Take a Bow (canção de Madonna)

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"Take A Bow"
Single de Madonna
do álbum Bedtime Stories
Lançamento 28 de outubro de 1994
Formato(s)
Gravação 1994; The Hit Factory, Nova York
Gênero(s)
Duração 5:21
Gravadora(s)
Composição
Produção
  • Madonna
  • Babyface
Certificação(ões) Ouro (RIAA)
Cronologia de singles de Madonna
Último
"Secret"
(1994)
"Bedtime Story"
(1995)
Próximo

"Take a Bow" é uma canção da cantora norte-americana Madonna, de seu sexto álbum de estúdio Bedtime Stories (1994). A canção, lançada como o segundo single do álbum em 28 de outubro de 1994, pela Maverick Records, é uma balada pop escrita e produzida por Madonna e Babyface. A canção também aparece em seu álbuns de compilação Something to Remember (1995), GHV2 (2001) e Celebration (2009). Após a persona sexualmente explícita encarnada por Madonna em seu álbum anterior, Erotica, a cantora quis suavizar sua imagem para Bedtime Stories. Ela começou a colaborar com Babyface, cujo trabalho com outros artistas da música a tinham impressionado. "Take a Bow" teve origem nesta colaboração, após Madonna ouvir a batida e os acordes da estrutura demo da canção.

Gravada nos estúdios The Hit Factory em Nova York, "Take a Bow" teve como fundo uma orquestra completa. Além disso, esta foi a primeira vez que Babyface trabalhou com instrumentos de cordas ao vivo, por sugestão de Madonna. Contendo cordas pentatônicas orientais, dando a impressão de uma ópera chinesa ou japonesa, a letra de "Take a Bow" fala sobre um amor não correspondido, e Madonna dizendo adeus. A canção recebeu críticas favoráveis ​​dos críticos de música, que elogiaram a letra poética e cheia de alma da canção. A canção foi um sucesso comercial nos Estados Unidos, tornando-se o décimo primeiro single de Madonna a alcançar a primeira posição na parada Billboard Hot 100, e permanecendo no topo da mesma por sete semanas. Ela também alcançou o primeiro lugar no Canadá, e chegou ao Top 10 na Itália, Suíça e Nova Zelândia. O single obteve um sucesso moderado no Reino Unido, alcançando a posição de número 16 no UK Singles Chart, pondo fim ao recorde de 35 canções consecutivas de Madonna a entrar para o Top 10 daquele país.

O videoclipe de "Take a Bow" foi dirigido por Michael Haussman, e foi filmado em Ronda, Espanha. O vídeo mostra Madonna como a negligenciada amante de um toureiro (interpretado pelo toureiro espanhol Emilio Muñoz), ansiando por seu amor. O clipe ganhou o prêmio de Melhor Clipe Feminino no MTV Video Music Awards de 1995. Análises jornalísticas e acadêmicas acerca do vídeo incluíram seu enredo, o uso de iconografia religiosa, temas e motivos de feminismo e submissão, bem como seu impacto em videoclipes contemporâneos. A fim de promover Bedtime Stories, Madonna cantou "Take a Bow" em algumas ocasiões, incluindo ao vivo com Babyface nos American Music Awards de 1995. Em 2016, ela acrescentou a canção ao setlist de sua turnê Rebel Heart Tour na Ásia e Oceania, e no seu especial Tears of a Clown, ocorrido na cidade de Sydney.

Antecedentes e Lançamento[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento da primeira publicação literária de Madonna, Sex, o thriller erótico, Body of Evidence, seu quinto álbum de estúdio, Erotica, bem como uma desastrosa entrevista no programa do David Letterman no início de 1990, a reação da mídia e do público contra a imagem altamente sexual de Madonna estava no auge.[1][2] Madonna queria suavizar sua imagem explícita. Sua primeira tentativa foi lançar a terna balada "I'll Remember" da trilha sonora do filme With Honors.[1] Musicalmente, ela queria seguir em uma nova direção e começou a misturar novos estilos de R&B com um som conhecido das rádios e do grande público. Este foi incluído em seu sexto álbum de estúdio, Bedtime Stories, lançado em outubro de 1994.[3] No livro The Billboard Book of Number 1 Hits, do autor Fred Bronson, Madonna explicou:

