Ray of Light (canção)

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"Ray of Light"
Single de Madonna
do álbum Ray of Light
Lado B "Has to Be"
Lançamento 6 de maio de 1998 (1998-05-06)
Formato(s)
Gravação 1997
Gênero(s) EDM
Duração 5:21
Gravadora(s)
Composição
  • Madonna
  • William Orbit
  • Clive Muldoon
  • Dave Curtiss
  • Christine Leach
Produção
  • Madonna
  • Orbit
Cronologia de singles de Madonna
Último
Último
"Frozen"
(1998)
"Drowned World/Substitute for Love"
(19998)
Próximo
Próximo
Lista de faixas de Ray of Light
Último
Último
"Swim"
(2)
"Candy Perfume Girl"
(4)
Próximo
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"Ray of Light" é uma canção da artista musical estadunidense Madonna, contida em seu sétimo álbum de estúdio de mesmo nome (1998). Foi composta e produzida pela própria com o auxílio de William Orbit, com escrita adicional por Clive Muldoon, Dave Curtiss e Christine Leach. O seu lançamento como o segundo single do disco ocorreu em 6 de maio do mesmo ano, através da Maverick Records e da Warner Bros. Records. Baseada em "Sepheryn", de Curtiss Maldoon, é uma faixa musicalmente derivada do EDM com influências do techno, do trance, do eurodance e da música disco. Também possui elementos do rock, efeitos sonoros como assobios, bipes, sinos, o uso da guitarra elétrica e sintetizadores adjacentes. Liricamente, trata da liberdade.

A obra foi aclamada pela mídia especializada, a qual prezou a sua composição, sua produção e seu "calor emocional". A maturidade e os vocais de Madonna no número também foram elogiados. A canção foi nomeada nas categorias de Record of the Year, Best Dance Recording e Best Short Form Music Video durante os Grammy Awards de 1999, conquistando as duas últimas. O single obteve êxito comercial ao liderar as tabelas da Espanha, classificando-se entre as dez melhores colocações na Austrália, no Canadá, na Europa e em outras quatro nações. Nos Estados Unidos, permanece como o maior debute de Madonna na tabela estadunidense Billboard Hot 100, estreando em sua posição de pico, que foi a de número cinco, além de converter-se no vigésimo terceiro tema da cantora a culminar no periódico Hot Dance Club Songs.

O vídeo musical correspondente foi dirigido por Jonas Åkerlund e estreou em 12 de maio de 1998 através da MTV Live. As cenas retratam o cotidiano de pessoas em cidades ao redor do mundo, como Londres e Estocolmo. A produção foi criticamente aclamada e foi indicada em oito categorias durante os MTV Video Music Awards de 1998, vencendo cinco delas, incluindo a principal da noite, de Video of the Year. Entretanto, Stefano Salvati acusou a artista de plagiar o conceito de um vídeo que ele dirigiu para Biagio Antonacci quatro anos antes. Madonna apresentou "Ray of Light" em eventos como os MTV Video Music Awards de 1998 — acompanhada por Lenny Kravitz — e Live 8, bem como nas turnês Drowned World Tour (2001), Confessions Tour (2006) e Sticky & Sweet Tour (2008-09). A faixa também foi regravada por artistas como "Weird Al" Yankovic e foi usada diversas vezes na cultura popular, como nas séries Family Guy, Glee e em campanhas publicitárias.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Madonna começou a gravar Ray of Light em 1997 com o músico inglês William Orbit depois que Guy Oseary, sócio da Maverick Records, sugeriu a Orbit por telefone que enviasse algumas faixas para a cantora.[1] [2] Orbit então enviou uma fita digital de treze faixas para Madonna, na qual "Ray of Light" estava incluída. Ele baseou-se na obra depois de ouvir "Sepheryn", lançada por Curtiss Maldoon na década de 70. Em 1996, Christine Leach, sobrinha de Muldoon, registrou sua versão para a faixa. Ela trabalhou por um tempo com Orbit. Leach disse que sempre amou o trabalho de Dave Curtiss e Clive Maldoon, afirmando que "Sepheryn" tinha uma qualidade de sonho. Quando reescreveu a melodia do refrão, ela retirou alguns pedaços. Depois de gostar da versão que Leach fez para a faixa, Madonna retrabalhou as letras. Curtiss disse que "não podia acreditar" depois de ter ouvido a canção, e ficou satisfeito com o que Madonna havia feito com sua composição original.[3] Sobre a canção, Madonna disse: "É totalmente fora de controle. A versão original tem mais de 10 minutos de duração. Foi completamente indulgente, mas eu adorei. Foi de partir o coração cortá-la para uma duração gerenciável".[4] Sua versão original foi criada para ser incluído em um álbum de remixes intitulado Veronica Electronica, que não foi lançado.[4]

