Portalegre (Portugal)

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Portalegre
Brasão de Portalegre Bandeira de Portalegre
Brasão Bandeira
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Localização de Portalegre
Gentílico portalegrense
Área 446,24 km²
População 25.981 hab. (2001)
Densidade populacional 58 hab./km²
N.º de freguesias 10
Fundação do município
(ou foral)
1259
Região Alentejo
Sub-região Alto Alentejo
Distrito Portalegre
Antiga província Alto Alentejo
Orago Santo António
Feriado municipal 23 de Maio
Código postal 7300
Endereço dos
Paços do Concelho
Rua Guilherme Gomes Fernandes, 28
7300-186 Portalegre
Sítio oficial www.cm-portalegre.pt
Endereço de
correio electrónico
municipio@cm-portalegre.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg
Panorâmica da cidade vista da Capela do Calvário.
O carvalho-negral (Quercus pyrenaica), uma das espécies de árvore predominantes no Parque Natural da Serra de São Mamede.
Portalegre-Vista do Calvario e Mosteiro de Sao Bernardo.jpg
Muralha junto à Rua da Figueira.
Muralha junto à Rua dos Muros de Baixo; ao fundo situava-se a Porta do Postigo.
Sede da Câmara Municipal de Portalegre; antigo convento e colégio da Companhia de Jesus.
Porta de Alegrete, século XIII.
A Igreja do Bonfim.
Palácio Amarelo e campanários da Sé.
O Café Alentejano, um dos únicos cafés típicos que ainda subsistem na cidade.

Portalegre é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Portalegre, situada na região do Alentejo, sub-região do Alto Alentejo, com cerca de 15 238 habitantes (2001).[1]

É sede de um município com 446,24 km² de área e 25.980 habitantes (2001), subdividido em 10 freguesias, limitado a norte pelo município de Castelo de Vide, a nordeste por Marvão, a leste pela Espanha, a sul por Arronches e Monforte e a oeste pelo Crato.

O distrito conta com 15 concelhos: Alter do Chão, Arronches , Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel.

Índice

[editar] Geografia

[carece de fontes?]

Embora a paisagem dos municípios a norte de Portalegre ainda seja tipicamente alentejana, com zonas relativamente planas alternando com colinas na maior parte dos casos relativamente baixas, Portalegre é frequentemente descrita como uma zona de transição entre o Alentejo mais seco e plano, e as Beiras, mais húmidas e montanhosas. A orografia é mais variada do que na generalidade do resto do Alentejo, o que contribui para que a paisagem tenha características peculiares.

A cidade encontra-se a uma altitude entre os 400 e 600 metros, na zona de transição entre a paisagem relativamente plana, mas com muitas colinas pouco elevadas a sul e oeste, e o sistema montanhoso de S. Mamede, que a rodeia a norte, leste e sueste.

A geologia é variada, o que se traduz na variedade dos solos, existindo zonas de xistos, grauvaques, calcários e quartzitos.

As características únicas da paisagem, flora e fauna, estão na base da criação do Parque Natural da Serra de São Mamede, que integra uma parte considerável da área do concelho.

[editar] Demografia

População do concelho de Portalegre (1801 – 2004)[carece de fontes?]
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004
9852 9877 18711 23922 28384 27313 26111 25980 24756

[editar] Freguesias

A área da cidade encontra-se dividida entre as freguesias de São Lourenço a norte e Sé a sul.

