Star Trek (filme)

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Star Trek
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
2009 • cor • 127 min 
Direção J. J. Abrams
Produção J. J. Abrams
Damon Lindelof
Roteiro Roberto Orci
Alex Kurtzman
Baseado em Star Trek, de Gene Roddenberry
Elenco Chris Pine
Zachary Quinto
Karl Urban
Zoë Saldaña
Simon Pegg
John Cho
Anton Yelchin
Bruce Greenwood
Eric Bana
Leonard Nimoy
Género Ficção científica
Idioma Inglês
Música Michael Giacchino
Cinematografia Daniel Mindel
Edição Mary Jo Markey
Maryann Brandon
Estúdio Spyglass Entertainment
Bad Robot Productions
Distribuição Paramount Pictures
Lançamento Estados Unidos 6 de abril de 2009
Portugal 7 de maio de 2009
Brasil 8 de maio de 2009
Orçamento US$ 150 milhões[1]
Receita US$ 385.680.446[2]
Cronologia
Último
Último
Star Trek Nemesis
Além da Escuridão - Star Trek
Próximo
Próximo
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Star Trek é um filme de ficção científica estadunidense de 2009 dirigido por J. J. Abrams e escrito por Roberto Orci e Alex Kurtzman. É o décimo primeiro filme da franquia Star Trek e apresenta os personagens da série original de Star Trek interpretados por um novo elenco. O filme segue James T. Kirk, Spock e o Dr. Leonard McCoy a bordo da nave estelar USS Enterprise enquanto eles lutam contra Nero, um romulano do futuro que ameaça destruir toda a Federação Unida dos Planetas. A história se passa em uma realidade alternativa[3] devido a viagem no tempo de Nero e do Spock original. A realidade alternativa foi criada para liberar o filme das restrições de continuidade já estabelecidas da franquia.

O desenvolvimento do filme começou em 2005. As filmagens ocorreram de novembro de 2007 até março de 2008 sob segurança intensa. No meio das filmagens a Paramount Pictures resolveu adiar o lançamento do filme de 25 de dezembro de 2008 para 8 de maio de 2009, acreditando que alcançaria um público maior.

Star Trek foi aclamado pela crítica, tendo um índice de aprovação de 94% no site Rotten Tomatoes.[4] Se tornou o filme de Star Trek de maior bilheteria da história, e é creditado pela mídia por reiniciar a série.[2] [5] [6] Foi indicado a quatro Oscars, vencendo na categoria de melhor maquiagem, se tornando o primeiro filme da franquia a receber o prêmio.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Em 2233, a nave estelar da Federação Unida dos Planetas USS Kelvin está investigando uma "tempestade elétrica" no espaço. A nave romulana Narada emerge de uma singularidade e ataca a Kelvin. O primeiro oficial da Narada, Ayel, exige que o Capitão Robau venha a bordo para discutir um cessar fogo. Nero, o comandante da Narada, fica inicialmente em silêncio, porém quando Robau informa a data estelar, ele o mata e retoma o ataque a Kelvin. O primeiro oficial da nave da Federação, George Kirk, ordena uma evacuação total, incluindo sua esposa Winona que está grávida. Para proteger as naves auxiliares, Kirk se sacrifica ao colocar a Kelvin em rota de colisão com a Narada. Segundos antes do impacto, George e Winona concordam em nomear o filho recém nascido com o nome do pai de Winona—Jim.

Anos depois, Spock, crescendo no planeta Vulcano, é discriminado por ser meio-humano. Quando adulto, ele decide se juntar à Frota Estelar depois da Academia de Ciências de Vulcano classificar sua mãe humana como uma "desvantagem". Na Terra, James T. Kirk se torna um jovem imprudente porém inteligente. Depois de uma briga de bar envolvendo Uhura, Kirk encontra o Capitão Christopher Pike, que o desafia a emular o heroísmo de seu pai e se juntar à Frota Estelar.

Três anos depois, o Comandante Spock acusa o Cadete Kirk de trapacear durante a simulação do Kabayashi Maru, que o próprio Spock programou. A audiência de julgamento é interrompida quando a Frota Estelar recebe um pedido de socorro vindo de Vulcano. Com a frota principal fora de alcance, os cadetes são mobilizados para tripular as naves em órbita. Leonard McCoy e Kirk vão para a nave comandanda por Pike, a USS Enterprise. Percebendo que a "tempestade elétrica" observada em Vulcano é similar à aquela que ocorreu no dia de seu nascimento, Kirk convence Pike a erguer os escudos e assim se preparar para um armadilha.

A Enterprise chega em Vulcano e encontra o resto da frota destruída e a Narada perfurando o núcleo do planeta. Depois da Enterprise ser atacada pela Narada, Pike se rende, promovendo Spock à capitão e Kirk para primeiro oficial. Kirk, Hikaru Sulu e o Engenheiro Chefe Olson fazem um salto espacial para a plataforma de perfuração, desabilitando-a. Entretanto, ela já havia perfurado o suficiente para Nero lançar a "matéria vermelha" no núcleo, criando um buraco negro artificial. O buraco negro consome o planeta, matando a maior parte de sua população, incluindo a mãe de Spock.

Enquanto Nero tortura Pike para ter acesso as defesas de perímetro da Terra, Spock abandona Kirk em Delta Vega por motim depois do segundo ter discutido as ordens do primeiro. No planeta, Kirk encontra o Embaixador Spock, que explica que ele e Neno são do futuro. 129 anos no futuro, a galáxia é ameaçada por uma volátil supernova. Spock tinha a intenção de usar a "matéria vermelha" para criar um buraco negro e parar a supernova, porém não consegue chegar a tempo para impedir que a explosão destrua Romulus, matando todos os habitantes incluindo a esposa de Nero. Nero ataca a nave de Spock com a Narada, e ambos são pegos no horizonte de evento do buraco negro, enviando-os para o passado. Nero capturou Spock e o deixou em Delta Vega para assistir a destruição de Vulcano.

