História do candomblé

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A História do candomblé é dividida de acordo com a distribuição dos escravos no território brasileiro.

Antes da abolição da escravatura o candomblé já existia mas não com esse nome. Eram as várias religiões tradicionais africanas trazidas pelos escravos da África praticada nas senzalas ou em lugares afastados no meio da mata. Eram chamados de batuque de negros, que tanto podia ser o batuque de roda como roda de capoeira.

Maranhão[editar | editar código-fonte]

No estado do Maranhão o terreiro mais antigo é a Casa das Minas, em São Luís.

Pierre Verger escreveu: "A Casa das Minas teria sido fundada pela rainha Nan Agontime, viúva do Rei Agonglô (1789-1797), vendida como escrava por Adondozã (1797-1818), que governou o Daomé após o falecimento do pai e foi destronado pelo meio irmão, Ghezo, filho da rainha (1818-1858). Ghezo chegou a organizar uma embaixada às Américas para procurar a sua mãe, que não foi encontrada."

Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe[editar | editar código-fonte]

Em quase todo nordeste a nação Nagô-Egbá ou Xangô do Nordeste é a mais frequente, porém o Xambá[1] é mais comum ser encontrado em Alagoas e Pernambuco.

Bahia[editar | editar código-fonte]

A primeira casa de candomblé Ketu do Brasil e em Salvador que se tem notícia é o Candomblé da Barroquinha e a primeira casa de Candomblé Jeje foi fundada em Cachoeira e São Félix por Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), daomeana que foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia, entre eles a Roça do Ventura (Kwé Cejá Hundé). A primeira casa de Candomblé Bantu também foi em Salvador chamada de Raiz do Tumbensi ou Tumbensi é uma casa de Angola considerada como a mais antiga da Bahia, fundada por Roberto Barros Reis, (Tata Kimbanda Kinunga sua dijína) por volta de 1850, era um escravo angolano, após seu falecimento passou a ser comandada por Maria Genoveva do Bonfim mais conhecida como Maria Neném.

Com as batidas policiais nos terreiros de candomblé e a perseguição e prisão dos adeptos e objetos de culto, algumas iyalorixás resolveram migrar para o Rio de Janeiro em busca de mais tranquilidade para cultuar os Orixás.

Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Associação dos Remanescentes do Quilombo Pedra do Sal fica no bairro da Saúde

A primeira casa de candomblé do Rio de Janeiro que se tem notícia foi fundada no bairro da Saúde, por Mãe Aninha, Bangboshê e Oba Saniá em 1886.

Nos anos 50 e 60 as casas de maior afluência na periferia do Rio de Janeiro, eram o Terreiro Bate Folha, em Anchieta (nação Congo), o Ilê Axé Opô Afonjá-Rio em Coelho da Rocha (nação Ketu) e Joãozinho da Goméia - Duque de Caxias (nação Angola).

Rio Grande do Sul[editar | editar código-fonte]

No estado do Rio Grande do Sul tanto o Candomblé como o Batuque são fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.

Há ainda um "resquício" do candomblé de Moçambique no Rio Grande do Sul. Culto sob os cuidados de Antonio do Bará Xangui, provavelmente o ultimo baba dessa nação. Muito pouco sabe-se sobre a nação Moçambique, pois é um culto passado de pai para filho e muito restrito. No caso do sr Antonio do Bará Xangui, a única informação é que recebeu os fundamentos diretamente de seu pai adotivo Antão do Bará Fumalê.

O Candomblé Angola também é encontrado no Rio Grande do Sul.

Um dos principais representantes do Batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã, no Candomblé de Angola Mãe Arlete (Mametu Samba Diá Maza) de Kukueto (Iemanjá), conhecida por sua festa para Iemanjá que reune milhares de pessoas em Guaíba.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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