Ação Integralista Brasileira

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Ação Integralista Brasileira
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Presidente Plínio Salgado
Fundação 7 de outubro de 1932
Dissolução 10 de novembro de 1937
Ideologia Nacionalismo
Integralismo
Espectro político Terceira posição (Extrema-direita)

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

Ação Integralista Brasileira (AIB) foi um movimento político fascista nacionalista brasileiro criado em 7 de outubro de 1932. Foi fundado por Plínio Salgado, um escritor modernista, jornalista e político, uma figura literária conhecida por sua participação na Semana de Arte Moderna de 1922.

Salgado desenvolveu o que viria a ser a AIB, com a Sociedade de Estudos Paulista (SEP), um grupo de estudo sobre os problemas gerais da nação. Os estudos da SEP resultariam na criação da AIB, em 1932. O movimento integralista tinha adotado algumas características dos movimentos europeus de massa da época, especificamente do fascismo italiano, mas distanciando-se do nazismo porque o próprio Salgado não apoiava o racismo. No entanto, apesar slogan do "união de todas as raças e todos os povos", alguns militantes tinham opiniões antissemitas e racistas.

O integralismo brasileiro era inspirado em um movimento tradicionalista em Portugal, o integralismo lusitano. Como símbolo, a AIB utilizava uma bandeira com um disco branco sobre um fundo azul, com um sigma maiúscula (Σ) em seu centro. Os integralistas também ficaram conhecidos como camisas-verdes devido aos uniformes que utilizavam. A AIB, assim como todos os outros partidos políticos, foi extinta após a instauração do Estado Novo, efetivado em 10 de novembro de 1937 pelo então presidente Getúlio Vargas.

A AIB a partir de então, firmou-se como uma extensão do movimento constitucionalista.[carece de fontes?] Tão logo o partido iniciou suas atividades, influenciado pelo fascismo italiano,[1] [2] começaram a acontecer conflitos com grupos rivais, como a ANL, de forma análoga aos conflitos entre partidos fascistas e socialistas em diversos países à época.

História[editar | editar código-fonte]

Os principais militantes que deram corpo ao movimento integralista brasileiro foram Plínio Salgado, Gustavo Barroso e Miguel Reale. Plínio Salgado sistematizou a teoria do Estado Integral, e criou os uniformes, símbolos, costumes, hábitos e rituais dos participantes do movimento integralista, e criou a Ação Integralista Brasileira em 7 de outubro de 1932, com lançamento do Manifesto de Outubro de 1932 [3] . Às vésperas das eleições presidenciais de 1937, onde Plínio Salgado era o candidato favorito, a AIB lançou o Manifesto Programa de 1937, que foi um dos principais documentos do movimento, influenciou[4] as realizações do Estado Novo, e uma grande geração de políticos como Juscelino Kubitschek,[5] que agradece a Plínio Salgado pela inspiração propiciada pelo livro "13 Anos em Brasília", que o levou a construir a nova capital brasileira. Assim como uma série de programas como a "Casa-Própria" e a "Alfabetização de Adultos". O integralismo foi um movimento muito importante na conjuntura não só da década de 1930, mas influenciaria muitos políticos e intelectuais com atuação posterior a esse período.

Dentre os numerosos membros da AIB, pode-se citar, além de Plínio Salgado, Gustavo Barroso, Miguel Reale, Tasso da Silveira, San Tiago Dantas, Olbiano de Melo, Câmara Cascudo, Neiva Moreira, Gofredo Teixeira da Silva Teles e Inácio da Silva Teles, Raimundo Padilha, Alfredo Buzaid, Madeira de Freitas, Augusto Frederico Schmidt, Gerardo Melo Mourão, Dantas Mota, Vinícius de Morais, Paulo Fleming, Adonias Filho, Dom Hélder Câmara, Ribeiro Couto, Herbert Parentes Fortes, José Loureiro Júnior, Hélio Viana, Américo Jacobina Lacombe, Ernâni Silva Bruno, Antônio Gallotti, Jorge Lacerda, Thiers Martins Moreira, José Lins do Rego, Alcebíades Delamare Nogueira da Gama, Roland Corbisier, Álvaro Lins, Seabra Fagundes, Rui de Arruda Camargo, Raimundo Barbosa Lima, João Carlos Fairbanks, Mário Graciotti, Mansueto Bernardi e Belisário Pena, Antonio de Toledo Piza, Romulo de Almeida Mercuri, Abdias do Nascimento.