Spock e Kirk caminham até um posto da Frota Estelar, onde eles encontram Montgomery Scott. Com a ajuda do Embaixador Spock, Kirk e Scott são transportados para a Enterprise em voo. Seguindo o conselho do Embaixador, Kirk zomba da falta de emoção de Spock para provocar uma reação emocional. Um furioso Spock sufoca Kirk antes de reconhecer seu compromentimento emocional; ele abdica o comando à Kirk. Spock conversa com seu pai Sarek, e decide trabalhar com Kirk e se juntar a ele em um ousado plano para atacar a Narada. Depois da Enterprise se esconder nas nuvens de Titã, Kirk e Spock são transportados para a Narada; Kirk resgata Pike enquanto Spock usa a nave do Embaixador Spock para destruir a plataforma de perfuração. Spock leva a Narada para longe da Terra e então coloca sua nave em rota de colisão com a nave romulana. Pouco antes do impacto, a Enterprise chega e resgata Spock, Kirk e Pike. A nave do Embaixador Spock colide com a Narada, inflamando a "matéria vermelha" e criando um buraco negro que destrói a Narada e quase a Enterprise.

Na Terra, Kirk é promovido a Capitão e recebe o comando da Enterprise, enquanto Pike é promovido a Almirante. Spock encontra sua versão mais velha no hangar; o Embaixador Spock selecionou um planeta adequado para estabelecer uma colônia vulcana. Ele dissuade seu eu mais jovem de deixar a Frota Estelar para ajudar sua espécie, encorajando-o a fazer o que é certo ao invés do que é lógico. Spock permanece na Frota Estelar e se torna o primeiro oficial de Kirk. O filme se encerra com a Enterprise partindo para uma nova missão enquanto o Embaixador Spock narra o monólogo "Onde Ninguém Jamais Esteve".[7]

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Karl Urban, Chris Pine, produtor executivo Bryan Burk, Zachary Quinto, diretor e produtor J. J. Abrams, Eric Bana e John Cho na estréia do filme na Ópera de Sydney em 7 de abril de 2009.
  • Chris Pine como James T. Kirk, um cadete da Frota Estelar. Pine descreveu seu teste como terrível, porque ele não se levava a sério como um líder.[8] Abrams não viu o primeiro teste de Pine, foi depois que o agente de Pine se encontrou com sua esposa que Abrams decidiu dar a ele um segundo teste junto com Quinto. Quinto apoiou a escolha de Pine já que eles se conheciam, devido ao fato de irem a mesma academia.[9] Depois de ganhar o papel, Pine mandou uma carta a William Shatner e recebeu outra contendo sua aprovação. Pine assistiu episódios da série e leu enciclopédias sobre Star Trek, porém parou quando achou que dessa forma iria copiar Shatner. Pine disse que assistindo a série, ele percebeu que a interpretação de Shatner era caracterizada pelo humor.[10] Ele decidiu incorporar elementos de Tom Cruise em Top Gun e Harrison Ford como Indiana Jones e Han Solo.[11]
  • Zachary Quinto como Spock, o Primeiro Oficial da Enterprise. Quinto ficou interessado no papel devido a dualidade de Spock como meio humano e meio vulcano,[8] e como "ele constantemente explora a noção de como evoluir de forma responsável e de forma respeitosa".[12] Ele mencionou que ouviu sobre o novo filme e se interessou pelo papel em dezembro de 2006.[13] Para o teste, Quinto usou uma camisa azul, penteou seu cabelo para baixo para parecer mais Spock, praticou a saudação vulcana, tirou as sobrancelhas e tingiu seu cabelo.[8] Quinto comentou que a transformação física o ajudou a interpretar o alienígena.[8] Nimoy conversou com Quinto sobre o personagem. Apesar de ter assistido alguns episódios durante os intervalos das filmagens, Nimoy foi a grande fonte de informações para Quinto.[10]
  • Leonard Nimoy como Spock Original, Embaixador de Vulcano em Romulus que tenta salvar o planeta após a explosão de uma estrela. Abrams e os roteiristas se encontraram com Nimoy em sua casa. Ele ficou em silêncio enquanto ouvia a proposta da equipe. Sua esposa, Susan Bay, contou a equipe que Nimoy ficou em sua cadeira após a conversa, visivelmente emocionado por sua decisão de retornar ao personagem depois de tantas recusas.[14] Se Nimoy não tivesse gostado do roteiro, eles teriam que reescrevê-lo. Abrams disse que "foi surreal dirigi-lo como Spock, porque que diabos eu estou fazendo aqui? Esse cara tem feito isso por 40 anos."[15]
  • Karl Urban como Leonard McCoy, amigo de Kirk e um oficial médico da Enterprise. Como Pine, Urban não queria fazer uma cópia, imitação, de DeForest Kelley e sim "pegar a essência do que Kelley fez, honrando-o trazendo algo novo". Urban era fã da série desde os sete anos e perseguiu o papel depois de descobrir um DVD da Série Clássica com seu filho.[16] Ele foi escolhido após seu primeiro teste, dois meses depois de se encontrar com Abrams. Ele disse que estava feliz por interpretar um papel com muita comédia, algo que ele não fazia desde The Price of Milk em 2000, porque estava cansado depapéis orientados pela ação. Quando perguntado por que McCoy é tão rabudento, Urban brincou dizendo que o personagem possa ser "um pouco bipolar, na verdade!".[17] Orci e Kurtzman já haviam colaborado com Urban em Xena: Warrior Princess.[18]
  • Zoë Saldaña como Nyota Uhura, a Oficial de Comunicações da Enterprise. Abrams havia gostado se seus trabalhos e pediu que ele fizesse o papel. Saldaña nunca havia assistido a série, embora tenha interpretado um trekker no filme The Terminal, porém aceitou participar depois que Abrams elogiou seu trabalho. Ela se encontrou com Nichelle Nichols, que explicou como ela havia criado o personagem e seu nome.[19] A mãe de Saldaña era uma grande fã de Star Trek e mandou várias mensagens de voz durante as filmagens com conselhos.[20] O filme oficialmente estabelece o primeiro nome de Uhura, que nunca havia sido dito na série ou nos filmes anteriores.
  • Simon Pegg como Montgomery Scott, um engenheiro da Frota Estelar servindo em Delta Vega. Abrams contratou Pegg via e-mail, oferecendo o papel.[21] Para o sotaque, Pegg recebeu ajuda de sua esposa Maureen, que é de Glasgow, e do assistente do diretor Tommy Gormley.[21] [22] Pegg descreveu Scotty como um positivo estereótipo de escocês, e que ele vem de uma longa linhagem de especialistas escoceses, como Alexander Graham Bell e John Logie Baird.
  • John Cho como Hikaru Sulu, o piloto da Enterprise. Abrams estava preocupado em escalar um ator com ascendência coreana para um personagem japonês, porém George Takei explicou ao diretor que Sulu representava toda a Ásia, assim Abrams foi em frente e contratou Cho.[23] Cho citou a masculinidade do personagem como algo importante e passou duas semanas treinando luta. Cho sofreu alguns machucados na cintura durante as filmagens, porém ele afirmou que não foi nada de mais.
  • Anton Yelchin como Pavel Chekov, o navegador da Enterprise. Como o resto do elenco, Yelchin recebeu permissão para escolher elementos da interpretação de seu antecessor e carregá-las para a sua. Yelchin escolheu incorporar o padrão de fala de Walter Koenig, trocando os "v"s pelos "w"s, apesar de ele e Abrams acharem que era algo mais polonês do que russo.[24] Ele afirmou que acha que Chekov é o personagem mais estranho de Star Trek.[25]
  • Eric Bana como Nero, um romulano do futuro que deseja destruir a Federação em vingança pela destruição de Romulus. Bana gravou suas cenas já no final das filmagens. Ele era um grande fã de Star Trek desde criança, porém nunca havia assistido os filmes.[26] [27] Mesmo que ele fosse "maluco com a série original", Bana não teria aceitado o trabalho a menos que o roteiro fosse bom. Ele o descreveu como "sensacional" após lê-lo.[28] Ele já conhecia Abrams, já que ambos possuem o mesmo agente.[29]
  • Bruce Greenwood como Christopher Pike, o Capitão da Enterprise.[8]
  • Ben Cross como Sarek, Embaixador de Vulcano na Terra e o pai de Spock.[30]
  • Winona Ryder como Amanda Grayson, a mãe humana de Spock.[31]
  • Clifton Collins, Jr. como Ayel, o Primeiro Oficial da Narada e o braço direito de Nero.
  • Chris Hemsworth como George Samuel Kirk, o Primeiro Oficial da Kelvin e o pai de James Kirk, que se sacrifica para salvar a tripulação da nave.[32]
  • Jennifer Morrison como Winona Kirk, a mãe de James Kirk.[33]
  • Faran Tahir como Richard Robau, o Capitão da Kelvin. O nome do personagem foi tirado do tio cubano de Orci.[34]
  • Jimmy Bennett interpreta James Kirk quando criança.
  • Jacob Kogan interpreta Spock quando criança.
  • Greg Elis como Olson, o Engenheiro Chefe da Enterprise.
  • Rachel Nichols como Gaila, uma orion amiga de Uhura.[33]
  • Deep Roy como Keenser, o assistente de Scotty.
  • Tyler Perry como Richard Barnett, o Almirante diretor da Academia da Frota.[35]
  • Majel Barrett como voz do computador da Enterprise.