[editar] História

Segundo uma lenda frequentemente referida, descrita por Frei Amador Arrais na sua obra "Diálogos" de 1589,[2] Portalegre teria sido fundada por Lísias no século XII a.C..,na sequência do desaparecimento da sua filha Maia. Esta passeava com Tobias quando é cobiçada por um vagabundo, Dolme, que a rapta e assassina Tobias. Lísias fica desesperado pelo desaparecimento da filha e vai à sua procura, acabando por por encontrá-la morta junto a um regato que hoje tem o nome de Ribeiro de Baco. Lísias virá a morrer de alegria quando julga ter visto a filha estender-lhe os braços. À cidade entretanto fundada foi dado o nome de Amaia (ou Ammaia). Lísias teria também construído uma fortaleza e um templo dedicado a Baco no local onde hoje se encontra a Igreja de São Cristóvão. Segundo Frei Amador Arrais, ainda existiam ruínas desse templo no século XVI.[3][3][4][5][6]

Acredita-se hoje que a lenda resultou de fantasias de alguma forma apoiadas na existência de uma lápide com uma dedicatória ao imperador romano Lúcio Aurélio (161-192 d.C.), a qual foi provavelmente trazida das ruínas da cidade romana que se encontra em São Salvador da Aramenha, perto de Marvão, a qual é hoje comummente aceite com sendo a Ammaia romana referida em várias fontes históricas. A localização desta e de outra cidade referida em fontes do período romano, Medóbriga, foi objecto de controvérsia até, pelo menos, ao princípio do século XX,[5] especulando-se até essa altura se existiria algum povoado antigo importante na zona actualmente ocupada pela cidade ou nas suas imediações.

O nome de Portalegre terá origem em Portus Alacer (porto, ponto de passagem, e alacer, alegre), ou mais simplesmente Porto Alegre.[6][a]

É provável que no século XII existisse um povoado no vale a leste da Serra da Penha. O nome de Portalegre, onde uma das actividades importantes seria a de dar abrigo e mantimentos aos viajantes (daí o nome de porto, ponto de passagem ou abastecimento). Sendo o local aprazível (alegre), nomeadamente pelo contraste das suas encostas e vales verdejantes com a paisagem mais árida e monótona a sul e norte, a povoação prosperou e sabe-se que em 1129 era uma vila do concelho de Marvão, passando a sede de concelho em 1253, tendo-lhe sido atribuído o primeiro foral em 1259 por D. Afonso III, que mandou construir as primeiras fortificações, as quais não chegaram a ser completadas.[b] Juntamente com Marvão, Castelo de Vide e Arronches, Portalegre foi doada por D. Afonso III ao seu segundo filho, Afonso.[7]

O rei seguinte, D.Dinis, mandou edificar as primeiras muralhas em 1290, as quais ele próprio viria a cercar durante 5 meses em 1299, na sequência da guerra civil que o opôs ao seu imrão, que reclamava o trono alegando que D. Dinis era filho ilegítimo. Nesse mesmo ano, D. Dinis concederia a Portalegre o privilégio de não ser atribuído o senhorio da vila «nem a infante, nem a homem rico, nem a rica-dona, mas ser d’ el-Rei e de seu filho primeiro herdeiro».

Após D. Fernando ter morrido em 1383 sem deixar herdeiros masculinos, D. Leonor Teles assumiu a regência do Reino ao mesmo tempo que se amantizava com o Conde Andeiro, um fidalgo galego. Esta situação inquietou grande parte do povo, burguesia e uma parte da nobreza, pois temia-se que esta situação reforçasse as pretensões ao trono português de D. João I de Castela, o qual era casado com D. Beatriz, a filha de D. Fernando e D. Leonor. Esta crise dinástica, que envolveu uma guerra civil com contornos de guerra entre Portugal e Castela, viria a ficar conhecida como a Crise de 1383—1385. O partido mais forte de entre os que se opunham às pretensões ao trono de D. João de Castela e D. Beatriz apoiava a coroação do Mestre de Avis. Entre os nobres que apoiaram o Mestre de Avis contava-se Nuno Álvares Pereira, irmão do então alcaide de Portalegre, Pedro Álvares Pereira, Prior do Crato (líder da Ordem dos Hospitalários em Portugal), o qual era acérrimo partidário de D. Leonor. Esta posição do alcaide provocou a revolta do povo de Portalegre, que cercou o castelo e obrigou D. Pedro a fugir para o Crato. O ex-alcaide viria a morrer em 1385 na Batalha de Aljubarrota, onde combateu do lado contrário do seu irmão Nuno. A mãe dos irmãos Álvares Pereira, Fria Gonçalves, vivia nesse tempo no "Corro" (actual Praça da República).[7]

