José Roberto da Silva Júnior

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Zé Roberto
Zé Roberto
Zé Roberto em 2011 atuando pelo Al-Gharafa
Informações pessoais
Nome completo José Roberto da Silva Júnior
Data de nasc. 6 de julho de 1974 (40 anos)
Local de nasc. São Paulo, (SP), Brasil
Nacionalidade  brasileira, Alemanha alemã
Altura 1,76 m
Canhoto
Informações profissionais
Posição Meia
Site oficial Perfil no Facebook
Clubes profissionais1
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1994–1997
1997–1998
1998
1998–2002
2002–2009
2006–2007
2009–2011
2011–2012
2012–2014
Brasil Portuguesa
Espanha Real Madrid
Brasil Flamengo (emp.)
Alemanha Bayer Leverkusen
Alemanha Bayern de Munique
Brasil Santos (emp.)
Alemanha Hamburgo
Catar Al-Gharafa
Brasil Grêmio
0061 00000(1)
0024 00000(0)
0024 00000(0)
0210 0000(30)
0355 0000(25)
0048 0000(12)
0089 0000(14)
0012 00000(9)
01000000(25)
Seleção nacional3
1995–2007 Brasil Brasil 0084 00000(6)


1 Partidas e gols pelo clube profissional
contam apenas partidas das ligas nacionais,
atualizados até 19 de janeiro de 2014.


3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 5 de maio de 2012.

José Roberto da Silva Júnior, mais conhecido como Zé Roberto (São Paulo, 6 de julho de 1974) é um futebolista brasileiro que atua como meia, volante ou lateral esquerdo.

É considerado uma grande referência na Alemanha por ter passado por três dos grandes clubes do país, eis eles, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique e Hamburgo SV. No Brasil, é grande ídolo da Portuguesa, clube a qual iniciou sua carreira em 1994, com destaque para 1996, quando ajudou a Lusa chegar na final do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1996. Teve curtas passagens pelo Real Madrid, da Espanha e pelo Flamengo nos anos de 1998. Sua notoriedade aumentou ainda mais quando em 2007, mesmo no auge do futebol alemão, decidiu voltar ao seu país para defender o Santos.[1] Nesse tempo, ajudou sua equipe se sagrar campeã do Campeonato Paulista de 2007, e ainda levar o time as semifinais da Libertadores. Nesse mesmo ano, foi considerado aos 32 anos como o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro, fechando seu retorno ao Bayern de Munique. No ano de 2010, após negociações frustadas e tentativas de voltar ao Brasil, Zé Roberto acertou-se com o Al-Gharafa do Catar por dois anos.[2] Somou passagens pela Seleção Brasileira, conquistando duas Copa América e duas Copa das Confederações, além de ter sido titular na Copa do Mundo de 2006. É integrante do movimento Bom Senso F.C., que reivindica uma melhor estrutura para o futebol do Brasil.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Destaque na Lusa e discretas passagens por Flamengo e Real Madrid[editar | editar código-fonte]

Zé Roberto começou nas divisões de base do Palestra de São Bernardo, onde sempre apresentou um futebol diferenciado, caracterizado pelos belos dribles e passes geniais, despertando interesse da Portuguesa, que o levou para atuar na base logo no começo dos anos 90. Em 1994, fez a sua estréia como profissional. Seu destaque foi dois anos mais tarde, em 1996, quando ainda jogava como lateral esquerdo. Acabou levando a Lusa para a final do Brasileirão de 1996, após um oitavo lugar na fase classificatória e vitórias sobre o Cruzeiro e Atlético Mineiro. No grande jogo decisivo contra o Grêmio em 11 de dezembro, venceu o jogo de ida por 2-0, mas na volta, quatro dias mais tarde, foi derrotado pelo mesmo placar. O critério que desempatou foi a posição na fase classificatória, em que o clube gaúcho ficou duas posições a frente. Ao fim do campeonato, Zé Roberto foi escolhido o Melhor Lateral Esquerdo do torneio pela Bola de Prata. Tal prêmio fez com que o jovem de 22 anos ganhasse destaque internacional, levando interesse de grandes clubes europeus.

Seu último ano na Portuguesa foi 1997, quando transferiu-se oficialmente para o Real Madrid. Sua camisa na época era a 21, que foi deixada pelo ex-astro do futebol espanhol, Luis Enrique. A negociação girou em torno de €2,5M, o equivalente a $6,2M, se tornando a maior transação do futebol brasileiro envolvendo um lateral esquerdo. Apesar do grande assédio a Zé Roberto, ele produziu abaixo do esperado, sendo pouco aproveitado nas partidas do Campeonato Espanhol e atuando muitas vezes entre os reservas da equipe, disputando apenas 15 partidas. Seu rendimento baixo resultou em empréstimo ao Flamengo na mesma temporada. Chegou a tempo de disputar o Campeonato Brasileiro de 1998, atuando diversas vezes como lateral esquerdo. Tinha feito um bom ano com a camisa do clube carioca, o suficiente para o levar de volta a Europa. Após o termino do seu empréstimo com o Flamengo, o Real Madrid o negociou com o futebol alemão, indo parar no Bayer Leverkusen.

