Brigitte Bardot

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Brigitte Bardot
Brigitte Bardot em 1968
Outros nomes BB
Nascimento 28 de setembro de 1934 (79 anos)
Paris, França
Nacionalidade França francesa
Ocupação atriz, cantora e ativista
Cônjuge Roger Vadim (1952 – 1957)
Jacques Charrier (1959 – 1962)
Gunter Sachs (1966 – 1969)
Bernard d'Ormale (1992 - atualmente)
Atividade 1952 - 1973 (como atriz)
1973 - Atualmente (como ativista)
IMDb: (inglês)

Brigitte Anne-Marie Bardot (Paris, 28 de Setembro de 1934) é uma ex atriz francesa. Conhecida mundialmente por suas iniciais, BB, é considerada o grande símbolo sexual dos anos 50 e anos 1960. Tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública.

Ícone de popularidade da década de 1960, foi eleita pela revista americana TIME um dos cem nomes mais influentes da história da moda.[1] [2] Bardot tornou-se uma estrela internacional em 1957, após protagonizar o polêmico filme E Deus Criou a Mulher, produzido pelo seu então marido, Roger Vadim. Ela chamava a atenção da intelectualidade francesa e Simone de Beauvoir a descreveu como "uma locomotiva da história das mulheres", além de ter sido considerada a mulher mais livre do Pós-Guerra na França.

Considerada uma mulher a frente de seu tempo, mesmo sem ganhar grandes prêmios no cinema, Brigitte causava histeria na imprensa mundial e era uma das poucas atrizes não americanas de sua época que recebiam grande atenção da imprensa dos Estados Unidos,[3] onde surgiu o termo "Bardot mania" para qualificar a adoração que ela suscitava. Seu estilo natural, incorporado a uma mistura de ninfeta com femme fatale, juntamente com seus cabelos longos e loiros, (inéditos para época), tornaram-se mania entre as mulheres e influenciou todo o estilo e comportamento das gerações das décadas de 1950 e 1960, mudando para sempre a forma de representar o feminino.[4] .

Distante do sucesso e do glamour do cinema há quatro décadas e engajada numa polêmica cruzada em defesa dos direitos animais, ela ainda se mantém firme como um ícone de sensualidade e beleza feminina, inspirando a moda e também vários artistas da conteporaneidade. Foi eleita uma das dez atrizes mais belas da história do cinema por uma pesquisa realizada na Inglaterra em 2009.[5] Em 1985 ela foi premiada com a Legião de Honra Francesa, mas causou polêmica ao recusar o prêmio[6] .

Infância e adolescência[editar | editar código-fonte]

Seu pai, Louis Bardot, foi um industrial da alta burguesia francesa. Sua mãe, Anne-Marie, era catorze anos mais jovem que seu pai e casaram-se em 1933. Ela recebeu influência da mãe nas artes da dança e música. Em 1947, foi aceita no conservatório de dança e música de Paris (Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris) e cursou as aulas de balé por três anos.

Com o apoio e incentivo da mãe, começou a fazer trabalhos de moda em 1949, aos quinze anos, e em 1950 foi capa da edição de março da revista Elle francesa,[7] trabalho que chamou a atenção do então jovem cineasta Roger Vadim. Vadim mostrou a capa da revista ao cineasta e roteirista Marc Allégret, que convidou Brigitte para um teste para seu filme "Les lauriers sont coupés". BB foi escolhida para o papel, mas o filme acabou não sendo realizado. Mesmo assim, esta oportunidade fez com que ela pensasse em se tornar atriz. Mais do que isso, seu encontro com Vadim, que assistiu ao teste, iria influenciar sua carreira e sua vida.[8]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Brigitte Bardot estreou no cinema aos 17 anos no filme Le Trou normand (1952) e no mesmo ano, após dois anos de namoro à revelia dos pais, casou-se com Roger Vadim. Em seu segundo filme, Manina, la fille sans voile, suas cenas de biquíni fizeram com que seu pai recorresse à Justiça para impedir que as cenas fossem levadas ao cinema, sem sucesso.