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Isso é o que Gene Roddenberry disse em uma entrevista pouco antes de morrer em 1991. Alguém perguntou a ele, "O que será de Star Trek no futuro?". Ele respondeu dizendo que esperava que alguma coisa jovem e brilhante aparecesse e fizesse tudo de novo, maior e melhor do que ele havia feito. E ele desejou boa sorte.
 — Richard Arnold, assistente de Roddenberry[36]

Na World Science Fiction Convention de 1968, o criador de Star Trek, Gene Roddenberry, anunciou que iria fazer um filme prequela da série de televisão.[37] O conceito da prequela re-apareceu na década de 1980 com Ralph Winter e Harve Bennett durante o desenvolvimento do quarto e do sexto filme da série. Para o último, David Loughery escreveu um roteiro chamado The Academy Years, porém foi arquivado devido a objeções de fãs e do elenco. Em fevereiro de 2005, depois do fracasso financeiro do décimo filme da série, Star Trek Nemesis (2002), e o cancelamento de Star Trek: Enterprise, o produtor executivo da franquia, Rick Berman, e o roteirista Erik Jendresen desenvolveram um novo filme chamado Star Trek: The Beginning. Teria um novo conjunto de personagens, liderados pelo ancestral de Kirk, Tiberius Chase. Ele teria lugar depois de Enterprise, mas antes da série original, durante a guerra entre terráqueos e romulanos.[38]

Em 2005, a Viacom, dona da Paramount Pictures, se dividiu da CBS Corporation, que manteve a propriedade das séries da Paramount, incluindo Star Trek. Gail Berman, então presidente da Paramount, convenceu o executivo chefe da CBS, Leslie Moonves, a permitir que eles tivessem 18 meses para desenvolver um novo filme de Star Trek, antes da CBS readquirir os direitos para criar uma nova série de televisão da franquia (em troca, a CBS manteria os direitos de merchandising). Berman contactou os roteiristas de Mission: Impossible III, Roberto Orci e Alex Kurtzman, para darem ideias no novo filme e, depois que M:i:III foi concluído, ela pediu que o diretor J. J. Abrams produzisse.[39] Orci, Kurtzman e Abrams, mais os produtores Damon Lindelof e Bryan Burk, sentiram que a franquia já tinha explorado tudo o que aconteceu depois da série original.[40] Orci e Lindelof se consideravam trekkies,[41] e achavam que alguns dos livros de Star Trek tinham valor canônico, apesar de Roddenberry nunca tê-los considerado canônicos.[42] Kurtzman se considerava um fã casual e Burk não era fã, não conhecendo nada sobre a franquia.[8] A companhia de Abrams, a Bad Robot Productions, produziu o filme com a Paramount, fazendo esse o primeiro filme da franquia com outra companhia além da Paramount na produção. A Level 1 Entertainment também iria co-produzir o filme, porém em 2008, a Spyglass Entertainment a substituiu.[43]

Abrams não havia assistido Nemesis, porque para ele a franquia tinha se "desconectado",[44] explicando que para ele, Star Trek era sobre Kirk e Spock e que todas as outras séries eram como "aventuras espaciais separadas com o nome de Star Trek". Abrams também preferia Star Wars quando criança.[45] Ele notou que seu conhecimento geral de Star Trek o fazia a pessoa adequada para fazer um filme que introduzisse a franquia para recém-chegados e, sendo uma pessoa otimista, ele achou que a natureza otimista de Star Trek seria um contraste a natureza sombria de filmes como The Dark Knight.[8] Ele afirmou que amava o foco de Star Trek na exploração e na Primeira Diretriz, que proíbe a Frota Estelar de interferir em mundos primitivos e em desenvolvimento. Porém, Abrams não gostou das limitações monetárias da série original, que significava que eles "nunca tinham os recursos para realmente mostrar a aventura".[46] Ele afirmou que inicialmente ele apenas se envolveu no projeto como produtor para ajudar Orci, Kurtzman e Lindelof.[39] Em fevereiro de 2007, Abrams aceitou a oferta da Paramount para dirigir o filme, dizendo que ficaria "com muita inveja de quem fosse o diretor".

