Psusenés I

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Psusenés I
Máscara mortuária de Psusenés I
Faraó da Egito
Reinado 1 039-991 a.C.[1]
Antecessor(a) Amenemnesu
Sucessor(a) Amenemopé
 
Dinastia XXI dinastia
Morte 1 001 a.C.
Religião Politeísmo egípcio

Psusenés I[2] (Psusennes) foi o terceiro faraó da XXI dinastia egípcia durante o Terceiro Período Intermediário. Governou entre 1039 e 991 a.C. em Tânis, no Baixo Egito.

Psusenés é a forma grega do nome egípcio Pasebacaeniute, que significa "A estrela que brilha em Tebas" ou "A estrela que aparece na cidade de Tebas". O prenome (ou nome de trono) deste faraó foi Aaqueperré-Setepenré ("Grande é a forma de Ré-Escolhido por Ré").

Pouco se sabe sobre o reinado de Psusenés I. O faraó foi responsável por actividade construtora em Tânis, da qual se destaca a construção de parte significativa do templo de Amom naquela cidade, tendo se recorrido a blocos de pedra retirados de Pi-Ramessés, capital do Egito desde Ramessés II.

Assumiu o título de sumo sacerdote de Amom, aspecto relacionado com o poder dos detentores deste cargo nesta época. Casou também a sua filha Isitenquebi com o sumo sacerdote Menqueperré.

Psusenés I foi sepultado num túmulo construído no interior do templo de Amom em Tânis. Este túmulo foi descoberto intacto pelo egiptólogo francês Pierre Montet em 1940. Embora o seu tesouro não fosse tão espetacular como o de Tutancâmon encontrou-se nele, entre outros objectos, uma máscara funerária, pulseiras e vários chabtis (pequenas estátuas funerárias).

Titulatura[editar | editar código-fonte]

Nome de Sa-Rá
Hieroglifo
M23
X1
L2
X1
<
M17Y5
N35
U7
G40N14 N28
N35
O49
>
Transliteração pȝ-sbȝ-ḫˁ-n-Njw.t mry-Jmn
Transliteração (ASCII) pA-sbA-xa-n-niwt mri-Imn
Transcrição Pasebakhaeneniut Meriamun
Tradução "A estrela que aparece na cidade. O amado de Amom."
Nome de Nesut-bity
Hieroglifo
G39N5
Z1
<
N5
O29
L1M17Y5
N35
U21
N35
>
Transliteração ˁȝ-ḫpr-Rˁ stp-n-Jmn
Transliteração (ASCII) aA-xpr-ra stp-n-Imn mri-imn
Transcrição Aakheper-rá setepen-amun meriamun
Tradução "Grandiosa é a manifestação de . O eleito de Amom, amado de Amom."

Referências

  1. Shaw 1995, p. 311.
  2. Rocha 1997, p. 222.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rocha, Ivan Esperança (1997). «Monarquia e sabedoria: repensamento de uma relação na mentalidade judaica do Antigo Testamento». UNESP. História. 16 
  • Shaw, Ian; Nicholson, Paul (1995). Harry N. Abrams, ed. The Dictionary of Ancient Egypt (em inglês). Nova Iorque: Princeton University Press. ISBN 0810932253 
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