos Buritis, onde se realiza boa parte das festas da cidade, como o Carnaval do Zé Pereira, Festa de Maio (Barraquinhas), além de outras atrações turísticas.

É um município centenário, chegando inclusive a ser linha de rota da Fundação Brasil Central. Seu patrimônio histórico entretanto, foi quase que totalmente destruído, não restando quase nada das antigas edificações do lugar.

Religião e Devoção a Nossa Senhora do Montserrat[editar | editar código-fonte]

Caiapônia é uma cidade com uma cultura religiosa bem marcante, sua população de maioria Católica, que tem Nossa Senhora do Montserrat como padroeira da cidade cuja data é comemorada no dia 15 de agosto, a devoção chegou a esta cidade na época que se chamava Rio Bonito (em 1913) através do Padre espanhol José Senabre Sanromán, ele todos os dias rezava uma missa em louvor à santa e o povo Rio Bonitense se apaixonou por Nossa Senhora com o título de Montserrat e sonhavam em adquirir uma imagem dela para ser colocada na capela. Foi quando a zeladora da igreja, conhecida por Maria do Júlio, perguntou ao padre por que ele não encomendava uma réplica da imagem da virgem de Montserrat. Ele disse que achava difícil, pois ela teria de vir da Europa e não ficava barato, mas dona Maria se prontificou em conseguir o dinheiro para a compra da imagem e o padre José Senabre se convenceu. O povo de Rio Bonito ficou eufórico com a noticia e ajudar o padre com suas doações. Com o dinheiro adquirido ele encomendou a imagem que veio da Espanha até o Rio de Janeiro de navio, de Santos para São Paulo de trem de ferro, de São Paulo para Uberaba de carro, de Uberaba/MG para Itumbiara/GO, naquela época santa Rita do Parnaíba, de cargueiro e até Rio Bonito de carro de boi. Viajando durante mais de três meses e assim no dia 25 de dezembro de 1913, festividade do Natal, deu-se um dos fatos mais importantes da história de Caiapônia, a chegada da bela e artística imagem da senhora de Montserrat.

Em Agosto de 2017 a imagem que veio da Espanha em 1913 foi restaurada por Hildebrando Cândido Vilela Filho. Para alegria e devoção dos fieis deste Município.

Referências

  1. «IBGE | Cidades | Infográficos | Goiás | Caiapônia | População». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 25 de julho de 2017 
  2. «IBGE | Cidades | Infográficos | Goiás | Caiapônia | Histórico». ibge.gov.br. Consultado em 25 de julho de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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