Caçu

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Município de Caçu
"Água Fria"
Bandeira de Caçu
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 20 de outubro de 1917
Fundação 16 de setembro de 1953
Gentílico caçuense
Prefeito(a) Ana Claudia (PMDB)
Localização
Localização de Caçu
Localização de Caçu em Goiás
Caçu está localizado em: Brasil
Caçu
Localização de Caçu no Brasil
18° 33' 25" S 51° 07' 51" O18° 33' 25" S 51° 07' 51" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Sul Goiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Quirinópolis IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Itarumã, Cachoeira Alta, Jataí, São Simão, Aparecida do Rio Doce, e Paranaiguara.
Distância até a capital 343km km
Características geográficas
Área 2 251,098 km² [2]
População 16 998 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 7,55 hab./km²
Altitude + ou - 450mt do nível do mar. m
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,730 alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 141 781,901 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 568,20 IBGE/2008[5]
Página oficial

Caçu é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população em 2014 era de 14 603 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município se localiza no extremo sudoeste goiano, entre os rios Claro, Verdinho e Paranaíba. A sede municipal encontra-se à margem direita do Rio Claro, próxima das cidades de Itarumã, Aparecida do Rio Doce, Cachoeira Alta, Quirinópolis, Paranaiguara, Itajá, Lagoa Santa, Aporé, ==Rio Verde== e Jataí, em Goiás, e Cassilândia, em Mato Grosso do Sul. O município de Caçu limita-se com o de Santa Vitória, por meio do rio Paranaíba, na divisa entre Goiás e Minas.

História[editar | editar código-fonte]

Localizado no Extremo Sudoeste Goiano (Subdivisão do Sudoeste), a comunidade de Caçu surgiu a partir da criação do Patrimônio do Sagrado Coração de Jesus do Rio Claro, com o propósito de se edificar uma capela na região para os ofícios religiosos presididos pelo padre Joaquim Cornélio Brom.

Segundo dados do IBGE, o desbravador da região que se tornaria o berço da cidade foi o mineiro Pedro Paula de Siqueira, que adquiriu suas propriedades locais em 1858. Pedro Paula, juntamente com seus irmãos, desbravaram uma área de terras na margem direita do Rio Claro (Goiás), nas imediações do ribeirão a que deu o nome de Cassu (nome de um ribeirão de seu município de origem, Uberaba-MG).

No ano de 1894 Manoel José de Castro, vulgo Neca Borges (com a esposa Ana Custódia de Jesus, filhos e filhas, genros e noras), deixou o município de Rio Verde e se mudou para a região de Caçu, propriedade adquirida de Joaquim Rodrigues, o pai, então conhecido na região como Pantaleão.

Em sendo católica a população da Fazenda Caçu, anualmente o padre Joaquim Cornélio Brom visitava a região para a celebração dos ofícios religiosos. Em uma dessas visitas (1913), ele sugeriu a construção de uma capela para maior comodidade dos fiéis. A ideia viabilizou-se a partir de 20 de outubro de 1917, com a fundação do Patrimônio do Sagrado Coração de Jesus (padroeiro também da matriz católica da cidade de origem de Neca Borges, Uberaba-MG).

O Patrimônio do Sagrado Coração de Jesus do Rio Claro foi constituído por doação de terras por parte de Ildefonso Carneiro Guimarães, Bernardino de Sena e melo, Joaquim Pereira de Castro e Olímpio José Guimarães. O sino para a capela foi doado por João Cândido Nunes e a imagem do padroeiro foi doada por Padre Brom. Francisco Ferrari encarregou-se dos afouramentos.

Enquanto se construía a capela, de 1918 a 1920, surgiram as primeiras habitações em seu entorno, dando forma ao povoado que, por muitos anos, foi conhecido como Água Fria. Em 1924, com a criação do Distrito Judiciário de Caçu, no município de Jataí, o povoado de Água Fria foi elevado à categoria de vila, oportunidade em que recebeu o nome de Caçu. A iniciativa distrital foi por lei municipal do então vereador Manoel Inácio de Melo França, de Jataí.

