Mineiraço

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Mineiraço
Stadion Belo Horizonte Halbfinale WM 2014 (22117986076).jpg
Estádio Mineirão alguns minutos antes do início da partida.
Evento Semifinal da Copa do Mundo FIFA de 2014
Relatório
Data Terça-feira, 8 de julho de 2014
Local Mineirão, Belo Horizonte
 Brasil
Melhor em campo Toni Kroos (Alemanha)
Árbitro MéxicoMEX Marco Rodríguez (FIFA)
Público 58 141

Mineiraço,[1][2] Mineirazo, ou ainda Mineiratzen,[3] é o termo usado[4] pelos meios de comunicação para referir-se à derrota sofrida pela Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 2014 contra a Seleção Alemã de Futebol no dia 8 de julho de 2014. A vitória alemã, por expressivos 7–1, é considerada um dos resultados mais notáveis ​​da história do futebol.[5][6] A partida ocorreu no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, e o termo Mineiraço surge por comparação com o Maracanaço, o outro desastre da Seleção Brasileira de Futebol na Copa de 1950 no Brasil.[7] Foi a maior derrota sofrida pelo Brasil, superando, pelo número de gols marcados, a derrota de 6–0 para o Uruguai no Campeonato Sul-Americano de 1920.[8][9]

O primeiro gol alemão foi feito por Thomas Müller logo aos onze minutos da primeira etapa. Após isso, em um espaço de tempo de seis minutos, os alemães marcaram quatro gols, com Miroslav Klose aos 23', Toni Kroos aos 24' e 26', e Sami Khedira aos 29'. Todos os cinco primeiros gols da Alemanha vieram na primeira meia hora de jogo. O Brasil não tinha chutes a gol durante este espaço de tempo. Muitos torcedores do Brasil na arquibancada foram reduzidos às lágrimas e um estado de choque tomou conta dos torcedores brasileiros. O primeiro tempo foi encerrado com um placar de 5–0 para a Alemanha.[10] Já no segundo tempo, a equipe brasileira retornou com mais intensidade, porém, aos 69 minutos, os alemães marcaram o sexto gol com André Schürrle, que também marcou o sétimo gol aos 79 minutos. Para encerrar a partida, Oscar marcou o "gol de honra" brasileiro, encerrando a goleada com um placar de 7–1 para a Alemanha. Os jogadores brasileiros deixaram o gramado em lágrimas e debaixo de um coro de vaias.[10]

Alguns fatos, além da goleada, fizeram esta partida entrar para a história do futebol brasileiro, e das Copas:[11] Jamais o Brasil havia sofrido uma goleada tão grande. O recorde anterior era um 7–2 para a Itália, em 1919.[11] Foi a pior derrota da história do Brasil em Copas. A anterior havia sido de 3–0, para a França, na final da Copa de 1998.[11] Foi a pior derrota de um anfitrião em todos os mundiais, superando um 5–2 imposto pelo próprio Brasil, contra a Suécia, pela decisão da Copa de 1958.[11] Desde a Copa de 1974, um time não marcava cinco gols no primeiro tempo de um jogo de Copa (Iugoslávia 9–0 Zaire e Polônia 5–0 Haiti).[11] Foi a maior goleada em uma semifinal de Copa, marca antes detida pelo próprio Brasil, quando, em 1950, fez 7–1 na Suécia.[11] O Brasil não tomava nem mesmo cinco gols em uma Copa inteira desde 1998[11] e jamais um time tomou cinco gols em um intervalo tão curto de tempo, 29 minutos, no meio do 1° período no Mineirão.[11] Foi a primeira vez desde 1974 que o Brasil perde uma semifinal, a Seleção Brasileira havia vencido as últimas três semifinais que disputou.[12] Foi a primeira vez que o Brasil tomou cinco gols em casa desde 15 de janeiro de 1939 quando teve Brasil 1 – 5 Argentina pela Copa Rocca.[11]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O capitão da seleção, Thiago Silva, foi suspenso na partida anterior.

