Azerbaijão

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Azərbaycan Respublikası
República do Azerbaijão
Bandeira do Azerbaijão
Brasão de Armas do Azerbaijão
Bandeira Brasão de armas
Lema: Não tem
Hino nacional: Azərbaycan Marşı
("Marcha do Azerbaijão")
Gentílico: Azeri1

Localização do Azerbaijão

Localização do Azerbaijão (em verde)
Capital Baku
40°22'N 49°53'E
Cidade mais populosa Baku
Língua oficial Azeri
Governo República presidencialista com partido dominante
 - Presidente Ilham Aliyev
 - Primeiro-ministro Artur Rasizade
Formação do Estado  
 - Eldiguzids (Atabegs do Azerbaijão) 1135 
 - República Democrática do Azerbaijão 28 de maio de 1918 
 - República Socialista Soviética do Azerbaijão 28 de abril de 1920 
 - Independência da União Soviética 30 de agosto de 1991 (declarada)
18 de outubro de 1991 (reconhecida) 
Área  
 - Total 86.600 km² (113.º)
 - Água (%) 1,6
População  
 - Estimativa de 2014 9 511 100[1][2] hab. (90.º)
 - Censo 2009 8 922 447 hab. 
 - Densidade 110[1] hab./km² (104.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2011
 - Total US$ 94,318 bilhões*[3] 
 - Per capita US$ 10 340[3] 
IDH (2014) 0,751 (78.º) – elevado[4]
Moeda Manat azeri (AZN)
Fuso horário (UTC+4)
 - Verão (DST) (UTC+5)
Cód. ISO AZ
Cód. Internet .az
Cód. telef. +994

Mapa do Azerbaijão

1. Outros gentílicos também são utilizados: Azéri, Azerbaidjano, Azerbaijano, Azerbeijano, Azerbaidjanês, Azerbaijanês, Azerbeijanês

Azerbaijão (pronunciado em português europeu[ɐzɨɾbɐjˈʒɐ̃w̃]; pronunciado em português brasileiro[azeɾbajˈʒɐ̃w̃] / [azeɦbajˈʒɐ̃w̃]; em azerbaijanês: Azərbaycan, pronunciado: [ɑzærbɑjdʒɑn]), oficialmente República do Azerbaijão, é um país transcontinental na região do Cáucaso, situado no cruzamento entre o Leste Europeu e o Sudoeste Asiático.[nota 1] É delimitado pelo Mar Cáspio ao leste, a Rússia ao norte, a Geórgia a noroeste, Armênia no oeste e o Irã ao sul. O exclave de Naquichevão é delimitado pela Armênia a norte e leste, Irã ao sul e oeste, além de possuir uma pequena borda com a Turquia a noroeste.

A República Democrática do Azerbaijão proclamou sua independência em 1918 e tornou-se a primeira república democrática cuja população é composta majoritariamente por muçulmanos e, ao mesmo tempo, secular.[5] Além disso, foi a primeira nação de maioria muçulmana após o Egito a contar com óperas, teatros e universidades modernas.[6] O país foi incorporado à União Soviética em 1920 como a República Socialista Soviética do Azerbaijão,[5][7] e proclamou sua independência em outubro de 1991, antes da dissolução da união. Mais cedo, em setembro daquele ano, a disputada região de Nagorno-Karabakh reafirmou sua disposição em se tornar um estado independente, como a República do Nagorno-Karabakh.[8] A região, efetivamente independente desde o início da Guerra de Nagorno-Karabakh, é reconhecida internacionalmente como parte do Azerbaijão até que uma solução final para seu status seja encontrada.[9][10][11][12]