A primeira escola pública (municipal) da vila de Caçu, o grupo escolar D. Pedro II (hoje colégio estadual), surgiu em 1943, na gestão do subprefeito Osório José Guimarães.

Com o crescimento da população, o então deputado estadual Serafim de Carvalho, médico em Jataí, elaborou o projeto que se converteu na lei estadual n° 772/53, criando o município, que manteve o topônimo Cassu (grafia modificada para Caçu em 1959). Com a criação do município a vila de Cassu tornou-se a sede municipal, ganhando o status de cidade.

Algumas hipóteses houve com a tentativa de justificar a mudança da grafia de Cassu para Caçu. Uma delas atribuiu a origem do nome à planta medicinal, Alcaçuz. Após um estudo realizado na Universidade Federal de Uberlândia a hipótese foi descartada. Alcaçuz é planta que só vive em regiões frias, portanto impossível que tenha havido referida planta na localidade ou em qualquer região do cerrado.

A segunda hipótese é atribuída à expressão tupi "Caá-açu", que significa "mato grande". A grafia Caçu foi publicada pela primeira vez em 1956, no livro Vila dos Confins, romance de Mário Palmério, então deputado federal residente em Uberaba-MG, onde Cassu era topônimo de rio, de fazenda, de rua e de indústria. Defensores da nova grafia (Caçu) recorrem a uma norma federal que determina uso de "ç" nos casos de topônimos de origem em língua ágrafa, no caso o tupi.

Entretanto, pesquisa do Instituto Histórico e Geográfico do Extremo Sudoeste de Goiás certificou que o vocábulo Cassu é de origem latina (ver dicionário Aurélio, verbete casso, do latim Cassu). Pelo Brasil afora constatou-se também que Cassu é nome de família, existente em alguns Estados Brasileiros (ver na internete Família Cassu).

Concluindo, o topônimo Cassu nada tem a ver com o "tupi", portanto descartada também essa hipótese.

O topônimo Caçu, que chegou a ser questionada judicialmente junto ao TJ-GO, mesmo tendo sido esclarecidos os equívocos, prevaleceu por preferência de segmentos da comunidade, com a justificativa de que o costume deve falar mais alto. E já estavam acostumados com o topônimo Caçu.

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Ex-povoado da Água Fria cujo advento se deu com a instituição do Patrimônio do Sagrado Coração de Jesus do Rio Claro, o Distrito de Cassu foi criado por lei municipal de Jataí em janeiro de 1924. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o distrito figura o município de Jataí, assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950. Elevado à categoria de município preservando a denominação do Distrito, Cassu, pela lei nº 722, de 16 de setembro de 1953 complementada pela lei nº 1274, de 14 de dezembro de 1953, desmembrado de Jataí. Sede no antigo distrito de Cassu. Constituído do distrito sede. Instalado em 1 de janeiro de 1954. Em 1959, por recomendação do IBGE, mudou sua grafia de Cassu para Caçu. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. A comarca de Caçu foi instalada dia 2 de dezembro de 1971.

Economia[editar | editar código-fonte]

As principais rendas do município de Caçu são a pecuária e a agricultura, ultimamente diversificando-se para a indústria (principalmente de etanol), o comércio e serviços. Os canaviais competem com a soja e reduz também a pastagem. O município tem áreas distintas de canaviais (principalmente mais proximamente à usina); plantações de soja, no vale do rio Claro mais para a direção oeste do município; nos baixos vales dos rios Claro e Verdinho e margem do Paranaíba prevalecem a pecuária de corte; na região central do município, onde prevalecem as pequenas e médias propriedades, a pecuária de leite tem se desenvolvido nas últimas décadas, com destacada tecnologia. A produção de energia elétrica, com usinas nos rios Claro e Verdinho, tem contribuído para o aumento da arrecadação do município, com impostos e royalties.