Composição[editar | editar código-fonte]

"Ray of Light"
Demonstração de 30 segundos de "Ray of Light". Musicalmente derivada do EDM, possui influências do techno, do trance, do eurodance e da música disco.

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Musicalmente derivada do EDM, "Ray of Light" recebeu comparações estilísticas à música rave, psicadélica e ao acid rock.[5] A faixa contém fortes influências do techno, do trance, do eurodance e da música disco. A canção apresenta Madonna aprofundando suas raízes da música dance, transitando para um som mais eletrônico.[5] De acordo com a partitura publicada pela Muscinotes.com, a canção é definida na assinatura de tempo comum, com um ritmo de andamento acelerado formado por 126 batidas por minuto. É composta na chave de si bemol maior, com o alcance vocal de Madonna abrangendo-se desde Si♭3 até 5, com a última nota sendo cantada sobre a vocalização "ah-ah" perto do fim da canção. A composição possui uma sequência básica de si bemol maior, mi bemol maior, si, mi e si bemol maior como sua progressão harmônica.[6]

A música começa com um riff de guitarra elétrica que tem sido comparada com os trabalhos da banda inglesa de rock alternativo e britpop Oasis, após o qual a rápida melodia techno rápido começa; Lucy O'Brien, autora de Madonna: Like an Icon, descreveu que a rápida melodia tem uma "ressaca psicodélica borbulhante", bem como a combinação do "pop melódico com bipes do techno".[5] Ao longo da composição, existem diversos efeitos sonoros, incluindo assobios, sinos e bipes. As batidas tem sido descritas como "agitadas". Na metade do tema, o riff de guitarra elétrica é repetido, com Madonna cantando a mesma linha do início da música, até que a seção normal retorna-se, e a canção termina gradualmente. Os vocais "ofegantes" de Madonna na faixa tem sido observados por diferirem-se de seus singles anteriores.[7] [5] Liricamente, a obra possui um tema de liberdade e mostra um lado mais espiritual da cantora.[8] [9] De acordo com a própria, "Ray of Light" é "um olhar místico no universo e [de] como somos pequenos".[2]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Slant Magazine (A)[10]
Termômetro (95/100)[11]

Revisando o álbum Ray of Light, Stephen Thomas Erlewine, do portal Allmusic, descreveu a canção como um "turbilhão".[12] Em uma revisão da canção, Liana Jonas, da mesma página, definiu a faixa como uma "canção dançante perversamente boa", alegando que era "sonoramente progressiva, mas simpática para o ouvinte". Jonas também elogiou os vocais de Madonna, comparando-os com os de uma "diva de boates a uma deusa celestial".[8] Larry Flick, da Billboard, descreveu "Ray of Light" como Madonna no seu melhor.[13] Rob Sheffield, da revista musical Rolling Stone, resenhou que, ao lado de outras faixas como "Swim" e "Drowned World/Substitute For Love", Madonna está "positivamente feroz".[14] Sal Cinquemani, da publicação Slant Magazine, analisou que a música era uma "comemoração 'technfrescante' (combinação de techno e refrescante)", e notou a "euforia" de Madonna na musica, concedendo-lhe uma nota A.[10] A Sputnikmusic listou a canção como uma faixas recomendadas do álbum.[15] Michael R. Smith, do The Daily Vault elogiou a canção como um dos melhores singles de Madonna, explicando:

