Pedro Malazarte

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Disambig grey.svg Nota: Se procura personagem originário do folclore popular medieval português, veja Pedro Malasartes.


Pedro Malazarte
(personagem-título)
Idioma original Português
Compositor Mozart Camargo Guarnieri
Libretista Mário de Andrade
Tipo do enredo Cômico
Número de atos 1
Número de cenas 1
Ano de estreia 1952
Local de estreia Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Pedro Malazarte é uma ópera cômica brasileira em um ato de Camargo Guarnieri com libreto de Mário de Andrade. Estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 27 maio de 1952. A primeira recita teve a participação de Paulo Forte, Olga Schroeter, Assis Pacheco e regência de Nino Gaione.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Pedro Malazarte (um esperto aventureiro) barítono
Baiana (mulher do Alamão) soprano
Alamão (colono de Santa Catarina) tenor

Resumo[editar | editar código-fonte]

Abrem-se as cortinas e vê-se uma casa colonial em Santa Catarina, com um pinheiro no centro da sala que sustenta o teto. Há uma mesa com muitos doces. Lá fora vê-se uma fogueira de São João com pessoas dançando em torno dela. Baiana está sozinha quando aparece Malazarte, que traz a metade de uma porta e um gato preso a um barbante. Baiana o recebe muito bem e diz ao malandro que o marido vai ficar fora por uma semana, a negócios, tornando o dia de Malazarte mais feliz. Mas eis que surge o Alamão, e a Baiana esconde a comida. Surpreso com a presença de Malazarte, o Alamão gentilmente o convida para jantar, mas há só feijão com língua. Durante a refeição Malazarte finge que o gato é mágico e lhe diz onde tem mais comida guardada pela Baiana. O Alamão fica bêbado e dorme um pouco. Quando Malazarte se prepara para sair, o Alamão acorda e pede para a mulher dançar para o convidado. O Alamão quer comprar o gato e oferece vinte contos de réis, justamente a quantia que o Alamão recebera no negócio naquele dia. Baiana tenta impedir que o marido seja enganado, mas, mesmo assim, o Alamão insiste em comprar o gato. Malazarte recebe então os vinte contos mas devolve dez e ainda dá a meia porta para o Alamão. A Baiana quer fugir com Malazrte, mas este lhe diz que deve ficar com o marido e se despede dos dois.

Gravações[editar | editar código-fonte]

  • Camargo Guarnieri: Pedro Malazarte (1952). Orquestra e Coro da RAI, Milão. Regência: Umberto Baldi. Maestro do coro: Roberto Benalio. Gravação/publicação: RICORDI ,São Paulo