A AIB foi uma organização política que conquistou a simpatia de membros da classe dirigente, de uma parcela da classe média e de uma parcela dos oficiais das Forças Armadas. Mesmo o presidente Getúlio Vargas apoiou a organização do movimento integralista desde seu início.

Com o aparecimento do documento denominado Plano Cohen, foi possível o golpe de estado de Vargas, dando então início ao Estado Novo. Parte da alta cúpula integralista conhecia as articulações de Getúlio para dar o golpe, e Plínio Salgado negociava o futuro cargo de ministro da educação, tentando, com isso, garantir a presença dos integralistas no novo governo. Porém Vargas surpreendeu os integralistas, proibindo a existência de qualquer agremiação política a partir de novembro de 1937.[carece de fontes?]

Levante integralista[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Levante integralista

Em decorrência da dissolução da AIB, após a instauração do Estado Novo, alguns integralistas insurgiram-se tentando dar um contragolpe à ditadura de Vargas, em 1938. Severo Fournier, liderando os integralistas, atacou, em 11 de maio de 1938, o Palácio Guanabara. Eram 80 militantes integralistas ao todo - dentre eles um membro da família imperial brasileira. Em resposta, muitos foram fuzilados, outros tantos feridos. Cerca de 1 500 integralistas acabaram presos e ficaram sob a responsabilidade de Filinto Müller para interrogá-los. Plínio Salgado, ao final, foi exilado em Portugal. O ocorrido ficou conhecido como Levante integralista.

Filiados[editar | editar código-fonte]

Departamento Feminino e de Juventude, década de 1930.

Em 1936, o total de seus membros era estimado entre 600 mil e um milhão. [6] Segundo o jornal Monitor Integralista (de circulação nacional, assim como A Offensiva, principal órgão do partido), na edição de 7 de outubro de 1937, naquele ano número de filiados da AIB era superior a um milhão.[7] O jornal também registrava a existência de mais de 100 jornais. Há referências pelo menos quatro revistas - A Flâmula, Anauê, Panorama e A Marcha.[8] Segundo relatório interno da AIB, o partido contava com 1.128.850 membros nas 22 Províncias (como eram chamados os Estados). Na Província do Mar, ou seja, tripulantes de navios, 2.850[carece de fontes?].

Somente na região próxima à cidade de Matão, em São Paulo, eram produzidos os seguintes jornais: A Gazeta de Jaboticabal, O Nacionalista (Araraquara), e Folha Integralista (Taquaritinga). Foram produzidos 75 livros, destinados a propaganda integralista, sobre filosofia, sociologia, direito, economia, história, política e outros ramos de atividade cultural[carece de fontes?].

Entre "plinianos" e "plinianas", as crianças integralistas, havia 155.000[carece de fontes?].

Em núcleos citadinos de outros países (Montevidéu, Buenos Aires, Filadélfia, Genebra, Zurique, Porto, Berlim, Varsóvia e Roma, além de núcleos em formação em Nova Orleans, Washington, Paris, Tóquio, Santiago do Chile, Las Palmas e Lisboa) havia 6.300 inscritos; dentro das chamadas inscrições especiais, 59.000 membros[carece de fontes?].

Desses acima, a AIB reivindicava um total de 1.352.000 membros distribuídos em 3.600 núcleos no Brasil e no exterior. Existiam ainda outros milhões de simpatizantes e milhares de pedidos de filiação quando a AIB foi posta na ilegalidade, em 1938.[9]

Período de 1945 a 1966[editar | editar código-fonte]

Os integralistas e remanescentes da AIB se reorganizaram no Partido de Representação Popular, o PRP, presidido por Plínio Salgado, e participaram de todas as eleições do período, desde a Assembleia Constituinte de 1945, até a edição do AI-2, em 1966; o PRP teve sua maior representatividade nos Estados do RS, SC, PR, SP e RJ. Plinio foi candidato à presidência da República em 1955, afinal, obtendo cerca de 7% dos votos. Com o fim do PRP, a grande parte dos seus membros nucleou-se na ARENA, inclusive Plinio, que foi parlamentar por essa legenda, no Estado de S. Paulo.

Símbolos, vestimentas, rituais e iconografia[editar | editar código-fonte]

A saudação "anauê", adotada pelos integralistas brasileiros, de provável origem tupi, significando "você é meu irmão".

