Djonga (rapper)

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Djonga
Informação geral
Nome completo Gustavo Pereira Marques
Nascimento 4 de junho de 1994 (24 anos)
Origem Belo Horizonte, Minas Gerais
País  Brasil
Gênero(s)
Ocupação(ões) Rapper
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 2010-presente
Gravadora(s) Ceia Ent.
Influência(s) Racionais, Dogão, Cazuza, Mano Brown e Elza Soares.

Gustavo Pereira (Belo Horizonte, 4 de junho de 1994) mais conhecido pelo nome artístico Djonga, é um rapper, escritor e compositor brasileiro. Considerado um dos nomes mais influentes do rap atual[1], Djonga chama a atenção por conta da lírica afiada e fortes críticas sociais nas letras. A ideia do rapper é mostrar que o hip hop não é uma "música marginalizada", como um dia foi considerado o samba. [2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Djonga nasceu em Belo Horizonte, na Favela do Índio, e cresceu no bairro de São Lucas, Santa Efigênia.[3] Sempre gostou de música e poesia, cresceu em uma família que ouvia muita música principalmente MPB. Sua inspiração veio do funk e do rap nacional, seus primeiros CDs foram do Racionais MCs e do Dogão. “Foi ai que eu comecei a gostar mesmo do ritmo. Além dos raps tinha os funks proibidões. Depois eu comecei a escutar uns rocks, Cazuza e Barão Vermelho, ai eu vi que queria escrever música." Diz o Rapper. Djonga cursou história na Universidade Federal de Ouro Preto. Começou a compor musica em 2010 com apenas 16 anos.[4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

2012-2016: Início e Corpo Fechado[editar | editar código-fonte]

Começou a carreira num sarau de poesia, chamado Sarau Vira-Lata. No começo, por volta de 2012, quando estava se formando no Ensino Médio, frequentava saraus apenas para ouvir. Foi neste momento que se interessou por fazer poesia, e aí tudo começou. Em seguida, o rapper Hot Apocalypse o convidou pra montar um grupo, e começou a frequentar o estúdio do Chuck, conhecido como Oculto Beats. Ele produziu a base e Djonga rimou por cima com uma poesia que havia escrito há muito tempo. Foi aí que gravou e lançou seu primeiro single, “Corpo Fechado”.[5]

Depois de um tempo produziu, junto com o Coyote Beats, um disco chamado “Fechando o Corpo”, com sete faixas. Tem ainda uma faixa bônus com o DJ1. Nessas ele foi as poucos conquistando espaço.[5] Apaixonado por funk e admirador de rock n’ roll. Começou com o lançamento do single “Redenção”, que foi feito junto com o rapper Primata e logo depois veio novas parcerias, como a participação na música “Santana 89” da banda de stoner rock autoral, Arqueologia Siderúrgica. Djonga participou do projeto Poetas no Topo, que reuniu MCs de vários estados, como BK, Makalister, Menestrel e Sant. [6] Até que Djonga e Hot criaram a DV Tribo e convocaram os MCs FBC, Clara Lima, Oreia e Coyote Beats pra participar. A DV Tribo foi dando certo, até fizeram uma cypher com a Pirâmide Perdida, que nos deu bastante visibilidade. Depois disso a coisa foi evoluindo bastante. Foi convidado para fazer várias participações com outros rappers, e o público foi gostando. Até que conheceu Baco Exu do Blues, e ele o chamou para participar de “Sujismundo”. A música “bombou”, e as coisas mudaram ainda mais.[7] Se destacou no projeto ''Poetas no Topo'' que reuniu diversos MC'S de vários estados.[8]

2017–presente: Heresia e O Menino queria ser Deus[editar | editar código-fonte]

Em 2017 o rapper lançou seu álbum de estreia chamado "Heresia", atingindo aclamação de crítica e público. No álbum faz fortes críticas à sociedade e traz mensagens enfatizando o empoderamento negro.[9]O álbum foi considerado o melhor do ano na lista da renomada Rolling Stones, e a música destaque, “O mundo é nosso”, com participação de BK, concorre ao prêmio RedBull de melhor faixa de 2017.[10]O álbum Heresia ganhou a votação da Rolling Stones como melhor de 2017[11][1], o álbum esta em quase todas as lista de melhores discos brasileiros em 2017,[8]inclusive entrou foi indicado para o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).[12]