Roteiro[editar | editar código-fonte]

"Nós somos de mundos diferentes, Alex [Kurtzman] nasceu aqui [EUA], eu nasci na Cidade do México e vivi lá até aos 9 anos. Kirk e Spock são opostos de mundos diferentes. Somos nós em poucas palavras. Nós somos atraídos pelo que cada um carece. A história deste filme é sobre dois caras que são tão opostos que eles podem terminar se estrangulando, mas ao invés disso, eles criam laços e prosperam juntos. Somos nós. Podemos ir em velocidade de dobra juntos"

—Roberto Orci no contexto emocional do filme.[14]

Orci disse que um reboot completo seria desrespeitoso,[47] e ter Leonard Nimoy no filme foi muito importante.
"Ter ele sentado ao lado de uma fogueira compartilhando suas memórias nunca seria cortado", e que a viagem no tempo era algo que seria incluído no filme desde o início.[48] Kurtzman adicionou dizendo que viagens no tempo criam perigo, diferente de outras prequelas que o público "sabe como todos morreram".[49] Os roteiristas admitiram que viagens no tempo foram excessivamente usadas em outras séries, porém, neste caso, serviu para um bom propósito, criando um novo conjunto de aventuras para os personagens originais.[50] Abrams selecionou os romulanos como vilões porque eles foram menos usados que os klingons.[51] Orci e Kurtzman notaram que seria retrógrado demonizar os klingons após eles terem se tornado heróis nas outras séries, e que a presença Romulana continuaria a história de Spock a partir de sua última aparição em "Unification", episódios de Star Trek: The Next Generation.[50] O episódio onde Kirk e a tripulação da Enterprise se tornam as primeiras pessoas a verem um romulano, "Balance of Terror", serviu como uma das influências do filme.[41]

Orci disse que, enquanto a história de viagem no tempo permitiu alterar a história de alguns elementos, como o primeiro encontro de Kirk com os romulanos, eles não poderiam usá-la para alterar tudo e tentaram tratar o filme como uma prequela o máximo possível. Muitos elementos da vida de Kirk mostrados na série foram excluídos por serem irrelevantes para a história de seu encontro com Spock. Havia uma cena onde Kirk encontra Carol Marcus, que se torna a mãe de seu filho em Star Trek II: The Wrath of Khan, quando criança, porém foi excluída porque o filme precisava de mais tempo para introduzir os personagens centrais.[52] Encontrar um modo de reunir a tripulação requereu algumas maquinações, que Orci e Kurtzman queriam explicar, através do Spock Original, como um modo da linha do tempo tentar se consertar, destacando o tema do destino. A fala foi muito difícil de escrever, sendo cortada.[50]

Os cineastas procuraram inspiração em alguns livros como Prime Directive, Spock's World e Best Destiny para explicar alguns buracos inexplicados no canône; Best Destiny particularmente explora a infância de Kirk e dá nome aos seus pais.[41] [48] Uma ideia que foi justificada através de informações dos livros foi ter a Enterprise sendo construída na Terra, que foi inspirado por um desenho de um fã mostrando a nave em construção. Orci enviou o desenho a Abrams para mostrar como o filme poderia ser realista.[34] Orci explicou que partes da nave deveriam ser construídas na Terra por causa da gravidade artificial empregada na nave e o requerimento dela sustentar a velocidade de dobra, desse modo a calibração do maquinário da nave seria melhor executada na exata gravidade que ela deveria simular.[53] Eles se sentiram livres para construir a nave em Iowa por que o canône é ambíguo se ela foi construída em San Francisco, porém isso é um resultado da viagem no tempo do que uma manobra feita para coincidir com a linha de tempo original.[49] Abrams notou que a continuidade da série era inconsistente em alguns momentos.

Orci e Kurtzman disseram que eles queriam que o público geral gostasse do filme tanto quanto os fãs, para isso eles retiraram as besteiras tecnológicas, colocando muita ação e nomeando o filme simplesmente de Star Trek, para indicar aos recém-chegados que eles não teriam que assistir outras séries ou filmes para entender este.[54] Abrams viu o humor e o "sex appeal" como dois elementos populares da série que precisavam ser mantidos. Orci afirmou que ser realista e ser sério são coisas muito diferentes.[34] Abrams, Burk, Lindelof, Orci e Kurtzman eram fãs de The Wrath of Khan e também citaram o episódio "Yesterday's Enterprise", de The Next Generation, como influência.[41] A esposa de Abrams, Katie, foi regularmente consultada quanto ao roteiro, assim como as esposas de Orci, Kurtzman e Lindelof, para garantir que as personagens femininas fossem o mais forte possível.[50] A aprovação de Katie Abrams das personagens femininas fortes foi um dos motivos que levaram Abrams a ser o diretor.[12]

Orci e Kurtzman leram dissertações escolares sobre a série para inspiração,[40] eles notaram comparações entre Kirk, Spock e McCoy com arquétipos shakespeareanos, e a amizade de Kirk e Spock com a de John Lennon e Paul McCartney.[41] Eles disseram que foram influenciados por Star Wars na criação do filme, particularmente em termos de ritmo. "Eu queria sentir o espaço, eu queria sentir velocidade e eu queria sentir todos as coisas que podem se tornar meio perdidas quando Star Trek se torna pomposo", disse Orci.[55] Star Wars permeou no modo que eles escreveram as sequências de ação,[49] enquanto Burk notou que a relação inicialmente fria de Kirk e Spock espelha como "Han Solo não era amigo de ninguém quando eles começaram sua jornada".[56] Spock e Uhura foram colocados em uma relação amorosa como uma referência aos episódios iniciais onde ela demonstra interesse. Orci quis introduzir capitães da Frota fortes, dizendo que os capitães em outros filmes eram "bodes espiatórios", incluídos para fazer Kirk parecer melhor.[50]