A atitude dos integralistas brasileiros em público era marcada pela simbologia e iconografia adotada. Os integralistas se apresentavam, oficialmente, uniformizados. As camisas e capacetes eram verde-oliva, as calças eram pretas ou brancas ou cáqui e as gravatas pretas.

Cumprimentavam-se utilizando a palavra que se presume vir do tupi, "Anauê", que significaria "você é meu irmão",[10] com o braço esticado e mão espalmada, tal como grupos fascistas europeus como os camisas negras italianos e os camisas pardas nazistas.[10] Este cumprimento é feito pelos integralistas até hoje, e o seu significado, cristalizado nesse que os camisas-verdes atribuíram a ele.

A bandeira do movimento é composta por um fundo azul com um círculo branco no centro, e no meio do círculo, a letra grega maiúscula sigma, significando a soma dos valores. Cada subdivisão do movimento contava com símbolos próprios, como por exemplo, os plinianos (os grupos de juventude), cuja bandeira era similar à oficial, porém, com um cruzeiro do sul atrás do sigma.

Havendo uma parada militar, os participantes do movimento marchavam como soldados. Em seus encontros e concentrações, os integralistas recebiam treinamento e instrução de ordem unida, além de executar (com algumas alterações) muitos dos rituais e simbologias das Forças Armadas.

Ideologia[editar | editar código-fonte]

Sessão de encerramento do Congresso Integralista. Plínio Salgado encontra-se ao centro (sentado). Blumenau, 1935.

O integralismo brasileiro ideologicamente defende a propriedade privada, o resgate da cultura nacional, o moralismo, valoriza o nacionalismo, os valores morais prática cristã, o princípio da autoridade (e portanto a estrutura hierárquica da sociedade), o combate ao comunismo e ao liberalismo econômico.

Comunismo e liberalismo econômico[editar | editar código-fonte]

A ideologia integralista combate tanto o comunismo como o liberalismo econômico. Defende que esses dois posicionamentos ideológicos são semelhantes devido à sua unidade de raízes teóricas, unidades de valores e unidade de fins, configurando-se em duas doutrinas igualmente materialistas.

Para a ideologia integralista, o materialismo histórico, ou seja, considerar o ser humano exclusivamente sob seus aspectos econômicos e materiais, é a base do que se chama "civilização burguesa" e é a grande influência para a formação tanto do liberalismo econômico como do comunismo. Para Plínio Salgado a chamada burguesia não é uma classe social ou econômica e sim um estado de espírito (Ja temos dito muitas vezes e não cansaremos de repetir: a burguesia é não é uma classe, é um estado de espírito[11] ).

Dessa unidades de fontes teóricas resulta uma unidades de valores. Miguel Reale escreveu "Desde que o marxismo passou a ser a critica da sociedade capitalista e (…) um método cômodo de estudar a sociedade burguesa, muitas ideias acessórias vieram se unir a tese fundamental da limitação da propriedade individual ou da sua supressão. Hoje em dia não é mais possível separá-las. O ateísmo, a abolição da família, o internacionalismo dos povos, o materialismo em todos os sentidos da vida, tudo está tão entrelaçado ao ideal socialista, que nos deparamos com um grande paradoxo: É preciso ter espírito estritamente burguês para abraçar o comunismo."[12]

A unidade de fins que a ideologia integralista reputa ao comunismo e ao liberalismo econômico é a internacionalização da humanidade. Sob o domínio dos carteis e grandes corporações liberais ou sob o domínio de uma ditadura mundial resultante da revolução do proletariado, segundo os textos integralistas, o fim é o mesmo, a redução de toda a humanidade a condição de proletário sob a administração de alguns poucos burocratas especialistas no planejamento da produção.

Nacionalismo[editar | editar código-fonte]

Plínio Salgado exaltava o nacionalismo como forma de se fazer a verdadeira revolução brasileira, como afirmado em seu livro A Quarta Humanidade. Salgado afirmou que a exaltação do passado colonial de qual resulta a herança étnica do povo brasileiro(nós somos um povo que começou a existir desde a morte de todos os preconceitos, quando as três raças se fundiram)[13] é "verdadeira brasilidade", dado o estado de "abandono" que Portugal relegou ao Brasil; foi nesse abandono que nasceu uma nacionalidade espontânea, que seria corroída pelos estrangeirismos após a independência, e que o integralismo pretendia resgatar.