O que torna "Ray of Light" um dos melhores singles de Madonna é o fato de que ela parece uma vadia cantando. Repleta de múltiplas mudanças de oitavas, a canção força os vocais de Madonna, mais do que ela pode alcançar. A canção exige que ela faça uso de seu registro superior e mantenha notas maiores do que ela havia alcançado. É realmente uma joia tecnho que é sempre destaque em seus shows. Depois de ouvir uma amostra disso na primavera [estadunidense] de 1998, eu sabia que Madonna tinha se superado. A canção faz com que o álbum inteiro tenha um nível totalmente novo.[16]

Em uma análise feita para o seu livro Madonna: Like an Icon, a autora Lucy O'Brien descreveu a canção como uma "música eletrônica com velocidade ácida" e um "hino de êxtase para os céus", observando que a canção foi composta em um semitom maior do que a zona de conforto vocal da cantora, mas afirmou que "a tensão realmente ajudou".[5] O The A.V. Club comentou que a "faixa-título bombeada é obrigada a ser um sucesso que merece".[17] Alex Alves, colunista do Termômetro, pertencente ao portal POPLine, concedeu à canção uma escala de noventa e cinco pontos que vai até cem, dizendo que "'Ray of Light' traz a rainha do pop em sua melhor forma vocal, autoral e de produção que talvez tenha sido vista em toda a sua carreira". O profissional prezou a sua composição da faixa, comentando que "a composição é elegante, a produção é impecável, sendo, simultaneamente simples e bem elaborada. Os vocais de Madonna, por sua vez, estão, notoriamente maduros, além de afinados", e concluiu a resenha elogiando a maturidade do tema, dizendo que a faixa é "uma lição de que o amadurecimento musical é essencial para aqueles que desejam enfim entrar para a realeza da música pop".[11] Enquanto revisava o álbum Ray of Light, J.D. Considine, do jornal The Baltimore Sun, notou que "a força recém-descoberta de Madonna é particularmente evidente nos ritmos pulsantes das faixas, como a canção-título, que encontra sua crescente confiança na parte superior do seu registo na percolação do refrão, e em seguida, sussurra sem fôlego a ponte de sonho".[18] David Browne, da publicação Entertainment Weekly, intitulou a canção como uma "bola brilhante do tecnho como sirenes".[19] Stephen Sears, do Idolator, explicou que os vocais de Madonna em todo o álbum eram um "divisor de águas", inclusive na canção, já que ela reforçou sua voz enquanto trabalhava no filme Evita". Sears finalizou a análise saciando que "de fato, nenhum refrão é necessário para levantar 'Ray of Light' para o céu de discotecas. Madonna abastece os [registros] altos em alguns momentos perfeitos: em uma estendida forma espiral, ela geme 'ano-an-anos' aos 3:27 ou como seus giros vocais saem fora de controle aos 4:14, pareados pelo trabalho da guitarra frenética de Orbit".[20]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Durante os Grammy Awards de 1999, "Ray of Light" venceu as categorias de Best Dance Recording e Best Short Form Music Video. Também foi indicada na categoria de Record of the Year, mas perdeu para "My Heart Will Go On", de Celine Dion.[21] [22] Em 1998, o periódico The Village Voice a posicionou na quarta colocação na lista anual Pazz & Jop, indicando-a como a quarta melhor canção daquele ano.[23] A faixa também foi classificada como a 16ª melhor canção dos anos 90, com a revista Slant Magazine escrevendo que a "batida é inquieta" e que "Ray of Light" é "um destaque único" devido ao seu "calor emocional".[7] Em 2005, a publicação Blender a colocou no 401º lugar na lista The 500 Greatest Songs Since You Were Born.[24]

Vídeo musical[editar | editar código-fonte]

Nesta cena, Madonna é vista em uma sequência semelhante à usada no filme Koyaanisqatsi, com um rápido movimento de imagens desfocadas do cotidiano. Este conceito foi alvo de uma ação judicial iniciada pelo diretor italiano Stefano Salvatti, que acusou Madonna de plágio.