A vila foi crescendo em importância e em 21 de Agosto de 1549 foi criada a Diocese de Portalegre, por bula do papa Paulo III, na sequência de diligências nesse sentido por parte do rei D. João III, que elevaria Portalegre a cidade a 23 de Maio de 1550. A importância da cidade nessa época traduzia-se, por exemplo, no volume das receitas do imposto sobre as judiarias, o qual era semelhante ao do Porto, e só era ultrapassado pelo de Lisboa, Santarém e Setúbal. Era também um dos centros de indústria de tecidos mais importantes do país, juntamente com Estremoz e Covilhã.[7]

Portalegre torna-se capital do distrito com o seu nome, aquando da formação dos distritos a 18 de Julho de 1835.

[editar] Cronologia

  • século XIII A fortaleza é remodelada por Dinis; fundação do Convento de São Francisco.
  • 1259 – Possível concessão de foral por D. Afonso III.
  • 1376 - Fundado o Convento de Santa Clara.
  • 1387 - D João I concede a Portalegre o título de "Leal", grato por a cidade se ter batido pela sua causa.
  • 1511 - D. Manuel I concede novo foral à vila.
  • 1533 - D. João III torna-a sede de uma nova correição.
  • 1550 - Portalegre é elevada à categoria de cidade e a sede de nova diocese.
  • 1552 - Início da construção do Convento de Santo António.
  • 1556 - Início da construção da .
  • 1605 - Os jesuítas instalam na cidade o colégio de São Sebastião.
  • 1640 - Portalegre é uma das primeiras localidades do país a reconhecer a independência de Portugal.
  • 1683 - Foi fundado o Convento de Santo Agostinho
  • 1704 – Filipe V de Espanha conquista Portalegre durante a Guerra da Sucessão Espanhola.
  • 1772 – Por iniciativa do Marquês de Pombal, é fundada a Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre, popularmente conhecida como Fábrica Real, a qual é instalada no antigo Colégio jesuíta de S. Sebastião.
  • 1801 - Portalegre é conquistada pelos espanhóis durante a Guerra das Laranjas.
  • 1808 - No decurso das invasões francesas Portalegre paga um pesado tributo imposto pelo general francês Loison ("o maneta".)
  • 1835 - Portalegre passa a capital de distrito na sequência da criação destas divisões administrativas.
  • 1848 - O industrial de cortiça inglês George Robinson instala-se em Portalegre; é plantado o famoso Plátano do Rossio.
  • 1947 - É criada a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.[8]

[editar] Monumentos e pontos de maior interesse o visitante

Ver também:

[editar] Museus

[editar] Castelos

[editar] Portas da antiga muralha

No passado existiam 7 portas (alguns estudiosos falam em 8), das quais só subsistem 5:[9]

  • Porta do Postigo, junto ao castelo, originalmente situada na Rua do Carmo, foi deslocada na década de 1930 para o Largo dos Combatentes da Grande Guerra, ficando colada à muralha. 39° 17′ N 7° 25′ W
  • Porta de Alegrete ou de São Francisco, conhecida hoje por arco de Santo António, no extremo ocidental da Praça da República (antigo Corro) 39° 17′ N 7° 25′ W

As portas desaparecidas são:

[editar] Edifícios religiosos

[editar] Na cidade

  • Igreja de São Mateus
  • Igreja do Espírito Santo

[editar] Nos arredores ou freguesias rurais

  • Igreja paroquial de São João Baptista (Alegrete)
  • Igreja paroquial de São Gregório (Reguengo)
  • Ermida do Senhor dos Aflitos (Fortios)
  • Igreja paroquial de Nossa Senhora da Esperança e Cruzeiro (Ribeira de Nisa)

