Soyuz TMA-11

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Soyuz TMA-11
Insígnia da missão
Informações da missão
Sinal de chamada Aquarius
Número de tripulantes 3
Lançamento 10 de outubro de 2007, 13:22:00 UTC
Baikonur LC1, Cazaquistão
Aterrissagem 19 de abril de 2008
Duração ~197 dias
Imagem da tripulação
Da esquerda à direita: Sheikh Muszaphar Shukor, Yuri Malenchenko e Peggy Whitson
Da esquerda à direita: Sheikh Muszaphar Shukor, Yuri Malenchenko e Peggy Whitson
Navegação
Soyuz TMA-10 Patch.png Soyuz TMA-10
Soyuz TMA-12 Soyuz TMA-12 Patch.png

Soyuz TMA-11 foi uma missão tripulada à Estação Espacial Internacional lançada do Cosmódromo de Baikonur em outubro de 2007, que levou três tripulantes à ISS para o início da Expedição 16 na estação espacial. Em sua tripulação a nave transportou o primeiro malaio a ir ao espaço, Sheikh Muszaphar Shukor.[1][2][3]

Tripulação[editar | editar código-fonte]

[1][2][3]

Tripulação lançada na Soyuz TMA-11:

Tripulação retornada na Soyuz TMA-11:

Parâmetros da Missão[editar | editar código-fonte]

[1][2][3]

A missão[editar | editar código-fonte]

A TMA-11 acoplou-se com a ISS às 14:50 UTC de 12 de outubro de 2007 e ficou acoplada como nave de escape na ISS até seu retorno à Terra, em 19 de abril abril de 2008. Sheikh Muszaphar participou da missão como convidado do governo russo. Neste acordo, feito após a assinatura de um contrato milionário para compra de jatos soviéticos pela Malásia, a Agência Espacial Russa suportou o custo do treinamento e preparação de dois astronautas malaios para participarem de uma missão à ISS e enviou um deles ao espaço.[1][2][3]

O papel de Muszaphar na missão foi o de ‘participante de voo espacial’ na linguagem técnica da NASA e da AER, o que as vezes causa confusão com os turistas espaciais, cidadãos comuns que compram suas passagens e voam ao espaço após alguns meses de treinamento básico de adaptação à falta de gravidade e sobrevivência na Cidade das Estrelas. Porém, o embaixador da Rússia na Malásia declarou à imprensa do país que Muszaphar é um cosmonauta treinado, declaração que teve a concordância de ex-astronautas americanos que o consideram um cosmonauta totalmente qualificado e assim deve ser considerado.[1][2][3]

Reentrada[editar | editar código-fonte]

Em seu retorno à Terra, a nave - pela primeira vez na história com duas mulheres a bordo de uma nave Soyuz - teve problemas na reentrada devido a mau funcionamento dos computadores, que a fez cruzar a atmosfera numa trajetória balística, mais acentuada que a trajetória aerodinâmica comummente usada, causado a seus tripulantes a sensação de serem submetidos a uma força gravitacional de 10G, dez vezes maior que a sofrida na superfície da Terra e que pode causar graves danos ao ser humano. Entretanto, apesar de realizar o pouso a 420 km fora do local pré-determinado no Cazaquistão devido à mudança da trajetória, e da antena e das escotilhas da Soyuz sofrerem queimaduras inesperadas, a tripulação não sofreu danos físicos. Foi a segunda vez consecutiva e terceira no programa Soyuz-ISS que uma destas naves fez a reentrada na atmosfera numa trajetória balística.[1][2][3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f Mark Wade. «Soyuz TMA-11». Encyclopedia Astronautica. Consultado em 23 de julho de 2019 
  2. a b c d e f Joachim Becker e Heinz Janssen (20 de abril de 2018). «Soyuz TMA-11». SPACEFACTS. Consultado em 23 de julho de 2019 
  3. a b c d e f Anatoly Zak (5 de maio de 2012). «Soyuz TMA-11». RussianSpaceWeb. Consultado em 23 de julho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]