Antes desta partida, as seleções de Brasil e Alemanha haviam se enfrentado 21 vezes, com doze vitórias para os brasileiros, quatro para os alemães e cinco empates.[13] A última (e, antes de 2014, única) partida que jogaram em uma Copa do Mundo ocorreu na final da Copa do Mundo FIFA de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, onde os brasileiros foram campeões ao ganharem de 2 a 0, ambos gols marcados por Ronaldo. Naquela ocasião, a seleção brasileira também era dirigida por Luiz Felipe Scolari,[14] A última partida oficial entre ambas as seleções aconteceu em 10 de agosto de 2011, em um amistoso internacional, a Alemanha venceu o Brasil por 3 a 2.[15] e a confiança reinava nas hostes brasileiras, chegando Scolari a proferir "não será tão difícil assim conquistar a Copa do Mundo" e que caso não ganhasse a copa, pediria asilo na embaixada do Kuwait.[16]

O Brasil era a seleção anfitriã da Copa do Mundo, sendo que esta era a segunda vez que organizava esta competição. Os brasileiros haviam ganhado cinco mundiais, enquanto os alemães venceram três. Era a quarta semifinal consecutiva jogada pela Alemanha, enquanto que o Brasil não havia chegado a esta fase desde 2002.[15]

A última vez que uma Copa do Mundo foi realizada no Brasil, a Seleção chegou à final e perdeu para o Uruguai,[17] o que ficou conhecido como Maracanaço, sendo este fato recordado frequentemente durante a Copa de 2014.

Na preparação para a Copa, a Confederação Brasileira de Futebol escolheu[18] Luiz Felipe Scolari, o último treinador campeão mundial pelo Brasil.[19][20]

O sorteio ditou que a Copa se iniciasse com um Brasil-Croácia. O jogo até começou mal para a turma brasileira com Marcelo marcando um gol contra.[21] No entanto o Brasil viria a ganhar por 3-1.[22] A segunda rodada resultou num empate sem gols com o México,[23] enquanto que na última rodada da fase de grupos, o Brasil venceu a equipe de Camarões por 4-1.[24]

O time brasileiro demonstrava confiança e credibilidade para avançar a final.

Em 28 de junho, Brasil e Chile enfrentaram-se em uma partida pelas oitavas de final no Estádio Mineirão. Apesar da excelente participação da seleção Chilena na Copa (vitória por 3-1 sobre a Austrália, vitória por 2-0 sobre a Espanha e derrota para a Holanda por 2-0), o histórico de confrontos entre as duas seleções era favorável ao Brasil (48 vitórias contra 7 derrotas e 13 empates[25]).

Após um jogo bem disputado, a partida terminou empatada em 1-1, seguindo-se uma prorrogação. Já no final da partida, no minuto 120, a eliminação do Brasil esteve eminente mas o remate do chileno Mauricio Pinilla bateu na baliza de Júlio César.[26] A partida foi para a disputa por pênaltis da qual o Brasil saiu vencedor. No entanto a partida ficaria marcada pelas imagens de vários jogadores da seleção brasileira em lágrimas mesmo antes da marcação dos pênaltis.[27] A crítica brasileira logo questionou se os jogadores da seleção teriam a resistência suficiente para aguentar a pressão a que estavam sujeitos e se seriam capazes de conquistar a Copa.[28] A CBF logo tratou de contratar uma psicóloga para trabalhar o lado emocional dos jogadores da seleção brasileira,[29] cujo trabalho logo viria a ser elogiado pelos mesmos.[30][31]

A competição ditava um confronto com a Colômbia nas quartas de final, uma das melhores equipes da competição não só por somar vitórias em todos os jogos disputados (tendo eliminado o Uruguai nas oitavas de final por 2-0) mas principalmente pela qualidade do futebol praticado em que James Rodríguez assumia o papel de destaque[32] como um dos melhores jogadores da Copa e artilheiro da competição.