[editar] Outros edifícios históricos

  • Casa Nobre do Largo dos Silveiros
  • Palácio dos Andrade e Sousa (século XVII), actualmente sede do Instituto Politécnico de Portalegre 39.2913° N 7.4332° W
  • Palácio dos Tavares Falcões (século XVI)
  • Palácio Póvoas (século XVIII)
  • Solar das Avencas
  • Solar dos Viscondes de Portalegre

[editar] Fontes

A cidade de Portalegre e os seus arredores contam com mais de 30 fontes históricas. Até finais do século XIX, a água canalizada estava praticamente circunscrita às fontes, e só a partir dos anos 40 do século XX se pode falar de água canalizada ao domicílio. As fontes de Portalegre começam, por isso, por constituir um mobiliário urbano de características utilitárias.

  • Fonte do Outeiro – Pintada de amarelo e branco, cores típicas da cidade com o brasão de armas da cidade, data de 1883.
  • Fontes do Corro (actual Praça da República) – Nesta praça encontrava-se uma fonte monumental encimada com o brasão de armas da cidade, que foi construída no século XVI para comemorar a visita à cidade do rei Filipe II de Espanha (I de Portugal). A fonte encontra-se hoje numa praça de Cascais. Em sua substituição foram implantados, por volta de 1894, dois marcos fontanários em granito da região. 39° 17′ N 7° 25′ W
  • Fonte das 3 Bicas – Pintada de amarelo e branco, é encimada por um varandim. Tem 3 bicas e a tem a data da sua construção (1864) gravada.
  • Fonte da Concha – Também chamada Fonte de Manuel de Jesus por se tratar de uma fonte particular que pertencia à casa que lhe está anexa. Data do século XIX. É constituída por uma grande concha em cima de um varandim. Está pintada de branco e amarelo.
  • Fonte da Boneca – De estilo neoclássico e executada em lioz, data de 1894 e parece ter sido construída com o intuito de embelezar a cidade na sequência de uma visita prevista do rei D. Carlos a Portalegre.
  • Fonte da Misericórdia – Construída em mármore branco com laivos vermelhos e negros, foi provavelmente inspirada na fonte do Largo do Teatro. Ostenta numa das faces o brasão de armas da cidade e a data da construção (1906).
  • Fonte do Rossio – Começou por ser colocada no Largo de Santiago em 1865, e só em 1889 passou para o Rossio. 39° 17′ N 7° 25′ W
  • Fonte do Jardim do Tarro – Construída na década de 1960, tem à sua frente um pequeno lago que se pode atravessar por meio de passadeiras circulares de pedra. 39° 17′ N 7° 25′ W
  • Fonte de Neptuno – Data da 2ª metade do século XVI e apresenta elementos decorativos manuelinos e do renascentistas. Foi remodelada no século XIX, datando desse período a figura de Neptuno e as carrancas que a suportam.

[editar] Outros pontos com interesse histórico

[editar] Miradouros

  • Miradouro de Santa Luzia – Situado na Serra de Portalegre (679 m), na estrada para o Salão Frio, a norte da cidade. 39° 18′ N 7° 25′ W
  • Miradouro da Penha – Situado no adro de um capela do século XVII na encosta da Serra da Penha, a oeste da cidade.
  • Miradouro das Carreiras – Situado na povoação do mesmo nome, é um local panorâmico de grande beleza paisagística natural. Na freguesia das Carreiras existem também troços de calçada medieval que merecem ser visitados.
  • Miradouro da Igreja de Nossa Senhora da Lapa – Outro local de panorâmico de grande beleza paisagística natural, à beira de uma pequena Igreja cavada na rocha, a 1 km da povoação de Besteiros.