O vídeo musical de "Ray of Light" foi dirigido por Jonas Åkerlund, com as cenas de Madonna sendo filmadas no início de abril de 1998 em Los Angeles e nos estúdios da MTV, localizados na Times Square, Nova Iorque.[25] [26] As imagens de fundo onde Madonna é vista incluem várias cidades, como Los Angeles, Nova Iorque, Londres e Estocolmo. O vídeo estreou em 12 de maio de 1998, através da MTV Live.[26] Madonna afirmou que quando ela faz um álbum, ela "coloca [sua] alma nele, mas um vídeo musical é muito mais [do que] trabalhar com um diretor". Com o álbum Ray of Light, ela queria fazer vídeos musicais com uma nova expressão, e queria trabalhar com novos diretores para substituir os antigos, com quem a artista havia trabalhado por anos. Ela sentiu que Åkerlund tinha uma maneira especial de trabalhar.[25] Madonna comentou que ela e o diretor "nos encontramos no telefone, e ele me enviou um monte de tratamentos que eu não gostei. Mas ele manteve-se e não desistiu".[27] A cantora também mencionou que o vídeo é, basicamente, "um dia na vida da Terra para mostrar que estamos correndo para a frente até o fim do século de 1900 e a toda velocidade. Acho que Jonas fez uma excelente interpretação da canção, embora ele tenha me obrigado a dançar como louca por dois dias. Ele é um diretor duro". Åkerlund afirmou que "Foi muito bom! Madonna ficou satisfeita com o resultado rápido e [é] um sonho de trabalhar com [ela] — foi provavelmente o trabalho mais fácil que eu já fiz em anos".[25] Adicionalmente, ele disse:

"Eu tive duas ideias que não se encaixaram na música. Ela não disse que eu tinha uma ideia muito clara de como ela ficaria no vídeo. Trabalhei com outra ideia por cima e reuni uma banda de destaque para ela ver. Eu fiz tudo isso na minha frente. (...) Em retrospecto, parece bom, nós fizemos com que o vídeo parecesse mais adequado para a faixa do que as primeiras ideias. Ela [Madonna] tem uma faixa incrível em tudo o que está fazendo. Estilo, música, negócios — ela tem uma faixa de metal de cada coisa e não vai desistir até que esteja completamente satisfeita, e em vídeos musicais, não há nada que ela faça com uma mão amarrada nas costas — ela está engajada em cem por cento.[25]

O vídeo musical se inicia com o nascer do sol, antes de progredir-se para uma sequência semelhante à utilizada no filme Koyaanisqatsi, com imagens do cotidiano sendo exibidas, como pessoas andando de metrô, encomendando comida, jogando boliche e crianças estudando em uma sala de aula e, em seguida, são mostradas paisagens de cidades e estradas durante a noite. É notado que em quase todas as cenas, como na boate ou na sala de aula, uma pessoa está olhando diretamente para a câmera, enquanto as outras continuam com suas vidas diárias. Madonna, vestida de jeans, um top simples, e caracterizada com um cabelo louro dourado, é visto dançando ao mesmo tempo. À medida que o vídeo segue-se, a noite começa e as imagens de alta velocidade se focam para Madonna dançando em uma boate, até que ela dorme na pista de dança.