Era um dos confrontos mais aguardados, o que colocaria em prova a seleção de Felipão. Ao contrário da opinião da maioria dos especialistas, o Brasil entrou muito forte, jogando sua melhor partida na copa, enquanto a Colômbia parecia incapaz de criar perigo. O Brasil abriu o placar logo aos 7 minutos, e aos 69 já vencia por 2-0. A Colômbia ainda colocaria o resultado em 2-1, e no final assistiu-se a uma grande pressão da Colômbia para forçar o empate. No entanto o resultado manteve-se, levando a Seleção à semifinal.[33]

Partida[editar | editar código-fonte]

Ambas as equipes haviam chegado nas semifinais invictas em suas partidas anteriores da Copa. A arbitragem foi liderada pelo árbitro mexicano Marco Rodríguez, na qual foi a última partida de sua carreira.[34]

Primeira etapa[editar | editar código-fonte]

O capitão da Seleção Brasileira para esta partida foi David Luiz.

Ambas as equipes iniciaram a partida atacando, com o brasileiro Marcelo finalizando no 3º minuto e com o alemão Sami Khedira finalizando no 7º minuto. Aos 11 minutos, os alemães marcaram seu primeiro gol. Após o escanteio cobrado por Toni Kroos, Thomas Müller escapou da marcação de David Luiz na área adversária, e chutou para dentro do gol. Nos minutos seguintes, o Brasil tentou responder imediatamente, mas seus ataques foram sem sucesso. Mas, aos 23 minutos, a Alemanha marcou novamente, depois que Kroos e Müller tocaram para Miroslav Klose, que marcou no rebote após seu remate inicial ser salvo pelo goleiro Júlio César. Foi o 16º gol de Klose na Copa do Mundo, superando Ronaldo como o artilheiro da Copa do Mundo FIFA.[10][35][36]

O gol de Klose deu início a uma sequência de gols alemães. Kroos marcou mais dois gols em uma rápida sequência: aos 24 minutos, marcou em um voleio após cruzamento de Lahm, e aos 26 minutos, apenas alguns segundos após do pontapé de saída do Brasil, Kroos roubou a bola que Fernandinho acabava de receber, e em seguida articulando com Sami Khedira para fugir da defesa brasileira marcou novamente, apenas 70 segundos após seu primeiro gol. Três minutos depois, o mesmo Khedira projetou-se ao ataque, tabelou com Mesut Özil e fez o quinto gol. Todos os cinco primeiros gols da Alemanha vieram na primeira meia hora de jogo, com quatro deles em um espaço de tempo de seis minutos. O Brasil não tinha chutes a gol durante este espaço de tempo. Muitos torcedores do Brasil na arquibancada foram reduzidos às lágrimas e um estado de choque tomou conta dos torcedores brasileiros.[10][35][36] O receio de poder haver represálias da torcida brasileira fez a Polícia Militar aumentar seu efetivo no estádio.[37]

Segunda etapa[editar | editar código-fonte]

O centroavante Fred foi duramente criticado pela imprensa brasileira.

Substituições do Brasil com a saída de Fernandinho e Hulk para a entrada de Paulinho e Ramires resultou em uma força maior do Brasil no início do segundo tempo, que forçou o goleiro alemão Manuel Neuer para salvar finalizações de Oscar, Paulinho e Fred. No entanto, no minuto 60, os alemães chegaram perto de marcar novamente, quando Júlio César defendeu duas finalizações de Müller. O sexto gol alemão veio no minuto 69, quando Lahm tocou para André Schürrle, que foi deixado sem marcação e chutou a bola para marcar o gol. No minuto 79, Schürrle novamente recebeu cruzamento de Müller e acertou uma chute que bateu na baliza e entrou no gol. Neste ponto, com o sétimo gol, os torcedores brasileiros remanescentes aplaudiram a seleção alemã.[38] Perto do fim, Özil recebeu uma bola na área e quase marcou o oitavo gol. Segundos depois, o Brasil rompeu a defesa alemã e Oscar marcou no minuto 90, pra finalizar a partida. Os jogadores brasileiros deixaram o gramado em lágrimas e debaixo de um coro de vaias.[10][35][36][39][40]