[editar] Tradições e Gastronomia

[carece de fontes?]

O concelho de Portalegre é muito rico em tradições. Existem diversas associações que se dedicam à preservação do património cultural local, nomeadamente trajes, gastronomia, folclore em geral, cantares tradicionais e formas de balhar (dançar). Ver Associações culturais e folclóricas.

Algumas das tradições populares:

O escritor José Régio, um apaixonado estudioso amador do folclore local e coleccionador de artsesanto popular, descreve em algumas das suas obras estas e outras tradições.

[editar] Artesanato

[carece de fontes?]

Há referências datadas de 1778 relativas ao artesanato alentejano que era vendido no mercado do Campo Grande de Lisboa. Das mãos sábias dos artesãos portalegrenses saíam candeias de ferro para os lagares, bonecas de trapos, toalheiros, aventais, "cadelas" de três pés[c], colheres de pau de laranjeira delicadamente bordados à navalha, castanholas de madeira de influência espanhola, cochos[d], tarros e córneas[e] para azeitonas.

Ver também Tapeçarias de Portalegre e Eventos.

[editar] Produtos Artesanais na actualidade

[editar] Doçaria Conventual

[carece de fontes?]

Os conventos de Portalegre exerciam no passado grande influência sobre a vida da cidade, a qual chegou a ser conhecida como a "cidade dos sete conventos". Por esta razão, não é de estranhar que muitas sejam as receitas conventuais aqui existentes. A tradição de confecção de doces conventuais ainda está bem viva e tem origem principalmente nas receitas do Convento de Santa Clara e do Convento de São Bernardo, as quais são ciosamente respeitadas.

[editar] Tapeçarias de Portalegre

[carece de fontes?]

A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre fabrica tapeçarias murais decorativas utilizando uma técnica totalmente manual única no mundo, baseada no chamado ponto de Portalegre, inventado por Manuel do Carmo Peixeiro, que se inspirou nas tapeçarias francesas de Roubaix e nas tradições da tecelagem da lã do interior do país, fortemente implantadas em Portalegre desde a Idade Média.

O ponto de partida de qualquer tapeçaria é uma obra de um pintor de renome, português ou estrangeiro, com o qual se estabelecem contratos relativos aos direitos de autor para a reciação em lã da obra.

O Museu da Tapeçaria de Portalegre Guy Fino tem em exposição diversas tapeçarias de Portalegre.

A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre começou por ser instalada em 1947 no antigo convento e colégio jesuíta de São Sebastião, que no século XVIII foi convertida na Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre por ordem do Marquês de Pombal. Este edíficio é desde 2005 a sede da câmara municipal, tendo a manufactura sido transferida para um edifício junto ao convento de São Francisco.

[editar] Eventos

[editar] Estabelecimentos de ensino

Portalegre é uma cidade onde a presença é muito forte, já que só as escolas que compoem o Instituto Politécnico de Portalegre têm cerca de 3.500 alunos, ou seja, mais de 20% da população permanentemente residente na cidade.

[editar] Meios de Comunicação social

  • Jornal semanário Fonte Nova.
  • Jornal semanário O Distrito de Portalegre
  • Jornal semanário Alto Alentejo
  • Rádio Portalegre

[editar] Associações e colectividades

[editar] Transportes

[editar] Personalidades ilustres ligadas a Portalegre

Poeta de Deus e do Diabo - Retrato a óleo de José Régio, Óleo sobre tela de Ventura Porfírio de 1958, Casa-Museu José Régio.
  • Cristóvão Falcão - Poeta e diplomata oriundo de uma família nobre com raízes em Portalegre, supõe-se que possa ter nascido na cidade em ano incerto (1512-1518). Morreu entre 1555 e 1557. A sua obra mais conhecida é Crisfal.
  • José Régio (Vila do Conde, 1901 - Vila do Conde, 1969) - Professor, poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, fundador da revista Presença e colaborador da Seara Nova. De seu nome próprio , José Maria dos Reis Pereira, foi professor de Português no então Liceu Nacional de Portalegre (actual Escola Secundária Mouzinho da Silveira) de 1928 a 1967. Um dos seus poemas mais famosos é a Toada de Portalegre. Na sua casa está actualmente o Casa-Museu José Régio, onde além da mobília e objectos pessoais, estão expostas as suas extensas colecções de antiguidades, arte e artesanato popular.

