Bóreas

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Bóreas ou Boreas (em grego: Βορέας), na mitologia grega, era um dos Titãs que representavam os ventos - sendo este o bravio vento norte. Na mitologia romana, recebe o nome de Áquilo, Aquilon ou Setentrião de "septem" e "triones" (sete trios, literalmente) - alusão à constelação da Ursa Maior. De Setentrião deriva o sinônimo para as coisas relativas ao norte, "setentrional".

Índice

[editar] Etimologia e acepções

O nome Boreas significa algo como "vento norte" ou "devorador".

Boreas também era o nome de um mortal, o pai do rei Haemus, da Trácia.

[editar] Representação

Bóreas era muito forte, de temperamento violento. Ele freqüentemente era descrito como um homem velho, alado, com cabelos longos e revoltos, segurando uma concha e vestindo uma capa. Pausânias descreve Bóreas como tendo cobras no lugar dos pés - mas nas representações artísticas sempre aparece com pés humanos, dotados de asas.

[editar] Mitos

É um dos ventos filhos de Eolo e Astreu. Seus irmãos são Zéfiro, Nótus e Eurus, todos são Deuses.

Ao contrário de Zéfiro, que era identificado como uma brisa ou vento mais suave, Bóreas fazia-se quase sempre imprevisível e furioso.

Seu mito mais conhecido alude ao seu parentesco com os atenienses:

[editar] O rapto de Orítia

Bóreas caíra de amores pela princesa ateniense Orítia – filha do rei Erecteu. Tendo-a cortejado sem sucesso, o Vento Norte resolve raptá-la quando esta vagava às margens do rio Ilisus. Dessa união nasceram os Boréades – Zetes, Calais, Aura e Quione, a princípio humanos, e depois dotados de belas asas douradas.

vaso representando o rapto de Oreithya pelo deus Bóreas, Louvre, Paris.

Graças a este "parentesco" com Atenas, através do casamento com a princesa, a ele reputam a vitória sobre a armada de 400 navios do rei persa Xerxes, destruída por uma borrasca quando estavam ancorados. Segundo informa Heródoto, algo semelhante havia ocorrido doze anos antes – e desta feita os atenienses eram bastante enfáticos em afirmar que, da mesma maneira que Bóreas os ajudara antes, também era o responsável pelo que aconteceu nesta ocasião. Construíram para o deus um santuário no rio Ilisus.

A cidade, agradecida, rendia-lhe homenagens anualmente, num festival próprio a este deus, as "Boreasmi".

Este mito foi dramatizado por Ésquilo numa peça teatral que se perdeu, intitulada "Oreithyia".

[editar] Bóreas e os cavalos

Existe outro mito que diz haver Bóreas se transmutado num corcel negro(preto), a fim de cruzar com um rebanho de éguas – e, fruto deste amor nasceu uma dúzia de cavalos que, ao correr, pareciam voar sobre o solo. Estas éguas pertenciam a Erichthonius, rei de Tróia. Plínio (Naturalis Historia iv.35 e viii.67), imaginou que possivelmente as éguas estivessem com seus traseiros voltados para o vento norte, e daí conceberam sem a presença de um garanhão.

Mito com continuação......

[editar] Amores e filhos

Além da princesa Orítia e das éguas troianas, também foi amante da ninfa Pytis.

[editar] Morada

Acreditavam os gregos que Bóreas morava na Trácia. Heródoto e Plínio descrevem ambos uma terra ao norte, chamada Hiperbórea (literamente, "além do norte"), na qual as pessoas viviam em completa felicidade e em grande longevidade.

[editar] Ver também

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