A USS Kelvin, a nave que onde pai de Kirk serve, foi nomeada em homenagem ao avô de Abrams, como também o físico e engenheiro William Thomson, 1º Barão de Kelvin. O capitão da Kelvin, Richard Robau, foi nomeado em homenagem ao tio cubano de Orci: Orci teorizou que o personagem ficcional nasceu em Cuba e cresceu no Oriente Médio.[34] Uma referência aos trabalhos anteriores de Abrams é o Slusho, uma bebida que Uhura pede no bar quando ele conhece Kirk. Abrams criou a bebida ficcional para Alias, tendo aparecido também na campanha de divulgação viral de Cloverfield. Seus donos, Tagruato, também são de Cloverfield e aparecem em um prédio de San Francisco.[57] A matéria vermelha do filme tem o formato de uma esfera vermelha, um elemento recorrente de Abrams desde o piloto de Alias.[57]

Desenho de produção[editar | editar código-fonte]

O diretor de arte do filme foi Scott Chambliss, antigo colaborador de Abrams. Chambliss trabalhou com um grupo grande de ilustradores, incluindo James Clyne, Ryan Church, desenhista de criaturas Neville Page, e o veterano de Star Trek, John Eaves.[58] Abrams disse que a dificuldade de mostrar o futuro era que muita da tecnologia moderna foi inspirada na série, fazendo tudo parecer datado. Assim, o desenho de produção tinha de ser consistente com a série de televisão, porém deveriam parecer mais avançada que a tecnologia moderna.[40] "Todos nós temos um iPhone que faz mais que um comunicador", disse Abrams. Russell Bobbit, encarregado dos objetos de cena, colaborou com a Nokia para recriar o comunicador original, criando um protótipo de 50.000 dólares. Outro objeto que foi recriado foi o tricorder. Bobbit comprou um objeto de cena original, porém os atores o acharam muito grande para carregar em cenas de ação, então o conselheiro técnico, Doug Brody, o redesenhou para ser menor.[59] Os fasers foram redesenhados para possuir uma luz que mudava de "tontear" para "matar".[8] Um Aptera 2e, um carro protótipo, foi usado em locação.[60]

A nova USS Enterprise foi desenhada para parecer mais moderna e ao mesmo tempo manter a aparência da série original

A nova USS Enterprise foi desenhada por Ryan Church. Church disse que a nave possui elementos das versões da série e dos filmes. Abrams disse que seu desejo era ter uma nave realista que poderia se sobressair aos padrões de efeitos de hoje. Abrams também disse que, "se você vai fazer Star Trek, há muitas coisas que você não pode mudar. A Enterprise é uma marca visual para muitas pessoas. Então, se você vai fazer a Enterprise, é melhor que ela se pareça com a Enterprise. Senão, o que você está fazendo?".[61] Para enfatizar o tamanho da nave, Abrams escolheu dar a engenharia uma aparência bem industrial; ele explicou a Simon Pegg que sua inspiração veio do RMS Titanic, um navio elegante que por dentro era incrivelmente forte.

Chambliss manteve o mesmo traçado da ponte original, porém, esteticamente alterada com cores mais brilhantes para refletir o otimismo de Star Trek. A tela da ponte virou uma janela onde imagens poderiam ser projetadas para tornar o espaço um ambiente palpável. Abrams comparou a aparência do filme com o trabalho modernista e elegante de Pierre Cardin nos cenários de 2001: A Space Odyssey.[62] Atendendo a um pedido do diretor, mais corrimãos foram adicionados a ponte para ela parecer mais segura.[8]

Abrams escolheu Michael Kaplan para criar os figurinos, porque ele não havia visto os filmes, significando que Kaplan iria trabalhar nos uniformes com um novo ângulo. Para os uniformes da Frota, Kaplan seguiu os códigos de cores original da série, uma camiseta escura, quase preta, por baixo, calças pretas, e uma camisa colorida mostrando a posição do tripulante. Oficiais comandantes usam camisas amarelas, oficiais de ciência e medicina usam azul e operações (engenheiros, técnicos e seguranças) usam vermelho. Kaplan queria que as camisas fossem mais sofisticadas que as originais.[62] Kirk usa apenas a camiseta escura devido ao fato de ser um cadete.[8] Kaplan moldou os uniformes da Kelvin nos filmes de ficção científica das décadas de 1940 e 1950, em contraste com os uniformes da Enterprise baseados naqueles criados na década de 1960.[62] Para Abrams, "Os figurinos eram um microcosmo do projeto inteiro, que era como pegar algo meio bobo e fazê-lo parecer real. Porém como você legitimiza aquelas cores quase primárias?"[63]

Lindelof comparou os romulanos do filme com piratas, com suas cabeças raspadas, tatuagens na cabeça e roupas desorganizadas. A nave deles, a Narada, é puramente prática, com seu maquinário bem visível; em contraste com a Enterprise que é dada uma apresentação mais respeitável em nome da Federação.[64] Chambliss foi muito influenciado pela arquitetura de Antoni Gaudí para a Narada, que criava prédios que pareciam estar do avesso: fazendo as fiações expostas da nave parecerem ossos ou ligamentos, criando uma atmosfera agourenta. O cenário do interior da nave era feito de seis partes que poderiam ser reorganizadas para criar salas diferentes.[62] Os atores romulanos passavam de duas a quatro horas aplicando a maquiagem: eles tinham três próteses aplicadas nas orelhas e na testa, enquanto Bana tinha quatro próteses para a marca de mordida de sua orelha que se estende até a nuca.[65] Os romulanos do filme não possuíam as testas com forma de "V", que estavam presentes em todas as suas aparições fora da série clássica. Neville Page queria honrar isso fazendo a tripulação da Narada se auto flagelar, formando quelóides reminiscentes das testas em "V". Essa ideia acabou sendo abandonada.[66] Kaplan queria roupas antigas e surradas para os romulanos, por serem mineradores que estão há muito tempo longe de casa.[8]

Barney Burman supervisionou a maquiagem para os outros alienígenas. Sua equipe teve de correr para criar muitas das espécies, porque originalmente a grande maioria delas iria aparecer em uma cena pouco antes do encerramento das filmagens. Abrams achou a cena muito parecida com a cena da cantina em Star Wars, e decidiu espalhá-los pelo filme.[65] Tanto maquiagem digital quanto maquiagem física foram usadas no filme.[67]

Filmagens[editar | editar código-fonte]