Bardot em cena do filme Dear Brigitte - 20th Century Fox, 1965. (Versão original em cores)

[9] Entre 1952 e 1957 ela fez dezessete filmes, nenhum de grande sucesso, dramas românticos ou históricos, sendo três filmes em inglês, entre eles Helena de Troia, mas foi o grande centro de atenção da mídia presente ao Festival de Cannes de 1953. Vadim não estava contente com isso e achava que Bigitte estava sendo subestimada pela indústria. A nouvelle vague francesa, inspirada no neo-realismo italiano, estava começando a crescer internacionalmente e ele, acreditando que Bardot poderia estrelar filmes de arte nessa linha, a escalou para o papel principal de seu novo filme, E Deus Criou a Mulher (1956), com a então jovem sensação masculina do cinema francês, Jean-Louis Trintignant. O filme, sobre uma adolescente amoral numa pequena e respeitável cidade do litoral, fez um grande sucesso e causou grande escândalo mundial. Quando chegou aos Estados Unidos, o filme estourou as receitas, transformando BB em um fenômeno da noite para o dia, com suas cenas de biquíni percorrendo as telas de cinema do mundo todo. Além disto, o filme chegou a ser proibido em alguns países, e foi condenado pela Liga da decência católica. A cena em que ela dança descalça em cima de uma mesa é considerada uma das mais eróticas da história do cinema.

Na moralista Hollywood dos anos 50, onde o maior símbolo sexual, Marilyn Monroe, no máximo havia aparecido nas telas de maiô, seu perfil erótico a transformou numa aposta arriscada para os estúdios, e isso, além de seu sotaque e seu inglês limitado, a impediram de fazer uma grande carreira no cinema dos Estados Unidos. De qualquer modo, ela se tornou a mais famosa atriz europeia nos Estados Unidos e permanecer na França beneficiou sua imagem. Durante a década de 1960, quando a Europa, principalmente Londres e Paris, começou a ser o novo centro irradiador de moda e comportamento e Hollywood saiu por um tempo da luz dos holofotes, ela acabou eleita a deusa sexual da década. Verdadeiro ou falso, nesta época se dizia que Brigitte Bardot era mais importante para a balança comercial francesa que as exportações da indústria automobilística do país.[8]

Bardot se divorciou de Vadim em 1957 e dois anos depois casou-se com o ator Jacques Charrier, que lhe deu seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier, e com quem estrelou Babette Vai à Guerra (1959). Seu casamento foi alvo constante dos paparazzi e houve choques e mudanças no rumo de sua carreira. Seus filmes se tornaram mais substanciais, mas isto trouxe uma grande pressão tornando dúbio o seu status de celebridade do cinema, pois ao mesmo tempo em que tinha aclamação da crítica na França, continuava sendo a bombshell glamourosa para o resto do mundo.

Seu filme de 1960, A Verdade, no qual atuou ao lado de Sami Frey, foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 1962, filmou com Louis Malle e Marcello Mastroianni Vida Privada, um filme quase autobiográfico sobre uma celebridade do cinema sem vida pessoal, graças a perseguição constante da imprensa. Pouco depois deste filme, BB retirou-se da vida agitada das metrópoles európéias para uma vida de semi-reclusão, mudando-se para uma mansão (La Madrague) em Saint Tropez, no sudoeste da França.

Em 1963 ela estrelou o aclamado filme de Jean-Luc Godard, O Desprezo, e pelo resto da década seu mito de ícone sexual foi alimentado por filmes como Histórias Extraordinárias, com Alain Delon, Viva Maria! com Jeanne Moreau e As Noviças, com Annie Girardot, entre outros e vários musicais de televisão e gravações de discos produzidos por Sacha Distel e Serge Gainsbourg.

O estilo Bardot marcou um antes e um depois no mundo feminino. Na foto, ela aparece com um de seus famosos penteados que, ainda hoje, continuam a ser imitados por mulheres do mundo todo. (1962)

Brigitte Bardot se envolveu na moda e na música pop, firmando-se como um ícone fashion. Em 1965, a 20th Century Fox produziu um filme, Minha Querida Brigitte, dirigido pelo consagrado James Stewart, e na qual ela foi convidada para fazer algumas aparições como ela mesma, uma das poucas produções de Hollywood em que ela aparece. Entretanto, BB recusou-se em viajar até Los Angeles para gravar suas cenas, e exigiu que a Fox viesse até Saint-Tropez para filmar sua parte.[10]

Em 1965, foi indicada e concorreu ao BAFTA na categoria de Melhor Atriz Estrangeira por sua interpretação no filme Viva María!, de Louis Malle.[11]

Em 1966, ela vestiu as cores da França e se tornou a primeira celebridade usada por Aslan para interpretar Marianne, símbolo do país.

