História da colonização da América

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História da América

A colonização da América foi inicialmente povoada por povos indígenas, durante milhares de anos desenvolveram-se civilizações por todo o continente, tal como os maias, os astecas e os incas, entre outros. Apesar de os vikings terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X, estes exploradores aparentemente não colonizaram a América, limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região.

Os europeus, iniciaram a colonização da América depois da sua descoberta que resultou da procura de uma rota marítima para a Índia, que era a fonte da seda e das especiarias, produtos que tinham um grande valor comercial no “velho continente”. Ao navegarem para oeste, encontraram o “Novo Mundo”.

Primeira colonização[editar | editar código-fonte]

Existem várias teorias sobre os primeiros povoamentos da América. Uma das teorias defende que, durante a última glaciação, existia uma ponte de terra no Estreito de Bering, outra que a América foi colonizada por mar por tribos polinésias.

Colonização europeia[editar | editar código-fonte]

Colonização viking[editar | editar código-fonte]

Mapa das colónias vikings na Gronelândia.

A primeira colonização europeia da América foi levada a cabo pelo Vikings, no século X. Estes possuíam colónias na Gronelândia[1] , na Terra Nova[2] [3] e, possivelmente, nos Estados Unidos.[4]

Os Vikings, apesar de serem povos dados ao corso e à pirataria, adquiriram modos de vida diferentes na América, possivelmente devido ao clima duro que se fazia sentir na Gronelândia, onde permaneceram durante 5 séculos, e que deve se ter refletido no seu estilo de vida nas outras povoações americanas.[5]

Colonização ibérica[editar | editar código-fonte]

Formação dos estados sul-americanos desde 1700 até hoje.

A colonização ibérica, inicialmente, foi muito parecida, principalmente porque Portugal e Espanha eram as nações, que na altura, dominavam o mundo, tendo-o dividido com o Tratado de Alcáçovas. A América foi oficialmente descoberta, excetuando as descobertas vikings, pelos europeus, em 1492, por Cristóvão Colombo, numa tentativa de chegar ao Oriente. Mais uma vez, foi assinado um novo tratado, o Tratado de Tordesilhas, pois a zona descoberta por Espanha, ficava na zona portuguesa, que estabelecia os territórios portugueses a menos de 370 léguas (1.770 km a oeste de Cabo Verde e os espanhóis para além desse meridiano. Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, localizado na zona portuguesa, segundo o novo tratado, também numa tentativa de chegar à Índia por mar, caminho que já tinha sido realizado anos antes por Vasco da Gama.

Em meados do século XVI, o Império Espanhol controlava quase toda a zona costeira das Américas, desde a Califórnia à Patagónia, no ocidente, e desde o atual estado estadunidense da Geórgia, toda a América Central e o Caribe à Argentina – com excepção do Brasil, pertencente aos portugueses.

Colonização portuguesa[editar | editar código-fonte]

A colonização portuguesa da América iniciou-se depois da descoberta do Brasil, por Pedro Álvares Cabral, em 1500. Como colônias americanas, para além do Brasil (1500-1815), possuiu Barbados (1536–1620), Cisplatina (1808–1822, atual Uruguai) e a Guiana Francesa (1809–1817), mas não chegou a colonizar nenhum destes. Após as explorações dos Corte-Real, Portugal ainda teve um interesse na Terra Nova, mas essa região acabou na posse dos ingleses.

Colonização espanhola[editar | editar código-fonte]

Formação dos estados centro-americanos desde 1700 até hoje.

A administração das colónias espanholas na América teve como base o modelo administrativo da metrópole. O poder real encontrava-se dividido em dois Vice-reinos, o Peru e o México, que por sua vez estavam divididas em províncias.[6]

Colonização britânica[editar | editar código-fonte]

Formação dos estados norte-americanos desde 1750 até hoje.

Os britânicos lançaram-se à conquista do mundo durante o reinado de Henrique VII de Inglaterra (1485–1509), que promoveu a indústria naval, como forma de expandir o comércio para além das Ilhas Britânicas. Mas as primeiras colônias britânicas só foram fundadas durante o reinado de Elizabeth I, quando Sir Francis Drake navegou o globo nos anos 1577 a 1580 (Fernão de Magalhães já a tinha realizado em 1522).

