Economia da Romênia

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Economia da Romênia
Central Nuclear de Cernavodă.
Moeda Leu
Ano fiscal 1 de abril - 31 de março
Blocos comerciais OMC, União Europeia e outros.
Estatísticas
PIB US$267,1 bilhões (2011) (nominal; 10º)
US$ 306 bilhões (2010) (PPC; 36º)
Variação do PIB 2,5% (2011)
PIB per capita US$12.500 (PPC: 129º; 2011)
PIB por setor agricultura 7,9%; indústria 32,9%; comércio e serviços 59,2% (2011)
Inflação (IPC) 5,8% (2011)
População
abaixo da linha de pobreza
21,1% (2010)
Coeficiente de Gini 33,3 (2010)
Força de trabalho total 9 252 000 (2011)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 30%, indústria 20,2%, comércio e serviços 49,8% (2010)
Desemprego 5,1% (2011)
Principais indústrias máquinas e equipamentos elétricos, têxteis e calçados, máquinas leves e automóveis, mineração, madeireiras, materiais de construção, metalurgia, produtos químicos, processamento de alimentos, petróleo
Exterior
Exportações 62,68 bilhões (2011)
Produtos exportados máquinas e equipamentos, metais e produtos metálicos, têxteis e calçados, produtos químicos, produtos agrícolas, minerais e combustíveis
Principais parceiros de exportação Alemanha 18,9%, Itália 13%, França 7,6%, Turquia 6,2%, Hungria 5,7% (2011)
Importações 73,12 bilhões (2011)
Produtos importados máquinas e equipamentos, produtos químicos, combustíveis e minerais, tecidos e produtos têxteis, produtos agrícolas
Principais parceiros de importação Alemanha 17,12%, Itália 11,4%, Hungria 8,8%, França 5,8%, República Popular da China 4,6%, Cazaquistão 4,2%, Áustria 4% (2011)
Dívida externa bruta 127,9 bilhões (2011)
Finanças públicas
Receitas 59,56 bilhões (2011)
Despesas 67,38 bilhões (2011)
Fonte principal: The World Factbook[1]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A Romênia, que ingressou na União Europeia em 1 de janeiro de 2007, iniciou a transição do regime comunista em 1989 com uma indústria obsoleta e uma produção inadequada às necessidades do país. O país saiu no ano de 2000 de uma forte recessão de 3 anos graças ao aumento das exportações para a União Europeia.[1] O consumo e o investimento domésticos ajudaram o forte crescimento do PIB, mas produziram um grande desequilíbrio orçamentário. Só recentemente os ganhos econômicos do país permitiram o surgimento de uma classe média e reduziram a pobreza generalizada.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1997, a Romênia iniciou um abrangente programa de reforma estrutural e estabilização macroeconômica, mas a reforma subseqüentemente tem sido um processo inconstante. Os programas de reestruturação incluem liquidar grandes indústrias de energia intensiva e reformas importantes nos setores financeiro e agrícola. A economia atrasada e instável da Romênia tem se transformado em uma economia com estabilidade macroeconômica, alto crescimento e baixo desemprego.

A Romênia alcançou um acordo com o FMI em agosto para um empréstimo de US$547 milhões, mas a liberação da segunda parcela foi adiada em outubro devido a exigências de empréstimo não-resolvidas do setor primário e diferenças sobre as despesas orçamentárias.

Bucareste evitou o não-pagamento das dívidas do meio do ano, mas teve que reduzir significantemente as reservas para tal; as reservas giravam em torno de 1,5 bilhão de dólares por ano em 1999. As prioridades do governo incluem: obter um empréstimo renovado com o FMI, apertar as políticas fiscais, acelerar a privatização e reestruturar empresas não-lucrativas.

2002 e 2003 foram anos economicamente bem sucedidos, e atualmente o crescimento do PIB está previsto para ser de 4.5% por ano. A economia cresceu 6.6% na primeira metade de 2004, e 7.0% (ano sobre ano) no segundo trimestre de 2004, marcando a maior taxa de crescimento na região. O salário bruto médio por mês na Romênia é de 8.392.766 lei, conforme outubro de 2004, um aumento de 2.1% sobre o mês anterior. Ele equivale a US$283.54, 213.60 euros e 360.21 dólares australianos. O salário líquido médio por mês em janeiro de 2004 era de 6.071.211 lei.

O crescimento do PIB deve ficar por volta de 8% em 2004 e por volta de 6-7% em 2005. O desemprego na Romênia está em 6.2% (2004), valor muito baixo se comparado a outros países europeus.

A Romênia foi convidada pela União Europeia em dezembro de 1999 a iniciar as negociações de entrada. A sua adesão foi aprovada em 2005 junto com a Bulgária e ingressou no bloco a partir de 2007.

Apesar das nítidas melhorias, a Romênia ainda enfrenta vários problemas-chave: corrupção elevada em quase todos os níveis da sociedade, falta de transparência a respeito dos gastos públicos, falta de competitividade econômica - especialmente no setor agrícola -, um certo grau de desemprego em áreas rurais e ritmo lento de reforma no setor público (pertencendo ao Estado) da economia.

A liberdade de imprensa geralmente é garantida, mas algumas pressões econômicas e administrativas determinam que a mídia reflita especialmente os aspectos positivos ou neutros da sociedade ao invés dos aspectos negativos ou críticas dirigidas ao governo.

A Romênia recebeu em outubro de 2004 o muito desejado status de "economia de mercado funcional" pelos oficiais da UE, com algumas reservas - relacionadas especialmente aos aspectos mencionados acima.

Vinha[editar | editar código-fonte]

Com uma área de mais de 200.000 hectares de vinha, a Roménia é um dos mais importantes produtores de vinho na Europa. A viticultura é uma actividade tradicional muito antiga nesta zona. A vinha Recas em Banat, por exemplo, data de 1447.[2]

Referências

  1. a b c CIA. «The World Factbook». Consultado em 5 de dezembro de 2012 
  2. Andreescu, F. (2009). Made In Romania, Ad Libri, pp. 48.


Flag map of Romania.svg Roménia
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