Em 1967, ela e Gunter Sachs foram ao Festival de Cannes, onde fazia alguns anos que ela não aparecia. BB chegou causando um enorme alvoroço nos fotógrafos. Durante sua entrada no palácio dos festivais, os paparazzi se empurravam e gritavam seu nome querendo fotografá-la. Tempos depois, Brigitte deixou claro que naquela noite se sentiu como um animal sendo perseguido por caçadores.

Em 1968, ela gravou Histórias extraordinárias, que levou um elenco all-star e incluiu também Jane Fonda, Alain Delon e Terence Stamp, e foi dirigido por Federico Fellini, Louis Malle e Roger Vadim. Ainda em 1968, ela assina contrato para gravar Shalako, um faroeste, que causou sensação na mídia durante sua produção por reunir no mesmo elenco a sex symbol da vez (Bardot), com a então sensação da série James Bond, Sean Connery.

Próximo do final dos anos 60, ela gravou o filme Les Femmes, em 1969, e logo após L’Ours Et la Poupée (O Urso e a Boneca), filme este que agradou muito, pois sua atuação foi considerada extremamente profissional. Com o início da década de 1970, ela assina para gravar o filme As Noviças, mas como o roteiro não estava pronto, começa a filmar, no México, o filme Boulevard do Rum, pois seria um filme rápido de se gravar. Foi neste ano também que Brigitte perde um dos seus maiores amores, a cachorrinha Guapa, isso a abalou muito.

Em 1971, BB e Claudia Cardinale filmaram Les Petrouleses. Durante a produção do longa, Bardot disse a imprensa que acreditava que Claudia Cardinale era a possível substituta de seu título de símbolo sexual. Em 1973, Brigitte Bardot novamente escandalizou o mundo ao protagonizar algumas cenas de sexo lésbico com Jane Birkin no filme Don Juan. E assim, ainda em 1973, ela filma seu último filme, Colinnot Trousse-Chemise, lançado mundialmente em outubro de 1974 e que marcou o adeus dela nas telas de cinema.

Ativismo[editar | editar código-fonte]

Em 1973, pouco antes de completar quarenta anos, Brigitte anunciou que estava encerrando sua carreira. Após mais de cinquenta filmes e de gravar dezenas de discos, ela recolheu-se a La Madrague definitivamente, escolheu usar a fama pessoal para defender os direitos animais e tornou-se vegetariana. Em 1977 atraiu atenção mundial para sua causa ao denunciar in-loco o massacre de bebês-foca no norte do Canadá. Em 1986, ergueu uma fundação, Fondation Brigitte-Bardot, declarada de utilidade pública pelo governo francês em 1992, e que em 1995 nomeou o Dalai Lama como seu membro honorário. Entre 1989 e 1992, BB também apresentou na tv francesa uma série chamada S.O.S. Animaux, co-patrocinada por sua fundação. Entre outras causas, ela atuou e liderou campanhas contra a caça das baleias, as experiências em laboratório com animais, pela proibição de brigas autorizadas entre cães e contra o uso de casacos de pele.

Politica, controvérsia e processos[editar | editar código-fonte]

Entusiasta e apoiadora da política de Charles de Gaulle nos anos 1960,[12] em especial no tocante à independência da Argélia, nos anos 1990 entretanto, suas posições políticas e sociais, principalmente sobre a imigração árabe e a homossexualidade, lhe causaram diversos processos e lhe custaram muito da popularidade conquistada no cinema e em seu ativismo pró-animais, sendo hoje, uma personalidade muito antipatizada pela nova geração de franceses.

Seu livro autobiográfico de 1996, grande sucesso de vendas na França, trazia diversas referências e críticas principalmente ao Islamismo.

Hoje casada com um ex-conselheiro do Front National de Jean-Marie Le Pen, representante da extrema-direita francesa, entre 1997 e 2003 ela foi processada por diversas entidades muçulmanas, devido a suas críticas aos imigrantes islamitas do país, ao crescimento do número de mesquitas, ao sacrifício de animais usado em vários de seus rituais e foi acusada de racismo e suposto incitamento anti-racial contra imigrantes, chegando a ser condenada, em tribunal, a pagar 5.000 euros de multas.[13]

Brigitte Bardot em Nice, 2002.