A cidade de Caçu almeja ser uma das melhores cidades do extremo sudoeste goiano para se viver. De acordo com o índice FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) Caçu cresceu 11,3% entre 2008 e 2009, o que contribuiu para que o município ganhasse 20 posições, passando do 23º para o 3º lugar, ou seja a 3ªcidade mais desenvolvida e melhor em qualidade vida de Goiás.

No dia 27 de agosto de 2009, a ETH inaugurou a Unidade Rio Claro. Em evento que contou com a presença do governador do estado, Alcides Rodrigues, e dos prefeitos de Cachoeira Alta e Caçu ( Gilmar José de Freitas Guimarães ), entre outras autoridades, o presidente da ETH José Carlos Grubisich oficializou o início das operações da unidade.

A Unidade Rio Claro entrou em operação com 1500 integrantes e capacidade instalada de moagem de 3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.

Para tanto, o investimento foi de 500 milhões de reais. Até 2012, mais 400 milhões de reais foram investidos aumentando sua capacidade instalada máxima, com seis milhões de toneladas de cana por safra. A meta da Unidade Rio Claro é produzir 190 milhões de litros de etanol na safra 2010/11.

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História da Educação de Caçu - Segundo o Professor Faria

Introdução

A história da educação em Caçu teve sua gênese nas escolas de professores particulares nas fazendas, pagos pelos fazendeiros pais de alunos. Um pai contrata o professor e os vizinhos aproveitavam com suas contra-partidas.

De primeira hora ninguém podia imaginar que a sociedade agropastoril de então pudesse em tão pouco tempo celebrar a conquistas de filhos da comunidade com títulos universitários. 

Primeiramente de licenciados, bacharéis, pós graduados lato senso (especialistas) e depois também estrito senso, com titularidades de mestres e doutores. 

Segundo informações registradas pela agência municipal de estatística em Caçu em meados do século passado, o primeiro professor público do núcleo urbano de Caçu teria sido Jerônimo Henrique.

A primeira escola pública com sede no então distrito foi o Grupo Escolar D. Pedro II, inaugurado em 1943, quando da administração de subprefeito Osório José Guimarães. 

Com a construção de outro prédio no alto da cidade, o velho Grupinho D. Pedro II  cedeu suas instalações para a Prefeitura Municipal no início de 1958. 

O novo grupo surgiu como estadual, inaugurado no início de 1958. E até 1975 funcionou com apenas o curso primário ou primeira fase do primeiro grau. 

As crianças de Caçu que estudavam nas fazendas obedeciam às normas de cada professor. Do currículo constavam basicamente leitura, escrita (principalmente de cartas), as ditas quatro operações (adição, subtração, multiplicação e divisão), sem nenhum aprofundamento. 

O que mais chamava a atenção daqueles tempos era o que atendia às necessidades de então, o que é absolutamente compreensível. 

O exposto encaixavam-se nos seguintes exemplo: escrever cartas familiares (algumas moças aproveitavam o aprendizado para escrever rem cartas para namorados, e os rapazes, da mesma forma). 

Faziam “contas de terreno” (medidas agrárias) e “contas de capado” (percentagem), tudo com fórmulas práticas, ignorando os procedimentos  aritméticos teóricos.

Para tais soluções imediatas das necessidades de então, empregavam-se cálculos elementares das quatro operações, como dito acima. O material didático começava pela memorização das letras do alfabeto, cujo aprendizado era testado por uso de uma folha com o furo no centro, por Aprendido o alfabeto o professor escrevia determinadas frases no caderno do aluno, geralmente com algum conteúdo formativo de conduta ou moral. 

Tais frases eram copiadas pelos alunos, a título também de exercício de caligrafia, onde o aluno moldava seu estilo de letra, geralmente o que lhe fora ensinado. Era comum na época os alunos terem padrões estéticos bem elaborados de caligrafia. 

Terminada essa fase era introduzida a cartilha. A primeira de que este escriba teve conheciimento foi a Cartilha do Povo, nos anos 50 do século XX. 

A geração anterior

Antes, porém, da Cartilha do Povo, a geração anterior, utilizava o livro Felisberto de Carvalho, , com o subtítulo de 1 livro de leitura. A geração do pai deste escriba utilizou referido livro, que  foi substituído pela cartilha já mencionada.  