A nação é uma república constitucional presidencial e unitária, governada sob um sistema de partido dominante, e é um estado-membro do Conselho da Europa, da OSCE e do programa Parceria para a Paz, da OTAN. É um dos seis estados independentes falantes de língua turca, sendo um membro ativo no Conselho Turco e na Organização Internacional da Cultura Turca. O país possui relações diplomáticas com outros 158 e faz parte de 38 organizações internacionais,[13] sendo membro-fundador da GUAM, da Comunidade dos Estados Independentes (CEI)[14] e Organização para a Proibição de Armas Químicas. Parte das Nações Unidas desde 1992, o Azerbaijão foi eleito para o Conselho de Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas em maio de 2006.[15] É incluído também no Movimento Não Alinhado, possui status de membro observador na Organização Mundial do Comércio (OMC) e é correspondente na União Internacional de Telecomunicações.[13][16]

A Constituição do Azerbaijão não declara uma religião oficial, e todas as forças políticas maiores no país são seculares, mas a maioria da população e alguns movimentos de oposição aderem ao xiismo.[17] A nação possui um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), comparável ao de vários países do Leste Europeu.[18] A região também apresenta altos níveis de desenvolvimento econômico[19] e alfabetismo,[20] além de um baixo nível de desemprego.[21] No entanto, a corrupção é bastante difundida, especialmente no serviço público.[22][23] A Assembleia Nacional aboliu os limites do mandato presidencial no controverso referendo de 2009. O partido dominante, o Partido do Novo Azerbaijão, já foi acusado de autoritarismo e abuso de direitos humanos.[24][25]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Azerbaijão, partilhado pela república e a região iraniana, provém do nome de Atropates,[26][27] um sátrapa persa[28][29][30] do Império Aquemênida, que tornou-se sátrapa do Império Medo durante o mandato de Alexandre, o Grande[31][32] e governou a região do Atropatene (o atual Azerbaijão iraniano). A palavra Atropates é uma transliteração grega de um nome iraniano antigo, provavelmente da Média, que significa "Protetor do Fogo (Sagrado)" ou "A Terra do Fogo (Sagrado)".[33] Este nome grego é mencionado por Diodoro Sículo e Estrabão. Durante as eras seguintes, o nome evoluiu para Aturpatakan e depois para Adharbadhagan, Adharbayagan e Azarbaydjan, até chegar ao atual, Azerbaycan. O vocábulo pode ser traduzido como "O Tesouro" ou "O Tesoureiro do Fogo",[33] ou "A Terra do Fogo", de acordo com o persa moderno.[nota 2]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História do Azerbaijão

A região nunca foi unificada, sendo composta por várias tribos que foram islamizadas. Pertenceu ao Estados islâmicos persas entre os séculos XI e XVIII e, a partir do século XX, integrou a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, da qual se emancipou finalmente como unidade nacional independente em 1991.

Antiguidade[editar | editar código-fonte]

As evidências mais antigas do estabelecimento humano no território do Azerbaijão datam do fim da Idade da Pedra e estão relacionadas à cultura Guruchay, da caverna de Azykh. As culturas do Paleolítico Superior e do fim da Idade do Bronze são testemunhadas pelas cavernas de Tağılar, Damcılı, Zar, Yataq-yeri e pelas necrópoles de Leylatepe e Saraytepe.

No século IX a.C. os citas se assentaram na região. Depois deles, os medos vieram a dominar a região ao sul do rio Arax, tecendo um vasto império entre 900-700 a.C., que foi integrado ao Império Aquemênida por volta de 550 a.C, o qual contribuiu na propagação do zoroastrismo. Mais tarde, a região se tornou parte do império de Alexandre, o Grande e de seu sucessor, o Império Selêucida.

Durante esse período o zoroastrismo se espalhou pela região do Cáucaso e da Atropatene. Os habitantes da Albânia caucásica, originários do nordeste do Azerbaijão, controlaram a área por volta do século IV a.C. e estabeleceram um reino independente sob influência cultural dos armênios.

No século II a.C., entre os anos de 189 a.C. e 428 d.C., a metade oeste do Azerbaijão, incluindo as regiões de Artsach, Uti, Siunique, Vaspuracan e Paitacaran, foi conquistada pelos Medos sob o comando do Reino da Armênia, governado pelas dinastias Artaxiad e Arsácida. Depois da divisão do Reino da Armênia pela Pérsia e pelo Império Bizantino, em 387 d.C., as províncias de Artsach e Uti, que tinham populações etnicamente misturadas, passaram à Albânia caucásica.