A ideia que eu tinha era de justapor o meu estilo de cantar com uma extrema sensibilidade de hip-hop e que o produto final ainda soasse como um disco da Madonna. Eu comecei o processo me encontrando com os produtores de hip-hop cujo trabalho eu mais admirava. Era importante, se eu fosse usar uma variedade de colaboradores, que o produto final soasse coeso e tematicamente completo. Eu não estava interessada na abordagem de pacote de variedades.[4]

Depois de procurar por colaboradores potenciais, Madonna escolheu trabalhar com Babyface, cujo trabalho anterior com artistas como Whitney Houston, Boyz II Men, e Toni Braxton resultou em canções suaves de R&B de sucesso.[5] Ela também gostava de música de Babyface "When Can I See You" de seu terceiro álbum de estúdio For the Cool in You (1994).[6] A produção da cantora ligou para Babyface para marcar uma reunião e ver se eles queriam trabalhar juntos. Uma vez que se encontraram, ambos ficaram surpreendidos pela camaradagem um do outro e quiseram escrever canções. Madonna foi à casa de Babyface e depois de alguns dias eles criaram duas canções. Uma delas foi baseada em uma música composta por Babyface, sobre a qual ele não tinha certeza da direção musical a seguir. Ele fez Madonna ouvir a composição, e ela encontrou uma maneira de desenvolver a canção.[4] Babyface esclareceu que "[ela] era apenas uma batida e os acordes. A partir daí, nós colaboramos e a construímos... Eu estava morando em Beverly Hills e criei um pequeno estúdio na minha casa, então ela veio lá para escrever."[6] Juntos, eles concordaram que a primeira frase da canção deveria ser o seu título, e as palavras "Take a Bow" foram escritas. As palavras nunca mais foram repetidas na faixa.[4]

"Take a Bow" foi lançada como o segundo single de Bedtime Stories em 28 de outubro de 1994, depois de "Secret".[4] O lançamento maxi single da canção incluiu dois remixes. Segundo Jose F. Promis do site Allmusic, o primeiro remix, conhecido como "Indasoul Mix", dá a balada uma sensação mais swingada, mais urbana, enquanto que o segundo remix, conhecido como "Silky Soul Mix", é um pouco mais "tempestade calma" e "melancolia" do que o primeiro.[7]

Gravação e composição[editar | editar código-fonte]

"Take a Bow" foi gravado nos estúdios The Hit Factory, Nova York, e masterizado e mixado nos estúdios Sterling Sound Studios, Nova York.[8] Babyface lembra que estava nervoso sobre gravar com Madonna, uma vez que ele temia que Madonna fosse "perfeccionista" no estúdio, e isso acabaria consumindo muito tempo do processo todo. No entanto, essa foi um das gravações e mixagens mais rápidas. A canção teve como fundo uma orquestra completa e foi também a primeira vez que Babyface trabalhou com instrumentos de cordas ao vivo. Ele lembrou que o uso de cordas na música foi "sugestão [da Madonna], e foi Nellee Hooper quem realmente [fez os arranjos dos instrumentos de corda]. Ela tinha trabalhado com eles antes, mas para mim foi uma experiência nova."[4] Junto com Hooper, Jessie Leavey, Craig Armstrong e Susie Katiyama também trabalharam nos instrumentos de corda e regência.[8]

"Take a Bow" foi escrita e produzida por Madonna e Babyface, e é uma balada pop midtempo com influências musicais japonesas, como a canção de Kyu Sakamoto de 1961, "Sukiyaki".[9] Ela começa com sons de cordas pentatônicas orientais, dando a impressão de uma ópera chinesa ou japonesa. Os versos consistem de uma sequência de acordes descendentes, contendo torções no final. Os vocais de Madonna estão em um "estado de espírito lânguido e sonolento", que é característico das canções de Bedtime Stories. A letra durante o refrão fala sobre Madonna dizendo adeus a um amante, o qual não lhe deu valor. O título brinca com o verso da canção que diz "all the world is a stage and everyone has their part" (todo o mundo é um palco e todo mundo tem seu papel), uma referência a uma fala escrita por William Shakespeare para sua peça Como Gostais, "All the world's a stage, and all the men and women mere players" (Todo o mundo é um palco, e todos os homens e mulheres meros atores).[10]