Seu projeto político propunha unificar as numerosas visões fragmentadas do ser humano e da sociedade, ora analisados apenas pelos seus aspectos econômicos, ora pelos aspectos sociais, ora políticos, ora espirituais. A nação integralista se organizaria dentro de uma hierarquia de valores, na qual sobrepunha-se "o espiritual sobre o moral, o moral sobre o social, o social sobre o nacional e o nacional sobre o particular".

Fascismo e integralismo[editar | editar código-fonte]

Integralistas da cidade de Viçosa do Ceará na década de 1930

A relação entre o integralismo e o fascismo é um dos temas mais abordados quando se estuda o movimento integralista. Enquanto grande parte dos historiadores coloca o integralismo simplesmente como uma manifestação do pensamento fascista, que tinha forte apelo na década de 1930, os integralistas se opõem a essa leitura da história do movimento.

O professor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Goffredo Telles Junior, que, em sua juventude, participou da Ação Integralista Brasileira relatou, numa entrevista concedida a Eugênio Bucci : (…)há quem diga, bem sei, que o integralismo era fascista. Hoje, eu sei que o integralismo não era um movimento unificado. Havia uma ala fascista dentro dele. Mas nós, estudantes universitários, nunca tomamos conhecimento desta ala discordante. Nós defendíamos o integralismo para combater o fascismo(…).

No entanto, referências ao fascismo e ao antissemitismo como movimentos "irmãos" do integralismo podem ser encontradas em artigos integralistas. O próprio Gustavo Barroso faz referências a essa relação em seu livro Brasil: Colônia de Banqueiros.

Dentre outras características que indicam diversos pontos de contato entre o integralismo e o nazi-fascismo (estética, autoritarismo, nacionalismo, mitos de origem etc) está a rejeição ao sionismo, manifesta por Barroso, principal porta-voz do movimento integralista.

Nazismo e integralismo[editar | editar código-fonte]

Apesar de boa parte dos membros negarem qualquer apologia do integralismo com o nazismo, o fato é que existiram integralistas nazistas que defendiam ideais antissemitas. Gustavo Barroso certamente foi um dos mais influentes ícones do Movimento Integralista Brasileiro, além de deter um cabedal de títulos e funções importantes no cenário mundial ele foi responsável pelos movimentos antissemitas sendo notável sua contribuição com a tradução e defesa ferrenha do livro Protocolo dos Sábios de Sião.

Entretanto a notoriedade da sinergia entre os Camisas Verdes (integralistas) e os nazistas não são apenas distintos ao caso supracitado. Do mesmo modo que o nazismo ostentava uma braçadeira com o símbolo da suástica, os integralistas o faziam com o símbolo do sigma, além disso, o cumprimento Anauê dos integralistas era feito da mesma maneira que a saudação Heil Hitler!, além do fardamento e das marchas.[carece de fontes?]

O antissemitismo estava presente em algumas vertentes do movimento. O núcleo municipal de Olímpia publicou artigos antissemitas nos anos de 1933 a 1937, mas a documentação oficial da AIB não trata do assunto.[14]

Organização corporativa do estado[editar | editar código-fonte]

Muitos historiadores colocam a defesa da organização corporativa do estado ou estado corporativo, posição defendida pela ideologia integralista, como uma das características que o definem como movimento de corrente fascista. A Itália fascista liderada por Benito Mussolini organizava seu estado com base nas corporações de atividades profissionais, o chamado estado corporativo. O integralismo defendia a organização do estado com base nos sindicatos de atividades profissionais, de forma a construir também o estado corporativo.

O integralismo interpretava, porém, a organização corporativa do estado fascista como defeituosa, pois era antidemocrática. Miguel Reale escreveu, em seu livro, "O Estado Moderno": A solução fascista (…) refletiu situações que não são as nossas. Sua estrutura corporativa ainda conserva os sinais da grande crise superada nas linhas da dialética hegeliana. No Brasil, podemos realizar o corporativismo puro, com mais facilidade(…).[15]

Mais tarde, após o seu exílio na Itália fascista, Miguel Reale viria a se decepcionar com a organização corporativa do estado, como ele relata em um artigo escrito em 2004: me considerei livre do compromisso integralista quando, no exílio na Itália, me dei conta da ilusória organização corporativista sob o mando de um partido único.[16]