As filmagens começaram no dia 7 de novembro de 2007,[68] e terminaram no dia 27 de março de 2008,[69] apesar da segunda unidade continuar filmando até abril em Bakersfield, Califórnia, que serviu para a casa de Kirk em Iowa.[70] Locações incluíam City Hall em Long Beach, Califórnia; San Rafael Swell, Utah e a California State University, que serviu como locação para a Academia da Frota Estelar.[71] Um estacionamento ao lado do Dodger Stadium foi usado para o planeta Delta Vega e para a plataforma de perfuração romulana.[72] Os produtores queriam filmar as cenas de Delta Vega na Islândia, porém desistiram. Chambliss gostou do desafio de filmar com neve na Califórnia. A plataforma de perfuração foi construída a 5 metros do solo. As filmagens exteriores de Vulcano foram feitas nas Vasquez Rocks, que foi usada como locação para a série original. Uma fábrica da Budweiser foi usada para a engenharia da Enterprise, enquanto uma usina elétrica em Long Beach foi usada para a engenharia da Kelvin.[62]

A Oviatt Library, na California State University, foi usada como locação para a Academia da Frota Estelar.

Após o começo da Greve dos Roteiristas dos Estados Unidos em 5 do novembro de 2007, Abrams disse que apesar de ele não poder escrever novas falas, a greve não iria afetar sua direção.[73] Nas semanas que antecederam a greve e o início da produção, Abrams e Lindelof poliram o roteiro pela última vez.[74] Abrams ficou frustrado por não poder mudar falas durante a greve, mesmo podendo improvisar falas durante o ensaio. Lindelof disse que eles poderiam dublar algumas falas na pós-produção. Orci e Kurtzman puderam ficar no cenário sem quebrar a greve por também serem produtores executivos do filme; eles poderiam "fazer caras e olhares engraçados para os atores quando eles tinham algum problema com a fala e fazer um aceno com a cabeça quando eles tinham algo melhor".[75] Abrams conseguiu alterar uma cena onde Spock combate seis romulanos corpo-a-corpo para um tiroteio, achando que já havia muita porrada no filme.

A equipe de produção manteve segurança pesada durante as filmagens. Karl Urban revelou, "Há um nível de segurança e segredo que fomos forçados a adotar. Quero dizer, é meio que uma paranóia maluca, porém justificada. Nós não podíamos andar em público com nossos figurinos e nós íamos para todo lugar nesses carrinhos de golfe cobertos com um casaco preto. A segurança era imensa".[76] Atores como Jennifer Morrison recebiam roteiros contendo apenas suas cenas.[77] O roteiro foi bem protegido inclusive com o elenco principal. Simon Pegg disse, "E li o roteiro com um guarda ao meu lado."[78] O filme recebeu o título falso de Corporate Headquaters, para despistar atenções.[79] Algumas pessoas de fora da produção receberam permissão para visitar as filmagens, entre elas Rod Roddenberry, Ronald D. Moore, Jonathan Frakes, Walter Koenig, Nichelle Nichols, Ben Stiller, Tom Cruise e Steven Spielberg (que parcialmente convenceu Abrams a dirigir o filme e também ajudou nas filmagens das cenas de ação).

Abrams escolheu filmar o filme em formato anamórfico de 35 mm depois de muitas discussões se o filme deveria ser filmado em alta definição. O diretor de fotografia Daniel Mindel e Abrams concordaram em dar ao filme um ar realista e orgânico.[80] Abrams e Mindel usaram nrilhos de luz nas câmeras durante as filmagens para criar uma atmosfera otimista e criar a sensação que a atividade está ocorrendo fora da câmera, fazendo o universo de Star Trek parecer mais real. "Há algo sobre esses brilhos, especialmente em um filme que potencialmente pode se tornar incrivelmente estéril com tanto CG. Há algo de incrivelmente imprevisível e lindo sobre eles".[72] Mindel criaria mais brilhos apontando uma lanterna para a câmera ou usando duas câmeras e, dessa forma, dois ajustes diferentes de iluminação.[72]

Quando as filmagens terminaram, Abrams deu ao elenco pequenas caixas contendo telescópios, que permitia que eles lessem o nome das constelações apontadas. "Eu acho que ele queria que cada um de nós visse as estrelas de maneira diferente", disse John Cho.[46] Na edição, Abrams cortou algumas cenas de Kirk e Spock quando crianças, incluindo ver o segundo quando bebê, como também uma subtrama envolvendo Nero sendo capturado pelos klingons e sua fuga: a explicação para sua ausência durante a vida de Kirk confundiu muitas pessoas que Abrams exibiu o filme.[72] Outras cenas cortadas explicam que o Kirk adolescente roubou o carro antigo de seu padrasto por ele ter sido forçado a limpá-lo antes de um leilão; e que Gaila, a orion que ele seduz na Academia, trabalhava na divisão de operações. Mais tarde, ela concorda em abrir um e-mail contendo seu patch, permitindo que ele passe no teste Kobayashi Maru.

Efeitos[editar | editar código-fonte]

A Industrial Light & Magic foi uma das várias companhias que criaram os mais de 1000 efeitos especiais do filme.[81] Os supervisores de efeitos especiais foram Roger Guyett, que colaborou com Abrams em Mission: Impossible III e também serviu como diretor da segunda unidade, e Russell Earl. Abrams evitou filmar tudo contra uma tela verde, porque "me deixa maluco", usando-a para estender a escala dos cenários e das locações.[40] A sequência em Delta Vega usou uma mistura de efeitos digitais e neve de verdade.[82]

Star Trek foi o primeiro filme que a ILM trabalhou usando apenas modelos virtuais.[82] Abrams lembrava da revelação da Enterprise reformada em Star Trek: The Motion Picture porque foi a primeira vez que a nave pareceu tangível para ele.[83] A sequência onde a Enterprise é mostrada completa pela primeira vez é uma homenagem a sequência de The Motion Picture.[84] O padrão iridescente da nave de The Motion Picture foi mantido para dar profundidade a nave deste filme, enquanto o criador de modelos Roger Goodson aplicou o padrão "Aztec", vindo de The Next Generation. Goodson disse que Abrams queria uma estética "hot rod" para a nave. Guyett queria que a nave tivesse mais partes móveis, devido a uma insatisfação de criança quanto ao desenho da nave. A nova antena defletora da Enterprise podia se expandir e mover, enquanto as barbatanas dos motores se dividiam ao entrar em dobra.[85] A Enterprise redesenhada por Ryan Church possuia as especificações da original, com 370 metros de comprimento, porém ela foi multiplicada por dois ficando com 718 metros de comprimento para parecer maior. A nave romulana Narada tem 8 km de comprimento.[62] [86] Os produtores tiveram de simular os brilhos de luz nas câmeras para manter a fotografia do filme.[82]

