De Leve

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De Leve
De Leve no show Bang Brasiliense em Brasília, DF com Big Tiger e Emtee...
Informação geral
Local de nascimento Rio de Janeiro, RJ
 Brasil
Gênero(s) Rap, Underground Hip Hop
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 1999 - presente
Gravadora(s) Tomba Records
Afiliação(ões) Quinto Andar, Big Tiger
Página oficial [1]

Ramon Moreno de Freitas e Silva, mais conhecido pela alcunha de De Leve, é um rapper do Estado do Rio de Janeiro, do município de Niterói. É comumente lembrado por suas rimas de tom debochado e críticas à mídia e aos profissionais do hip-hop brasileiro,[1] além de suas misturas de rap com vários outros estilos de música. Foi membro do extinto grupo Quinto Andar e além de sua carreira solo, é vocalista da Banda Leme. Seu último trabalho foi o EP "Estalactite", lançado virtualmente por De Leve no Youtube e no Soundcloud.

Na atualidade, De Leve tem participado de alguns projetos novos. Sendo que em 2014 gravou uma música com o grupo Costa Gold intitulada "Nego Tu Sabe?". Em 2016, participou da coletânea Brasiliense "Beat Peso & Papo Reto", mais precisamente na música "Espírito Pirata", que será lançada em Julho de 2017.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formalmente, sua carreira como rapper começa em 2000, quando de sua participação na coletânea "Zoeira Hip Hop", idealizada por Elza Cohen, que também promovia uma festa de mesmo nome, realizada no bairro da Lapa. Também neste ano, De Leve funda, juntamente com os conterrâneos MC Marechal e DJ Castro, o grupo Quinto Andar. O coletivo ganhou notoriedade pelo underground nacional principalmente pelas rimas inusitadas e pela velocidade no falar dos rappers. O videoclipe da música "Eu Rimo Na Direita/Som Pra Pista" era constantemente exibido no programa "Yo!" da MTV Brasil.

Em 2001, são lançadas as primeiras gravações solo de De Leve. Elas foram colocadas em um EP intitulado "Introduzindo De Leve" e teve como colaborados os parceiros de Quinto Andar. O EP é um dos primeiros trabalhos musicais a serem disponibilizados virtualmente e alcançarem uma boa visibilidade midiática. A distribuição do conteúdo foi feita por meio do programa de compartilhamento Napster.

Dois anos depois, é lançado o primeiro álbum do rapper, intitulado "O Estilo Foda-se". O disco alcançou uma boa repercussão na mídia e também foi amplamente divulgado na internet, mesmo sendo distribuído pela major Sony Music. O próprio artista, na abertura do cd, incentiva o download ilegal do trabalho ao dizer "Pode baixar, é da internet". Irônico, desde o título, o álbum, em sua maioria, ataca os estereótipos e vícios de mercado promovidos pelos meios de comunicação.[3] Com o disco, De Leve passa a figurar entre as promessas do cenário musical do país, após contabilizar aparições em cadernos culturais e ser uma das poucas atrações nacionais da primeira edição do Tim Festival. Sua apresentação no festival foi considerada "chocante" pelo público de São Paulo,[4] não acostumado ao trabalho do rapper. Contudo, a propagação de seu trabalho por meio da televisão é fraca, limitando-se a apresentar-se uma única vez no programa Altas Horas, da Rede Globo. Posteriormente, o álbum foi relançado com uma edição que englobava também o primeiro EP do rapper.

Em 2005, De Leve rompe com a gravadora, principalmente por desentendimentos relativos ao fato das faixas do último álbum terem sido distribuidas livremente na internet. Também neste ano, o grupo Quinto Andar lança um álbum pelo revista Outracoisa e, após, acaba se desfazendo.

Um ano depois, o rapper lança seu último CD, intitulado "Manifesto 1/2 171". O título é uma provocação à grife do rapper Marcelo D2, chamada "Manifesto 33 1/2"[5] (D2, que já havia sido duramente criticado pelo ex-integrante do Planet Hemp, Bnegão, tinha sua imagem exibida em alta rotação no mainstream e provocou opiniões diversas). O álbum foi lançado juntamente com o novo sitio pessoal do rapper e teve todas as faixas liberadas para download grátis. Além disso, o rapper disponibilizou as faixas com canais separados, via Creative Commons, a exemplo da banda pernambucana Mombojó. Em menos de dois meses, nove mil pessoas já haviam feito download do álbum.[6]

Em 22 de janeiro de 2009, na segunda edição do Campus Party Brasil (que ocorreu no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo) a banda De Leve teve que interromper sua apresentação e se retirar as pressas após o público se revoltar com o refrão da música "Diploma" ("Pega o diploma e limpa sua bunda"),[7] versão contestada pelo próprio em seu blog.[8]

Em Dezembro de 2010, faz uma participação no programa "Comédia MTV", cantando a música "Rap Da Realidade", com Rafael Queiroga. Em 2013, após algum tempo longe da cena Hip Hop por questões pessoais, De Leve planeja retorno aos palcos e trabalho inédito. [9].