Por comentários recebidos como insultuosos aos homossexuais, feitos em seu livro de 2003, A Scream in the Silence, que também trata da 'islamização' da França, foi processada por entidades de defesa de minorias. No entanto, Bardot, que anos atrás reconheceu ter mantido relações sexuais com uma mulher jovem, deixou claro em seu livro que respeita e não possui nada contra os homossexuais, mas é contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Dias depois da grande polêmica, ela concedeu entrevista a uma revista gay francesa, onde negou categoricamente as acusações de homofobia, e disse::[14]

"Tirando o meu marido, que um dia talvez até troque de lado, estou cercada de homossexuais, há muito tempo são meus amigos, meu apoio, meus filhos adotivos e confidentes, só não quero que adotem. Infelizmente tudo o que faço ou digo é sempre motivo para polêmicas".[15]


Em junho de 2008, BB foi pela quinta vez condenada num processo de incitação ao racismo por um tribunal de Paris, sendo obrigada a pagar 15 mil euros de multa. Os protestos de Bardot tem a ver com os rituais muçulmanos de sacrifício de animais, durante a tradicional festa Eid ul-Adha, realizada pelos imigrantes de países islâmicos que vivem no país.[16]

Durante as eleições presidenciais nos Estados Unidos de 2008, Brigitte Bardot novamente ganhou destaque nos noticiários internacionais após uma carta declarada em nome de sua fundação para a candidata Republicana Sarah Palin, na qual criticava duramente a ex-governadora do Alaska por sua postura em relação ao aquecimento global, controle de armas e a exploração do petróleo na região, sem se preocupar com os ursos polares. Em sua declaração, Brigitte dizia que Sarah Palin era uma "grande irresponsável" e uma "desgraça para o meio ambiente", e que desejava a derrota dos republicanos, já que o mundo sairia "ganhando" com isso.[17]

Em Outubro de 2010 foi anunciado na imprensa que Brigitte Bardot estaria estudando a proposta de candidatar-se à Presidência francesa nas eleições de 2012, liderando um grupo ecologista. O jornal Le Parisien acrescentou que a atriz recebeu a proposta de ser a cara da Aliança Ecologista Independente, uma formação verde dirigida por Antoine Waechter, um conhecido ecologista.[18]

Mais recentemente, em janeiro de 2013, Brigitte Bardot ameaçou pedir nacionalidade russa se dois elefantes fossem sacrificados em um circo, no sul da França.[19] A notícia rapidamente percorreu os principais canais de comunicação ao redor do mundo, a ameaça de Bardot veio um dia depois de Gérard Depardieu causar uma tempestade na França ao se tornar um cidadão russo, em protesto contra as altas taxas de impostos propostas pelo governo socialista. Dias depois, em entrevista a televisão francesa, Brigitte declarou estar "cansada da França", e que também não queria mais viver em um país que havia se tornado um "cemitério" de animais.

Influências na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Estátua de Brigitte Bardot em Búzios, Rio de Janeiro.
  • Além de ser a responsável pela popularização de Saint Tropez, na França, ao se mudar para lá no começo dos anos 1960, no verão de 1964 Brigitte Bardot também mudou a vida de uma pequena cidade do litoral do Rio de Janeiro chamada Armação dos Búzios, então distrito de Cabo Frio, onde ficou hospedada em suas visitas pelo Brasil, na companhia do namorado Bob Zaguri, um playboy e produtor marroquino que viveu muitos anos no Brasil. Depois da visita de BB, acompanhada diariamente pela imprensa e recheada de fotografias, Búzios foi 'descoberta', virou município e tornou-se um dos pontos mais sofisticados e procurados do verão brasileiro, inclusive por estrangeiros.[20] Em sua homenagem , a Prefeitura local criou a Orla Bardot, na Praia da Armação, e instalou ali uma estátua de bronze da atriz em tamanho natural. O único cinema do sofisticado balneário também leva seu nome, e existem outras dezenas de referências a ela em todos os cantos da cidade.[20] Em sua biografia, ela deixou registrado que os períodos passados na região foram as épocas mais lindas de sua vida. Em 2008 foi filmado o curta-metragem "Maria Ninguém" sobre a ida de Brigitte Bardot ao Balneário de Búzios, com Fernanda Lima interpretando BB.[21]
  • Ela é reconhecida por ter popularizado o biquíni usando-o em seus primeiros filmes, nas aparições em Cannes e em dezenas de fotos de revistas.
  • Além do biquíni, Bardot é reconhecida também por lançar as sapatilhas. BB, que fez balé clássico durante 12 anos, pediu para que Rose Repetto - criadora da famosa marca Repetto - desenvolve-se um modelo de sapatilhas que ela pudesse usar no dia a dia, o resultado foi o modelo cendrillon, que Brigitte amou loucamente e a usou em algumas cenas de E Deus Criou a Mulher e também no tapete do Festival de Cannes daquele ano.[22] .
  • BB era idolatrada por John Lennon e Paul McCartney, que fizeram planos de fazer um filme dos Beatles junto com ela, nunca realizado, na linha de Os Reis do Iê-Iê-Iê (br)..[8] [23] [24] As primeiras companheiras dos dois - esposa e noiva, respectivamente- Cynthia Lennon e Jane Asher, usavam seus cabelos inspirados na cor e no corte do usado por BB.[25] Ela e Lennon encontraram-se num hotel uma vez em 1968, apresentados pelo agente de imprensa dos Beatles. No entanto, segundo ele contou mais tarde em memórias , nenhum impressionou o outro: 'Eu estava numa viagem de ácido, e ela estava de saída'.[26]
  • Em 1970, o escultor francês Alain Gourdon usou Brigitte como modelo para o busto de Marianne, o emblema nacional da França.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Bardot e Sami Frey em Saint Tropez, 1963.

