Take Me Home (álbum de One Direction)

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Take Me Home
Álbum de estúdio de One Direction
Lançamento 9 de novembro de 2012 (2012-11-09)
Gravação Maio – Outubro de 2012;
(Los Angeles, Londres, Estocolmo)
Gênero(s) Pop
Duração 42:18
Idioma(s) Inglês
Gravadora(s) Columbia, Syco
Produção Carl Falk, Cirkut, Rami Yacoub, Shellback, Dr. Luke, Julian C. Bunetta, Melin Shikder, Kristoffer Fogelmark, Sam Waters, Steve Robson, Albin Nedler, Jake Gosling
Cronologia de One Direction
Último
Último
Up All Night
(2011)
Midnight Memories
(2013)
Próximo
Próximo
Singles de Take Me Home
  1. "Live While We're Young"
    Lançamento: 28 de setembro de 2012 (2012-09-28)
  2. "Little Things"
    Lançamento: 3 de dezembro de 2012 (2012-12-03)
  3. "Kiss You"
    Lançamento: 8 de fevereiro de 2013 (2013-02-08)

Take Me Home é o segundo álbum de estúdio da boy band britânica-irlandesa One Direction, lançado entre os dias 9 e 13 de novembro de 2012 através da editora discográfica Syco Music. Como um acompanhamento ao sucesso internacional de Up All Night (2011), Take Me Home foi concebido entre maio e outubro de 2012, em sua maior parte em estúdios na Suécia e na Califórnia. Durante a elaboração do material, o grupo trabalhou com diversos compositores e produtores, entre eles Rami Yacoub e Savan Kotecha, responsáveis pelos hits "What Makes You Beautiful" e "One Thing", e foi creditado por co-escrever cinco de suas treze faixas.

Em termos musicias, Take Me Home é um álbum pop influenciado por diversos gêneros, como o synthpop, dance pop e o rock dos anos 1980. Considerado pelos integrantes do grupo como o seu trabalho mais pessoal e muito melhor que o seu lançamento anterior, possui o trabalho de riffs de guitarra elétrica, sintetizadores e vocais harmoniosos, apresentados individualmente ao logo do disco. Liricamente, as faixas refletem-se ao amor, comprometimento, paixões não correspondidas e saudades de experiências vivenciadas pela banda. Take Me Home foi criticamente elogiado pelo seu lirismo e pela qualidade de sua produção, mas, ainda assim, obteve análises divergentes de alguns especialistas, que exitaram em considerá-lo mais maduro que Up All Night.

Comercialmente, o disco obteve êxito global, estreando na primeira posição das tabelas musicais de mais de 35 países, como na Austrália, Argentina, Canadá, Irlanda, México e Nova Zelândia, com mais de um milhão de cópias vendidas em apenas sete dias em todo o mundo. No Reino Unido, tornou-se o primeiro do grupo a culminar na lista oficial dos mais vendidos e foi o mais-bem vendido em somente um mês em território britânico. Nos Estados Unidos, converteu a One Direction na primeira boyband a colocar dois álbuns na liderança da Billboard 200 em um mesmo ano, com vendas iniciais de 540 mil réplicas. O grupo terminou 2012 com dois discos dentre os cinco mais vendidos nos Estados Unidos (Take Me Home ficou na quinta posição e Up All Night na terceira), tornando-se o primeiro artista a conseguir dois trabalhos no top cindo da lista de fim de ano da Billboard. Mundialmente, foi o quarto mais comprado de 2012, com 4.4 milhões de exemplares comercializado em dois meses.

De Take Me Home, surgiram três singles. O primeiro, "Live While We're Young", foi lançado em setembro de 2012 e obteve êxito internacional, listando-se dentre os dez mais vendidos em quase todos os países em que foi disponibilizado. Atingiu a terceira posição das tabelas musicais Billboard Hot 100 e UK Singles Chart, tendo a melhor semana de vendas de um artista não-americano nos Estados Unidos. O segundo, "Little Things", foi lançado em dezembro, e tornou-se o segundo número um alcançado pela banda no Reino Unido. Em nível internacional, obteve um desempenho favorável. "Kiss You", a sua última canção de trabalho, debutou em nono lugar em solo inglês e obteve um desempenho moderado pelo mundo. Dando continuidade à promoção do material, o quinteto apresentou as canções em diversos programas de televisão e embarcou na sua segunda digressão musical, a Take Me Home Tour (2013), que contou com 129 shows e passou pela Europa, América do Norte, Oceania e Asia.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O grupo acenando para os fãs em Estocolmo, na Suécia, em maio de 2012, onde ocorreram as seções de gravação de Take Me Home durante seis meses.