Era feudal[editar | editar código-fonte]

Os persas sassânidas transformaram a Albânia caucásica em um Estado vassalo no ano de 252 d.C., enquanto o rei Urnayr adotou o cristianismo como religião oficial no século IV. Apesar das numerosas conquistas dos sassânidas e dos bizantinos, a Albânia permaneceu como individualidade até o século IX. O Califado Omíada rechaçou os sassânidas e os bizantinos da região e transformou a Albânia caucásica em um Estado vassalo, após a resistência cristã, liderada pelo rei Javanshir, que foi suprimida em 667. O vácuo político deixado pelo declínio do Califado Abássida foi preenchido por numerosas dinastias locais. No início do século XI, o território foi gradualmente dominado por ondas de tribos oguzes, vindas da Ásia Central. A primeira dessas dinastias turcas a se estabelecer foi a dos Gaznévidas, que adentraram a área hoje conhecida como Azerbaijão em 1030.

As populações pré-turcas que viviam no território da moderna República do Azerbaijão falavam diversos dialetos indo-europeus e caucasianos, entre eles a língua armênia e uma língua iraniana chamada de azeri arcaico, que foi gradualmente substituída pela língua turca, precursora da língua azeri de hoje.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia do Azerbaijão

Situado na parte oriental da Transcaucásia, o Azerbaijão divide fronteiras com o Irão ao sul, com a Armênia a oeste, com a Geórgia a noroeste, com a Rússia a norte e com o mar Cáspio, que banha sua costa oriental. Inclui também o exclave de Nakichevan. As montanhas da cordilheira do Cáucaso ocupam a metade do território; ao norte fronteiriço com a Rússia, encontra-se o seu ponto mais elevado no Bazarduzu Dagi (4.485 m); no centro encontra-se o vale do Kura-Araks e no sudeste o vale de Lenkoran, formando uma depressão absoluta (em relação ao nível do mar oceânico exterior) até o mar Cáspio, com -28 metros. Ao sul e sudoeste, nas fronteiras com o Irão e Armênia (incluindo as do enclave de Nakichevan), também caracteriza-se por terrenos montanhosos e vales férteis.

O clima, entre moderado e subtropical, é seco nas montanhas e úmido nas planícies. As temperaturas variam com a estação do ano. Nas terras baixas do sudeste, as temperaturas médias variam entre 4 graus no inverno e 27 no verão. Nas cadeias montanhosas do norte e do ocidente, as temperaturas variam entre -7 graus no inverno e 13 graus no verão. Os seus principais rios são o Kura e o Aras. A vegetação de estepes áridas e semidesérticas é combinada com prados tipo alpinos. As montanhas estão cobertas por matas.

O país tem importantes jazidas de petróleo, cobre e ferro.

O Azerbaijão apresenta problemas de contaminação do solo devido ao uso de pesticidas. Desfolhantes altamente tóxicos foram usados extensivamente nos cultivos de algodão. A contaminação da água é outro problema grave; aproximadamente a metade da população não é servida de esgotos e só um quarto de toda a água servida recebe tratamento.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia do Azerbaijão
Ver também: Azeris
Composição étnica (2009)[34]
Azeris 91,6%
Lezguianos 2,0%
Russos 1,3%
Armênios 1,3%
Talysh 1,3%
Turcos 0,4%
Outras etnias 2,1%

Dos 9 165 000 habitantes do Azerbaijão (julho de 2011), cerca de 52% vive nas cidades e 48% nas zonas rurais.[35] As mulheres compõem 51% da população, de modo que a razão sexual é de 0,97 homens por cada mulher.[35][36]