Em 1579, Drake chegou à Califórnia e proclamou aquela região como “colônia da Coroa”, chamando-lhe “Nova Albion” ("Nova Inglaterra"), mas não promoveu a sua ocupação. Humphrey Gilbert chegou à Terra Nova em 1583 e declarou-a colônia inglesa, enquanto Sir Walter Raleigh organizou a colônia da Virgínia em 1587, mas ambas estas colônias tiveram pouco tempo de vida e tiveram de ser abandonadas, por falta de comida e encontros hostis com as tribos indígenas do continente americano.

Foi apenas no século seguinte, durante o reinado de Jaime I da Inglaterra, depois da derrota da Armada Invencível de Espanha, que foi assinado o Tratado de Londres, permitindo em 1607 o estabelecimento da primeira colônia inglesa nas Américas: Jamestown.

A colonização britânica nas treze colônias foi, essencialmente, de povoamento. Essa característica está presente nas colônias do Norte e do Oeste. A colonização sulista foi fundamentada no plantation e no uso de mão-de-obra escrava.

No norte da América, inicialmente, não havia metais preciosos e o clima daquela região, por ser temperado, não favoreceu a instalação de monoculturas. Daí a "importância de não nascer importante", segundo o jornalista uruguaio Eduardo Galeano. Um país que, durante o período colonial, não atraía a burguesia britânica em aspectos como o metalismo, o latifúndio monocultor e matérias-primas em abundância não é explorado efetivamente, o que favorece a consolidação dos EUA como a primeira economia mundial da atualidade.

Colonização francesa[editar | editar código-fonte]

Colonização europeia das Américas em 1750.
  Território espanhol
  Território cedido pela Espanha
  Território português
  Território francês
  Território francês reivindicado pela Grã-Bretanha
  Território britânico
  Território russo

As primeiras tentativas dos franceses para estabelecerem colônias no Brasil, em 1555, e na Florida, em 1564 (em Fort Caroline, atualmente Jacksonville, Florida), realizada por huguenotes, não tiveram sucesso, devido à vigilância dos portugueses e espanhóis. A tentativa seguinte foi em 1598, em Sable Island, no sudeste da atual província da Nova Escócia do Canadá; esta colônia não teve abastecimentos e os 12 sobreviventes tiveram de voltar a França.

A história do império colonial francês começou em 27 de Julho de 1605 com a fundação em Port Royal, atualmente Annapolis (igualmente na Nova Escócia), da colônia da Acadie. Em 1608, Samuel de Champlain funda Quebec, que passa a ser a capital da enorme, mas pouco povoada, colônia de Nova França (também chamada “Canada”), que tinha como objetivo o comércio de peles.

À medida que os franceses expandiam o seu império na América do Norte, também começaram a construir outro, menor, porém, mais lucrativo, nas “Índias Ocidentais” (as Caraíbas). A ocupação da costa sul-americana começou em 1624 onde é hoje a Guiana Francesa e fundou uma colónia em Saint Kitts em 1627 (a ilha teve que ser partilhada com os ingleses até ao Tratado de Utrecht em 1713, quando a França o perdeu). A “Compagnie des Îles de l'Amérique”, formada em 1634, estabeleceu as colónias de Guadalupe e Martinica em 1635 e em Santa Lúcia em 1650. As plantações destas colónias foram mantidas por escravos trazidos de África. A resistência dos povos indígenas locais resultou na Expulsão dos Caribes em 1660.

A mais importante possessão colonial francesa nas Caraíbas só foi conseguida em 1664, com a fundação da colónia de “Saint-Domingue” (o actual Haiti) na metade ocidental da ilha Hispaniola (enquanto os espanhóis dominavam a parte oriental). No século XVIII, Saint-Domingue tornou-se a mais rica colónia de plantações de cana-de-açúcar das Caraíbas. A parte oriental da ilha Hispaniola foi oferecida à França pela Espanha, depois da perda de Saint-Domingue com a Revolução Haitiana.

Em 1699, as possessões francesas na América do Norte expandiram-se ainda mais com a fundação da Luisiana perto do delta do Rio Mississípi; embora a França tivesse declarado soberania de toda a bacia do Mississippi, só tinha controlo efectivo na região costeira, perto das cidades de Mobile (Alabama) e Nova Orleãs (fundada em 1718). Mais tarde, os Estados Unidos compraram a colónia francesa.

Referências