Em março de 2012, em entrevista ao National Post, One Direction afirmou que havia começado a trabalhar no sucessor de Up All Night (2011); Niall Horan disse: "No verão, nós vamos voltar e começar um novo disco. Queremos trazer à superfície um disco quase todos os anos, a cada um ano e meio", revelando que eles estavam organizando-se em reuniões com diferentes produtores e compositores.[1] No mesmo mês, Tom Fletcher, vocalista da banda McFly, afirmou estar envolvido na composição do álbum e, pouco depois, Ed Sheeran, com quem o grupo havia declarado ter interesse em trabalhar em fevereiro do mesmo ano, também revelou que iria contribuir para a escrita do disco, alegando: "Eu escrevi um par de canções quando eu tinha 17 [anos] que One Direction quer para o seu próximo álbum (...) Irei no estúdio em agosto para produzir as faixas para eles".[2] [3]

Em abril do mesmo ano, o periódico inglês The Independent divulgou que Simon Cowell, empresário da banda, havia convidado compositores proeminentes a colaborarem com a escrita do material.[4] Dee Demirbag, responsável pelo repertório de artistas internacionais da gravadora BMG Rights Management, da Escandinávia, disse: "A irrupção de sucesso de uma boy band nos Estados Unidos é fato de grande impacto na indústria da música, você pode imaginar que a competição por excertos do próximo álbum One Direction será imensa".[4] Os responsáveis por trás da elaboração foram divulgados apenas em agosto, com nomes como Carl Falk, Rami Yacoub, Dr. Luke, Cirkut e Shellback.[5]

Take Me Home foi escrito em grupos de, pelo menos, cinco compositores por faixa. De acordo com Douglas Wolk, da revista Time, o estilo dos compositores suecos foi predominante nas canções. Savan Kotecha, Yacoub e Falk, que escreveram os hits "What Makes You Beautiful" e "One Thing", passaram seis meses em Estocolmo, na Suécia, e foram capazes de montar as melodias do álbum em torno dos tons vocais de cada membro do grupo.[6]

Cquote1.svg Nós trabalhamos a melodia primeiro. Essa é a escola de Max Martin (...) Passamos dias, às vezes semanas, desafiando a melodia. O objetivo é fazê-lo soar como se qualquer um pudesse fazer isso, mas é realmente muito difícil. Na Suécia, você não faz algo até que você faça-o certo. Eu era o treinador vocal de One Direction no The X Facter então eu conheço que as suas vozes melhor que qualquer um. Fomos capazes de moldar as melodias em torno de seus tons. E, uma vez que vimos o que 'What Makes You Beautiful' fez, queríamos canções que crianças pudessem tocar na guitarra e cobrirem no YouTube.[6] Cquote2.svg
Kotecha.

Depois de extensas aparições promocionais na América do Norte e na Oceania, em apoio de seu álbum de estreia, One Direction começou a gravar o álbum, em maio de 2012, no estúdio Kinglet Studios, na Suécia.[7] No primeiro semestre do ano, o grupo continuou a sessões de gravação nos Estados Unidos, enquanto concluíam a etapa final de sua digressão Up All Night Tour.[8] Em entrevista ao canal MTV News, Niall revelou que o grupo aproveitara as folgas que tinha entre os shows para gravar as canções.[9] Além das gravações ocorridas em Estocolmo, o grupo também utilizou sessões em estúdios como Chalice Studios, em Los Angeles, Califórnia, MixStar Studios, em Virginia Beach, na Virgínia, Wendy House Productions e Sticky Studios, na Inglaterra.[10]

Lançamento e capa[editar | editar código-fonte]

One Direction apresentando-se em Glasgow, na Escócia, em 2013.