Além dos escândalos de qual foi protagonista, Brigitte Bardot também foi conhecida por sua vida conturbada e polêmica. Chamada pela mídia sensacionalista de "devoradora de homens" pela rapidez com que terminava seus relacionamentos e pela quantidade deles, durante o período em que atuou no cinema (1952 – 1973) sua carreira foi marcada por três casamentos. O primeiro, em 1950 com Roger Vadim, com que se manteve até 1956 e foi o responsável por acessorá-la e lançá-la ao sucesso. Vadim e Bardot se divorciaram em 1956, depois dela o trair com Jean-Louis Trintignant durante as filmagens de E Deus Criou a mulher. O segundo casamento foi em 1959, com o ator Jacques Charrier, os dois atuaram juntos no filme Babette s'en va-t-en guerre e foi ele quem deu a Bardot seu único filho, Nicolas Jacques Charrier, o qual ela abandonou com o pai quando os dois se separaram.

Este casamento foi o último relacionamento que Bardot deu satisfação aos seus amigos, família e sociedade. Conforme ficou registrado em sua biografia, Bardot afirma que foi "forçada" a se casar com Jacques. O grande momento veio quando ficou sabendo que estava grávida, ela tentou abortar, mas não conseguiu nenhum médico que aceitasse esconder a notícia, pois ela já havia se submetido a dois abortos dolorosos durante o tempo que esteve casada com Roger Vadim.

O terceiro matrimônio foi com o playboy e multimilionário alemão Gunter Sachs. Os dois se conheceram em 1966, e foram apresentados por alguns amigos de Brigitte e que também eram amigos de Gunter. Algumas horas depois de terem se conhecido, Gunter Sachs enviou um helicóptero até a casa de Bardot em Saint-Tropez, no sul da França, o qual cobriu a casa dela com pétalas de rosas vermelhas. Os dois se casaram ainda em 1966, quatro semanas depois de terem se conhecido, a cerimônia foi realizada em segredo na cidade de Las Vegas. Segundo o juiz que realizou a cerimônia, aquele foi o “casamento mais secreto do século”. Após se casarem, os dois passaram a lua de mel do Tahiti. Günter Sachs fez parte do Jet set europeu durante os anos 60, no início da década ele já aparecia na capa de alguns tablóides devido ao seu romance com a rainha iraniana Soraya Esfandiary, então esposa do xá Reza Pahlevi. Apesar de bilionário, foi sua união com Brigitte Bardot que o tornou reconhecido internacionalmente.