Em 23 de junho de 1998, o vídeo musical de "Ray of Light" foi lançado comercialmente em VHS como uma edição limitada, com 40 mil cópias sendo encomendadas pela Warner Music Vision. O vídeo comercializou 7.281 cópias um mês após o seu lançamento, tornando-se um dos VHS singles mais vendidos desde o início da era da Nielsen SoundScan em 1991.[28] Poucos dias depois do lançamento do trabalho, o diretor italiano Stefano Salvati acusou a Maverick Records — empresa de Madonna e sócia da Warner Bros Records — de plagiar o conceito de um vídeo musical que ele havia dirigido para "Non è Mai Stato", lançada por Biagio Antonacci quatro anos antes.[29] De acordo com Salvati, as cópias de seus vídeos foram submetidos a Maverick antes do início das filmagens do vídeo musical de "Ray of Light", e solicitou que o vídeo fosse retirado de comercialização.[30] Ambos os vídeos destacam seus respectivos cantores apresentando-se em velocidade regular contra um pano de fundo de imagens de alta velocidade. Entretanto, Salvati não processou a cantora ou suas empresas.[29] O vídeo recebeu um total de oito indicações durante os MTV Video Music Awards de 1998, vencendo quatro delas, nomeadamente Video of the Year, Best Female Video, Best Direction, Best Editing e Best Choreography, sendo a canção mais premiada naquela noite.[31] Madonna disse que ficou grata pelo reconhecimento do vídeo musical feito pela MTV.[27] O vídeo foi classificado na quarta posição da lista dos 100 vídeos que quebraram as regras, emitida pela MTV em agosto de 2006 para comemorar seu 25º aniversário.[32]

Apresentações ao vivo[editar | editar código-fonte]

Madonna apresentando "Ray of Light" durante a turnê Confessions Tour (2006).

A cantora apresentou "Ray of Light" ao vivo pela primeira vez durante o programa televisivo The Oprah Winfrey Show em maio de 1998, no qual ela também cantou "Little Star".[33] Mais tarde, durante os MTV Video Music Awards do mesmo ano, Lenny Kravitz apareceu tocando guitarra, iniciando a apresentação da faixa. Um grupo religioso da World Vaishnava Association afirmou que Madonna ofendeu os hindus com a performance devido ao usar uma marca da religião Hindi na cabeça durante a execução da música. Um porta-voz da associação afirmou que a marca é um símbolo de castidade, harmonia e pureza, e é projetada para mostrar "dedicação a Deus". O representante também disse que devido ao Madonna ter simulado um ato sexual e usado um top transparente no palco enquanto estava com a marca, ela ofendeu os hindus e os iogues.[34] Um porta-voz da cantora afirmou que ela não entendeu porque a associação ficou chateada, já que ela não fez nada de insultuoso, e não queria insultar ninguém.[34] Entretanto, o vice-presidente da World Vaishnava Association afirmou que "a comunidade hindu e os buscadores espirituais orientais de todo o mundo deviam estar felizes com a personalidade de Madonna em termos de seu interesse genuíno na vida iluminada, e deveriam agradecer a ela por seus sinceros esforços para atrair outros para a mesma".[35]

Três anos depois, "Ray of Light" foi incluída como a quinta música do segmento inicial da turnê Drowned World Tour (2001), intitulado Neo-Punk. Contou com Madonna e seus dançarinos dançando junto com a obra, usando um figurino inspirado pelo punk, enquanto os telões apresentaram uma versão estendida do vídeo musical da canção. Desta vez, a guitarra elétrica foi tocada por Monte Pittman.[36] Michael Hubbard, do portal musicOMH, observou que "as coisas rapidamente aqueceram com (...) 'Ray of Light', uma faixa que era pura e simples, como sublime e contagiante".[37] Em 2005, Madonna interpretou o tema durante o concerto beneficente Live 8.[38] No mesmo ano, a cantora embarcou na turnê promocional Hung Up Promo Tour para divulgar o álbum Confessions on a Dance Floor, e incluiu a canção no repertório de shows feitos nas boates Koko Club e G-A-Y, bem como nos Estados Unidos, Japão, Alemanha e França, como parte da excursão promocional. As performances apresentaram Madonna vestindo uma jaqueta roxa, corsários de veludo e botas até o joelho. Mais tarde, ela cantou a música no Coachella Valley Music and Arts Festival de 2006, feito em Indio, Califórnia.[39]

