Catherine Deneuve

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Catherine Deneuve
Em 2017, no Festival de Berlim
Nome completo Catherine Fabienne Dorléac
Nascimento 22 de outubro de 1943 (79 anos)
Paris, Ile-de-France
França
Nacionalidade francesa
Ocupação Atriz
Atividade 1957–presente
Cônjuge Marido:
David Bailey (1965-1972)

Parceiros:
Roger Vadim (1961–1964)
Marcello Mastroianni (1971–1975)
Pierre Lescure (1984–1991)

Filho(s) Christian Vadim
Chiara Mastroianni
César
Melhor Atriz
1981 - Le dernier métro
1992 - Indochina
Festival de Cannes
Palma de Ouro
2008 - Prêmio Honorário
Festival de Berlim
Urso de Ouro Honorário
1998
Festival de Veneza
Coppa Volpi de Melhor Atriz
1998 - Place Vendôme

Catherine Dorléac, de nome artístico Catherine Deneuve, é uma atriz francesa nascida em 22 de outubro de 1943 em Paris.

Considerada uma das maiores atrizes francesas da segunda metade do século XX,  foi musa de diretores como Jacques Demy , François Truffaut e André Téchiné . Ela conta em sua filmografia vários outros grandes nomes da história do cinema , como Luis Buñuel , Roman Polanski , Mauro Bolognini , Robert Aldrich , Marco Ferreri , Dino Risi , Tony Scott , Manoel de Oliveira , Raoul Ruiz ,Hirokazu Kore-eda e Lars von Trier.

Uma verdadeira atriz camaleoa, ela interpretou muitos papéis marcantes explorando diferentes gêneros, indo da comédia ao drama, do filme histórico ao musical, ou do thriller à fantasia. Entre os filmes mais famosos estão Les Parapluies de Cherbourg , Les Demoiselles de Rochefort , Belle de jour , Le Dernier Métro e Indochine . Indicada ao Oscar de Melhor Atriz , ela ganhou inúmeros prêmios, incluindo dois Prêmios César de Melhor Atriz e uma interpretação ou prêmio honorário nos três maiores festivais de cinema: Cannes ,Veneza e Berlim.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Descoberta por Roger Vadim, (também descobridor de Brigitte Bardot e responsável pela transformação de Jane Fonda em símbolo sexual com o filme Barbarella) com quem teve um relacionamento amoroso e um filho (Christian Vadim), Deneuve foi casada com o famoso fotógrafo de moda londrino David Bailey[1] (em quem o diretor italiano Michelangelo Antonioni se basearia para criar o principal personagem na sua obra-prima cinematográfica Blow-Up), e após o fim do casamento, envolveu-se com o ator italiano Marcello Mastroianni, com quem teve uma filha, Chiara Mastroianni, em 1972.[2]

Catherine Deneuve em Belle de Jour, 1967.jpg

Durante os anos 1960 e 70, Catherine Deneuve teve uma rica carreira cinematográfica, estrelando filmes de sucesso internacional como Belle de Jour, A Sereia do Mississipi, Mayerling, Tristana, Pele de Asno, entre outros, que além de a afirmarem como a grande estrela do cinema europeu da época, a transformaram no sinônimo de beleza francesa, fazendo dela a musa da alta costura da França, principalmente do estilista Yves Saint Laurent e o rosto dos perfumes Chanel (o Chanel Nº 5, ligado ao seu rosto e sua imagem, foi o mais vendido e famoso perfume do mundo por mais de duas décadas), levando-a a substituir Brigitte Bardot como a efígie de Marianne, a figura feminina oficial da República da França, estampada em selos e moedas do país. Nos anos 1980, Deneuve continuou fazendo trabalhos importantes em O Último Metrô de François Truffaut e Fome de Viver, de Tony Scott, junto com Susan Sarandon e David Bowie, no papel de uma vampira gótica e bissexual, que a transformaria num ícone de lésbicas, gays, góticos e novos artistas da década de 1980.

Catherine Deneuve em 1987.