Em seu livro Madonna: An Intimate Biography, o autor J. Randy Taraborrelli descreve a canção como uma "sombria, sarcástica, uma canção do tipo todo-o-mundo-é-um-palco sobre amor não correspondido... [sobre o sujeito] cuja falsidade pode ter enganado a todos os outros, mas não a ela." Ele segue dizendo que na canção Madonna diz ao sujeito de seu amor não correspondido para aceitar uma reverência por "apresentar uma grande e transparente atuação na vida e amor."[11] Juntamente com a traição de seu amante, a letra também falar sobre Madonna tentando entender as razões por trás do adultério. Ao progredir da canção, o ouvinte percebe que através da letra a cantora estava falando dela mesma—"One lonely star and you don't know who you are" (Uma estrela solitária e você não sabe quem você é).[9] De acordo com o site Musicnotes.com, a canção tem um moderado tom de calypso e está situada na métrica do compasso simples e progride em 80 batidas por minuto. A composição se encontra no tom de lá bemol maior, com os vocais de Madonna abrangendo-se entre as notas de mi bemol3 a 5. "Take a Bow" contém uma sequência básica de A♭-B♭m7/E♭-A♭-F♭maj7 durante as cordas iniciais, e A♭-A♭/G♭-Fm7 durante os versos, como progressão harmônica.[12]

Recepção Crítica[editar | editar código-fonte]

Taraborrelli chamou a canção de uma "balada melancólica e lindamente executada".[11] O autor Chris Wade escreveu em seu livro The Music of Madonna que "Take a Bow" foi um destaque do álbum. Ele elogiou os vocais de Madonna e de Babyface, enquanto chamou música de "deslubrante". Ele declarou-a como um das "canções mais puras, totalmente livre de qualquer truque, auto consciência ou referências sexuais conhecidas; um gracioso fim para o álbum."[13] O escritor da Encyclopedia Madonnica, Matthew Rettenmund, chamou-a de uma "balada sentimental com tema de showbiz", ao mesmo tempo que encontrou semelhanças na canção com a "Superstar" do Carpenters.[14] Em sua crítica de Bedtime Stories, Paul Verna da revista Billboard chamou-a de um "banquete para o Top 40, crossover de ritmos, e AC".[15] Também da Billboard, Larry Flick deu ao single uma avaliação particularmente positiva; "O single subsequente ao sucesso do top 5 'Secret' [...] é tão perfeito quanto um top 40 pode ser. Este single tem uma melodia e refrão encantadores, imediatamente memoráveis, envolvendo letra de romance e um vocal que é ao mesmo tempo doce e silenciosamente cheio de soul. Uma maneira adorável de [Madonna] começar '95".[16] J.D. Considine do jornal americano The Baltimore Sun afirmou que a canção, sobre "romance inocente", tem uma "melodia gentilmente em cascata".[17] Peter Calvin da revista americana The Advocate elogiou o fluxo lírico da canção, dizendo que o "efeito é realmente de partir o coração. A canção... mostra que no final das contas, Madonna... é igualzinha a você e eu".[9]

Uma linda balada melancólica de amor não correspondido, com o objeto do afeto da cantora sendo alguém que se esconde atrás de uma máscara de interpretação através da qual somente ela consegue ver... [Babyface] torna [a canção] praticamente um dueto com Madonna, ecoando as palavras desta com seu alto tenor flutuando sonhadoramente atrás dela, e o arranjo minimalista da canção é impecavelmente elegante.

—Crítica de "Take a Bow" do autor de Encyclopedia of Great Popular Song Recordings, Volume 2, Steve Sullivan[5]

James Hunter da revista Vibe chamou a canção de "uma obra-prima do New soul".[18] Stephen Thomas Erlewine do site Allmusic referiu-se a "Take a Bow" como "tremenda", listando-a como uma das melhores canções de Bedtime Stories e afirmando que ela "lentamente trabalha suas melodias para dentro do subconsciente com o pulsar do baixo". Ele ainda diz que ela "oferece um antídoto a Erotica, que estava cheio de profundas mas frias batidas".[19][20] Sal Cinquemani da revista online Slant Magazine, a chamou de "xaroposo e agridoce".[21] Alex Needham, da revista britânica NME, opinou que ela era uma "canção maravilhosamente construída de todas as formas".[22] Matthew Jacobs, do site The Huffington Post, colocou-a no número 19 na sua lista "O Ranking Definitivo de Singles da Madonna". Jacobs escreveu:

"Take a Bow" é balada mais poética de Madonna. Da mesma maneira que sucessos como "Borderline" e "Into the Groove" agem como a fuselagem do pop dos anos 80 [...] uma elegia de amor perdido que se encaixa muito bem com o crescente movimento de cantoras-compositoras dos anos 90. Não confunda sua qualidade sonolenta com chatice. Esta canção é Madonna na sua forma mais adorável.[23]

Enio Chiola da revista digital PopMatters, incluiu a canção em sua lista de "Top 15 Singles da Madonna de todos os tempos". Ele opinou que "['Take a Bow'] apresenta uma Madonna mais recatada, confiante em seu término de um relacionamento condenado, e a música é acentuada por uma orquestração caracteristicamente asiática e uma encantadora letra poética", concluindo que "[Madonna] aprendeu rapidamente que o caminho de volta aos corações do público era prestar mais atenção na música do que na franqueza de sua imagem sexual".[24] Em sua crítica de 2011 acerca de Bedtime Stories, Brett Callwood do jornal Detroit Metro Times chamou a canção de "espetacular".[25] O produtor sênior da empresa de multimédia NPR, Keith Jenkins, deu uma avaliação positiva à canção, afirmando que "lava você e faz o seu sangue ferver. Você pode não andar sobre a água depois de ouvi-la, mas você pode querer obter o seu foco de volta andando em vidro quebrado".[26] Louis Virtel, do site TheBacklot.com, colocou "Take a Bow" na posição 27 em sua lista "As 100 Melhores Canções de Madonna". Ele escreveu; "O single de maior sucesso de Madonna até hoje é a evisceração melancólica do artifício de um amante, e a fala mansa de sua desesperança a torna um dos melhores exemplos das baladas da década de 90".[27] Rikky Rooksby, autor de The Complete Guide to the Music of Madonna, ficou menos impressionado com a faixa. Embora sentisse que ela soava "chocantemente normal" depois da "ambient 'Bedtime Story'", ele achou o comprimento da canção muito excessivo e deduziu que ela "não comunicava sentido algum qualquer que seja da dor de um adeus de verdade."[10]

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

"Take a Bow" foi um sucesso comercial nos Estados Unidos, alcançando o topo da parada Billboard Hot 100. Este foi o segundo single número um de Madonna desde que a Billboard começou a usar dados da Nielsen SoundScan e da Nielsen BDS para tabular suas paradas, sendo "This Used to Be My Playground" o primeiro.[28] A canção liderou a parada por sete semanas e é seu single número um a ficar mais tempo em tal posição nesta parada.[29] Ele foi o seu 11º single a chegar ao topo da Billboard Hot 100 e seu 23º a entrar no top 5—ambos recordes para uma cantora. Ela também tomou o lugar de Carole King como a cantora a ter escrito mais canções número um.[30] Ele esteve presente na parada por um total de 30 semanas, empatando com "Borderline" como a canção de Madonna a permanecer mais tempo no Hot 100.[31] Com a canção alcançando o número um no Hot 100, Madonna ficou em quarto lugar na lista dos artistas com mais singles número um na parada: Ela ficou atrás de The Beatles, Elvis Presley e Michael Jackson e The Supremes.[28] Em 2013, Billboard deu a "Take a Bow" a quarta posição em sua lista de "Maiores Hits da Madonna na Billboard", declarando-a o segundo mais bem sucedido single de Madonna da década de 1990 depois de "Vogue".[29]

"Take a Bow" tornou-se o quinto single numero-um de madonna na parada Adult Contemporary nos Estados Unidos, subsequente a "Live to Tell", "La Isla Bonita", "Cherish" e "I'll Remember". A canção ficou na primeira posição por nove semanas naquele país.[32] A canção é notável também por ser o último single de Madonna a entrar no top 40 da parada americana de R&B. Ele também liderou a parada Mainstream Top 40, e chegou ao número quatro na parada Rhythmic.[33][34] Em 27 de fevereiro de 1995, o single ganhou certificado de ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA) e de acordo com a revosta Billboard, foi um dos singles mais vendidos de 1995, com 500.000 cópias vendidas naquele ano.[35][36] Com a certificaão de "Take a Bow", Madonna empatou com Janet Jackson como as cantoras com mais singles com certificação de ouro.[37] No Canadá a canção estreou na posição 85 na Parada de Singles da revista RPM, e alcançou o topo depois de 11 semanas, tornando-se o 12º single número-um de Madonna naquele país.[38][39] "Take a Bow" esteve presente num total de 25 semanas e ficou na posição de número três na Parada de Fim de Ano da revista RPM.[40][41] Ele também chegou ao número um na parada Adult Contemporary da revista RPM.[42]

