Partido Comunista da União Soviética

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Partido Comunista da União Soviética
Коммунистическая партия Советского Союза (Kommunisticheskaya partiya Sovetskogo Soyuza)
Trabalhadores do mundo, uni-vos!
Fundador Vladimir Lenin
Fundação 1 de janeiro de 1912
Dissolução 29 de agosto de 1991
Ideologia Comunismo
Marxismo–Leninismo
Stalinismo (até 1956)
Espectro político Extrema-esquerda
Religião Ateísmo
Publicação Pravda
Ala Jovem Komsomol
Organização dos Pioneiros Vladimir Lenin
Antecessor Partido Operário Social-Democrata Russo
Sucessor Partido Comunista da Federação Russa
Membros  (1986) 19 milhões
Afiliação internacional Comintern (até 1943)
Cominform (até 1956)
Encontro Internacional dos Partidos Comunistas e Operários
Cores Amarelo e vermelho
Hino A Internacional

Política da União Soviética
Partidos Políticos da União Soviética
Eleições

O Partido Comunista da União Soviética (em russo Коммунисти́ческая па́ртия Сове́тского Сою́за, КПСС) foi o nome usado pela corrente bolchevique do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR) de 1952 a 1991, ainda que a expressão Partido Comunista pertencesse ao nome do partido desde 1918, quando os bolcheviques se tornaram o Partido Comunista de Todas as Rússias. Em 1925 passou a chamar-se Partido Comunista da União (Всесоюзная коммунистическая партия (большевиков), ВКП(б)). Em 1934 tornou-se o Partido Comunista da União Soviética (Bolcheviques). Finalmente, em 1952 tornou-se, simplesmente, o Partido Comunista da União Soviética, nome que permaneceu até 1991.

Uma vez que a Terceira Internacional ou Komintern se formou em 1919, a estrutura marxista-leninista do PCUS foi copiada por outros de seus membros. Durante toda a história da Rússia soviética e da URSS, o Partido Comunista foi o partido governante e majoritário. Em conseqüência, a história do PCUS e da URSS se entrecruzam e se solapam

Estrutura[editar | editar código-fonte]

VKP(b)[editar | editar código-fonte]

Em 1919, foi criado um Politburo de cinco membros, para a gestão cotidiana do partido. Os cinco primeros membros foram Lenin, Lev Trotski, Lev Kamenev, Iosif Stalin e Nikolai Krestinski tendo Nikolai Bukharin, Grigori Zinoviev e Mikhail Kalinin como membros candidatos.

PCUS[editar | editar código-fonte]

O órgão de governo do PCUS era o Congresso do Partido que, em princípio, se reunia de modo anual. Suas reuniões se fizeram menos frequêntes, em particular com Stalin. Os Congressos do Partido elegiam o Comitê Central que, por sua vez, elegia o Politburo. Com Stalin no poder, o cargo mais importante foi o de secretário-geral, que era eleito pelo Politburo. Em 1952 o cargo de secretário-geral foi abolido, mas recriado no ano seguinte como primeiro secretário e o Politburo foi rebatizado como Presidium; Os nomes originais foram retomados por Leonid Brejnev em 1966.

Em teoria, o poder supremo no partido correspondia ao Congresso do Partido, mas na prática, a estrutura de poder se inverteu e, particularmente, depois da morte de Lenin o poder supremo estava nas mãos do secretário-geral.

Nos níveis mais baixos, a organização hierárquica do partido estava protagonizada pelos comitês do Partido ou partkoms (em russo партком). Um partkom era dirigido por um secretário do partkom (секретарь парткома). Em empresas, instituções e koljósé se denominava partkoms; em níveis mais elevados o nome dos comitês se abreviava segundo a mesma lógica: raikoms (райком) no nível raion, obkoms (обком) para os oblasts (anteriormente gubkoms (губком)), gorkom (горком) no nível municipal, etc.

A base do partido era a sua organização primária (первичная партийная организация), ou célula do partido (партийная ячейка). Se criava sem entidade, onde quer que houvesse ao menos três comunistas; o órgão de governo de uma célula era o bureau do partido (партийное бюро, партбюро). Esse partbureau era encabeçado por um secretário (секретарь партбюро).

Nas células menores do partido, os secretários eram trabalhadores da correspondente fábrica/hospital/escola/etc. Se a organização do partido era suficientemente grande, era encabeçada por um secretário exento (освобожденный секретарь), cujo salário estava a cargo do Partido.

Militância[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1930, os membros do partido sofreram expurgos sob a direção de Stalin. Toda a Oposição de Esquerda, liderada por Trotsky, foi acusada de dissidência (por haver criado uma corrente interna dentro do partido, algo terminantemente proibido) e alguns membros de terrorismo. Alguns deles foram condenados a penas de prisão, enquanto outros foram executados.

A militância no partido não estava aberta a todos. Para ser membro, a solicitação deveria ser aprovada por vários comitês. Se conseguia essa aprovação depois de se superar uma série de fases: as crianças formavam parte do movimento de pioneiros até os 14 anos, depois passavam ao Komsomol. Se, como adulto, provava sua adesão à disciplina do Partido ou dispunha dos contatos adequados, podia chegar a ser membro do Partido Comunista.

Em 1933, o partido tinha mais de três milhões e meio de membros e aspirantes, mas, como resultado dos expurgos, a militância ficou reduzida a menos de dois milhões em 1939.[carece de fontes?] Em 1986, o PCUS tinha mais de 19 milhões de membros — aproximadamente 10% da população adulta da URSS. Esta cifra equivalia aos funcionários, diretores de fábrica, membros da KGB e demais oficiais que controlavam o aparato do Estado soviético. Este grupo era conhecido como apparatchiks.

Depois do desmembramento da União Soviética, a maioria de sua militância abandonou o Partido, que foi declarado ilegal e despojado de todos seus bens. Na Rússia, 500 000 militantes formaram o Partido Comunista da Federação Russa, que foi legalizado em 1993 e é, hoje, um dos principais partidos de oposição no país, enquanto outros partidos comunistas locais foram fundados nos países recém-surgidos, como Bielorrússia, Ucrânia ou Moldávia.

Órgãos principais[editar | editar código-fonte]