Terminado o primeiro livro de leitura Felisberto de Carvalho, em estágio mais avançado alguns professores adotavam simultanea ou alternadamente dois outros livros: o “Expositor” e o “Manuscrito”. Estes dois livros eram utilizados quando o aluno tinha pretensões mais ambiciosas, inclusive para vir a se tornar professor. O “Expositor” tratava de noções de conhecimentos gerais. O “Manuscrito”, com graus diferentes de dificuldades gradativas, treinava o aluno para leitura das chamadas “escrita a mão”, ininteligíveis para leitores sem preparo para referido mister.

Com a criação do distrito de Caçu, no município de Jataí,  surgiu o grupo escolar e novos padrões foram adotados nos currículos. 

No início dos anos 60, quando do ingresso deste escriba no grupo escolar, integrava o currículo noções de grmática, de história, de geografia, de ciências. 

Na matemática já se ensinava numeração romana, numeração arábica (estudo e escrita dos algarismos). 

Deve-se ressaltar que somente os numerais arábicos tem a denominação de algarismos, isto em homenagem ao matemático árabe Al-Khwarizmi. É inapropriado chamar de algarismos os numerais romanos. 

Al-Kwarizmi ou Algorismi ou simplesmente Al-Karizmi, foi um matemático árabe que nasceu em torno de 780 e morreu por volta do ano 850 da era cristã.

Escolas municipais rurais

Com o aumento da população rural e, consequentemente, aumento de demanda por escolas, foram criadas as escolas municipais rurais. A primeira de que este escriba teve notícia foi a do professor Luiz, na Fazenda Caçu. Houve também a escola da Fazenda Guariroba, do professor  Umberlindo, filho do professor Luiz da Fazenda Caçu. 

Simultaneaamente ao funcionamento das duas escolas mencionadas, nos anos 60 do século passado, houve outra a escola particular do professor Reginaldo, na Cachoeirinha, com atendiamento também à popuação do Rozilho. Na mesma ocasião, precisamente em 1965, este escriba se tornou professor municipal na Fazenda Soledade, propriedade de Adolfo Nunes Moreira, mais conhecido como Adolfo Alves.

As escolas acima mencionadas surgiram já com administração de prefeitos na fase de Caçu Município. Logo, não foram as pioneiras da região. Diversas outras existiram em outras localidades, mantidas pelos próprios fazendeiros.

As escolas municipais rurais propagaram-se no município de Caçu chegando a 27 quando este escrivinhador foi gestor do órgão municipal de educação e cultura, quando algumas inovações foram introduzidas. Não cabe neste artiigo reportar sobre tais inovações, que são objeto de outro trabalho do autor.

Nesse novo estágio o funcionamento das escolas municipais rurais acontecia com professores da cidade, fato que dificultava sua estada nas fazendas, sobretudo com relação à nova convivência. Diante dessas dificuldades chegou-se a estudar a conveniência de regionalizar as escolas no município, com a construção de escolas polos. Construiu-se uma no Rozilho, outra no Córrego da Mata e uma terceira no Ribeirão Bonito, sendo esta a única de efetivo funcionamento. 

Em cada um dos três havia outra escola em funcionamento. A nova sede daria novo impulso, com professores ali residentes ou transportados diariamente da cidade. No Ribeirão Bonito, na Escola Lázaro Guilher Pinto, chegou-se a implantar o ensino fundamental completo, em anexo à estrutura administrativa do Colégio Municipal de Caçu, hoje Escola Professor Mariano.

Ante as dificuldades acima mencionadas os gestores municipais de educação preferiram investit em transporte diário de alunos para as escolas urbanas. Com isso as escolas rurais, exceto a do Ribeirão Bonito, foram desativadas.

Curso ginasial

Como já dito acima, nos diversos estágios da educação no municío, em cada tempo e situação atendendo às necessidades sociiais e comerciais de então,  pouco era exigido além do oferecido. 