"Take a Bow" obteve sucesso moderado nas paradas do Reino Unido, onde atingiu a posição de numero 16 no parada de singles UK Singles Chart. Isto pôs fim ao recorde de 35 canções consecutivas de Madonna a entrar para o Top 10 daquele país, que teve início com "Like a Virgin" (1984) e terminou com "Secret" (1994).[43] De acordo com a Official Charts Company, o single vendeu 102,739 cópias no Reino Unido, até agosto de 2008.[44] Na Austrália, "Take a Bow" estreou na parada ARIA Singles Chart na 21ª posição em 25 de dezembro de 1994, eventualmente chegando à posição número 15, e esteve presente na parada por um total de 17 semanas.[45] A canção alcançou a posição número dois na parada de italiana de singles Italian Singles Chart e número oito na parada suíça dede singles suíço Swiss Singles Chart.[46][47] Na Nova Zelândia, o single chegou ao número nove na para de singles New Zealand Singles Chart, passando um total de 13 semanas na parada.[48]

Videoclipe[editar | editar código-fonte]

Antecedentes e lançamento[editar | editar código-fonte]

O videoclipe da música "Take a Bow" foi dirigido por Michael Haussman, e é um luxuoso vídeo de época filmado entre 3-8 de novembro de 1994 em Ronda e na praça de touros de Antequera, Espanha.[49] No vídeo Madonna usou um customizado terno clássico feito pelo estilista britânico John Galliano.[50] Os figurinos usados ​​por Madonna no vídeo foram criado pela estilista Lori Goldstein, que recebeu o prêmio VH1 Fashion and Media de melhor estilo. Outros designers que forneceram roupas incluem Donatella Versace e o então desconhecido Christian Louboutin. Madonna usou um estilo anos 1940, com um espartilho apertado, vestidos de seda e um chapéu com véu preto. O enredo do vídeo se passa na década de 1940, que mostra Madonna como a negligenciada amante de um toureiro, interpretado pelo toureiro espanhol Emilio Muñoz.[51] A personagem de Madonna anseia pela presença do toureiro, com uma erótica mágoa.[51][52] Em uma entrevista com Kurt Loder da MTV americana no set de gravação do clipe, Madonna disse que quando estava inicialmente escrevendo "Take a Bow", a inspiração para a canção era um ator, mas que ela queria que o personagem do clipe fosse um matador porque ela queria que o vídeo fosse sobre uma "história de amor trágica e obsessiva que não dá certo no final" e um matador seria visualmente mais eficaz em expressar a emoção da música.[53]

Madonna chegou a Ronda em Novembro de 1994 com uma equipe de 60 pessoas e queria filmar nas praças de touros da cidade. No entanto, seu pedido foi rejeitado pela Real Maestranza de Caballería de Ronda (Cavalaria Real da Irmandade de Ronda), que considerou que seria uma profanação das arenas se Madonna filmasse lá, uma vez que seu nome na época era associado a imagens provocantes. Além disso, Madonna teve que desistir de filmar na praça da cidade devido às altas exigências econômicas de seu proprietário, o ex-toureiro Antonio Ordóñez, que exigiu 17 milhões (US$ 122.302 em 1994). Posteriormente, foi esclarecido que Madonna foi recusada devido a razões morais desconhecidas da Irmandade, que acusou a mídia de fazer publicidade gratuita às custas da cantora. A recusa gerou controvérsia em Ronda, cujos grupos políticos acreditavam que permitindo que o vídeo fosse filmado em seus precipícios seria uma grande promoção para a cidade. Madonna mais tarde obteve autorização para filmar no interior do palácio do Marquês de Salvatierra. As cenas de touradas foram filmadas na arena Plaza de Toros de Ronda, onde Muñoz atuou ao lado de 3 touros. Ao ator foram pagos ₧7 milhões (US$ 50.360 em 1994) para participar no vídeo.

Apresentações em turnês[editar | editar código-fonte]

Formatos do Single[editar | editar código-fonte]

Créditos[editar | editar código-fonte]

Créditos adaptados do encarte do álbum Bedtime Stories.[8]

Referências

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