Em 23 de agosto de 2012, One Direction lançou um vídeo no seu canal oficial no YouTube, dizendo que o lançamento do sucessor de Up All Night (2011), disco de estreia da banda, ocorreria em novembro do mesmo ano.[11] Cinco dias depois, após atingir a marca de 5.5 milhões de seguidores em sua conta no Twitter, Louis Tomlinson divulgou uma mensagem na rede social dizendo que o disco seria intitulado de Take Me Home, a qual dizia: "Então, tenho muito gosto em poder dizer-vos que o nosso novo álbum é chamado de 'Take Me Home'. Mal posso esperar que vocês o ouçam".[12] [13]

No dia 29 do mesmo mês, antes mesmo de divulgar a capa da edição original do CD, o grupo revelou a capa da edição deluxe de Take Me Home.[14] A foto é de um anuário com bilhetes de aeroporto e uma foto do quinteto sorridente e interagindo entre si.[14] No dia seguinte, a banda revelou a capa da versão padrão do álbum. Na imagem, Harry Styles está em frente a uma cabine telefônica vermelha, icônica de Londres, rindo com os companheiros; Louis aparece subindo na cabine, com ajuda de Zaym. Ele se agarra a Liam Payne, que está no alto da mesma e aparentar estar caindo, enquanto Niall está dentro da cabine, fazendo uma ligação.[15] Todos estão vestidos com camisetas oxford, casacos tweed e gravatas, ao passo que Zaym está usando um chapéu-coco preto descrito como "provocador". Os trajes utilizados pela banda foram descritos como: "Fiel à moda do seu país de origem".[15] Numa entrevista com Ryan Seascrest, da rádio KIIS-FM, Niall Horan explicou o conceito por trás da capa e do título do álbum, dizendo: "Pensamos um pouco nisso porque iremos viajar muito pelo mundo e conhecer muitos lugares legais, mas não há nada como seu lar (...) É sempre bom voltar para casa".[16]

Em 19 de outubro seguinte, a banda revelou cinco capas adicionais para as edições padrões em formato físico do disco, que os apresentava individualmente nas fotos.[17] Antes disso, no dia 3 do mesmo mês, One Direction revelou o alinhamento das faixas da edição original do disco e informou que a edição especial de Take Me Home teria quatro faixas adicionais.[18] No mesmo dia, revelou a capa oficial de uma versão limitada do CD, que contém cinco faixas bônus.[19] Ambas as três edições foram lançadas em formato físico e digital em lojas internacionais e virtuais, como Amazon.com e iTunes Store. Na Austrália, na Nova Zelândia e na Suíça, a editora discográfica Syco Music lançou Take Me Home apenas em suas versões padrão e deluxe ilimitada no dia 9 de novembro.[20] [21] [22] No Reino Unido e na Irlanda, foram lançadas no dia 12 do mesmo mês.[23] A sua edição especial e limitada ficou disponível apenas nos Estados Unidos e Canadá e foi lançada simultaneamente à edição padrão e deluxe ilimitada, em 13 de novembro.[24]

Conteúdo e estrutura musical[editar | editar código-fonte]

Musicalmente, Take Me Home é um álbum pop influenciado por variados estilos, como o synthpop, o dance pop, o pop rock e, ainda, o rock dos anos 1980.[25] Inicia-se com "Live While We're Young", uma faixa de andamento rápido de estilos pop rock e dance pop, que fala sobre viver e aproveitar o momento.[26] A ideia da música era continuar toda a diversão de "What Makes You Beautiful" (2011), mas com letras mais impertinentes, prezando os vocais de Zayn Malik.[27] [28] O riff de guitarra no início foi notado como similar ao de "Should I Stay or Should I Go", do grupo The Clash.[29] A segunda faixa, "Kiss You", trata-se de uma canção pop de andamento moderado, que fala sobre o amor, viver o momento e ceder ao romance.[30] Construída com o trabalho de acordes de guitarra elétrica e notas de piano, foi descrita por Zayn como a sua música favorita do álbum.[31] [32] A próxima pista é "Little Things"; trata-se de uma balada de estilo pop com elementos da música folclórica e fala sobre estar apaixonado por uma garota.[33] Acompanhada apenas por uma guitarra acústica, mostra um lado mais suave do grupo e apresenta os vocais dos membros individualmente.[34] [35]