Toni Kroos foi eleito o Man of the Match (Homem do Jogo, em português), com 3 finalizações, 2 gols, 93% de passes certos, 1 assistência e 2 chances criadas.[41]

O atacante brasileiro Fred, que foi substituído por Willian aos 70 minutos, recebeu duras críticas dos torcedores brasileiros.[42] De acordo com a Opta Sports, Fred não conseguiu correr ou fazer uma intercepção durante a partida, e passou a maior parte do tempo em posse de bola no ponto central, devido a seis reinícios de jogo (o jogador foi substituído antes do sétimo gol alemão).[43]

Detalhes[editar | editar código-fonte]

8 de julho Brasil Brasil 1–7 Bandeira da Alemanha Alemanha Estádio Mineirão, Belo Horizonte
17:00
Oscar Gol marcado aos 90 minutos de jogo 90' Relatório Müller Gol marcado aos 11 minutos de jogo 11'
Klose Gol marcado aos 23 minutos de jogo 23'
Kroos Gol marcado aos 24 minutos de jogo 24', Gol marcado aos 26 minutos de jogo 26'
Khedira Gol marcado aos 29 minutos de jogo 29'
Schürrle Gol marcado aos 69 minutos de jogo 69', Gol marcado aos 79 minutos de jogo 79'
Público: 58 141
Árbitro: MéxicoMEX Marco Rodríguez
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Brasil
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Alemanha
GR 12 Júlio César
LD 23 Maicon
ZG 13 Dante Penalizado com cartão amarelo após 69 minutos 69'
ZG 4 David Luiz Capitão
LE 6 Marcelo
VL 5 Fernandinho Substituído após 46 minutos de jogo 46'
VL 17 Luiz Gustavo
MD 7 Hulk Substituído após 46 minutos de jogo 46'
MA 11 Oscar
ME 20 Bernard
CA 9 Fred Substituído após 70 minutos de jogo 70'
Substituições:
MC 8 Paulinho Entrou em campo após 46 minutos 46'
MC 16 Ramires Entrou em campo após 46 minutos 46'
MA 19 Willian Entrou em campo após 70 minutos 70'
Treinador:
Luiz Felipe Scolari
BRA-GER 2014-07-08.svg
GR 1 Manuel Neuer
LD 16 Philipp Lahm Capitão
ZG 20 Jérôme Boateng
ZG 5 Mats Hummels Substituído após 46 minutos de jogo 46'
LE 4 Benedikt Höwedes
MC 7 Bastian Schweinsteiger
MC 6 Sami Khedira Substituído após 76 minutos de jogo 76'
AD 13 Thomas Müller
MA 18 Toni Kroos
AE 8 Mesut Özil
CA 11 Miroslav Klose Substituído após 58 minutos de jogo 58'
Substituições:
ZG 17 Per Mertesacker Entrou em campo após 46 minutos 46'
CA 9 André Schürrle Entrou em campo após 58 minutos 58'
ME 14 Julian Draxler Entrou em campo após 76 minutos 76'
Treinador:
Joachim Löw

Homem do Jogo:

Toni Kroos (Alemanha)

Bandeirinhas:

México Marvin Torrentera

México Marcos Quintero

Quarto árbitro:

Estados Unidos Mark Geiger

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Jogadores alemães comemorando após um gol.
Estatísticas[44] Brasil Alemanha
Gols marcados 1 7
Finalizações 18 14
Finalizações a gol 8 10
Posse de bola 52% 48%
Faltas cometidas 11 14
Impedimentos 3 0
Cartões amarelos 1 0
Cartões vermelhos 0 0

Recordes[editar | editar código-fonte]

O atacante alemão Miroslav Klose marcou um gol na partida e derrubou o recorde (antes pertencente a Ronaldo) de maior goleador das Copas, com dezesseis gols marcados.

