Campeonato Carioca de Futebol de 1990

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Campeonato Carioca de Futebol de 1990
Times
Campeão Botafogo
Vice-campeão Vasco da Gama
Artilheiro Gaúcho (Flamengo) - 14 gols

Campeonato Carioca de Futebol de 1990.

O Botafogo se sagrou Bicampeão Estadual em 1990, após uma campanha quase invicta novamente (perdeu apenas 1 jogo para o América de Três Rios).

Esta foi a campanha do Campeão:

Adversário – Resultado – Local:

América – 0 x 0 (Maracanã) e 0 x 0 (Caio Martins).

América (TR) – 1 x 0 (Caio Martins) e 0 x 1 (Artur Ribas – Três Rios).

Americano – 2 x 1 (Caio Martins) e 0 x 0 (Godofredo Cruz).

Bangu – 2 x 2 (Caio Martins) e 0 x 0 (Proletário).

Cabofriense – 0 x 0 (Alair Corrêa) e 5 x 3 (Caio Martins).

Campo Grande – 1 x 0 (Caio Martins) e 2 x 0 (Ítalo del Cima).

Flamengo – 2 x 1 e 2 x 0 (ambos no Maracanã).

Fluminense – 2 x 0 e 0 x 0 (ambos no Maracanã).

Itaperuna – 0 x 0 (Jair Bittencourt) e 1 x 0 (Caio Martins).

Nova Cidade – 1 x 0 (Ítalo del Cima) e 4 x 0 (Caio Martins).

Vasco – 1 x 1, 1 x 1 e 1 x 0 (todos no Maracanã).

Total de Jogos: 23; Vitórias: 12; Empates: 10; Derrota: 1; Gols Pró: 28; Contra: 10.

A final foi contra o C.R. Vasco da Gama no Maracanã: Botafogo 1x0 (gol de Carlos Alberto Dias)

BOTAFOGO 1 x 0 VASCO

Data: 29 / 07 / 1990

Local: Maracanã (Rio de Janeiro)

Público: 35.083

Árbitro: Cláudio Garcia

Gol: 1° tempo: 0 a 0; Final: Botafogo 1 a 0, Carlos Alberto Dias

Botafogo: Ricardo Cruz, Paulo Roberto, Wilson Gottardo, Gonçalves e Renato Martins; Carlos Alberto Santos, Luisinho e Djair (Gustavo); Donizete, Valdeir e Carlos Alberto Dias. Técnico: Joel Martins da Fonseca.

Vasco: Acácio, Luiz Carlos Winck, Célio Silva, Quiñonez e Mazinho; Zé do Carmo, Marco Antônio Boiadeiro e Bismarck; Tita, Sorato e William (Roberto Dinamite).

Técnico: Alcir Pinto Portela.

A volta olímpica da caravela[editar | editar código-fonte]

Um dos episódios mais marcantes deste campeonato ocorreu na final no campeonato, quando Botafogo e Vasco fizeram a decisão, saindo o Botafogo vitorioso e conquistando o título. Porém, na ótica dos vascaínos deveria ser disputada uma prorrogação devido a uma interpretação duvidosa do regulamento.

Dizia o regulamento que a final seria disputada entre os campeões da Taça Guanabara (no caso o Vasco) e da Taça Rio (no caso o Fluminense). Porém caso um terceiro time somasse mais pontos ao final dos 2 turnos, este seria considerado "bye" (no caso o Botafogo), aguardando o confronto entre os 2 primeiros. Nesta "semifinal" o Vasco derrotou o Fluminense por 1x0.

Após a última rodada do segundo turno, finalizada no dia 29 de abril, o campeonato entrou em recesso por conta da disputa da Copa do Mundo, e as finais foram marcadas quase três meses depois, nos dias 22 e 29 de julho.

Durante o período de paralisação, foi convocado um arbitral na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), para discutir uma alteração no regulamento da competição. A proposta de alteração, que prejudicaria os interesses do Botafogo na fase final, apesar de ter sido apoiada pela maioria dos clubes, necessitava de unanimidade em uma votação para que fosse homologada. Obviamente, o clube de General Severiano não concedeu a unanimidade, manifestando-se contrariamente à alteração sugerida.

Os dirigentes vascaínos, assim como o próprio presidente da Ferj, entenderam que, como a maioria foi a favor da mudança, isto já era condição suficiente para aprovar a alteração do regulamento.

E veio o jogo final, após o Vasco derrotar o Fluminense, no primeiro confronto. Para a partida final entre Botafogo x Vasco, os vascaínos, apoiados pela Ferj, defendiam que, caso o Botafogo derrotasse o Vasco, necessitaria ainda disputar uma prorrogação para definir o vencedor do campeonato. Por outro lado, o Botafogo, seguindo o regulamento original, discursava que bastaria vencer a partida no tempo normal para que fosse proclamado o campeão estadual de 1990.

Após a vitória do Botafogo por 1x0, os jogadores botafoguenses deixaram o gramado do Maracanã, se recusando a disputar a prorrogação. Com isso, o Vasco considerou que o Botafogo abandonou o campo, se autoproclamando campeão. Como uma taça havia sido levada pelos botafoguenses ao término da partida, os jogadores do Vasco pegaram uma caravela levada por algum torcedor da Geral e deram uma "volta olímpica". A taça levantada pelo Botafogo após a partida não foi a taça oficial do campeonato.

Alguns meses depois, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro foi obrigada a entregar a taça oficial do campeonato ao Botafogo, após o título ser confirmado através de decisão judicial.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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