Em 2018 lançou seu segundo álbum intitulado ''O Menino queria ser Deus'' que fala sobre sua vida pessoal, carreira e questões sociais e raciais. O álbum conta com 10 faixas e participações de rapper como Sant, Karol Conka e Hot[13], com produção executiva da Ceia Ent., produção de CoyoteBeats e mixagem e masterização de Arthur Luna. O álbum, em sua maioria foi gravado no estúdio Nebula Records.[14]

Características Musicais[editar | editar código-fonte]

Influências[editar | editar código-fonte]

Djonga se diz influenciado pelo funk e pelo samba. “A cultura negra é forte na minha família, então, o samba sempre estava presente nas festas”, lembra ele, que cresceu no bairro Santa Amélia, onde morou até uns 10 anos de idade, justamente na época em que começou a apurar o gosto musical. “Quando tomei mais consciência do que realmente gostava em relação à música, a que mais me identifiquei por causa da minha geração foi o funk brasileiro. O funk sempre me falou da minha vivência”, justifica.

O rap só veio mais tarde e foi apresentado a Djonga por uma ex namorada. Djonga cita como influências em sua lista Racionais, Marcelo D2,Cazuza, Mano Brown e Elza Soares.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

  • “Heresia“ (2017)
  • “O Menino Queria Ser Deus“ (2018)

EP's[editar | editar código-fonte]

  • “Fechando o Corpo” (2015)

Singles[editar | editar código-fonte]

Ano Canção Nota Ref.
2015 Corpo Fechado
Exceção
Redenção
O Bom Maluco [15]
2016 Ge [16]
Poetas no Topo Pt. Makalister, BK' , Menestrel, Sant, Jxnvs, Slim
2017 Geminiano
Lupa (Prod. Velho Beats)
Olho de Tigre
O Mundo é Nosso Pt. BK [17]
Poesia Acústica #4 -

Todo Mundo Odeia Acústico

Pt. Bob, Mv Bill, Froid, Azzy, Delacruz [18]
2018 CORRA pt. Paige [19]
Junho de 94 [20]

Referências

  1. a b «Gênero mais ouvido nos EUA em 2017, hip-hop se fortalece no Brasil com cena que se ramifica». O Globo. 5 de janeiro de 2018 
  2. «Melhores discos de 2017». Rolling stone | uol.com.br. Consultado em 18 de março de 2018. 
  3. «A trajetória de Djonga». Red Bull 
  4. Entretenimento, Portal Uai (31 de março de 2017). «Rapper mineiro Djonga lança o disco 'Heresia' em Belo Horizonte». Portal Uai Entretenimento 
  5. a b «A trajetória de Djonga». Red Bull 
  6. «Biografia de DJONGA | Last.fm». Last.fm. Consultado em 18 de março de 2018. 
  7. «A trajetória de Djonga». Red Bull 
  8. a b «Festa Trap World traz o bailão de Djonga». Tribuna do Norte 
  9. «Quais são os melhores álbuns nacionais de 2017?». Red Bull 
  10. «Rolling Stone Brasil: Música, Cinema, Política, Moda, Entrevistas, Notícias, Fotos, Vídeos, Críticas e Mais» 
  11. «Rolling Stone Brasil: Música, Cinema, Política, Moda, Entrevistas, Notícias, Fotos, Vídeos, Críticas e Mais» 
  12. «Quem se destacou na música em 2017? APCA divulga indicados em 5 categorias» 
  13. «Em música nova, Karol Conka diz "quero ficar mais rica que a Rihanna": ouça!». portalpopline.com.br. Consultado em 24 de março de 2018. 
  14. D, Noise (14 de março de 2018). «Djonga lança o álbum 'O Menino que queria ser Deus'. Ouça no BF!». Bocada Forte - Desde 1999 - Ser grande é ter história! 
  15. O Bom Maluco (em inglês), 5 de agosto de 2015, consultado em 24 de março de 2018. 
  16. Ge (em inglês), 21 de abril de 2016, consultado em 24 de março de 2018. 
  17. «www.redbull.com/br-pt/quais-sao-os-100-melhores-sons-nacionais-de-2017». www.redbull.com. Consultado em 1 de junho de 2018. 
  18. Pineapple StormTV (26 de fevereiro de 2018), Poesia Acústica #4 - Todo Mundo Odeia Acústico - Bob | Mv Bill | Froid | Djonga | Azzy | Delacruz, consultado em 24 de março de 2018. 
  19. «Djonga lança clipe autobiográfico para a faixa "Junho de 94" | ZonaSuburbana». ZonaSuburbana. 18 de maio de 2018 
  20. «Djonga solta Vídeo Clipe de Junho de 94 - Revista RAP». Revista RAP. 18 de maio de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]