Quem tinha interesse e poder aquisitivo suficiente, seja da cidade ou da zona rural, mandava seus filhos para outras cidades para continuidade dos estudos. Os demais sentiam-se satisfeitos ou conformados com o que lhes era oferecido. 

Bastava à comunidade, a princípio, o que os professores particulares ensinavam nas fazendas.

Com o início da urbanização as relações tornaram-se um pouco mais complexas e passou-se a recomendar o curso primário. 

Até meados dos anos 60 do século passado, os professores de Caçu tinham basicamente apenas o curso primário. Isso basta para  se ter uma ideia da importância do curso primário na época.

Novas exigências

Com a abertura de rodovias e a introdução de novas exigências comerciais, o quadro escolar também passou a exigir mais.

As relações com Jataí, Ituiutaba e Uberlândia ficaram mais estreitas. A presença de caminhões no intercâmbio comercial aproximou Caçu daquelas cidades.

Os fazendeiros locais começaram a negociar com os bancos e seus jovens sentiram necessidade de ingressarem em escolas mais modernas. No caso o ginásio.

Foi então que Caçu ganhou duas escolas particulares na cidade: a Escola Partoquial Sagrado Coração de Jesus, mantida pela igreja Católica, e a “Tiradentes”, do professor Milton Cândiido.

Antes dessas duas escolas, por volta de 1961, o professor Túlio Ribeiro, autorizado pela Prefeitura, ministrou aulas particulares no então Grupo Escolar D. Pedro II. A maior novidade do novo professor foi o estudo cantado da taboada.

Com essa nova realidade os filhos dos ricos faziam o primário aqui, depois prestavam exames de admissão ao ginásio em Jataí, Ituiutaba ou Uberlândia.

Por enquanto não se exigia mais que isso. Primário aqui, ginásio em Jataí. E isso bastava. 

Como mais e mais famílias se despertaram para levarem seus filhos para o ginásio, surgiu um problema. Diversas famílias não queriam que seus filhos morassem fora para estudar.

Outro problema. Além das famílias que não queriam ficar loge de seus filhos, outras não tinham recursos financeiros para custearem seus filhos fora de Caçu.

Foi nesse contexto que algumas pessoas da comunidade tiveram a ideia de se fundar um ginásio em Caçu.

Entre essas famílias, algumas nem tinham filhos, mas sentiam a necessidade de se oferecer o benefício à comunidade. Seria o melhor caminho para um desenvolvimento mais acelerado.

A ideia tomou corpo e algumas reuniões foram feitas. Em uma delas discutiu-se a questão dos professores.

Como alguns jovens fe famílias mais abastadas tinham saído para estudar e voltaram com o ginásio concluído, estas poderiam lecionar no curso ginasial. 

Fizeram um levantamento. Na ocasião Caçu contava com dois padres, duas professoras normalistas (com o ennsino médio), além de um cartorário e o secretário da Prefeitura.

Concluíram que o quadro era suficiente para a implantação do curso. 

Outro passo importante foi verba para sua implantação, questões burocráticas, viagens, instalações para funcionamento do novo curso.

A solução veio do pároco local, José Maria del Rio, em comum acordo com o outro padre, Mariano de Santos Olombrada. Eles cederam as instalações do salão paroquial onde o curso poderia funcionar até que se construísse sede própria. 

Enquanto isso, a formalização da ideia se deu com a criação de uma sociedade anônima que canalizaria os recursos necessários.  Foi então que nasceu Instituto Cultural Rio Claro SA, em 1967. 

No final de referido ano realizou-se um preparatório para os exames de admissão ao ginásio. As aulas tiveram início no ano seguinte, 1968. Este escriba era um dos alunos.

Os professores de então foram Carmelita Waldemar, Maria Mercedes, os padres José Maria e Mariano (acima mencionados), o cartorário Oldack Musa dos Santos e o secretário da Prefeitura, Ataualpa Alves de Lima.

Os alunos da primeira turma acreditaram no projeto e começaram a estudar antes mesmo da autorização da escola pelo Conselho Estadual da Educação.