Tentativa de democratizar a organização corporativa do estado[editar | editar código-fonte]

Na versão integralista do corporativismo, os sindicatos ou associações profissionais seriam a ferramenta pela qual os integrantes de uma determinada classe profissional iria eleger seus representantes no parlamento: (…)cada brasileiro se inscrevera na sua classe. Essas classes elegem, cada uma de per si, seus representantes nas Câmaras Municipais, nos Congressos Provinciais e nos Congressos Gerais. Os eleitos para as Câmaras Municipais elegem o seu presidente e o prefeito. Os eleitos para os congressos Provinciais elegem o governador da província. Os eleitos para os Congressos Nacionais elegem o Chefe da Nação, perante o qual respondem os ministros de sua livre escolha(…)[17]

Negros e mulheres no integralismo[editar | editar código-fonte]

O integralismo brasileiro congregou uma grande diversidade de cidadãos brasileiros segundo as mais diferentes etnias. No sul do país, por exemplo, houve uma participação maciça de imigrantes europeus e seus filhos. Afro-descendentes também aderiram ao movimento, e o exemplo até hoje lembrado é o de João Cândido, líder da Revolta da Chibata. Outros negros famosos que pertenceram à AIB são Abdias do Nascimento, Sebastião Rodrigues Alves e Ironides Rodrigues. Podemos citar também negros que apoiavam o movimento integralista brasileiro, como Arlindo Veiga dos Santos. A AIB foi o primeiro movimento político brasileiro a dar voz política à mulher, embora elas se limitassem ao assistencialismo, ao trato com a educação.

O integralismo brasileiro sempre se opôs ao racismo, e em nenhuma circunstância o apoiou, um exemplo disso é uma das mais famosas frases de Plínio Salgado, "O problema é ético, e não étnico".

Principais ideólogos e suas obras[editar | editar código-fonte]

  • Miguel Reale - O Estado Moderno
  • Plínio Salgado - O cavaleiro de Itararé, O esperado (ed. Voz do Oeste), O estrangeiro (ed. das Américas, 1955).
  • Gustavo Barroso - Colônia de Banqueiros (1934), Os protocolos dos sábios de Sião (1936), Judaísmo, maçonaria e comunismo (1937)

Legado[editar | editar código-fonte]