Carolyn Porco da NASA foi consultada para as ciências e imagens planetárias.[87] A cena em que a Enterprise sai de dobra dentro da atmosfera de Titã e sobe como um submarino foi sugestão de Porco.[88] Os animadores recriaram realisticamente como seria uma explosão no espaço: uma pequena explosão que afunda para dentro deixando destroços flutuando. Para as cenas da implosão de Vulcano, o mesmo programa de explosão foi usado para simular sua ruptura, enquanto os animadores podiam manualmente compor múltiplas camadas de pedras e vento sendo puxadas para dentro do planeta.[82] Diferente de outros filmes e séries de Star Trek, o efeito do transporte cria um redemoinho e não vários pontos.[24] Abrams concebeu o novo transporte para enfatizar a noção que os transportes, como feixes, pegam as pessoas e as movem, ao invés de um sinal de átomos embaralhados.[81]

A Lola Visual Effects trabalhou em 48 tomadas do filme, incluindo algumas animações de Eric Bana e Leonard Nimoy. Bana requeria danos extensos aos seus dentes, que eram significantes o bastante para substituir completamente sua boca em algumas tomadas. A boca de Nimoy foi reanimada em sua primeira cena com Kirk depois de uma sessão de regravação. Os cineastas filmaram Nimoy quando ele regravou suas falas para poderem rotoscopar sua boca no filme, podendo também recriar as condições de iluminação, porém eles perceberam que eles deveriam recriar digitalmente seus lábios devido a luz crepidante do fogo.[81]

Áudio[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

Michael Giacchino, colaborador mais frequente da Abrams, compôs a trilha sonora da Star Trek. Ele manteve o tema da série original escrito por Alexander Courage para os créditos finais, que Abrams disse que simbolizava o momento da tripulação se formando.[72] Giacchino admitiu uma pressão pessoal ao compor a trilha do filme, "Eu cresci ouvindo todas as grandes músicas de Star Trek, e é em parte o que me inspirou a fazer aquilo que faço [...] Você vai com medo. Você espera fazer seu melhor. Uma dessas coisas que o filme vai me dizer o que fazer".[89] As gravações ocorreram na Sony Scoring Stage com uma orquestra de 107 músicos e um coral de 40 pessoas. Um erhu foi usado para os temas vulcanos, enquanto gravação distorcida foi usada para os romulanos.[90] Varèse Sarabande, responsável pelas últimas trilhas de Giacchino, lançou a trilha sonora no dia 5 de maio. Em junho de 2010 foi lançado um CD duplo contendo a trilha sonora completa de Giacchino. O CD duplo teve uma produção limitada a 5000 cópias e agora já está fora de produção.

Efeitos sonoros[editar | editar código-fonte]

Os efeitos sonoros foram criados por Ben Burtt, famoso por trabalhar nos filmes de Star Wars. Apesar de o som dos fasers originais serem derivados do filme The War of the Worlds (1953), Burtt fez seu faser soar como as armas laser de Star Wars, devido ao fato que os fasers de Abrams serem mais parecidos com as armas laser de um tiro do que o feixe contínuo de energia dos outros filmes de Star Trek. Burtt reproduziu os sons clássicos dos torpedos fotônicos, transporte e motores de dobra: ele gravou uma mola em frente a um microfone e o combinou a um tiro de canhão. Burtt usou um oscilador eletrônico da década de 1960 para criar o zunido musical e emocional da velocidade de dobra e do transporte.[91]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2008, a Paramount anunciou que iria mudar a data de lançamento de Star Trek de 25 de dezembro de 2008 para 8 de maio de 2009, já que o estúdio acreditava que mais pessoas iriam ver o filme durante o verão do que no inverno.[92] O filme foi finalizado no final de 2008. A decisão da Paramount veio após visitas as gravações, achando que o filme seria mais atraente para um público maior. Apesar dos produtores gostarem do lançamento no Natal, Damon Lindelof reconheceu que isso iria dar mais tempo para os efeitos visuais serem aprimorados. Os longos meses entre a finalização do filme e o lançamento significou que Alan Dean Foster pode assistir todo o filme antes de escrever uma romantização, apesar do livro conter cenas que não estão na versão final do filme.[93] Zachary Quinto narrou o audiolivro.

Eric Bana com soldados americanos em Camp Arifjan, Kuwait, em 11 de abril de 2009 para uma exibição de Star Trek.

Uma exibição pública surpresa ocorreu em 6 de abril de 2009, em Austin, Texas, apresentada pelos roteiristas Roberto Orci e Alex Kurtzman e o produtor Damon Lindelof. A apresentação foi anunciada como uma exibição de Star Trek II: The Wrath of Khan, seguida por uma exibição de 10 minutos do novo filme. Após alguns minutos de The Wrath of Khan o filme pareceu estar com problema e Leonard Nimoy apareceu no palco com Orci, Kurtzman e Lindelof, perguntando para a platéia, "vocês não preferem ver o novo filme?"[94] Após a exibição surpresa em Austin, a primeira de muitas estréias ao redor do mundo ocorreu na Ópera de Sydney em 7 de abril de 2009.[95] Por quase dois anos, a cidade de Vulcan, no Canadá, fez campanha para ter a estréia do filme, porém como a cidade não possui nenhum cinema, a Paramount arranjou uma loteria para selecionar 300 habitantes para serem levados a uma pré-estréia em Calgary.[96] O astronauta Michael Barratt pediu uma cópia do filme antes de embarcar para a Estação Espacial Internacional. A Paramount deu uma cópia a NASA que foi levada a Estação Espacial no dia 14 de maio de 2009.[97]

Divulgação[editar | editar código-fonte]

O primeiro teaser trailer do filme foi lançado junto com Cloverfield, filme produzido por Abrams, em 18 de janeiro de 2008; mostrando a Enterprise em construção. Abrams dirigiu parte do trailer, onde um soldador retira seus óculos. Soldadores profissionais foram contratados para o teaser.[98] As vozes da década de 1960 usadas no trailer tinham a intenção de identificar o filme com os dias atuais. John F. Kennedy foi escolhido devido a suas similaridades com Kirk e porque ele "começou" a corrida espacial.[53]

A Paramount enfrentou dois obstáculos ao promover o filme: a não familiaridade da "geração MySpace" com a franquia e a arrecadação relativamente fraca dos filmes anteriores internacionalmente. Seis meses antes da estréia, Abrams viajou a Roma, Colônia, Madrid, Paris, Londres, Nova York e Los Angeles exibindo 25 minutos de filme. Abrams notou que a campanha de divulgação começou cedo, porém isso se deve ao adiamento do lançamento, o que o permitiu mostrar um maior número de cenas completadas. O diretor prefere promover seus projetos de maneira discreta, mas concordou com a Paramount que era necessário remover o estigma de Star Trek.[99] Abrams abertamente falou sobre sua preferência a outros programas quando criança, dizendo: "Não sou um fã de Star Trek" e "Esse filme não é feito necessariamente para os fãs de Star Trek". Orci disse que isso foi necessário, e permitido, para conseguir mais apoiadores.