A próxima é "C'mon C'mon", uma otimista canção dance.[30] [36] Influenciada pelos ritmos dos anos 1980, possui o trabalho de sintetizadores em sua melodia e, de acordo com alguns analistas, fala sobre assédio.[37] O disco continua com "Last First Kiss", uma balada de andamento moderado que também possui um acompanhamento de guitarra, instrumento de cordas e sintetizadores.[37] Liricamente, discute sobre o amor verdadeiro e reflete as inseguranças do grupo em declarar o que sente à sua amada; a sua letra também faz referência ao primeiro beijo de uma garota e a relação sexual. Foi descrita por Niall Horan como a sua preferida.[37] [32] A sexta faixa, "Heart Attack", é uma canção de gênero pop rock, com um refrão cativante e uma melodia sustentada palmas e versos de fundo "Oh, Oh".[38] Descrita por Harry Styles como a sua canção preferida, "Heart Attack" relata o estado emocional dos garotos ao serem deixados pelas meninas por outros rapazes.[33] [37] Segue-se, então, "Rock Me", uma canção pop rock com influência do rock dos anos 1980, que começa com uma forte batida retirada de "We Will Rock You" (1997), da banda Queen. Possui uma letra nostálgica, que narra o encontro com um amor perdido no verão dos anos 1990.[37]

"Change My Mind", a oitava canção de Take Me Home, possui um andamento lento e letra melodramática, sendo descrita pela revista Billboard como "madura".[39] [38] Alguns analistas consideraram-na como uma sequela menos cativante de "More Than This" (2012).[40] A faixa seguinte, "I Would", deriva do gênero musical pop rock e é acompanhada por poderosos acordes de guitarra. Considerada uma das melhores canções do álbum, é uma faixa divertida e o seu lirismo reflete experiências vivenciadas pelos rapazes durante o colegial.[40] [36] A décima pista, "Over Again", é uma melodia apoiada pela guitarra acústica e melancólica, onde os membros do quinteto cantam sobre uma antiga paixão.[38] [41] Foi referida por Louis Tomlinson como a sua canção favorita.[32] "Back For You" é a próxima canção e deriva de origens estilísticas de pop rock, enquanto que a sua letra narra as aventuras dos jovens à noite.[40] Em seguida, vem "They Don't Know About Us", canção que combina elementos acordes de piano com o R&B dos anos 1990, e retrata um casal cujas pessoas não querem que fiquem junto.[41] [36] Take Me Home encerra-se com "Summer Love", uma faixa sobre um amor de verão cujos momentos que os personagens passaram juntos ficaram marcados em suas memórias. Musicalmente, é uma balada de estilos pop e rock, sendo referida por Liam Payne com a sua preferida.[36]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 69/100[42]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[25]
Billboard (80/100)[38]
Entertainment Weekly (C)[43]
PopMatters 6 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[44]
4Music 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[30]
ArtistDirect 5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[45]
The Daily Star 7 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[46]
The Independent 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[47]
Idolator 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[48]
MTV 9 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[49]

Take Me Home foi recebido com análises mistas pelos críticos musicais, que elogiaram o seu lirismo e produção, mas exitaram em considerá-lo mais maduro que Up All Night (2011). No agregador de resenhas Metacritic, que estabelece uma média de até cem pontos com base nas avaliações dos críticos musicais, o álbum obteve 69 pontos de aprovação, que foram baseados em nove resenhas recolhidas, indicando "análises geralmente positivas".[42] Analistas do site da MTV comentou positivamente sobre a maioria das canções do álbum e notou que, nele, os rapazes agem um pouco mais crescidos. Em última análise, comentaram que em Take Me Home: "[Os integrantes da] One Direction mostram por que eles são a maior boy band do mundo, com as suas canções popstatic doce-açucaradas e letras amáveis, enquanto também experimentam baladas com a guitarra — dando ao álbum uma sensação de maior credibilidade".[49] Matt Collar, da base de dados AllMusic, alegou que o disco: "Fornece outra mistura imediatamente cativante de pop dançante que maximiza a abordagem vocal partilhada do grupo e uma imagem animada, otimista".[25]