Durante a sua turnê Confessions Tour (2006), Madonna incluiu uma versão rock de "Ray of Light" como a segunda música do terceiro segmento do espetáculo, Glam-Punk. Para esta apresentação, a artista tocou a guitarra elétrica e pediu a todos os fãs que saltassem através da canção, que também contou com seis dançarinos masculinos, vestidos com roupas pretas e gravatas brancas fazendo uma coreografia sincronizada.[40] Steve Baltin, da publicação Rolling Stone, definiu a performance como "hard-rock".[41] A cantora também incluiu a faixa no repertório do concerto Live Earth, realizando em 2007 no Wembley Stadium, localizado em Londres.[42] No evento, Madonna esteve acompanhada novamente por uma guitarra e foi assistida por 4,5 milhões de pessoas.[43] Para a turnê Sticky & Sweet Tour (2008-09), "Ray of Light" foi incluída como a terceira canção do segmento final do show, intitulado Rave. A intérprete tocou a guitarra elétrica novamente e usou uma roupa futurista com uma couraça e uma peruca curta. Ela estava acompanhada por seus dançarinos, que estavam vestidos com roupas futuristas e realizavam uma coreografia robótica.[44] Durante a etapa de 2009 da digressão, a canção se tornou a penúltima do concerto e foi ligeiramente editada para apresentações selecionadas, com as letras da canção "Man in the Mirror", de Michael Jackson, sendo incluídas: "Se você quer fazer do mundo um lugar melhor... Dê uma olhada em si mesmo, e então faça uma mudança",[nota 1] que apareceram nos telões antes do início da apresentação. Madonna também homenageou Jackson, vestindo uma braçadeira preta e uma luva branca.[45] Ao rever a turnê em 2008, Jim Farber, periodista do New York Daily News, descreveu a apresentação da canção um dos números do espetáculo de dança "da mais alta energia".[46]

Regravações e uso na mídia[editar | editar código-fonte]

Adam Lambert (imagem) regravou "Ray of Light" durante o programa MTV Divas em dezembro de 2012.

A mistura "Polka Power", do álbum Running with Scissorss (1999), de "Weird Al" Yankovic, inclui uma versão de polca do refrão de "Ray of Light".[47] A compilação Virgin Voices: A Tribute to Madonna, Vol. 2, lançada em 2000, apresenta uma regravação da canção feita por Sigue Sigue Sputnik.[48] Em 2004, a compilação Platinum Blonde NRG, vol. 2: Nrgised Madonna Classics incluiu uma regravação feita por Future Force no estilo hi-NRG.[49] A cantora inglesa Natasha Bedingfield regravou "Ray of Light" para o 40º aniversário da BBC Radio 1. Tocada durante o The Chris Moyles Show em 19 de setembro de 2007, esta versão pode ser encontrada na coletânea Radio 1. Estabilished 1967. Bedingfield comentou: "Eu tenho muito respeito por Madonna depois de saber como é difícil cantar essa canção. Ela tem uma voz incrível — a variedade que você precisa para cantar essa música é incrível".[50] Em 2008, Iggy Pop e The Stooges tocaram "Ray of Light" e "Burning Up" durante a entrada de Madonna ao Rock and Roll Hall of Fame.[51] Em 2010, a canção foi tocada no filme Burlesque durante a cena em que Ali (Christina Aguilera) estava ensaiando para sua nova posição como dançarina no Burlesque lounge, de propriedade da personagem de Cher Tess.[52] No final de 2012, o cantor estadunidense Adam Lambert realizou uma regravação no programa VH1 Divas, dançando através de luzes de laser, enquanto vestia uma túnica sacerdotal preto-e-branca.[53]