O quarto e último casamento realizado em 1992, e que perdura até hoje, foi com Bernard D'Ormale, um conselheiro político de Jean-Marie Le Pen, ex-presidente da Frente Nacional francesa, principal partido de extrema-direita da França.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Filmografia principal[editar | editar código-fonte]

Ano Título original Título no Brasil Título em Portugal
1973 Colinnot Trousse-Chemise As aventuras de Colinnot
1973 Don Juan ou Si Don Juan était une femme… Se Dom Juan Fosse Mulher
1971 Les Pétroleuses As Petroleiras
1971 Boulevard du rhum Boulevard do Rum
1970 Les novices As Noviças
1970 L'ours et la poupée O urso e a boneca
1969 Les femmes As Mulheres
1968 Shalako Shalako Shalako
1968 Histoires extraordinaires Histórias Extraordinárias Histórias Extraordinárias
1967 À coeur joie À coeur joie
1966 Masculin féminin Masculino-Feminino
1965 Viva María! Viva María! Viva María!
1965 Dear Brigitte Minha querida Brigitte
1964 Une ravissante idiote As Malícias do Amor
1963 Le mépris O Desprezo O Desprezo
1962 Vie privée Vida Privada
1962 Le repos du guerrier Le repos du guerrier
1961 Amours célèbres Amores Célebres
1960 La Verité A Verdade A Verdade
1959 Voulez-vous danser avec moi? Venha dançar comigo!
1959 Babette s'en va-t-en guerre Babette vai à Guerra
1958 Les bijoutiers du clair de lune Vingança de Mulher Ao Cair da Noite
1957 Une parisienne O Príncipe e a Parisiense
1956 Et Dieu... créa la femme E Deus Criou a Mulher
1956 Helena de Troia (1956) Helena de Troia (1956)
1955 Les Grandes Manœuvres As Grandes Manobras As Grandes Manobras
1955 Futures Vedettes A Mais Linda Vedete
1954 Si Versailles m'était conté Se Versalhes falasse
1953 Un acte d'amour Un acte d'amour
1952 Manina, la fille sans voile Manina, a Moça Sem Véu


Referências

  1. Revista Time elege os 100 nomes mais influentes na moda. Terra Noticias. Página visitada em 02/09/2012.
  2. http://ffw.com.br/noticias/moda/lista-da-time-distingue-os-100-melhores-da-moda-dos-ultimos-anos/
  3. http://cinema.terra.com.br/cannes/fotos/0,,OI200726-EI20164,00-De+Bardot+a+Jolie+veja+as+divas+que+deslumbraram+Cannes.html
  4. http://lifestyle.publico.pt/noticias/318141_e-brigitte-bardot-mudou-a-mulher
  5. http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL997534-7086,00.html
  6. http://www.independent.co.uk/news/world/europe/the-big-question-how-does-the-french-honours-system-work-and-why-has-kylie-been-decorated-822752.html
  7. The Biography Channel - Brigitte Bardot Biography
  8. a b c Robinson, Jeffrey (1994). Bardot - Two Lives. Simon & Schuster Editora(Londres). ASIN: B000KK1LBM.
  9. http://www.filmsite.org/sexinfilms12.html
  10. http://www.rottentomatoes.com/m/dear_brigitte/
  11. http://www.imdb.com/event/ev0000123/1967
  12. Drinking champagne with: Brigitte Bardot; And God Created An Animal Lover de Alan Riding
  13. Brigitte Bardot unleashes colourful diatribe against Muslims and modern France : Indybay
  14. http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2013/09/e-contra-natureza-diz-alain-delon-sobre-homossexualidade.html
  15. http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI3519276-EI13419,00-Brigitte+Bardot+nega+acusacoes+de+homofobia.html
  16. Yahoo Notícias/Reuters
  17. http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u453555.shtml
  18. Brigitte Bardot candidate à la présidentielle de 2012 ?.
  19. http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/01/brigitte-bardot-tambem-ameaca-pedir-nacionalidade-russa-1.html
  20. a b BuziosOnline.com
  21. Fernanda Lima encarna Brigitte Bardot em filme. Quem. Página visitada em 20/04/2011.
  22. [1]
  23. Miles, Barry. Many Years From Now. [S.l.]: Vintage -Random House, 1998. ISBN 0-7493-8658-4 p69
  24. Spitz, Bob. The Beatles: The Biography. [S.l.]: Little, Brown and Company (Nova York), 2005. ISBN 1-84513-160-6 p171
  25. Lennon, Cynthia - A Twist of Lennon
  26. Lennon, John. Skywriting by Word of Mouth. [S.l.]: Harper Collins, 1986. ISBN 0-06-015656-2 p24
  27. PLAYBOY INTERVIEW: BOB DYLAN. interferenza.com. Página visitada em 02/09/2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Brigitte Bardot
Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Brigitte Bardot