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

EP's[editar | editar código-fonte]

  • Introduzindo De Leve (2001)

Referências

  1. Matéria do site G1 sobre o lançamento do disco Manifesto 1/2 171 / Setembro de 2006: "Desde que decidi gravar e lançar minhas músicas e discos, as letras são assim. Vi que sendo sério nem todos iam querem ouvir, enjoa, é chato. Mas quando você insere uma brincadeira, uma sacanagem, logo tem gente querendo ouvir", conclui. "Por que então não fazer esse tipo de rap diferente, engraçado, debochado, sem deixar de passar uma mensagem pra molecada? Vamos fazer!"As "sacanagens" e "brincadeiras" a que ele se refere aparecem em todas as faixas, como em "Diploma", em que De Leve deita a rima sobre advogados e jornalistas. "Muitos se acham intelectuais e se dão uma importância maior do que têm na verdade", dispara. "Se não se dão, suas empresas dão a eles. Mas não posso deixar de dar um crédito ao Lima Barreto. Ele me ajudou muito a falar isso depois que li ‘Recordações do escrivão Isaías Caminha’. Lima Barreto é meu autor preferido."
  2. Costa Gold e De Leve. Last FM, 28 2014 de Abril. "Nego Tu Sabe?"
  3. Matéria do site G1 sobre o lançamento do disco Manifesto 1/2 171 / Setembro de 2006: "Ex-integrante do coletivo Quinto Andar, foi de mansinho que esse niteroiense chegou a muitos ouvidos com seu primeiro trabalho-solo, "O estilo foda-se", lançado em 2004. As músicas caíram na internet e, de lá, foram parar na trilha do seriado global "Cidade dos Homens". Seu jeito irônico escracha Marcelo D2 ("Esse negócio de rap ainda não me deixou rico igual ao D2", de "Caô fudido") e também o rap nacional ("Não faço rap pra rapper, nem rima pra repentista, nem me visto pra catálogo de loja que aparece na revista", de "Rapper de mentira", do disco de estréia)."
  4. Matéria do site Terra sobre o show do rapper no Tim Festival / Novembro de 2004: "Palavrões, irreverência e muitas rimas disparadas contra todos os tipinhos. É assim que De Leve fez seu show na abertura do palco Motomix no TIM Festival 2004 em São Paulo. Com suas músicas cheias de revolta, De Leve chocou e divertiu quem foi ao show."
  5. Texto sobre a grife do rapper Marcelo D2 / Outubro de 2005: Em agosto passado, o lançamento da Manifesto 33 1/3 aconteceu na Fundição Progresso, localizada nos Arcos da Lapa no Rio de Janeiro e teve ampla cobertura da mídia.(…) A coleção, assinada por D2 e pela sua cunhada Carol Aguiar, é dividida em três linhas: esportiva, streetwear e GROW MAM - esta última com peças de alfaiataria feitas pelo sambista Walter Alfaiate com estampas do grafiteiro Flip.
  6. Matéria do site G1 sobre o lançamento do disco Manifesto 1/2 171 / Setembro de 2006: Todas as faixas de seu recém-lançado segundo álbum, "Manifesto ½ 171" estão disponíveis para download gratuito em seu site oficial. Até agora, mais de 9.000 usuários já baixaram o disco. "Faço música pra que as pessoas ouçam", diz. "Para quê 200 pessoas ouvirem quando 2.000 podem ouvir? Isso sem você ter de sair de casa ou ter de vagar pelas lojas procurando? Muito melhor."
  7. Matéria do site IDGNOW sobre a Banda Leme causando mobilização no Campus Party / Janeiro de 2009: Banda Leme provoca primeira mobilização real dos campuseiros em 2009]
  8. Versão contestada pelo rapper em seu sitio virtual
  9. De Leve prepara a volta: Afastado da música desde 2009, o rapper retoma a carreira após uma depressão causada pela morte do parceiro, Speed, e por problemas pessoais.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]