Entre outros, os primeiros alunos foram a professora Ana Pereira e este escriba (também professor), os irmãos Donizete e José Divino Guimarães, os também irmãos Walter, Gláucia e Rutes Guimarães, Selmi Paranaíba. Éramos mais de 30. O curso era particular, portanto todos pagávamos mensalidades.

As ações do ICRC tinham o valor unitário de CR$ 50,00 (cinquenta cruzeiros) e houve acionista que adquiriram até 20 ações, a exemplo de Noé Guimarães, Oldack Musa dos Santos, Kleber do Espírito Santo e Nelson de Castro. Outros, adquiriram dez, outros, cinco, este escriba e diversos outros adquiriram quatro e a absoluta maioria adquiriu uma ação.

Como nem todos os acionistas resgataram seus compromissos junto à entidade, alguns nada pagaram, deu-se uma crescente inadimplência e, com isso, o ICRC também ficou sem recursos financeiros para saldar seus compromissos perante os fornecedores.

Em dado momento verificou-se, com a inadimplência  de parte dos associados, o ICRC tornou-se inviável. Foi então que a Prefeitura encampou o projeto e a escola tornou-se Ginásio Municipal de Caçu.

O prestígio do estabelecimento educacional foi notável. Os com professores, embora não licenciados para as disciplinas que ministravam, superavam suas carências com redobrado esforço. E a escola atingiu um elevado conceito tanto local como regional.

Em 1974 foram criados os cursos técnicos de segundo grau, Normal (para formação de professores) e Contabilidade. Outra mudança ocorreu com a inclusão da primeira fase do ensino fundamental e a desativação do segundo grau.

Com o tempo a realidade mudou gradativamente para melhor em termos de escolaridade do corpo docente. Hoje todos os seus professores são portadores de títulos de licenciatura plena e muitos deles, talvez a maioria, são portadores de títulos de pós graduação lato senso.

Alguns dos professores leigos daquela época habilitaram-se com licenciatura plena. Diversos dos alunos do colégio hoje são seus professores devidamente habilitados.

José Faria Nunes

Cultura:[editar | editar código-fonte]

A cidade de Caçu é, desde os primórdios da instituição da Semarcult-Semana Artístico-Cultural em 1974, um polo de cultura em Goiás, com destaque, sobretudo, para a literatura e as artes plásticas. A Alesg-Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás tem sede em Caçu e diversos de seus autores já ultrapassaram as fronteiras do Estado, o mesmo ocorrendo com representantes das artes plásticas. O Conselho Municipal de Cultura marcou a atividade literária caçuense no Brasil, com a promoção de concursos literários, ressaltando-se o Concurso Nacional de Literatura Revelações do III Milênio, durante quatro anos seguidos, com a publicação de quatro antologias com os melhores trabalhos dos concursos realizados. A música também tem seus valores, com diversos cantores (alguns compositores) com trabalhos já gravados.

Caçu tem três emissoras de rádio, revistas e jornais impressos, com destaque para o Jornal da Terra, editado deste janeiro de 1996.

Bairros:[editar | editar código-fonte]

  • Centro
  • Setor Rio Claro
  • Setor Junqueiroz
  • Setor Junqueiroz II
  • Setor Aeroporto
  • Vila Martins
  • Jardim Aguiar
  • Setor Rio Claro
  • Setor Morada dos Sonhos
  • Setor São Paulo
  • Conjunto Boa Vista
  • Conjunto Arco-íris
  • Residencial Arco-íris II
  • Residencial Bela Vista
  • Bairro Santa Luzia
  • Jardim Água Fria
  • Vila São João
  • Setor Industrial
  • Setor Industrial II
  • Setor Vale Do Sol
  • Setor Vale Do Sol II

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativa populacional 2014 IBGE». Estimativa populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2014. Consultado em 29 de agosto de 2014 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Sistema Firjan - http://www.firjan.org.br/IFDM/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

www.cacu.go.gov.br[editar | editar código-fonte]

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