Em 2011, a taxa de crescimento populacional foi de 0,85%, atrás do índice mundial de 1,09%.[36] Um fator importante que retarda o aumento demográfico é a grande migração. Cerca de 3 milhões de azerbaijanos, especialmente trabalhadores, vivem na Rússia.[37] No mesmo ano, o país teve uma emigração de 1,14 a cada 100 pessoas.[36] Com 800 mil azeris em qualidade de refugiados ou deslocados internos, a nação conta com o maior número de pessoas em asilo humanitário da região, tendo em 2006 o maior índice de deslocados internos per capita do mundo.[38]

No ano de 2005, grande parte da morbidade ocorreu devido a problemas respiratórios, com 806,9 doentes a cada 10 mil moradores.[39] Naquele ano, as mortes por doenças infecciosas e doenças parasitárias foram superadas pelo falecimento por gripe e infecção do trato respiratório superior (4168,2 a cada 100 000 habitantes).[39] A expectativa de vida em 2011 não excedia os 71 anos; 74,6 para as mulheres e 68,3 para os homens.[36]

Como resultado da diáspora azeri existem comunidades originárias da região em 42 países ao redor do globo.[40] Adicionalmente, há muitos centros de minorias étnicas dentro do Azerbaijão, incluindo alemães, eslavos, judeus, curdos, lezguianos, tártaros da Crimeia, etc.[41] Sendo assim, os principais grupos étnicos do território azerbaijanês são os azeri, os lezguianos, os armênios (antes da Guerra de Nagorno-Karabakh havia um maior número de armênios que na atualidade, já que a maioria deles hoje vive na região separatista), os russos e os talysh, que juntos compõem 97% da população. Os azeris iranianos são minoria no Irã, conformando 24% dos residentes iranianos, ou 16 milhões de pessoas.[42]

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Religião no Azerbaijão
Cúpula do século XXI da mesquita Bibi-Heybat, que foi construída sobre a tumba de um dos descendentes de Maomé.[43]

O Azerbaijão é um estado laico, conforme o artigo 7 da Constituição, enquanto a liberdade religiosa é garantida pelo artigo 48.[44] Tradicionalmente, a religião maioritária é o islã, desde o século VII, e o xiismo, desde o século XVI.[36] Cerca de 95% dos moradores são muçulmanos;[45] destes, 85% é xiita e 15% é sunita,[46] tornando o Azerbaijão o país com a segunda maior proporção de xiitas, atrás apenas do Irã.[47] Entre a maioria dos muçulmanos, os costumes religiosos não são praticados muito estritamente, e a identidade islã tende a basear-se mais na etnia e cultura ao invés de em práticas religiosas.

Há comunidades cristãs (150 000)[48] e judias (34 500).[49] Entre as cristãs, a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Ortodoxa Georgiana, em conjunto com a Igreja Apostólica Armênia (somente no Nagorno-Karabakh) são as que contam com mais seguidores.[36] Em 2010, havia no país 498 católicos romanos.[50] Outras denominações cristãs incluem o luteranismo, a Igreja Batista e os molokanos.[51] Também existem pequenas comunidades de judeus, baha'ís, integrantes do Movimento Hare Krishna e testemunhas de Jeová, que já relataram casos de repetidas perseguições religiosas.Erro de citação: Código <ref> inválido; refs sem conteúdo devem ter um parâmetro de nome O zoroastrismo tem uma longa história na nação, evidente em lugares como o Ateshgah (ou Templo do Fogo) em Baku e cerimônias como o noruz, junto com o maniqueísmo.[52]

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Língua azeri
Extensão do azeri.