Em uma matéria publicada pela revista Billboard, Chris Payne afirmou que pelo menos metade das canções de Take Me Home soam como singles potenciais, que vão desde electro pops brilhantes a acústicas baladas sentimentais. Payne acrescentou: "Na pior das hipóteses, alguns dos menores cortes soam como fotocópias dos seus fortes congêneres, o que certamente é um delito perdoável para os garotos de One Direction (...) Mas, liricamente, os garotos cresceram um pouco".[38] Na publicação Examiner, Joe Cage alegou que Take Me Home soa muito similar a Up All Night, mas, ao mesmo tempo, vê a banda amadurecendo. Cage concluiu a sua análise proferindo: "O álbum é ótimo e definitivamente mostra a evolução da banda com o tempo, como um passo acima de Up All Night. Os garotos realmente tornaram-se uma banda com este álbum (...)".[36]

No periódico britânico The Independent, Kate Wills elogiou as canções do álbum, dizendo: "As faixas otimistas são tão insidiosas quanto conjuntivite".[47] James Robertson, do Daily Mirror, também apreciou as suas canções e afirmou que Take Me Home: "É divertido, infeccioso e eles encontram o equilíbrio entre a diverção popstatic para os pré-adolescentes e letras com significados constrangedores para os de vinte e pouco anos que secretamente ouvem Up All Night em seus iPods".[40] Em contraste, Robert Copsey foi mais negativo em sua revisão para o site Digital Spy; embora tenha elogiado a mudança apresentada em relação ao disco anterior, Copsey considerou que Take Me Home foi concebido muito rapidamente, dizendo: "O resultado permite vê-los a avançar a passo de caracol, mas quando você consegue fazê-lo tão bom, por que tanta pressa dessa fora?".[50]

Singles[editar | editar código-fonte]

"Live While We're Young" foi lançada como o primeiro single de Take Me Home em 28 de setembro de 2012. A obra foi anunciada pela banda em 23 de agosto, que publicou um vídeo informando a data de seu lançamento em sua conta no Twitter.[51] A faixa recebeu análises mistas dos críticos musicais, que elogiaram o seu "refrão explosivo", mas exitaram quanto à qualidade de sua letra.[52] [53] Poucas horas após ser disponibilizada para uma pré-venda digital, "Live While We're Young" alcançou a primeira posição na iTunes Store de quarenta países, como a Austrália, o Brasil, a França e o México, tornando-se a canção mais rapidamente vendida em sua pré-venda na história.[54] Nos Estados Unidos, conquistou o terceiro lugar da Billboard Hot 100 e no primeiro da Digital Songs, com 341 mil unidades faturadas em sua primeira semana, convertendo-se no single por uma banda britânica com mais downloads pagos na primeira semana e na terceira maior estreia por um grupo numa classificação geral.[55] Também alcançou o número três na britânica UK Singles Chart.[56] O vídeo musical acompanhante foi gravado na Inglaterra e foi lançado em 20 de setembro.[57] Com mais de 8.24 milhões de visualizações no dia da estreia, o vídeo brevemente deteve o recorde da plataforma Vevo para o maior número de assistidas em 24 horas, antes de ser ultrapassado por "Beauty and a Beat", de Justin Bieber.[58]

Em 15 de outubro de 2012, Louis Tomlinson postou uma mensagem em sua conta na mesma rede social que o segundo single do disco, "Little Things", e que o seu vídeo musical estava a ser produzido.[59] Lançada oficialmente em 3 de dezembro, foi recebida com comentários positivos pelos profissionais especializados, os quais saudaram os vocais dos integrantes da banda, mas negativaram o seu lirismo por ser "equivocado" para o público alvo da banda.[60] [61] Conquistou o primeiro lugar da lista oficial das mais vendidas do Reino Unido, tornando-se o segundo número um alcançado pelo grupo no país.[62] Internacionalmente, a obra experimentou sucesso na Europa Continental e na Oceania, e conquistou o topo na Escócia, enquanto que na Billboard Hot 100 atingiu a 33.ª posição.[63] O vídeo musical foi mostrado a público em 2 de novembro e apresenta um tema simplista com efeito preto e branco, que mostra a banda em um estúdio de gravação a interpretar a música.[64] A produção atingiu a marca de 13 milhões de visualizações três dias após ser divulgada no YouTube.[65]