[editar] Cidades gémeas

[editar] Notas

[a] ^ No seu livro Tratado da Cidade de Portalegre, o Padre Diogo Pereira Sotto Maior (século XVI) conta: «Dizem que esta cidade foi primeiro situada em üas vendas que estavam por cima dos Portelos, junto à ermida de San Bartolomeu e contra a Porta da devesa que se chamavam as Vendas dos Portelos e que daqui tomou depois o nome de Portalegre…E porque sua vista é alegre e aprazível aos olhos de quem nele os punha, vieram chamar-lhe porto alegre, donde depois vem a chamar-se Porto alegre, derivado de Portelos.»[11]
[b]^ Admite-se que a torre ou atalaia que domina a cidade, conhecida pelo nome de "Atalaião", seja um pouco anterior à fortificação de D. Afonso III.[7]
[c] ^ "cadela" de três pés: banco feito a partir de um corte numa pernada de árvore.
[d] ^ cocho: espécie de alguidar em cortiça.
[e] ^ córnea: recipiente feito de corno de bovino com tampa de cortiça usado no Alentejo para transporte de azeitonas em conserva.
[f] ^ Horários dos autocarros entre o centro da cidade de Portalegre e a estação de caminhos de ferro: linha 8968, linha 8956.
[g] ^ Rede Expressos.

Referências

  1. Uma População Que Se Urbaniza, Uma avaliação recente - Cidades, 2004. Instituto Geográfico Português. Página visitada em 18 de Novembro de 2009.
  2. Arrais, Frey Amador. Diálogos. books.google.pt. Página visitada em 2009-11-12.
  3. 3,0 3,1 Arrais, Frey Amador. Diálogos. books.google.pt. Página visitada em 2009-11-12., citado em por Maria de Lourdes C. Tavares, Municipium de Ammaia, Património Romano no Nordeste Alentejano.
  4. História de Portalegre. Portalegre Distrito Digital. Arquivado do original em 2009-11-12. Página visitada em 2009-11-12.
  5. 5,0 5,1 Tavares, Maria de Lourdes C.; José M. Da Costa Têso. Municipium de Ammaia, Património Romano no Nordeste Alentejano. cienciasdonossotempo.no.sapo.pt. Arquivado do original em 2009-11-12. Página visitada em 2009-11-12.
  6. 6,0 6,1 Pires, Filipe (2009-09-09). A origem do nome "Portus Alacer". Atlético Clube Portus Alacer. Arquivado do original em 2009-11-12. Página visitada em 2009-11-12.
  7. 7,0 7,1 7,2 7,3 Ventura, António (2009-09-09). As origens da cidade de Portalegre. Câmara Municipal de Portalegre. Arquivado do original em 2009-11-12. Página visitada em 2009-11-12.
  8. Cronologia. Câmara Municipal de Portalegre. Arquivado do original em 2009-11-20. Página visitada em 2009-11-20.
  9. Portas da Cidade. Câmara Municipal de Portalegre. Arquivado do original em 2009-11-20. Página visitada em 2009-11-20.
  10. 10,0 10,1 10,2 10,3 Geminações de Cidades e Vilas. Associação Nacional de Municípios. Arquivado do original em 2009-11-15. Página visitada em 2009-11-15.
  11. Sotto Maior, Diogo Pereira, Tratado da Cidade de Portalegre, século XVI

[editar] Ligações externas

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