Atualmente a Frente Integralista Brasileira (FIB) e o Movimento Integralista e Linearista Brasileiro (MIL-B) e a Ação Integralista Revolucionária (AIR[18] ) afirmam representar o integralismo no Brasil, segundo afirmam os seus membros. Defendem "o combate ao materialismo oriundo, tanto do capitalismo, assim como do comunismo, além da necessidade de uma reforma espiritual do homem brasileiro". Existem algumas vertentes atuais de interpretação do integralismo, como o chamado linearismo, que visa adaptar sua doutrina ao século XXI . Mas continuam a afimar que comunismo e capitalismo são duas faces da mesma moeda - o grande capital internacional. Segundo eles, o capitalismo liberal e o comunismo seriam ideologias forjadas na mesma matriz, ou seja, o "Império Sionista", que efetivamente governa as nações do Ocidente desde a Revolução Francesa, usando do poder do dinheiro, a "Internacional Dourada", ou as revoluções proletárias , a "Internacional Vermelha". Já a doutrina integralista continua a se basear na tríade "Deus, Pátria e Família". [carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. TRINDADE, Hélgio. Integralismo, o Fascismo brasileiro na década de 1930. São Paulo: Difel, 1974.
  2. MAIO, Marcos Chor. Nem Rotschild nem Trotsky: o pensamento anti-semita de Gustavo Barroso. Rio Janeiro: Imago, 1992
  3. «Manifesto de 7 de Outubro de 1932». 
  4. «Manifesto Programa da AIB, cita as principais influências.». 
  5. «Carta de Juscelino Kubitschek para Plínio Salgado, onde agradece a influência literária que o levou a construir Brasília.». 
  6. CPDOC-FGV. Anos de Incerteza (1930 - 1937) - Ação Integralista Brasileira
  7. ZANELATTO, João Henrique. De olho no poder: o integralismo e as disputas políticas em Santa Catarina na era Vargas. EDIPUCRS, 2012.
  8. OLIVEIRA, Rodrigo Santos de. Imprensa integralista, imprensa militante (1932-1937). Porto Alegre, 2009, pp 65, 138-9, 150
  9. Ferreira, Marcus. O Integralismo na cidade de Matão: Oswaldo Tagliavini e sua máquina de idéias. Rio de Janeiro, 2006..
  10. a b Livro refaz trajetória do criador do integralismo
  11. Salgado, Plínio. O Espirito da Burguesia. Livraria Clássica Brasileira, 1951
  12. Reale, Miguel. O Estado Moderno. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio, 1934
  13. Salgado, Plínio. A Quarta Humanidade. Editora das Americas, 1936
  14. Carneiro, Maria Luiza Tucci (org.) (2007). «Ribeiro, Ivair Augusto. O anti-semitismo no discurso integralista do sertão de São Paulo: os discípulos de Barroso». O anti-semitismo nas Américas: memória e história (São Paulo: EDUSP). p. 351-. ISBN 9788531410505. 
  15. Reale, Miguel. O Estado Moderno, Livraria José Olympio, 1934
  16. Reale, Miguel. O Integralismo Revisitado, 2004.
  17. Salgado, Plínio. Manifesto Integralista de 1932
  18. CALDEIRA NETO, Odilon. . "Neointegralismo e as direitas brasileiras: entre aproximações e distanciamentos". Locus (UFJF). Visitado em 29/10/2015.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, Célia Cerqueira de. A ideologia integralista de Olbiano de Melo: estudo sobre o pensamento política de Olbiano de Melo nos anos 1920 e 30. São Paulo, 2001. Dissertação de mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
  • ARAÚJO, Ricardo Benzaquen de. Totalitarismo e revolução: o integralismo de Plínio Salgado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.
  • BICCA, Luís Eduardo. Para uma crítica da ideologia integralista. Rio de Janeiro, 1978. Dissertação de mestrado, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
  • BRUSANTIM, Beatriz de Miranda. Anauê paulista: um estudo sobre a prática da primeira cidade integralista do Estado de São Paulo (1932-1943). Campinas, 2004. Dissertação (Mestrado em História), Universidade de Campinas.
  • CALDEIRA, João Ricardo de Castro. Integralismo e política regional: a Ação Integralista no Maranhão (1933-1937). São Paulo: AnnaBlume. 1999.
  • CALIL, Gilberto Grassi & SILVA, Carla Luciana. Velhos Integralistas - A Memória de Militares do Sigma. Porto Alegre: EdiPUC-RS
  • CALIL, Gilberto Grassi. O integralismo no pós-guerra: a formação do PRP (1945-1960). Porto de Alegre: EDIPUCRS, 2001.
  • CAVALARI, Rosa Maria Feiteiro. Integralismo: ideologia e organização de um partido de massa no Brasil. Bauru: EDUSC, 1999.
  • CHASIN, José. O integralismo de Plínio Salgado: Forma de Regressividade no Capitalismo Híper-tardio. São Paulo: Ciências Humanas.
  • CHAUÍ, Marilena. "Apontamentos para uma crítica à Ação Integralista Brasileira". In: Ideologia e mobilização popular. São Paulo: Paz e Terra.
  • CHRISTOFOLETTI, Rodrigo. A celebração do Integralismo no projeto de uma enciclopédia. Dissertação de mestrado, Universidade Estadual Paulista, 2002.
  • CYTRYNOWICZ, Roney. "Integralismo e anti-semitismo nos textos de Gustavo Barroso na década de 1930." Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, 1992.
  • IRSCHLINGER, F. A. Perigo verde: o integralismo no norte do Rio Grande do Sul (1932-1938). Passo Fundo: UPFEditora, 2001
  • LEVINE, Robert M.. O Regime Vargas (1934-1938): Os Anos Críticos, Rio de Janeiro: Nova Fronteira
  • MOURA, Jéssica et alii. Imagens do Sigma. Rio de Janeiro: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, 1997.
  • SILVA, Carla Luciana. Onda Vermelha - Imaginários Anticomunistas Brasileiros (1931-1934). Porto Alegre, EdiPUC-RS
  • TRINDADE, Hélgio. Integralismo: o fascismo brasileiro da década de 1930.
  • SILVEIRA, Cássio. " O Integralismo Linear". Editora Linear, 2007
  • SILVEIRA, Cássio. " A Filosofia Linear". Editora Linear, 2002

Ligações externas[editar | editar código-fonte]