O idioma oficial é o azeri, uma língua turcomana falada no sudoeste asiático, principalmente no Azerbaijão e no Azerbaijão iraniano. O azeri é parte das línguas oguzes e está estritamente relacionado com o turco, o qashqai e o turcomeno. É divido em duas variantes, o azeri do norte e o sulista, além de vários outros dialetos.[53] O khalaj, o qashqai e o salchuq são considerados por alguns como idiomas independentes dentro do grupo de línguas azeris.[54] Do século XVI até o XX, a língua foi usada como franca na maior parte da Transcaucásia (exceto a costa do Mar Negro), no sul do Daguestão,[55][56][57] no leste da Turquia e no Azerbaijão iraniano.[58][59]

Embora este seja o mais falado no país e utilizado por um quarto da população do Irã, são notados outros treze idiomas nativos.[60] Mesmo com alguns desses sendo evidentes somente em comunidades pequenas, outros têm importância regional.[61] O azeri é mutuamente inteligível com o turco e o gagaúzo. A variante do norte é escrita com o alfabeto latino modificado, mas já foi redigida com o persa (até 1929), o turcomano uniforme (1929–1939) e o cirílico (1939–1990).[62] As mudanças ocorreram, em grande parte, por razões religiosas e políticas.[62]

A língua russa continua tendo importância no âmbito comercial e como idioma interétnico, e na região do Nagorno-Karabakh praticamente toda a população fala armênio.[60]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Política do Azerbaijão
Ilham Aliyev, filho do ex-presidente Heydar Aliyev, sucedeu seu pai no cargo e mantém-se no poder desde 2003.

A formação estrutural do sistema político azeri foi completada com a adoção de uma nova Constituição em 12 de novembro de 1995.[63] De acordo com o artigo 23 do texto, os símbolos nacionais são a bandeira, o brasão de armas e o hino nacional.[44] O poder do Estado está limitado pela lei somente em assuntos internos; entretanto, para as relações internacionais também há uma regulamentação.[63]

O governo se baseia na separação dos poderes em três: legislativo, executivo e judiciário.[44] O poder legislativo é constituído pela Assembleia Nacional unicameral e pela Assembleia Nacional Suprema na República Autônoma do Naquichevão. As eleições para a assembleia são realizadas a cada cinco anos, no primeiro domingo de novembro.[44] O Partido do Novo Azerbaijão e outros partidos minoritários, aliados do governo atual, ocupam a maior parte das 125 cadeiras. Os observadores europeus relataram diversas irregularidades durante a preparação e a realização das eleições de 2010, na qual os partidos de oposição, o Müsavat e o Partido da Frente Popular do Azerbaijão não conseguiram obter um único assento.[64]

O poder executivo é exercido por um presidente, eleito para um mandato de cinco anos através de sufrágio direto.[63] O presidente está autorizado a formar seu próprio gabinete, um órgão do poder executivo subordinado ao presidente, e que normalmente consiste do primeiro-ministro, seus deputados e ministros. O eleito, entretanto, não tem direito de dissolver a Assembleia Nacional, embora possua direito de veto sobre qualquer uma de suas decisões. Para anular o veto, o parlamento deve obter uma maioria de 95 votos.[44] O poder judiciário está composto pelo tribunal constitucional, pela corte suprema, pelo tribunal de apelação e pelos tribunais comuns; o presidente nomeia os juízes destas cortes.[63]

Criado em 10 de abril de 1997, o Conselho de Segurança é um órgão deliberativo sob controle do presidente, quem o organiza, segundo a Constituição. O departamento administrativo não está a cargo do eleito, mas este cuida das atividades financeiras, técnicas e do poder executivo, tanto do presidente quanto de seu escritório.[44] Embora o Azerbaijão tenha realizado diversas eleições desde sua independência e possua muitas instituições formais com o objetivo de manter a democracia, o índice Liberdade no Mundo 2012, elaborado pela Freedom House, classifica-o como "não livre".[65]

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

O ministro das Relações Exteriores, Elmar Mammadyarov, e sua esposa, junto ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e da primeira-dama, Michelle Obama.