Sucesso na Alemanha[editar | editar código-fonte]

Zé Roberto com o Bayern na Allianz Arena na Bundesliga em 2006

Mesmo com certas turbulências, Zé alcançou o topo de sua carreira na Europa, quando chegou a Alemanha para se acertar com o Bayer Leverkusen no final dos anos 90. Por lá, jogou ao lado de grandes personagens do futebol internacional como o bulgaro Dimitar Berbatov, e o goleiro Hans-Jörg Butt. Essa passagem foi o início de uma grande amizade com o zagueiro Lucio, que tinha acabado de sair do Internacional em uma cara negociação. Futuramente, ambos seriam companheiros no Bayern de Munique, época mais vitoriosa da dupla e da Seleção Brasileira treinada por Carlos Alberto Parreira. Juntos, levaram o clube alemão ao grande auge. Foram vice campeões do campeonato nacional nas temporadas 1998-99 e 2001-02, além de chegarem a final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, ex-clube de Zé Roberto. Nessa final, o já meio campista não jogou, e sua equipe acabou derrotada por 2-1.[4]

Em 2003 então, transferiu-se para outro clube alemão: o Bayern de Munique. Neste clube, Zé Roberto viveu a melhor fase de sua carreira e conquistou grande parte de seus títulos, segundo as palavras do jornal local "Zé Roberto não é mal jogador e nem um bom jogador, muito pelo contrario".

Ainda em 2006, após nove anos fora do Brasil, Zé Roberto assinou um contrato de dez meses com o Santos.

Apontado como o melhor jogador em atividade no país durante o primeiro semestre de 2007, Zé Roberto foi uma peça importante. Conquistou o Campeonato Paulista, seu único título no Brasil, e levou o Santos ao terceiro lugar na Copa Libertadores da América. Evangélico, escreveu o livro "Zé Roberto, Colhendo Frutos em Terra Seca", da Editora Central Gospel.[5]

Na janela de transferências da temporada 2009-10, Zé Roberto se transferiu para o Hamburgo, da Alemanha, assinando um contrato de dois anos. Em junho de 2011, após o fim do contrato, Zé Roberto anunciou que não renovaria com o Hamburgo, o que levou alguns dirigentes de times de futebol animados com o fim do amor entre o jogador e a Alemanha, e foi para o Oriente Médio, mais precisamente para o Catar jogar pelo Al-Gharafa, para ocupar o lugar de Juninho Pernambucano, que foi jogar no Vasco

Al-Gharafa[editar | editar código-fonte]

Chegou no clube para suprir a ausência do Juninho Pernambucano, na época no Vasco da Gama, Estreou Dando 2 Assistencias pelo campeonato Árabe, teve 9 gols e 2 assistências e foi candidato a ser o melhor jogador do campeonato Árabe.

Grêmio[editar | editar código-fonte]

O jogador se apresentou dia 4 de junho de 2012 no Grêmio, ganhando a camisa 10 e, tornando-se um dos destaques do time, juntamente com Elano, Gilberto Silva, Marcelo Moreno e Marcelo Grohe. Zé Roberto, fechou um contrato por um ano.

No processo de renovação de seu contrato para 2013 declarou em entrevista: "[...] Minha identificação com o Grêmio foi muito rápida, e sinto o carinho dos torcedores de uma forma que não vivi em outros grandes clubes que joguei"[6]

Apesar do prêmio Bola de Ouro conquistado pelo desempenho no Campeonato Brasileiro de 2014, o clube não renovou seu contrato, que termina em 31 de dezembro de 2014.[7]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Zé Roberto também jogou na Seleção Brasileira, tendo participado de duas conquistas de Copa América e de Copa das Confederações.

Disputou também a Copa do Mundo de 1998, sendo vice-campeão, atuando ainda na lateral esquerda, reserva do então titular Roberto Carlos.

Uma fase porém não foi o bastante para fazê-lo integrar o elenco da Copa do Mundo de 2002, na qual a Seleção Brasileira se consagraria campeã.

Na Copa do Mundo de 2006, apesar da campanha frustrante da Seleção Brasileira, Zé Roberto destacou-se como um dos melhores do torneio, fazendo inclusive parte da Seleção da Copa, eleita pela FIFA.

Em 2007, quando estava no Santos, foi convocado para a disputa de mais uma Copa América. No entanto, o jogador acabou recusando o convite, optanto por encerrar seu ciclo na seleção, a fim de poder retornar ao Bayern de Munique.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Até 17 de abril de 2012.

Clubes[editar | editar código-fonte]

Clube Temporada Campeonato
nacional
Copa
nacional
Competições
continentais
Outros
torneios
Total
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
Bayern de Munique 2007/08 30 5 0 0 9 2 0 0 39 7
2008/09 29 4 0 0 8 0 0 0 37 4
Total 59 9 0 0 17 2 0 0 76 11
Hamburgo 2009/10 23 6 2 0 14 1 - - 39 7
2010/11 31 1 2 0 - - - - 33 1
Total 54 7 4 0 14 1 - - 72 8
Al-Gharafa 2013 14 1 - - - - - - 14 1
Total 14 1 - - - - - - 14 1
Grêmio 2012 22 3 - - 4 1 - - 26 4
2013 29 3 1 0 9 3 9 4 48 10
Total 51 6 1 0 13 4 9 4 74 14
Total na carreira 178 23 5 0 44 7 9 4 236 34

Títulos[editar | editar código-fonte]

Real Madrid
Bayern de Munique
Santos
Al-Gharafa
  • Copa Emir: 2012
Seleção Brasileira de Futebol

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]