Eleição presidencial no Brasil em 1891

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Eleição presidencial no Brasil em 1891
  Flag of Brazil.svg → 1894
25 de fevereiro de 1891
eleição indireta
Deodoro da Fonseca (1889).jpg Prudentedemorais.jpg
Candidato Deodoro da Fonseca Prudente de Morais
Partido nenhum PRP
Natural de Alagoas São Paulo
Companheiro de chapa Apoio a Eduardo Wandenkolk Apoio a Floriano Peixoto
Votos 129 97
Porcentagem 55,13% 41,45%


Coat of arms of Brazil.svg
Presidente do Brasil

Titular
Deodoro da Fonseca
Governo Provisório da República
nenhum

A eleição presidencial no Brasil em 1891 foi a primeira eleição presidencial do país e a primeira eleição indireta.

Proclamação da República[editar | editar código-fonte]

Com a Proclamação da República do Brasil em 15 de novembro de 1889, um Governo Provisório liderado por Deodoro da Fonseca, o proclamador da República, assumiu a Presidência.

Embora a Constituição de 1891 determinasse que o Presidente da República fosse eleito diretamente pelo povo, as suas disposições transitórias previam que, para o primeiro período presidencial, o Presidente fosse eleito pelo Congresso Constituinte, logo após promulgada a Constituição. Tal dispositivo já fora previsto no artigo 62 do chamado "Regulamento alvim", o Decreto de 23 de junho de 1890, que dispunha: "Aos cidadãos eleitos para o primeiro Congresso, entendem-se conferidos poderes especiais para exprimir a vontade nacional acerca da Constituição publicada pelo Decreto nº 510, de 22 de junho do corrente, bem como para eleger o primeiro presidente e o vice-presidente da República".

Candidaturas[editar | editar código-fonte]

Na eleição, os candidatos disputavam a presidência e a vice-presidência de forma separada. O mesmo candidato a presidente poderia disputar a vice-presidência.

Na primeira eleição presidencial do Brasil, apresentaram-se os seguintes candidatos a presidente:

Havia dois principais candidatos que disputaram a vice-presidência: o almirante Eduardo Wandenkolk, pela situação, e o marechal Floriano Peixoto, pela oposição.

Votação e resultados[editar | editar código-fonte]

As eleições efetuaram-se em 25 de fevereiro de 1891. A eleição foi de determinada forma tensa, devido o encilhamento, política econômica do Governo Provisório de Deodoro que resultou em crise. Prudente de Morais tinha a maioria a seu favor, mas os militares ameaçaram os paralmentares, e os forçaram a votarem em Deodoro. Terminada a apuração dos votos, o parlamentar Antônio Eusébio anunciou: "Está eleito Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil o sr. Manuel Deodoro da Fonseca". Apesar de Deodoro ter vencido a eleição, para vice foi eleito Floriano Peixoto, e assim, o governo ficou com um representante da situação (Deodoro) e um da oposição (Floriano), mesmo sendo a oposição maior, o que levou a renúncia de Deodoro oito meses depois.

Alegoria referente à eleição presidencial de 1891.
Eleição para presidente do Brasil em 1891
Candidato Votos Porcentagem
Manuel Deodoro da Fonseca 129 55,13%
Prudente José de Morais e Barros 97 41,45%
Floriano Vieira Peixoto 3 1,28%
Joaquim Saldanha Marinho 2 0,85%
Voto em branco 2 0,85%
José Higino Duarte Pereira 1 0,42%
Total de congressistas presentes 234
Total de congressistas ausentes 34
Eleição para vice-presidente do Brasil em 1891
Candidato Votos Porcentagem
Floriano Vieira Peixoto 153 65,38%
Eduardo Wandenkolk 57 24,36%
Prudente José de Morais e Barros 12 5,13%
Coronel Piragibe 5 2,14%
José de Almeida Barreto 4 1,71%
Voto em branco 2 0,85%
Custódio de Mello 1 0,42%
Total de congressistas presentes 234
Total de congressistas ausentes 34
Fonte:[1]

Referências

Bibliografia

  • PIRES, Aloildo Gomes. ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA - UMA ABORDAGEM ESTATÍSTICA. Salvador: Autor (Tipografia São Judas Tadeu), 1995.
  • DEPARTAMENTO DE PESQUISA DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ. PRESIDENTES DO BRASIL (DE DEODORO A FHC). São Paulo: Cultura, 2002.
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