O resultado do jogo foi a maior vitória em uma semifinal da Copa do Mundo FIFA.[45] O resultado também foi a pior derrota de um país anfitrião na história da Copa do Mundo.[46] No final do jogo, um total de 167 gols haviam sido marcados na Copa do Mundo de 2014, apenas quatro a menos que em 1998, na qual foram marcados 171 gols.[46] O jogo teve os quatro gols mais rápidos da história da Copa do Mundo, após a Alemanha conseguir isso no espaço de seis minutos,[47] ultrapassando as marcas de 1954, quando a Áustria levou sete minutos (contra a Suíça, pelas quartas-de-final) e de 1982, a Hungria também levou sete minutos (contra El Salvador, na primeira fase)[48] para marcar quatro gols. A Alemanha igualou o recorde de maior número de gols marcados contra um país anfitrião da Copa do Mundo, com a Áustria derrotando a Suíça por 7-5 na Copa do Mundo FIFA de 1954.[47] Antes do jogo, Brasil e Alemanha estavam empatados com sete finais de Copa do Mundo cada um, mas a vitória alemã fez com que a Alemanha seja a única equipe a chegar a oito finais.[49]

A derrota do Brasil quebrou seus 62 jogos de invencibilidade em casa em jogos competitivos que remontam a 30 de setembro de 1975, quando perdeu de 1-3 para o Peru na Copa América de 1975 no mesmo Mineirão.[11] Em partidas não oficiais, a Seleção não perdia desde 2002, em amistoso para o Paraguai, 1–0, em Fortaleza.[11] Brasil se tornou o primeiro país-sede a não jogar no principal palco e estádio da final da Copa, no caso, o Maracanã.[11] Recorde de pior defesa brasileira em uma edição de Copa, tendo levado 14 gols.[50] Até a partida, o pior resultado do Brasil frente a Alemanha havia sido um 0–2 em um amistoso em 1986.[50] O mapa de calor do centroavante Fred acusa que o maior número de vezes que o jogador tocou na bola foi no círculo central ao repor a bola em jogo após os gols sofridos pelo Brasil.[51] Fred também foi considerado pela torcida brasileira como o pior centroavante da história do Brasil em Copas do Mundo, segundo pesquisa do Datafolha.[52] Pela Alemanha, Toni Kroos se tornou o jogador a fazer dois gols de forma mais rápida em um Mundial, 69 segundos, também no 1° tempo.[11] Nesta partida, Miroslav Klose conseguiu 16 gols em Copas do Mundo, ultrapassando o jogador brasileiro Ronaldo como o maior artilheiro da competição.

Pós-jogo[editar | editar código-fonte]

Após a partida, os torcedores alemães foram escoltados para fora do estádio pela polícia e os policiais foram colocados em estado de alerta para possíveis tumultos,[53] e torcedores brasileiros deixaram o Mineirão ainda no intervalo.[54]

Uma onda de assaltos e vandalismos aconteceu em várias cidades brasileiras.[55] Ainda no estádio, os relatos dão conta de um confronto entre adeptos alemães e brasileiros que acabou com três detidos. O público voltou a ofender a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, como havia feito na abertura do Mundial 2014.[56] Torcedores incendiaram bandeiras do Brasil nas ruas de São Paulo, mesmo antes do jogo ter terminado,[57] o mesmo ocorreu em Joinville,[58] Um número de ônibus foram queimados em toda São Paulo e uma loja de eletrônicos foi saqueada.[59][60]

Felipão assumiu total responsabilidade pelo resultado, classificando-o como "pior dia da vida".