A efêmera República Democrática do Azerbaijão conseguiu estabelecer relações diplomáticas com seis nações, enviando representantes para Alemanha e Finlândia.[66] O processo de reconhecimento internacional da independência azeri após o colapso soviético durou menos de um ano. O último país a reconhecê-la foi Barein, em 6 de novembro de 1996.[67] Relações diplomáticas completas, com intercâmbio mútuo de missões, foram estabelecidas primeiramente com Turquia, Paquistão, Estados Unidos, Irã e Israel. Desde então, vem tido ênfase sua "relação especial" com a Turquia.[68][69]

O Azerbaijão mantém relações com 158 países, além de ser membro de 38 organizações internacionais. Possui status de observador no Movimento Não Alinhado, na Organização Mundial do Comércio (OMC) e é correspondente da União Internacional de Telecomunicações.[13] Em 9 de maio de 2006, foi eleito membro do recém-estabelecido Conselho de Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas. O mandato se iniciou em 19 de junho de 2006.[15]

As prioridades da política externa incluem: antes de tudo, a restauração de sua integridade territorial; a eliminação das consequências da perda do Nagorno-Karabakh e outras sete regiões;[70][71] integração à estrutura europeia e euro-atlântica; contribuição para a segurança mundial; cooperação com organizações internacionais; cooperação regional e nas relações bilaterais; fortalecimento da capacidade de defesa; promoção da segurança através de políticas nacionais; fortalecimento da democracia; preservação da tolerância étnica e religiosa; apoio a políticas científicas, educacionais e culturais com a preservação dos valores morais; desenvolvimento socioeconômico; reforço da segurança interna e criação de novas políticas de migração, energia e segurança no transporte.[70]

A pátria é membra ativa de alianças internacionais que lutam contra o terrorismo, e contribui com os esforços para manter a paz em Kosovo, Afeganistão e Iraque. Além disso, é parte do programa Parceria para a Paz, da OTAN, e possui boas relações com a União Europeia, podendo um dia solicitar sua adesão ao bloco.[70]

Ao final de 2007, o governo anunciou que a grande disputa sobre o território ocupado pela Armênia iria desencadear uma guerra se o conflito não fosse resolvido.[70] Com isto, o governo aumentou o orçamento de defesa. Na Armênia, as sanções econômicas impostas por seus vizinhos fizeram com que a economia se debilitasse, resultando em um aumento dos preços dos produtos básicos e um grande declive na renda do Estado.[72]

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

O Azerbaijão é dividido em 10 regiões econômicas; 66 rayons (rayonlar, singular rayon) e 77 cidades (şəhərlər, singular şəhər), das quais 12 estão sob a autoridade direta da República.[73] Além disso, o país conta ainda com a República Autônoma (muxtar respublika) do Naquichevão.[36] O presidente define os governadores de cada unidade, enquanto o governo do Naquichevão é eleito e aprovado por seu próprio parlamento.

Nota: As cidades sob autoridade direta da República estão em itálico.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Energia[editar | editar código-fonte]

Extração de petróleo nos arredores de Baku.

A principal fonte de energia do país são os combustíveis fósseis: dois terços da sua superfície contam com depósitos de petróleo e gás natural.[74] Graças a essa abundância, são produzidos aproximadamente 1.4 milhões de barris de petróleo por dia.[36] Em setembro de 1994, o governo azerbaijano firmou um contrato de trinta anos com treze companhias petroleiras, entre as quais se destacam Amoco, BP, ExxonMobil, LUKoil, Statoil.[74] Como as empresas estrangeiras têm permitido perfurar os depósitos em águas profundas ainda intactas, o Azerbaijão é considerado um dos pontos de exploração e desenvolvimento mais importantes da indústria.[75] O Fundo Estatal Petroleiro do Azerbaijão foi criado com o pressuposto de assegurar a estabilidade macroeconômica, a transparência na administração dos recursos petroleiros e o controle das reservas pelas futuras gerações. A Azeriqaz, uma empresa da SOCAR, tenta garantir abastecimento de gás para todo o país até 2021.[76] A região do Cáucaso Menor fornece a maior parte de ouro, prata, ferro, cobre, titânio, cromo, magnésio, cobalto, molibdênio e antimônio utilizados na nação.[74]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Bote azeri no mar Cáspio.

