Eduardo (rapper)

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Eduardo
Informação geral
Nome completo Carlos Eduardo Taddeo
Também conhecido(a) como Edu, Locutor do Inferno
Nascimento 24 de agosto de 1975 (40 anos) São Paulo  São Paulo
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Rap alternativo, Rap, Gangsta Rap, Political rap, Horrorcore
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 1989— presente
Outras ocupações Cantor, Escritor, Ativista, Palestrante, e Compositor
Afiliação(ões) Dum-Dum, Facção Central, Detentos do Rap, Gilberto Barros, Erick 12
Influência(s) Thaíde, Racionais MC's
Página oficial http://www.eduardooficial.com.br/

Carlos Eduardo Taddeo Nascido em (24 de agosto de 1975), no Glicério, centro de São Paulo, mais conhecido por Eduardo, é um cantor, escritor, ativista, palestrante e compositor de rap brasileiro. Ele é considerado um dos melhores rappers do Brasil, foi um dos fundadores e líderes do grupo Facção Central, que era vocalista e compositor de todas as letras, deixou o grupo no dia 18 de março de 2013 para atuar em carreira solo.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carlos Eduardo Taddeo[2][3] é filho de uma faxineira que teve quatro filhos em dois casamentos. Moravam no Glicério, bairro antigo e popular do centro de São Paulo, conhecido pelos cortiços e pela pobreza. Seu pai biológico era empresário da noite, mas casado com outra mulher oficial, embora desse inicialmente assistência a mãe de Eduardo.[4]

No entanto, as dificuldades se agravaram com o afastamento gradativo do pai, que fizeram com que a mãe e os quatro filhos fossem morar em pensões, com banheiros coletivos.[4] Aposentada por invalidez, com o mal de Chagas, “às vezes ela pedia esmola ou cesta básica na igreja”.[4] Segundo depoimento pessoal, “às vezes, só tinha arroz e o feijão era aquela água”, o que o obrigava a ajudar a mãe pegando frutas e legumes nos fins de feira.[4]

Estudou em escola pública até a quinta série do ensino fundamental, tendo abandonado os estudos logo depois. Míope, tinha vergonha de usar óculos. Suas roupas eram surradas e os tênis, velhos. Ganhava alguns trocados tomando conta de carro na rua.

Convivendo com o cotidiano do crime, a violência despertava nele um desejo de ser bandido. “Eu via os caras com tênis novos e queria ser criminoso”[4] Aos sete anos, "Carlos Eduardo Taddeo" furtou um toca-fitas e roubou dólares de um japonês[4] Noutra situação, foi parar na delegacia para averiguação de furto em um supermercado, mas saiu sem maiores consequências. Aos nove anos, começou a se envolver com outros criminosos, levando e trazendo armas. Odiava álcool, mas não benzina, maconha e cocaína e Experimentou até Crack com 16 anos, fez Assaltos à mão Armada.

Eduardo atribui sua salvação do mundo do crime a um sujeito cujo apelido era Equipado, que era namorado de sua irmã e um pouco mais velho. Tinha esse apelido porque ia para a escola cheio das tralhas que roubava. Uma vez, Equipado mostrou um gravador com uma fita cassete da música "Corpo Fechado", de Thaíde & DJ Hum, que Eduardo escutou. “Aquilo me pegou”, ele conta. “Era uma coisa de falar rimando, que eu achei que podia fazer. Escrevi uma letra, mostrei para o Equipado, e ele disse que eu mandava bem. Daí não parei mais.”[4]

Dessa brincadeira, Eduardo perseguiu o sonho de ser rapper e, no fim da década de 1980, formou um grupo integrado por garotos de rua - entre os quais Washington Roberto Santana, mais conhecido como Dum-Dum - chamado "Esquadrão Menor". Sem conseguir engrenar, o grupo se desfez e Eduardo aceitou um convite do sogro, então maître do Hotel Hilton, para trabalhar como ajudante de cozinha.[4] Passou dois anos nessa função.

Ainda em 1989, ele funda o Facção Central com a formação de Nego (atualmente conhecido como Rapper Mag) e Jurandir - os dois últimos deixaram o grupo, enquanto Garga e Dum-Dum se juntaram a Eduardo e iniciaram as atividades do grupo. Manteve-se como líder e principal letrista do Facção Central até 18 de Março de 2013, quando comunicou oficialmente um vídeo no Youtube ao qual anunciava sua saída do grupo, devido a algumas desavenças pessoais e divergências ideológicas.[5]

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

Eduardo faz palestras por todo Brasil e periodicamente visita a Fundação Casa. Apesar de não ter concluído seu ensino fundamental ele incentiva em entrevistas, shows e palestras, os jovens da periferia a estudarem alegando que ter um diploma e estar bem informado é mais audacioso que portar metralhadoras. Em 2012, ele lançou A Guerra Não Declarada na Visão de um Favelado, seu primeiro livro.[6][7]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Carreira solo[editar | editar código-fonte]

Com a Facção Central

Referências

  1. Redação, Redação. «Eduardo anuncia os 2 primeiros clipes do disco “A Fantástica Fábrica de Cadáver”». www.rapnacionaldownload.com.br. Consultado em 07 de agosto de 2009. 
  2. «Rapper lança livro chamado A Guerra não declarada». www.irdeb.ba.gov.br. Consultado em 07 de agosto de 2009. 
  3. «Carlos Eduardo Taddeo, vulgo Eduardo EX Facção Central é sinônimo de rap com alto teor de denúncia e protesto, Em recente entrevista exclusiva para o portal Rap Nacional revela maturidade e reflete sobre sua trajetória e o movimento hip-hop». www.vermelho.org.br. Consultado em 2015-03-31. 
  4. a b c d e f g h Rodolfo Tiengo Fernandes (28 de Novembro de 2012). «Novos Rumos da Narrativa de Não-Ficção - O jornalismo literário na Revista Piauí» (PDF). Prof. Maria do Socorro Furtado Veloso, Rodolfo Tiengo Fernandes, Prof. Nilton Queiroz e Prof. Francisco de Assis Carvalho Arten. Consultado em 01 de Novembro de 2014. 
  5. «Carlos Eduardo Taddeo fala tudo o que o nosso país». Linha42. Consultado em 07 de agosto de 2009. 
  6. «Carlos Eduardo Taddeo entrevista no canal do Rap Nacional». Consultado em 07 de agosto de 2009. 
  7. «Carlos Eduardo Taddeo é um dos destaque do rap nacional no Brasil e um dos melhores rappers no país». www.rapnacional.com.br. Consultado em 07 de agosto de 2009. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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