O técnico Luiz Felipe Scolari disse que o resultado foi o pior dia da vida dele, “Se eu for pensar na minha carreira, entendo que esse foi o pior dia da minha vida. Mas ela continua. Vou ser lembrado pela pior derrota do Brasil na história, mas era um risco que sabia que iria assumir”, disse. “Agora tenho de assimilar e seguir em frente”, e aceitou toda a responsabilidade pela derrota “Quem é responsável por esse resultado? Sou eu. A culpa por esse placar catastrófico pode ser compartilhada entre todos nós, mas a pessoa que decidia as táticas era eu. Foi minha escolha.” No entanto, ele entende que o trabalho desenvolvido no comando do time é positivo. “Nós tivemos só três derrotas em um ano. Essa sim foi dura. Mas não tenho dívida com ninguém. Fiz o meu trabalho da forma que achei melhor”, defendeu-se.[61] O capitão David Luiz e o goleiro Júlio César pediram desculpas ao povo do Brasil.[62][63] Fred, que foi vaiado por fãs brasileiros durante a partida, disse que foi a pior derrota de sua carreira e de seus companheiros de equipe. Ele disse: "... vamos ter que procurar um poder superior para passar tal adversidade".[64] Recuperando-se de sua lesão, Neymar expressou seu apoio aos seus companheiros de equipe, "Tenho orgulho de falar que fiz parte dessa equipe que perdeu de 7 a 1. Admiro meus companheiros", admitiu, que o grupo fracassou. Mas destacou que sente orgulho de ter feito parte da seleção na Copa em casa. E elogiou os companheiros pela postura em campo contra a Alemanha e por terem lutado.[65]

A partida foi o evento esportivo mais comentado nas redes sociais na história da Internet,[66] foram feitos 35.6 milhões de tweets no Twitter,[67] anteriormente, o evento mais comentado nessa plataforma havia sido o Super Bowl XLVIII, com números de 24.9 milhões.[66] Nem mesmo os comentários sobre o Super Bowl e o Oscar 2014 ainda não somariam o total de tweets sobre o jogo.[66] O evento também bateu recorde em tweets por minutos ao alcançar 508.166 mil comentários após o quinto gol da Alemanha contra o Brasil, quase 100 mil a mais que o recorde anterior.[66] Até então, o recorde no Twitter para um evento esportivo era do jogo entre Chile e Brasil pela mesma Copa, que gerou 389 mil tuítes por minuto.[67] No Facebook, foi o mais comentado de todas as disputas da Copa, no qual mais de 66 milhões de usuários fizeram 200 milhões de comentários sobre a disputa entre Alemanha e Brasil.[66] Cerca de um quarto dessas interações vieram do Brasil, com 16 milhões de pessoas fazendo 52 milhões de comentários sobre a derrota da seleção brasileira.[67] A partida também teve a maior audiência da história da televisão alemã. com uma média de 32,6 milhões de televisores ligados durante o jogo.[66] Em maio de 2015, a partida foi anunciada como indicada ao prêmio "The Stadium Business" na categoria “evento mais comentado de 2014”.[68]

Consequência[editar | editar código-fonte]

O Brasil terminou em quarto lugar depois de ser derrotado por 0–3 no jogo de terceiro lugar pelos Países Baixos em 12 de julho no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.[69] Estas duas derrotas consecutivas levaram a saída do técnico Luiz Felipe Scolari em 14 de julho.[70] A Alemanha venceu a Copa do Mundo depois de derrotar a Argentina por 1-0 na final em 13 de julho no Estádio do Maracanã.[71]

Reações[editar | editar código-fonte]

Capa do periódico Estado de Minas, trazendo um resumo da partida.