A localização privilegiada do Azerbaijão no cruzamento de algumas rotas de tráfego importantes a nível internacional, como a Rota da Seda e o corredor sul-norte, atribui grande importância estratégica ao setor de transportes em conjunto à economia do país.[77] Este setor engloba rodovias, estradas e as vias férreas, aéreas e marítimas.

A nação é ainda um importante centro econômico para o transporte de matérias-primas. O oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC) inciou suas operações em maio de 2006 e se estende por mais de 1 774 quilômetros, passando por Geórgia e Turquia. O BTC foi desenhado para transportar mais de 50 milhões de toneladas de petróleo bruto anualmente, desde o fundo do mar Cáspio até a costa do Mediterrâneo.[78] O gasoduto do Sul do Cáucaso, que atravessa os mesmos países, iniciou suas funções ao final de 2006 e fornece gás natural constantemente aos mercados europeus, retirados do depósito Shaj Deniz. Neste lugar se produzem mais de 296 bilhões * de m³ de gás natural por ano.[79]

Em 2002, o governo criou o Ministério do Transporte, com uma ampla gama de políticas e regulações. No mesmo ano, o Azerbaijão tornou-se membro da Convenção sobre Trânsito Viário.[80] Neste sentido, sua prioridade maior é de melhorar a rede de estradas e transformar o serviço de transportes em uma das vantagens de se investir no território, uma vez que seria útil para outros setores econômicos. Em 2012, iniciou-se a construção da estrada de ferro Kars-Tiflis-Baku, com a qual se espera prover uma conexão entre Ásia e Europa, ao conectar as vias férreas da China e do Cazaquistão com Istambul e o resto do sistema ferroviário europeu a oeste.[81] Em 2010, as ferrovias se estendiam por mais de 2 918 km, enquanto as rotas eletrificadas cobriam 1 278 km.[36] Também havia 35 aeroportos e apenas um heliporto. O Aeroporto Internacional Heydar Aliyev, em Baku, é o mais importante para a nação, devido à quantidade de passageiros e mercadorias que anualmente o utilizam. Dos 59 141 km de estradas e rodovias que existem no país, mais da metade encontra-se sem pavimentação.[36] Embora o Ministério tenha começado a modernizar as rodovias que unem as principais cidades, a maior parte delas está em más condições, resultando em um alto índice de acidentes automobilísticos.[82]

Meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

Construída em 1996, a Torre TV de Baku tornou-se um símbolo da capital.

A exploração de petróleo e gás na década de 2000 ajudou a melhorar a situação das comunicações, da ciência e da tecnologia, ao que também contribuíram campanhas pela modernização e inovação. O governo estima que, em um futuro próximo, a receita pela venda de tecnologia da informação e da indústria das comunicações crescerá e será comparável à que tem atualmente o petróleo.[83] Entretanto, muitos dos meios de comunicação em massa estão sob uma constante censura do governo, o que tem levado alguns grupos de defesa dos direitos humanos a pleitear a liberdade de expressão dos azerbaijanos.[84]

O país está progredindo no desenvolvimento do setor de telecomunicações. Contudo, ainda enfrenta grandes problemas, como uma pobre infraestrutura e um marco legal insuficiente. O Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação, também conhecido por operar a companhia Aztelekom, atua como criador de políticas e regulador. Os telefones públicos só servem para realizar chamadas locais e exigem um cartão, disponível para venda no comércio. Estes cartões só permitem fazer uma ligação de duração indefinida. Em 2009, havia cerca de 1.5 milhões de linhas telefônicas fixas,[85] 9.1 milhões de telefonia móvel[86] e 1.4 milhões de usuários de internet.[87] Entre os provedores mais importantes de GSM estão Azercell, Bakcell e Azerfon.[88]

A Agência Espacial do Azerbaijão lançou seu primeiro satélite, Azerspace 1/Africasat 1a, em 7 de fevereiro de 2013, do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.[89][90][91] O satélite cobre toda a Europa e vários países da Ásia e da África, transmitindo sinais de televisão, rádio e internet.[92] É um marco na história do país, sendo o primeiro passo para concretizar seu plano de ter uma indústria espacial própria.[93][94]