Parceiros promocionais incluiam a Nokia, Verizon Wireless, Burger King, Kellogg's e a Intel Corporation. A Playmates Toys recebeu os direitos para produzir brinquedos inspirados no filme.[100] A Mattel a Hasbro e outras companhais usaram suas linhas de brinquedos para promover o filme.

A história do filme foi complementada por duas histórias em quadrinhos. A primeira chamada de Star Trek: Countdown se passa no universo original de Star Trek após os eventos de Star Trek Nemesis e antes do jogo Star Trek Online. A segunda, chamada de Star Trek: Nero, mostra o que ocorreu com a Narada entre a destruição da Kelvin e seu ataque a Vulcano.

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

A primeira exibição normal do filme nos EUA ocorreu em 7 de maio de 2009,[101] arrecadando 4 milhões de dólares no dia de estréia. No final do final de semana, Star Trek estreou com 79.204.300 de dólares nos EUA e 35.500.000 internacionalmente. Com ou sem inflação, o filme bateu Star Trek: First Contact para a melhor estréia de um filme de Star Trek nos Estados Unidos. O filme obteve 8,5 milhões de dólares em suas salas IMAX, quebrando o recorde de The Dark Knight, que fez 6,3 milhões de dólares no IMAX em sua estréia.[102] É o filme de maior arrecadação nos EUA e Canadá da franquia, superando Star Trek IV: The Voyage Home sem ajustes de inflação, e Star Trek: The Motion Picture com inflação ajustada. Apenas a sua semana de estréia arrecadou mais que Star Trek VI: The Undiscovered Country, Star Trek V: The Final Frontier, Star Trek: Insurrection e Star Trek Nemesis arrecadaram durante todo os seus períodos de exibição.[103] Star Trek encerrou sua exibição nos Estados Unidos em 1 de outubro de 2009, com um total arrecadado de 247.730.019 de dólares.[2] Internacionalmente arrecadou 127.764.536 de dólares,[104] para um total absoluto de 385.680.446 de dólares, sendo o décimo terceiro filme em arrecadação do ano de 2009.[2] Apesar das arrecadações mundiais representarem apenas 33% da arrecadação total do filme, a Paramount está feliz, já que Star Trek, historicamente, nunca foi uma franquia de grande sucesso no exterior.[105]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Star Trek foi aclamado pela crítica. No site Rotten Tomatoes o filme possui um índice de aprovação de 94%, com 264 de 280 críticos especializados dando ao filme uma crítica positiva, tendo uma média de 8,1/10, a maior de toda a franquia. O consenso do Rotten Tomatoes é "Star Trek reinicia a franquia com ação, humor, uma história forte, brilhantes visuais e vai agradar trekkers tradicionais e novos fãs".[4] No site Metacritic o filme possui uma aprovação de 83/100, baseado em 37 resenhas, indicando "aclamação universal".[106]

Pablo Villaça do site Cinema em Cena deu ao filme 4 de 5 estrelas dizendo "Star Trek comprova que ainda há muito a ser explorado no universo concebido por Gene Roddenberry há mais de 40 anos".[107] Érico Borgo do site Omelete deu ao filme perfeitas 5 estrelas comentando "Ao jogar dentro das regras mais confusas do gênero, o trio [Abrams, Orci e Kurtzman] acerta seus torpedos de fóton em cheio, criando um universo paralelo que não ignora a existência do original, mas dá ao trio liberdade para seguir com as viagens da Enterprise por longas e prósperas décadas, como se ela tivesse acabado de zarpar do estaleiro".[108] O filme também recebeu resenhas favoráveis de publicações como The New York Times, Entertainment Weekly, Boston Globe e Rolling Stone.[109] [110] [111]

Apesar do grande número de críticas favoráveis, Star Trek foi criticado por não apresentar uma história moralmente desafiadora, uma tradição da franquia. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, disse que "os anos de Gene Roddenberry, onde as histórias faziam perguntas sobre ciência, ideais e filosofia, foram substituídas por histórias reduzidas a uma ação colorida e barulhenta", dando ao filme 2,5 estrelas de 4.[112] Marc Bain, da Newsweek, perguntou se a franquia perdeu sua "relevância moral".[113]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Em 2009, Star Trek recebeu uma indicação ao Grammy de melhor álbum de trilha sonora, porém não venceu. Foi indicado a 4 People's Choice Awards, mas também não venceu nenhum. Venceu o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Hollywood. Venceu 6 Scream Awards para melhor filme de ficção científica, melhor filme do ano, melhor diretor, melhor ator de ficção científica, melhor ponta e melhor cena de luta. Recebeu 5 indicações no Teen Choice Awards, mas não venceu nenhum. Venceu um Screen Actors Guild Award para melhor performance de uma equipe de dublês em um filme. Foi indicado a seis Saturn Awards, vencendo na categoria de melhor maquiagem.[114] O filme apareceu no Top 10 da National Board of Review como um dos melhores filmes do ano. Também apareceu em vários Top 10 de críticos americanos.

Em 2010, Star Trek foi indicado a 4 Oscars nas categorias de melhor edição de som (Mark Stoeckinger e Alan Rankin), melhor mixagem de som (Anna Behlmer, Andy Nelson e Peter J. Devlin), melhores efeitos visuais (Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton) e venceu o primeiro Oscar de franquia na categoria de melhor maquiagem (Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow). O filme também foi indicado a três Empire Awards, vencendo na categoria de melhor ficção científica/fantasia.[114]

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