Jornais brasileiros mostraram o resultado com manchetes como "A maior vergonha da história" (Lance!), uma "humilhação histórica" (Folha de S.Paulo), "A maior vergonha do futebol brasileiro" (Estado de Minas) e "O Brasil está morto" (O Globo). O jornal português Correio da Manhã afirmou que o resultado foi pior que o "Maracanaço", na final da Copa do Mundo FIFA de 1950.[72] O francês L'Équipe simplesmente disse: "Le desastre" (O desastre).[73] Escrevendo para o Sky Sports, Matthew Stanger descreveu o jogo como "constrangimento final",[74] enquanto Miguel Delaney da ESPN referiu-se ao jogo como Mineirazo.[75] Barney Ronay no The Guardian descreveu como "a derrota mais humilhante de uma nação anfitriã em Copa do Mundo de todos os tempos",[76] e Joe Callaghan do The Independent descreveu como "a noite mais escura da história do futebol do Brasil".[77] Wyre Davies, correspondente da BBC no Rio de Janeiro, disse sobre as reações de brasileiros nos parques estádio e fãs que o "sentimento coletivo de choque, vergonha e humilhação nacional em todo o Brasil era impossível de ignorar".[78] O site americano International Business Time publicou uma manchete como "A pior vergonha do Brasil".[79] O periódico mexicano Excélsior Jornalista do futebol sul-americano, Tim Vickery postulou que o mais baixo resultado de sempre representado pode ser o catalisador para mais devido a reforma do clube de futebol brasileiro, que em sua opinião havia se tornado complacente em comparação com outros países, descansando sobre os louros da história de sucesso da seleção. Em suas palavras, esta foi uma oportunidade para que possa "recuperar partes da sua identidade histórica e reconstruí-los em um moderno contexto, global".[80]

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Em 9 de julho, a atriz estadunidense Bette Midler usou seu Twitter para defender e minimizar a derrota do Brasil, escrevendo "Estão dizendo que a derrota do Brasil na Copa do Mundo foi o 'principal vexame da história', mas eu acho que fiz um ou dois filmes piores".[81]

Em 24 de julho, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel Yigal Palmor, rebateu em entrevista ao Jornal Nacional, as críticas feitas pelo governo brasileiro de uso desproporcional da força israelense na Faixa de Gaza, governada pela organização palestina Hamas durante o conflito israel-palestino da chamada Operação Margem Protetora. Ele ironizou a declaração do Brasil e fez referência à derrota sofrida pela seleção brasileira na Copa, dizendo "A resposta de Israel é perfeitamente proporcional de acordo com a lei internacional. Isso não é futebol. No futebol, quando um jogo termina em empate, você acha proporcional e quando é 7 a 1 é desproporcional. Lamento dizer, mas não é assim na vida real e sob a lei internacional".[82]

Como lembrança da histórica goleada, entre 2014 e 2015, a expressão "Gol da Alemanha" tornou-se um bordão[83][84] para ridicularizar os problemas do futebol brasileiro (e de problemas cotidianos em geral), motivo de chacota[85][86] e gerou comparações[87] com o Maracanaço, a derrota para a Seleção Uruguaia de Futebol durante da final da Copa de Mundo de 1950 em pleno Maracanã. A expressão também foi usada para se referir aos estádios subutilizados[88] após a Copa e para criticar os rumos tomados pela Seleção Brasileira de Futebol após o jogo.[89]

Outra expressão comumente utilizada após a partida pela população brasileira e por usuários de redes sociais foi a "Todo dia um novo 7 a 1" ou sua variação "Todo dia um 7 a 1 diferente". A frase tornou-se mais significativa no período de escândalos de corrupção por parte significativa das autoridades políticas no Brasil, no meio da Operação Lava Jato, como uma maneira de representar as vergonhas ou dores que o povo brasileiro é submetido.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Mineiraço

Referências

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  2. Ralph Guichard (8 de julho de 2014). «'Mineirazo': Brasil vê o sonho da Copa do Mundo terminar em goleada humilhante para a Alemanha». O Repórter. Consultado em 12 de julho de 2014 
  3. «'Mineiratzen' marcará a seleção nos próximos 100 anos». Agence France-Presse. Terra Networks. 8 de julho de 2014. Consultado em 12 de julho de 2014 
  4. Jack Lang (8 de julho de 2014). «Brazil's tragedy: Mineiraço will haunt emotional World Cup hosts for years to come» (em inglês). Daily Mirror. Consultado em 12 de julho de 2014 
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  8. Silvio Rauth Filho (8 de julho de 2014). «Seleção brasileira sofre sua maior derrota em 100 anos». Bem Paraná. Consultado em 12 de julho de 2014 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]