Existe somente uma estação de rádio pública, o resto é de iniciativa privada. As transmissões radiofônicas estão disponíveis em outros idiomas que não o azeri, como russo, armênio e georgiano, que são financiados a partir do orçamento do Estado. Algumas emissoras locais usam os dialetos azeri como o idioma principal no ar. A mesma situação se apresenta em vários jornais e revistas, dirigidos às minorias étnicas da região.[41] O primeiro periódico em azeri, Akinchi, foi publicado pela primeira vez em 1875. Existem vários canais de televisão operando no Azerbaijão; três deles são propriedade do governo: AzTV, Idman TV e Medeniyyet TV. Além destes, há outro canal público de iniciativa privada, Ictimai TV, e treze emissoras privadas.[95]

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia do Azerbaijão

A economia do Azerbaijão continua num processo de transição, na qual o estado continua a exercer um papel importante. Possui grandes reservas de petróleo e um grande potencial agrícola, graças aos seus variados climas. Desde 1995, o Azerbaijão coopera com o FMI, e tem conseguido êxito com o seu programa econômico de estabilização, que reduziu sua inflação a 1,8% ao ano em 2000, contra 1800% ao ano em 1994. Em 2000, o PIB cresceu mais de 11% ao ano, a quinta alta consecutiva. A moeda nacional, o manat, ficou estável em 2000, depreciando-se 3,8% em relação ao dólar.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura do Azerbaijão

A cultura do Azerbaijão surge como o resultado de muitas influências, desde a soviética, dos tempos em que era um das repúblicas da União, até às suas raízes turcas, persas, islâmicas e da Ásia Central. Hoje em dia as influências ocidentais fazem-se sentir, incluindo a cultura de consumo decorrente da globalização.

Quanto a personalidades, o jogador de xadrez Garry Kasparov nasceu em Baku, nos tempos da República Socialista Soviética do Azerbaijão sendo de longe a personalidade mais conhecida deste país.

Feriados do Azerbaijão
Data Nome em azeri Nome em português Observações
1 de janeiro Yeni İl Ano-Novo
8 de março Qadınlar günü Dia Internacional da Mulher
20 - 21 de março Novruz bayramı Noruz Antigo Ano Novo tradicional.
9 de maio Qələbə günü Dia da Vitória Aniversário da Capitulação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial.
28 de maio Respublika günü Dia da República Aniversário da proclamação da República Democrática do Azerbaijão em 1918.
15 de junho Milli Qurtuluş günü Dia da Salvação Nacional
26 de junho Azərbaycan Silahlı Qüvvələr günü Dia das Forças Armadas do Azerbaijão Aniversário da Fundação das Forças Armadas da República Democrática do Azerbaijão em 1918.
18 de outubro Müstəqillik günü Dia da Independência Aniversário da Independência do Azerbaijão.
12 de novembro Konstitusiya günü Dia da Constituição Adoção da Constituição em 1995.
17 de novembro Milli Dirçəliş günü Dia da Renovação Nacional
31 de dezembro Dünya Azərbaycanlılarının Həmrəyliyi günü Dia da Solidariedade dos Azerbaijanos do Mundo

Notas

  1. O Azerbaijão pode ser considerado um país asiático ou europeu. A classificação das regiões mundiais das Nações Unidas afirma que a nação se localiza no Sudoeste Asiático; o CIA World Factbook CIA.gov, NationalGeographic.com e a Encyclopædia Britannica também a citam como asiática. Reciprocamente, diversas outras fontes denominam o Azerbaijão como território localizado na Europa, como a BBC NEWS.bbc.co.uk, o Merriam-Webster's Collegiate Dictionary e Worldatlas.com.
  2. De acordo com os dicionários: F. Steingass āẕar-bād-gān,āẕar-abād-gūn. Segundo o linguista Alí Akbar Dehjodá: آذربایجان/Âzarbâyjân,آذربایگان/Âzarbâygân,آذربادگان/Âzarbâdegân.

Referências

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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