Em 9 de novembro, Niall Horan confirmou que "Kiss You" foi escolhida com a terceira canção de trabalho do álbum.[66] O seu lançamento ocorrereu em 8 de fevereiro de 2013.[67] Recebeu avaliações positivas da imprensa musical; os analistas apreciaram a sua produção de andamento moderado e o seu lirismo, descrevendo-a como uma das melhores de Take Me Home.[68] [38] Comercialmente, não conseguiu o mesmo destaque dos singles anteriores; nos Estados Unidos, listou-se na 46.ª posição da Billboard Hot 100 e, em nível internacional, enumerou-se dentre as sessenta mais bem-vendida de países como a Suíça, a Nova Zelândia e a Áustria.[69] No Reino Unida, alcançou o nono lugar, enquanto que na Escócia e na Irlanda chegou ao sétimo.[69] O teledisco musical correspondente foi dirigido por Vaughan Arnell e anunciado pela primeira vez em novembro de 2012, sendo liberado apenas no início do ano seguinte.[70] Na gravação, os rapazes são vistos dirigindo uma motocicleta e um conversível em frente uma tela verde, que utiliza a técnica de efeito visual chroma key.[71] Com 10.4 milhões de visualizações no dia da estreia, o vídeo converteu-se no segundo maior número de assistidas em 24 horas, atrás apenas da canção de Bieber, que conseguiu 10.6 milhões.[72]

Turnê[editar | editar código-fonte]

A turnê para promover o álbum, a Take Me Home Tour, iniciou na The O2Arena em 23 de fevereiro de 2013.[73] [74] [75] A turnê é composta de mais de 100 shows na Austrália, Europa e América do Norte, e está programado para visitar arenas e estádios de fevereiro a outubro de 2013. Anunciado pelo membro, Liam Payne no Brit Awards de 2012.[76] [77] Em meados de 2012, a turnê expandiu pela América do Norte e Austrália seguindo sucesso internacional da banda.[78] [79] No Reino Unido e na Irlanda, a venda de ingressos chegou a 300.000 em um dia de lançamento. Na Austrália, Nova Zelândia e nos Estados Unidos as turnês já arrecadaram mais de 15,7 milhões de bilhetes vendidos.[80]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

Versão padrão
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Live While We're Young"   Rami Yacoub, Carl Falk, Savan Kotecha Rami Yacoub, Carl Falk 3:20
2. "Kiss You"   Rami Yacoub, Carl Falk, Savan Kotecha, Shellback, Kristian Lundin, Albin Nedler, Rami Yacoub, Carl Falk 3:03
3. "Little Things"   Ed Sheeran, Fiona Bevan Jake Gosling 3:39
4. "C'mon, C'mon"   Jamie Scott, John Ryan, Julian C. Bunetta[81] Bunetta 2:45
5. "Last First Kiss"   Nedler, Fogelmark, Yacoub, Falk, Kotecha, Harry Styles, Liam Payne, Zayn Malik, Louis Tomlinson, Niall Horan Yacoub, Falk, Fogelmark, Nedler 3:23
6. "Heart Attack"   Yacoub, Falk, Kotecha, Shellback, Lundin Rami Yacoub, Carl Falk 2;56
7. "Rock Me"   Lukasz Gottwald, Henry Walter, Peter Svensson, Allan Grigg, Sam Hollander Dr. Luke, Cirkut, Emily Wright, KooolKojak 3:20
8. "Change My Mind"   Yacoub, Falk, Kotecha Rami Yacoub, Carl Falk 3:32
9. "I Would"   Tom Fletcher, Danny Jones, Dougie Poynter Bunetta, Sam Waters 3:21
10. "Over Again"   Ed Sheeran, Robert Conlon Jake Gosling 3:02
11. "Back for You"   Fogelmark, Nedler, Kotecha, Liam Payne, Harry Styles, Louis Tomlinson, Yacoub, Zayn Malik, Niall Horan Yacoub, Falk, Nedler, Fogelmark 2;58
12. "They Don't Know About Us"   Tebey, Tommy Lee James, Peter Wallevik, Tommy Gee, Styles, Tomlinson Ottoh, Bunetta 3:20
13. "Summer Love"   Horan, Hector, Steve Robson, Lindy Robbins, Liam Payne, Harry Styles, Louis Tomlinson, Yacoub, Zayn Malik Steve Robson 3:28