"Ray of Light" foi usada pela Microsoft na campanha publicitária do Windows XP. A propaganda se inicia com um homem que pula através de um campo verde e, em seguida, se levanta em um céu ensolarado — uma paisagem levantada a partir do padrão da "tela bem-aventurança" do Windows XP.[54] Há também uma série de imagens de pessoas que usam o Windows XP em comunicações de tempo real, para colaborar em um restaurante arejado, retransmitindo imagens digitais de pessoas voando, assistindo vídeos e ouvindo música. Em seguida, uma parte da canção é tocada durante a frase "Ela está voando mais rápida do que a velocidade da luz (...) Você sobe. Sim, você pode".[54] A campanha foi reformulada após os ataques de 11 de setembro de 2001; o slogan "Prepare-se para voar" foi alterado para "Sim, você pode", para contornar as novas preocupações sobre as viagens aéreas, consoante Stephanie Ferguson, diretora da seção PC Experience Solutions Marketing Group da empresa.[54] Em 2008, o comercial do shampoo Sunsilk incluiu fotos de Marilyn Monroe e Shakira com famosas canções interpretadas por elas, e terminou com várias fotos de Madonna ao som de "Ray of Light". De acordo com repórteres, Madonna teria recebido US$ 10.000.000 para o uso da canção no comercial.[55] [56] O comercial estreou durante o Super Bowl XLII.[55] Em 2010, o episódio "The Power of Madonna" da série Glee, feito em homenagem a Madonna, apresentou "Ray of Light" tocando no fundo ao passo em que a equipe de torcida da escola realizava uma complicada rotina de dança.[57] No episódio "New Kidney in Town", da temporada de 2011 da série Family Guy, o personagem Peter Griffin é visto no vídeo musical de "Ray of Light" depois de beber sua primeira bebida energética (Red Bull).[58]

Faixas e formatos[editar | editar código-fonte]

12" single estadunidense (1ª edição)[59]
N.º Título Duração
1. "Ray of Light" (Sasha's Strip Down Mix) 5:00
2. "Ray of Light" (Orbit's Ultra Violet Mix) 6:59

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de "Ray of Light", de acordo com o encarte do álbum Ray of Light:[75]

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos, "Ray of Light" debutou na quinta posição da Billboard Hot 100, sendo até hoje, a maior estreia de Madonna na tabela, permanecendo na compilação durante um total de 20 semanas.[76] [77] Também alcançou a liderança do periódico genérico Hot Dance Club Songs durante quatro semanas, tornando-se o "Top Hot Dance Club Play Single" daquele ano.[78] [79] A canção foi certificada ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA) devido à comercialização de 500 mil unidades no país.[80] Em abril de 2010, foram registradas cerca de 293 mil unidades físicas e digitais vendidas em território estadunidense, de acordo com a Nielsen SoundScan.[81] No Canadá, a faixa estreou na 85ª colocação da Canadian RPM Singles Chart, conquistando o terceiro posto em sua oitava semana.[82] [83] Permaneceu na tabela por um total de 30 semanas.[84]

Na Austrália, "Ray of Light" debutou na sexta posição da ARIA Charts, em 24 de maio de 1998, que foi o seu pico na tabela.[85] Permaneceu no gráfico durante 17 semanas.[85] Desde então, a Australian Recording Industry Association classificou a composição como disco de ouro, devido a exportação de 35 mil cópias.[86] Em território neozelandês, o número estreou na nona colocação da lista publicada pela Recording Industry Association of New Zealand, permanecendo na tabela por 14 semanas.[87] No Reino Unido, o tema estreou na vice-liderança da UK Singles Chart, sendo barrado do topo por "Under the Bridge / Lady Marmalade", de All Saints.[88] Posteriormente, foi qualificada como prata pela British Phonographic Industry (BPI), indicando vendas de 200 mil unidades e, de acordo com a The Official Charts Company (OCC), comercializou cerca de 275 mil cópias.[89] [90] Na Espanha, a faixa debutou na liderança da tabela publicada pela Productores de Música de España.[91] Ao redor da Europa, a canção conseguiu classificar-se entre as trinta melhores colocações na Alemanha, na Áustria, na Bélgica (região de Flandres), na Finlândia, na França, na Irlanda, na Itália, nos Países Baixos, na Suécia e na Suíça, conquistando a nona posição como melhor na tabela Eurochart Hot 100 Singles.[92] [93] [94] [95] [96] [97] [98] [99] [100] [101]

Notas

  1. No inglês: "If you wanna make the world a better place... Take a look at yourself, and then make a change".

Referências

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