Deneuve sobreviveu como ícone do cinema nos anos 1990, recebendo seu segundo César (o maior prêmio do cinema francês) e uma indicação ao Oscar de melhor atriz pelo filme Indochina, de 1992, que naquele ano ganharia o Oscar de melhor filme estrangeiro da Academia de Hollywood. Seus últimos filmes de sucesso mundial foram Dançando no Escuro, de Lars Von Trier, com a cantora e atriz islandesa Bjork, Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 2000 e 8 Mulheres, de 2002, ao lado de algumas das maiores atrizes francesas como Fanny Ardant e Emmanuelle Béart. Tambem trabalhou com François Ozon em Potiche.

Vida privada[editar | editar código-fonte]

Em 1961 Catherine iniciou um namoro com o cineasta Roger Vadim. Em entrevista nas colunas do Ciné Télé Revue em 1962 a atriz confidenciou que:

"Uma noite, no Epi Club de Montparnasse, um lugar da moda na época, conheci Roger Vadim [...] Foi amor à primeira vista. Vadim me ensinou a virar mulher, fazer de mim uma personalidade e viver feliz”.

Em 1963 Catherine deu a luz a um filho, Christian Vadim. Pouco depois do nascimento de seu filho, o casal terminou o namoro. Em outubro de 1965 a atriz se casou em Londres com o famoso fotógrafo britânico David Bailey. As testemunhas de seu casamento com Bailey foram sua irmã, Françoise Dorléac, e Mick Jagger. Catherine e David não tiveram filhos e os dois se separaram ainda em 1967, tendo se divorciado de fato apenas cinco anos mais tarde, em 1972. Após David Bailey, Catherine Deneuve se envolveu com o diretor italiano Marcello Mastroianni, de quem teve uma filha em 1972, Chiara Mastroianni. Apesar da paixão do início, a atriz e o cineasta decidem seguir caminhos separados pouco tempo depois. "Depois do nascimento de Chiara, compreendi que algo havia mudado. Talvez fosse eu quem havia mudado? Achei melhor ser franca e reconhecer que já não o amava o suficiente para continuar nossa existência juntos", confessou Catherine para Paris Match.

Posteriormente a atriz teve um romance com Bertrand de Labbey, que permaneceu seu agente, e depois com o jornalista e empresário Pierre Lescure de 1983 até 1991. Desde então, a atriz tem sido muito discreta sobre sua vida privada. Modesta, ela até quis confiar sua visão de amor ao Paris Match, em 2019. " Sempre preferi amar a brincar de amar. Sou a favor de todas as histórias de amor. " , revelou.

Tanto seu filho Christian Vadim quanto sua filha com Chiara Martroianni seguiram carreira como atores, apesar de a atriz jamais ter incenttivado essa decisão.

Catherine Deneuve no Festival de Cannes de 1993.

Prémios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar[editar | editar código-fonte]

Indicação

BAFTA[editar | editar código-fonte]

Indicação

Prêmio César[editar | editar código-fonte]

Indicações

David di Donatello[editar | editar código-fonte]

Golden Camera[editar | editar código-fonte]

Moscow International Film Festival[editar | editar código-fonte]

  • 1997 Contribuição ao mundo do cinema

Satellite[editar | editar código-fonte]

Indicações

Festival de Cinema de Veneza[editar | editar código-fonte]

Filmografia selecionada[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Filmografia de Catherine Deneuve
Filmografia principal
Le vice et la vertu (1963) | Les parapluies de Cherbourg (1964)  | Repulsion (1965) | Les Demoiselles de Rochefort (1967) | Belle de jour (1967)  | Manon 70 (1968)  |
Mayerling (1968)  | La sirène du Mississipi (1969)  | Tristana (1970)  | Peau d'âne (1970)  | Un flic (1972)  | Le sauvage (1975)  | O Último Metrô (1980)  | The Hunger (1983)  |
Place Vendôme (1998)  | Danser i Mørket (2000) | 8 femmes (2002)  | Um Filme Falado (2003)  |Un conte de Noël (2008)

Referências

  1. «Roger Vadim Biography». Internet Movie Database (em inglês). Us.imdb.com 
  2. «Marcello Mastroianni Biography». Internet Movie Database (em inglês). Imdb.com 
  3. «Dançando no Escuro», AdoroCinema, consultado em 25 de julho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Catherine Deneuve