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Take Me Home obteve um grande sucesso nos mercados musicais internacionais. O disco comercializou mais 1.4 milhão de cópias em sua primeira semana de vendas em todo o mundo e estreou na primeira posição das paradas musicais de 37 países, como na Bélgica, na Escócia, na Grécia e na Noruega.[85] Com mais de 4.4 milhões de cópias vendidas em menos de dois meses, terminou 2012 como o quarto álbum mais vendido do ano, atrás apenas de 21 (2011), de Adele, de Red (2012), de Taylor Swift, e do disco de estreia do grupo, Up All Night (2011).[86] No Reino Unido, Take Me Home faturou mais de 94 mil cópias em seus dois primeiros dias de distribuição.[87] O disco debutou no topo da lista oficial dos mais vendidos com mais de 155 mil unidades vendidas, na edição publicada em 24 de novembro de 2012, tornando o primeiro do grupo a registrar este feito e o segundo mais rapidamente vendido de 2012.[62] Take Me Home e o seu segundo single, "Little Things", entraram simultaneamente no primeiro posto das paradas inglesas, fazendo de One Direction o artista mais jovem na história a alcançar a façanha.[88] O disco vendeu 616 mil unidades em território britânico em dois meses e acabou o ano como o quinto mais comprado do país.[89] No ano seguinte, foi o vigésimo segundo mais bem-sucedido, vendendo, até dezembro de 2013, 906 mil unidades no país.[90]

Nos Estados Unidos, Take Me Home comercializou 540 mil cópias durante a sua semana de lançamento, debutando na primeira posição da Billboard 200.[91] O disco marcou a terceira melhor estreia de 2012, atrás apenas de Red, de Taylor Swift, e de Babel (2012), do grupo Mumford & Sons, e o maior número de vendas avaliados em uma semana inicial por uma boy band no país, desde o álbum Celebrity, de 'N Sync, em 2001.[92] One Direction também se converteu na primeira banda desde Danity Kane a emplacar os seus dois primeiros discos de originais no topo da Billboard 200, o segundo artista a colocar dois trabalhos na liderança da tabela em 2012 — atrás apenas de Justin Bieber — e na primeira boy band na história da música norte-americana a estrear os dois discos no número um em um mesmo ano.[91] [92] Take Me Home foi certificado com disco de platina pela Recording Industry Association of America (RIAA) em sua quinta semana de vendas, após registrar um milhão de unidades vendidas no país, tornando-se o segundo da banda a ultrapassar esta marca. Deste feito, One Direction converteu-se no primeiro artista a comercializar um milhão de cópias de dois álbuns em um mesmo ano.[93] [94] O material vendeu 1.340 milhão de cópias até o final de dezembro e terminou o ano como o quinto mais comprado nos Estados Unidos; Up All Night, álbum de estreia da banda, foi o terceiro mais bem-vendido, com 1.616 milhão de unidades, fazendo de One Direction o primeiro artista na era Nielsen SoundScan a ter dois discos entre os cinco mais vendidos no Norte da América.[95]

Referências

  1. Leah Collins (12 de março de 2012). One Direction is more than just another boy band (em inglês). National Post. Página visitada em 21 de julho de 2014.
  2. Lewis Corner (28 de março de 2012). McFly to write for new One Direction album (em inglês). Digital Spy. Página visitada em 21 de julho de 2014.
  3. MTV Networks (25 de junho de 2012). Ed Sheeran To Produce One Direction Tracks (em inglês). MTV. Página visitada em 21 de julho de 2014.
  4. a b Adam Sherwin (3 de abril de 2012). One Direction – but where next? Writers join battle to create boy band's next hits (em inglês). The Independent. Página visitada em 21 de julho de 2014.
  5. Nielsen Business Media, Inc (30 de agosto de 2012). One Direction Reveals 'Take Me Home' Album Cover (em inglês). Billboard. Página visitada em 21 de julho de 2014.
  6. a b Douglas Wolk (13 de novembro de 2012). One Direction’s Songwriters: They’re What Make the Boy Band Beautiful (em inglês). Time. Página visitada em 21 de julho de 2014.
  7. MTV Networks (11 de maio de 2012). One Direction Recording Second Album (em inglês). MTV. Página visitada em 21 de julho de 2014.
  8. Global Radio (27 de julho de 2012). Ed Sheeran Heading Into Recording Studio For One Direction This Summer (em inglês). Capital FM. Página visitada em 21 de julho de 2014.
  9. Jocelyn Vena (28 de agosto de 2012). One Direction Already Plotting Tracks For Sophomore Album (em inglês). MTV. MTV Networks. Página visitada em 21 de julho de 2014.
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